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Febre em adultos

Por

Larry M. Bush

, MD, FACP, Charles E. Schmidt College of Medicine, Florida Atlantic University

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
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A febre é uma temperatura corporal elevada. A temperatura é considerada elevada quando é superior aos 38 °C, conforme medida com um termômetro na boca ou mais alta que 38,2 °C, se medida por um termômetro no reto. Muitas pessoas usam o termo “febre” livremente, muitas vezes significando que elas se sentem quentes, com muito frio ou suadas, mas na verdade elas não mediram suas temperaturas.

Ainda que uma temperatura de 37 °C seja considerada normal, a temperatura corporal varia de acordo com a hora do dia. Ela é mais baixa de manhã cedo e mais alta ao final da tarde, às vezes atingindo 37,7 °C. Da mesma forma, a febre não permanece em constante temperatura. Por vezes a temperatura atinge um pico máximo todos os dias, voltando logo em seguida à normalidade. Esse processo é chamado de febre intermitente. Alternativamente, a temperatura varia, mas não retorna ao normal. Esse processo é chamado de febre remitente. Os médicos não acham mais que o padrão de elevação e queda da febre seja muito importante no diagnóstico de certos distúrbios.

Consequências da febre

Os sintomas que as pessoas têm são devido, principalmente, ao estado que causa a febre, não à febre em si.

Embora muitas pessoas se preocupem achando que a febre possa ser prejudicial, as típicas elevações temporárias da temperatura corporal para 38 °C a 40 °C causadas por doenças praticamente de curta duração são bem toleradas por adultos saudáveis. Porém, uma febre moderada pode ser ligeiramente perigosa para adultos com doença cardíaca ou pulmonar, porque a febre causa o aumento da frequência cardíaca e respiratória. A febre pode também piorar o estado mental em pessoas com demência.

A elevação extrema da temperatura (geralmente mais de 41 °C) pode ser prejudicial. Uma temperatura corporal alta assim pode causar o mau funcionamento da maioria dos órgãos e, por fim, a insuficiência destes. Tal elevação extrema às vezes resulta de infecção muito grave (tal como sepse, malária ou meningite), mas é mais comum ser causada por insolação ou pelo uso de certas drogas.

Causas

As substâncias que causam febre denominam-se pirógenos. Estes podem ser provenientes do interior ou do exterior do corpo. Os micro-organismos e as substâncias que eles produzem (como as toxinas) são exemplos de pirógenos formados no exterior do corpo. Os pirógenos formados dentro do corpo são geralmente produzidos pelos monócitos e macrófagos (dois tipos de glóbulos brancos do sangue). Os pirógenos de fora do corpo podem causar febre ao estimular o corpo a liberar seus próprios pirógenos ou afetando diretamente a área do cérebro que controla a temperatura.

Infecção não é a única causa de febre. A febre pode também resultar de inflamação, de reação a um medicamento, de uma reação alérgica, de distúrbios autoimunes (quando o corpo produz anticorpos anormais que atacam seus próprios tecidos) e câncer não detectado (especialmente leucemia, linfoma ou câncer no rim).

Muitos distúrbios podem causar febre. Eles são amplamente categorizados como

  • Infecciosos (mais comuns)

  • Neoplásicos (câncer)

  • Inflamatórias

Uma causa infecciosa é altamente provável em adultos com febre que dure 4 dias ou menos. Uma causa não infecciosa tende mais a provocar febre que dure por muito tempo ou que retorne.

Muitos cânceres causam febre.

Os distúrbios inflamatórios que causam febre incluem distúrbios das articulações, do tecido conjuntivo e dos vasos sanguíneos, tais como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico (lúpus) e arterite de células gigantes.

Além disso, uma febre isolada de curta duração (aguda) em pessoas com câncer ou com uma doença inflamatória conhecida é mais provável que tenha uma causa infecciosa. Em pessoas saudáveis, é improvável que uma febre aguda seja o primeiro sinal de uma doença crônica.

