Vacinação infantil

PorMichael J. Smith, MD, MSCE, Duke University School of Medicine
Reviewed ByAlicia R. Pekarsky, MD, State University of New York Upstate Medical University, Upstate Golisano Children's Hospital
Revisado/Corrigido: modificado mai. 2025
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Visão Educação para o paciente

A vacinação é extremamente eficaz para prevenir doenças graves e melhorar a saúde em todo o mundo. Por causa das vacinas, infecções que antes eram muito comuns e/ou fatais (p. ex., poliomielite, difteria) agora são raras, e algumas (p. ex., varíola) foram erradicadas. As imunizações infantis de rotina administradas nos Estados Unidos preveniram aproximadamente 508 milhões de casos de doenças, 32 milhões de hospitalizações e 1,1 milhão de mortes entre 1994 e 2023, com as maiores taxas de prevenção ocorrendo entre doenças altamente infecciosas como sarampo, varicela e difteria (1). No entanto, exceto para a varíola, essas infecções ainda ocorrem esporadicamente em todo o mundo.

Para informações adicionais sobre vacinas específicas, consulte o seguinte:

Referência geral

  1. 1. Zhou F, Jatlaoui TC, Leidner AJ, et al. Health and Economic Benefits of Routine Childhood Immunizations in the Era of the Vaccines for Children Program - United States, 1994-2023. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2024;73(31):682-685. Published 2024 Aug 8. doi:10.15585/mmwr.mm7331a2

Calendários de vacinação infantil

Nos Estados Unidos, a vacinação de crianças e adolescentes segue um calendário recomendado pelo Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC):

Os calendários também estão disponíveis como free mobile app for health care professionals. Adicionalmente, os médicos devem consultar as recomendações relevantes do Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) para a vacina específica.

Eficácia e segurança das vacinas

A vacinação foi profundamente eficaz na prevenção de doenças graves. Dado seu baixo custo (particularmente em comparação aos medicamentos que precisam ser tomados a longo prazo para tratar infecções e sua morbidade associada), as vacinas são uma das intervenções médicas com melhor custo-benefício. Vacinas foram tão eficazes que muitos profissionais de saúde atualmente em atividade viram poucos ou nenhum caso de doenças que costumavam ser extremamente comuns e frequentemente fatais.

Como as doenças prevenidas por vacinas tornaram-se, em geral, raras nos Estados Unidos, e as vacinas são normalmente administradas a crianças saudáveis, é crucial que apresentem um perfil de segurança elevado para serem consideradas aceitáveis por pacientes e cuidadores.

Antes da aprovação e licenciamento da U.S. Food and Drug Administration (FDA), as vacinas (como qualquer produto médico) são testadas em ensaios clínicos controlados randomizados (ECRs) que comparam a nova vacina com placebo (ou, se houver, com uma vacina existente). Esses ensaios clínicos randomizados pré-licença são projetados principalmente para avaliar a eficácia da vacina e identificar eventos adversos comuns (p. ex., febre, reações locais como hiperemia, edema e dor no local da injeção). Entretanto, alguns efeitos adversos ocorrem muito raramente para serem detectados em um ECR de qualquer tamanho prático e talvez só apareçam depois de a vacina ser comercializada e começar a ser utilizada rotineiramente. Assim, 2 sistemas de vigilância, o Vaccine Adverse Event Reporting System (VAERS) e o Vaccine Safety Datalink (VSD), foram criados para monitorar a segurança das vacinas após o licenciamento.

O VAERS é um programa de segurança copatrocinado pela FDA e pelo CDC. É um portal onde pacientes individuais que acreditam ter tido um evento adverso após uma vacinação recente podem enviar um relatório. Profissionais de saúde também devem comunicar determinados eventos após a vacinação e podem relatá-los mesmo que não tenham certeza de que estejam relacionados com uma vacina. O VAERS coleta relatórios feitos em todo o território norte-americano e fornece uma avaliação rápida dos potenciais problemas de segurança. Entretanto, os relatórios do VAERS podem mostrar somente as associações temporais entre a vacinação e um efeito adverso suspeito; ele não prova a causalidade. Assim, os relatórios do VAERS também devem ser avaliados utilizando outros métodos. Um desses métodos utiliza o VSD, que utiliza dados de 13 sites que fornecem conhecimentos clínicos, metodológicos e estatísticos; 11 destes são sites de fornecimento de dados (1). Os dados compreendem administração de vacina (anotada no prontuário médico como parte dos cuidados de rotina), bem como a história clínica subsequente, incluindo efeitos adversos. Ao contrário do VAERS, o Vaccine Safety Datalink contém dados de pacientes que não receberam uma determinada vacina, bem como aqueles que receberam. A presença de uma população controle no VSD permite que comparações sejam feitas. Como resultado, o Vaccine Safety Datalink pode ajudar a distinguir efeitos adversos reais de sintomas e doenças que coincidentemente ocorreram após a vacinação e, assim, determinar a incidência real dos efeitos adversos. Apesar dos benefícios para a saúde e dos mecanismos consolidados destinados a garantir a segurança das vacinas, alguns pais não autorizam a vacinação de seus filhos. (Ver também Hesitação vacinal.)

Referência

  1. 1. CDC: Vaccine Safety Datalink (VSD).

Informações adicionais

Os recursos em inglês a seguir podem ser úteis. Observe que este Manual não é responsável pelo conteúdo desses recursos.

  1. Children's Hospital of Philadelphia: Vaccine Education Center

  2. European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC): Vaccine schedules in all countries in the EU/EEA

  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC): Vaccines For Your Children

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