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Imunização passiva

Por

Margot L. Savoy

, MD, MPH, Lewis Katz School of Medicine at Temple University

Última modificação do conteúdo jul 2019
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Recursos do assunto

A imunização passiva é feita pela administração de

  • Anticorpos contra um organismo

  • Uma toxina produzida por um organismo

Imunização passiva é fornecida nas seguintes circunstâncias:

  • Quando as pessoas não puderem sintetizar anticorpos

  • Quando as pessoas tiverem sido expostas a uma doença a qual não são imunes ou em que haja probabilidade de causar complicações

  • Quando as pessoas tiverem uma doença e os efeitos da toxina devam ser melhorados

A imunização passiva não induz imunidade natural.

Globulinas imunes e antitoxinas disponíveis nos EUA, Imunoglobulinas e antitoxinas* disponíveis nos EUA.

Tabela
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Imunoglobulinas e antitoxinas* disponíveis nos EUA

Agente imunobiológico

Tipo

Indicações

Antitoxina botulínica

Anticorpos equinos específicos

Tratamento de botulismo

Antitoxina botulínica (BIG)

Anticorpos humanos específicos

Tratamento de botulismo em lactentes

Imunoglobulina de citomegalovírus, IV (CMV-IgIV)

Anticorpos humanos específicos

Antitoxina diftérica

Anticorpos equinos específicos

Tratamento de difteria respiratórias

Imunoglobulina de hepatite B (HBIg)

Anticorpos humanos específicos

Profilaxia pós-exposição à hepatite B

Imunoglobulina (Ig)

Anticorpos humanos inespecíficos

Profilaxia para pré e pós-exposição à hepatite A; pós-exposição ao sarampo; deficiência de imunoglobulina; rubéola no 1º trimestre de gestação; varicela (se imunoglobulina de varicela zóster não estiver disponível)

Imunoglobulina intravenosa (IgIV)

Anticorpos humanos inespecíficos

Imunoglobulina subcutânea (SCIg)

Anticorpos humanos inespecíficos

Tratamento de distúrbios de imunodeficiência primária

Imunoglobulina antirrábica (HRIg) †

Anticorpos humanos específicos

Administração pós-exposição antirrábica em pessoas não previamente imunizadas com vacina contra raiva

Anticorpo monoclonal murino de vírus sincicial respiratório (VSR-mAb)

Anticorpo monoclonal murino (palivizumabe)

Prevenção de VSR em recém-nascidos de alto risco

Imunoglobulina tetânica (TIg)

Anticorpos humanos específicos

Tratamento de tétano

Profilaxia pós-exposição de pessoas não imunizadas adequadamente com toxoide tetânico

Imunoglobulina vacínia (VIg)

Anticorpos humanos específicos

Tratamento de eczema vaccinatum, vacínia necrosum e vacínia ocular

Imunoglobulina de varicela zóster (VariZIG)

Anticorpos humanos específicos

Profilaxia pós-exposição em pessoas sem evidências de imunidade, têm maior risco de varicela grave e contraindicações à vacina para varicela

* Preparações de imunoglobulinas e antitoxinas são administradas por via intramuscular, exceto se houver outra indicação.

†Administra-se imunoglobulina para raiva (HRIG) ao redor das feridas e também por via intramuscular.

Adaptado de National Center for Immunization and Respiratory Diseases: General recommendations on immunization: Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 60(RR02):1–64, 2011.

Imunoglobulina humana (IG)

Ig é uma solução concentrada de anticorpos preparada com o plasma obtido de doadores normais. Consiste principalmente em IgG, embora traços de IgA, IgM e outras proteínas de soro possam estar presentes. Muito raramente, Ig contém vírus transmissíveis (p. ex., hepatite B ou C ou HIV), sendo estável durante muitos meses se armazenada a 4 °C. Ig é aplicada por via intramuscular.

Como níveis máximos de anticorpos no soro podem não acontecer até aproximadamente 48 horas após a administração intramuscular, a Ig deve ser administrada assim que possível. A meia-vida de Ig na circulação é de aproximadamente 3 semanas.

IG podem ser usada para a profilaxia em

A Ig fornece proteção apenas temporária; o teor dos anticorpos contra agentes específicos varia em até 10 vezes entre as preparações. A administração é dolorosa, e anafilaxia pode acontecer.

Imunoglobulina intravenosa (IgIV) foi desenvolvida para prover doses maiores e repetidas de imunoglobulina humana. IgIV é utilizada para tratar ou prevenir infecções bacterianas e virais graves, distúrbios autoimunes e imunodeficientes, particularmente os seguintes:

Efeitos adversos da IGIV são incomuns, embora febre, calafrios, cefaleia, fraqueza, náuseas, vômitos, hipersensibilidade, reações anafiláticas, tosse e sobrecarga de volume possam ocorrer.

Imunoglobulina subcutânea (SCIG) também é preparada do plasma humano agrupado; SCIG é direcionada para uso doméstico em pacientes com imunodeficiência primária.

Reações no local da aplicação são comuns, mas efeitos adversos sistêmicos (p. ex., febre, calafrios) são muito menos comuns com SCIG do que com IgIV.

Globulina hiperimune

A globulina hiperimune é preparada a partir do plasma de pessoas com altos títulos de anticorpos contra um microrganismo ou antígeno específico. É derivada de pessoas que estão convalescendo de infecções naturais ou doadores imunizados artificialmente.

Globulinas hiperimunes estão disponíveis contra hepatite B, botulismo infantil, raiva, tétano, citomegalovírus, vacínia e varicela-zóster. A administração é dolorosa e pode acontecer anafilaxia.

Anticorpos monoclonais

Anticorpos monoclonais específicos ativos contra agentes infecciosos são de grande interesse teórico, e alguns estão atualmente sendo estudados. Mas somente um único produto, palivizumabe, está atualmente disponível; ele é ativo contra vírus sincicial respiratório (VSR) e é usado para prevenção da infecção por VSR em algumas crianças de alto risco.

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