Os medicamentos às vezes causam febre. Por exemplo, antibióticos betalactâmicos (como penicilina) e medicamentos com sulfa podem desencadear febre. As drogas que podem causar uma temperatura extremamente alta incluem determinadas drogas ilícitas (tal como cocaína, anfetaminas ou fenciclidina), anestésicos e antipsicóticos.

Causas mais frequentes

Praticamente todos os distúrbios infecciosos podem causar febre. No geral, as causas mais prováveis são

As infecções mais agudas do trato respiratório e gastrointestinal são virais.

Fatores de risco

Certas condições (fatores de risco) tornam as pessoas mais vulneráveis a febre. Esses fatores de risco incluem os seguintes:

  • O estado de saúde da pessoa

  • A idade da pessoa

  • Certas profissões

  • Uso de certos medicamentos e procedimentos médicos

  • Exposição a infecções (por exemplo, por viagem ou contato com insetos ou pessoas infectadas)

Tabela
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Algumas causas de febre baseadas em fatores de risco

Fator de risco

Causa

Nenhum (saudável)

Infecção do trato respiratório superior e inferior

Infecção gastrointestinal

Infecção relacionada a um cateter inserido em uma veia (infecção por cateter IV)

Infecção do trato urinário, particularmente em pessoas com um cateter urinário

Pneumonia, principalmente em pessoas ligadas a ventilador mecânico

Atelectasia (colapso de parte de um pulmão devido a bloqueio das vias aéreas, em vez de infecção)

Infecção ou uma bolsa de sangue (hematoma) no local da cirurgia

Diarreia (devido a colite induzida por Clostridium difficile)

Medicamentos

Reação à transfusão

Viagem a áreas onde uma infecção é comum (áreas endêmicas)

Distúrbios que causam diarreia

Infecções fúngicas, como coccidioidomicose, blastomicose ou histoplasmose

Infecções por riquétsias (como febre por picada de carrapato africano e febre maculosa do Mediterrâneo)

Exposição a insetos ou animais que carregam organismos causadores de doença, chamados vetores (nos Estados Unidos)

Animais selvagens: tularemia, raiva ou infecção por hantavírus

Pulgas: peste

Aves: Psitacose

Morcegos: raiva ou histoplasmose

Um sistema imunológico enfraquecido (imunocomprometido)

Parasitas: infecção por Toxoplasma gondii, Strongyloides stercoralis, Cryptosporidium ou Cystoisospora belli

Medicamentos que podem aumentar a produção de calor

Fenciclidina (PCP)

Metilenedioximetanfetamina (MDMA ou Ecstasy)

Anestésicos

Medicamentos que podem desencadear febre

Antibióticos betalactâmicos (como penicilina)

Medicamentos à base de sulfa

Fenitoína

Carbamazepina

Procainamida

Quinidina

Anfotericina B

Interferons (medicamentos baseados em substâncias produzidas pelo sistema imunológico e que ajudam a bloquear a reprodução de vírus)

Avaliação

De uma forma geral, um médico pode determinar se uma infecção está presente com base em um breve histórico, um exame físico ou a realização de alguns exames simples, como radiografia do tórax e testes de urina. Por vezes, no entanto, a causa da febre não é imediatamente identificada.

Quando aos médicos avaliam inicialmente as pessoas com febre aguda, eles se focam em dois problemas gerais:

  • Identificação de outros sintomas, tais como dor de cabeça ou tosse: Esses sintomas ajudam a estreitar a gama de causas possíveis.

  • Determinar se a pessoa está com doença séria ou crônica: Muitas das possíveis infecções virais agudas são difíceis para os médicos diagnosticarem especificamente (ou seja, de determinarem exatamente que vírus está causando a infecção). Limitar testes em pessoas que apresentam doença séria ou crônica pode ajudar a evitar muitas procuras caras, desnecessárias e, muitas vezes, sem frutos.

