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Manual MSD

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Visão geral do baço

Por

Harry S. Jacob

, MD, DHC, University of Minnesota Medical School

Última modificação do conteúdo jul 2018
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De acordo com a estrutura e função, o baço é como 2 órgãos. A polpa branca, formada por bainhas linfáticas periarteriais e centros germinais, age como um órgão imunitário. A polpa vermelha, constituída de macrófagos e granulócitos revestindo os espaços vasculares (cordas e sinusoides), atua como órgão fagocitário.

A polpa branca é o local de produção e maturação das células B e células T. As células B no baço geram anticorpos humorais protetores; em certos distúrbios autoimunes (p. ex., trombocitopenia imunitária, anemias hemolíticas imunes com teste de Coombs positivo), autoanticorpos inapropriados para elementos sanguíneos circulantes também podem ser sintetizados.

A polpa vermelha remove bactérias revestidas por anticorpos, eritrócitos senescentes ou defeituosos e células sanguíneas revestidas por anticorpos (como pode ocorrer em citopenias imunes, como em ITP, anemias hemolíticas imunes, teste de Coombs positivo, e algumas neutropenias). A polpa vermelha também serve como reservatório para elementos sanguíneos, em especial leucócitos e plaquetas. Em alguns animais, o baço pode se contrair nos momentos de anemia grave e ocorre uma "autotransfusão" de eritrócitos; não está claro se essa "autotransfusão" acontece nos seres humanos. Durante essa seleção e captação de eritrócitos, o baço remove corpos de inclusão, como corpúsculos de Heinz (precipitados de globulina insolúvel), corpos de Howell-Jolly (fragmentos nucleares) e os núcleos todos; assim, após a esplenectomia ou em estado funcionalmente hipoesplênico, os eritrócitos com essas inclusões aparecem na circulação periférica. Pode haver hematopoiese se a lesão na medula óssea (p. ex., fibrosa ou tumoral) permitir que as células-tronco hematopoiéticas circulem e repovoem o baço adulto (ver também Mielofibrose primária e Síndrome mielodisplásica).

Asplenia

Asplenia é a perda da função esplênica decorrente de

  • Ausência congênita do baço

  • Remoção cirúrgica do baço (esplenectomia)

  • Ausência funcional do baço

Asplenia congênita é uma doença rara. Lactentes com essa doença frequentemente também têm cardiopatia congênita.

Asplenia cirúrgica é a ausência física do baço. Pode ocorrer em pacientes saudáveis que exigem esplenectomia após trauma ou em pacientes com doenças imunitárias ou hematológicas que precisam fazer esplenectomia (p. ex., trombocitopenia imunitária, hiperesplenismo, esferocitose hereditária).

Asplenia funcional é a perda da função esplênica decorrente de uma variedade de doenças sistêmicas. Causas comuns são doença falciforme, doença celíaca e doença hepática por alcoolismo. A asplenia funcional também pode ocorrer após lesões vasculares diretas (p. ex., infartos esplênicos ou trombose esplênica).

Devido ao papel importante do baço na imunidade humoral bem como na remoção de bactérias revestidas por anticorpos, a asplenia aumenta significativamente o risco de infecção. Pacientes asplênicos são particularmente suscetíveis à sepse grave por microorganismos encapsulados, primariamente o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), mas algumas vezes também o Hemophilus influenzae tipo b (Hib) ou a Neisseria meningitidis (meningococo). Os pacientes também têm maior risco de babesiose.

Por causa do risco dessas infecções, a imunização é importante. Os pacientes devem receber a vacina antipneumocócica; a vacina antimeningocócica e a vacina anti-Hib. Os pacientes também devem receber a vacina contra influenza e outras vacinas de acordo com seus quadros clínicos. Os pacientes também costumam receber profilaxia diária com antibióticos como penicilina ou amoxicilina, sobretudo quando têm contato regular com crianças. A duração apropriada do uso profilático de antibióticos não está clara. Pacientes com asplenia que apresentam febre devem receber antibioticoterapia empírica enquanto investigam a origem da febre.

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