Sinais de alerta

Em pessoas com febre aguda, certos sinais e características são causa para preocupação. Incluem

  • Mudança na função mental, tal como confusão

  • Dor de cabeça, pescoço duro ou ambos

  • Pequenas manchas vermelhas arroxeadas lisas na pele (petéquias), o que indica sangramento sob a pele

  • Pressão arterial baixa

  • Frequência cardíaca rápida ou respiração acelerada

  • Falta de ar (dispneia)

  • Temperatura superior a 40 °C (104 °F) ou inferior a 35 °C (95 °F)

  • Viagem recente para uma área em que uma doença infecciosa, como malária, seja comum (endêmica)

  • Utilização recente de medicamentos que inibem o sistema imunológico (imunossupressores)

Quando consultar um médico

As pessoas que tiverem quaisquer sinais de alerta devem consultar um médico imediatamente. Tais pessoas geralmente precisam de testes imediatos e muitas vezes de admissão a um hospital.

Pessoas sem esses sinais de alerta devem ligar para o médico se a febre durar mais de 24 a 48 horas. Dependendo da idade da pessoa, de outros sintomas e de estados clínicos conhecidos, o médico pode pedir para a pessoa ir para avaliação ou recomendar tratamento em casa. Geralmente, as pessoas devem consultar um médico se a febre durar mais de 3 ou 4 dias, independente de outros sintomas.

O que o médico faz

Primeiro, o médico faz perguntas sobre os sintomas e o histórico médico. Em seguida, os médicos fazem um exame físico. O que eles encontram durante o histórico e o exame físico muitas vezes sugere uma causa de febre e os testes que precisam ser feitos.

O médico começa a perguntar à pessoa sobre os sintomas e as doenças passadas e presentes, os medicamentos que está utilizando, quaisquer transfusões de sangue, exposição a infecções, viagem recente, hospitalizações recentes, cirurgias ou outros procedimentos médicos. O padrão da febre raramente ajuda o médico a estabelecer um diagnóstico. No entanto, uma febre que retorna em dias alternados ou a cada três dias é típica de malária. Os médicos consideram malária como possível causa somente se as pessoas viajaram para uma área onde a malária é comum.

Viagens recentes podem dar aos médicos pistas sobre a causa da febre, pois algumas infecções ocorrem somente em certas regiões. Por exemplo, a coccidioidomicose (uma infecção fúngica) ocorre, quase exclusivamente, no sudoeste dos Estados Unidos.

Exposição recente a determinados materiais ou animais também é importante. Por exemplo, pessoas que trabalham em uma fábrica de embalagem de carnes são mais propensas a contrair brucelose (uma infecção bacteriana que se dissemina pelo contato com animais domésticos).

A dor é um indício significativo da possível origem da febre, como tal, o médico coloca questões sobre dor nos ouvidos, cabeça, pescoço, dentes, garganta, tórax, abdome, flanco, reto, músculos e articulações.

Outros sintomas que ajudam a determinar a causa da febre incluem congestão nasal e/ou secreção, tosse, diarreia e sintomas urinários (frequência, urgência e dor ao urinar). Saber se a pessoa possui gânglios linfáticos aumentados ou erupção cutânea (incluindo a aparência, o local e quando apareceu em relação a outros sintomas) pode ajudar o médico a apontar uma causa. Pessoas com febres recorrentes, suores noturnos e perda de peso podem ter uma infecção crônica, tal como tuberculose ou endocardite (infecção do revestimento do coração e geralmente das valvas cardíacas).

O médico pode também perguntar sobre o seguinte:

  • Contato com alguém que tenha uma infecção

  • Alguma condição conhecida que predisponha à infecção, tal como infecção por HIV, diabetes, câncer, transplante de órgão, doença falciforme ou distúrbios das valvas cardíacas, particularmente se uma valva artificial estiver presente

  • Algum distúrbio conhecido que predisponha à febre sem infecção, tal como lúpus, gota, sarcoidose, glândula tireoide superativa (hipertireoidismo) ou câncer

  • Uso de medicamentos que predispõem à infecção, tais como medicamentos quimioterápicos para câncer, corticosteroides ou outros medicamentos que suprimem o sistema imunológico.

  • Uso de drogas ilícitas injetáveis

O exame físico começa com a confirmação da febre. A febre é determinada com mais precisão ao medir a temperatura retal. Em seguida, o médico faz um exame físico completo da cabeça aos pés para encontrar uma fonte da infecção ou alguma evidência da doença.

Exames

A necessidade de exames depende do que o médico encontra durante a avaliação do histórico médico e o exame físico.

Caso contrário, as pessoas saudáveis que apresentam febre aguda e somente sintomas gerais e imprecisos (por exemplo, elas se sentem geralmente doentes ou com dores) provavelmente têm uma doença viral que desaparecerá sem tratamento. Portanto, elas não necessitam de testes. As exceções são pessoas que foram expostas a um animal ou inseto que é portador e transmissor de uma doença específica (chamados de vetores), tais como pessoas com mordida de carrapato e aquelas que estiveram em uma área onde uma doença em particular (tal como malária) seja comum.

Se, por outro lado, pessoas saudáveis apresentam achados que sugiram uma doença em particular, podem ser necessários testes. Os médicos selecionam testes com base nesses achados. Por exemplo, se as pessoas têm dor de cabeça e pescoço duro, é feita uma punção lombar para procurar meningite. Se as pessoas apresentam tosse e congestão dos pulmões, é feita uma radiografia do tórax para procurar pneumonia.

Pessoas com maior risco de infecção, pessoas que parecem seriamente enfermas e pessoas idosas muitas vezes precisam fazer testes quando os achados não sugerirem uma doença em particular. Para tais pessoas, os médicos muitas vezes fazem o seguinte:

  • Uma contagem completa (incluindo o número e a proporção de diferentes tipos de glóbulos brancos do sangue)

  • Radiografia do tórax

  • Urinálise

Um aumento da quantidade de glóbulos brancos do sangue costuma indicar infecção. A proporção de diferentes tipos de glóbulos brancos do sangue (contagem diferencial) fornece mais pistas. Por exemplo, um aumento de neutrófilos sugere uma infecção provocada por bactérias relativamente nova. Um aumento dos eosinófilos indica a presença de parasitas, por exemplo, tênias ou nematelmintos. Também pode enviar amostras de sangue e de outros líquidos corporais para o laboratório, para que se proceda ao cultivo de micro-organismos. Outras análises do sangue podem ser usadas para detectar anticorpos contra micro-organismos específicos.

Febre de origem desconhecida

Uma febre de origem desconhecida pode ser diagnosticada quando

  • A pessoa tem febre de pelo menos 38,3 °C por várias semanas

  • A investigação exaustiva não detectar a causa

Nesses casos, a causa pode ser uma infecção crônica pouco comum (como tuberculose, infecção bacteriana do coração, infecção por HIV, citomegalovírus ou vírus Epstein-Barr) ou outro quadro que não uma infecção, como uma doença do tecido conjuntivo (por exemplo, lúpus ou artrite reumatoide) ou câncer (por exemplo, linfoma ou leucemia). Outras causas incluem reações a drogas, coágulos de sangue (trombose venosa profunda), inflamação de tecidos orgânicos (sarcoidose) e doença inflamatória do intestino. Em pessoas idosas, as causas mais comuns de febre de origem desconhecida são arterite de células gigantes, linfomas, abscessos e tuberculose.

Os médicos geralmente fazem análises de sangue, incluindo hemograma completo, hemoculturas, exames para avaliar se o fígado está funcionando bem (testes de função hepática) e exames para averiguar distúrbios do tecido conjuntivo. Outros exames, como radiografia do tórax, urinálise e urocultura, podem ser realizados.

Ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética (RM), particularmente das áreas que estão causando desconforto, podem ser úteis no diagnóstico da causa. A varredura radionuclídea, feita após glóbulos brancos do sangue com marcadores radioativos serem injetados na veia, pode ser usada para identificar áreas de infecção ou de inflamação.

Se os resultados de todos os exames realizados forem negativos, o médico pode ter necessidade de obter para biópsia uma amostra do fígado, da medula óssea ou de outra área do corpo que o médico suspeite de infecção. A amostra é então examinada ao microscópio, cultivada e analisada.

O tratamento de febre de origem desconhecida está focalizado no tratamento da doença que estiver causando a febre, se esta for conhecida. Os médicos podem administrar medicamentos para baixar a temperatura corporal (consultetratamento da febre).

Tratamento

Uma vez que a febre ajuda o corpo a defender-se contra a infecção e porque a febre em si não é perigosa (a menos que mais alta que 41,1 °C), há certo debate se a febre deva ser tratada rotineiramente. No entanto, pessoas que apresentam febre alta costumam sentir-se muito melhor quando esta é tratada. Além disso, pessoas com doença cardíaca ou pulmonar e aquelas com demência são consideradas em risco particular de complicações perigosas, portanto quando elas têm febre devem ser tratadas.

Os medicamentos utilizados para baixar a temperatura corporal levam o nome de antipiréticos.

Os antipiréticos mais eficazes e mais generalizados são o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como aspirina, ibuprofeno e naproxeno.

Normalmente, as pessoas podem tomar um dos seguintes:

  • 650 miligramas de paracetamol de 6 em 6 horas (não exceder 4.000 miligramas em 1 dia)

  • 200 a 400 miligramas de ibuprofeno de 6 em 6 horas

Já que muitas preparações para resfriado ou gripe vendidas livremente contêm paracetamol, as pessoas devem ter cuidado para não tomarem paracetamol em uma ou mais dessas preparações ao mesmo tempo.

Outras medidas de resfriamento (como resfriar com borrifo de água morna e usar cobertores de resfriamento) são necessárias somente se a temperatura for de cerca de 41,1 °C ou mais. Deve-se evitar passar esponja com álcool, pois o álcool pode ser absorvido pela pele e ter efeitos nocivos.

As pessoas que têm uma infecção do sangue ou apresentam sinais vitais anormais (como pressão arterial baixa e pulso e frequência respiratória rápidos) são admitidas no hospital.

Informações essenciais para idosos: Febre

A febre pode ser ardilosa em pessoas idosas porque o corpo pode não responder do mesmo modo que responderia em pessoas mais jovens. Por exemplo, em idosos fracos, a infecção tem menos probabilidade de causar febre. Mesmo quando elevada por infecção, a temperatura pode ser mais baixa do que a definição padrão de febre e o grau de febre pode não corresponder à gravidade da doença. Similarmente, outros sintomas, tais como dor, podem ser menos notáveis. Frequentemente, uma mudança na função mental ou um declínio no funcionamento diário é o único outro sinal inicial de pneumonia ou de infecção do trato urinário.

Porém, idosos com febre têm mais probabilidade de ter uma infecção bacteriana séria do que adultos mais jovens com febre. Assim como em adultos mais jovens, a causa é comumente uma infecção respiratória ou do trato urinário. Infecções da pele e do tecido mole são também causas comuns em idosos.

O diagnóstico de febre em idosos é similar àquele de adultos mais jovens, exceto que para pessoas mais idosas os médicos geralmente recomendam testes de urina (incluindo cultura) e uma radiografia do tórax. São recolhidas amostras de sangue para realizar culturas e descartar infecção do sangue (bacteremia).

Pontos-chave

  • A maioria das febres em pessoas saudáveis é causada por uma infecção respiratória ou gastrointestinal devido a um vírus.

  • Se pessoas com febre tiverem sinais de alerta, elas devem consultar um médico imediatamente.

  • Os médicos conseguem geralmente identificar uma infecção com base em um breve histórico médico, um exame físico e ocasionalmente alguns exames simples e, em seguida, eles usam esses resultados, particularmente os sintomas, para determinar que outros exames são necessários.

  • Os médicos consideram distúrbios crônicos subjacentes, particularmente aqueles que debilitam o sistema imunológico, como possível causa da febre que dura muito tempo.

  • Tomar paracetamol ou um AINE geralmente baixa a febre e faz com que as pessoas se sintam melhores, embora para a maioria das pessoas o tratamento não seja crucial.

  • Em idosos, as infecções têm menos probabilidade de causar febre e outros sintomas podem ser menos notáveis.

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