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Cirurgia

Por

Paul K. Mohabir

, MD, Stanford University School of Medicine

Última revisão/alteração completa mar 2018| Última modificação do conteúdo abr 2018
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A cirurgia é o termo usado tradicionalmente para descrever procedimentos (chamados procedimentos cirúrgicos) que envolvem o corte ou a sutura manual de tecidos para tratar doenças, lesões ou deformidades. No entanto, os avanços nas técnicas cirúrgicas tornaram a definição mais complicada. Algumas vezes, para cortar tecidos, utiliza-se laser, radiação ou outras técnicas (em vez do bisturi), e as lesões podem ser fechadas sem sutura.

No tratamento médico moderno, a distinção entre um procedimento cirúrgico e um procedimento médico (normalmente considerado um procedimento que não envolve o corte ou a sutura de tecido) nem sempre é fácil. No entanto, fazer essa distinção não é importante, desde que o médico que faça o procedimento seja bem treinado e experiente.

A cirurgia é uma área extensa de cuidados, que inclui muitas técnicas diferentes. Em alguns procedimentos cirúrgicos, o tecido, como um abscesso ou um tumor, é removido. Em outros procedimentos, bloqueios são abertos. Em outros procedimentos ainda, artérias e veias são conectadas em novos locais para fornecer fluxo sanguíneo adicional para áreas que não o recebem em quantidade suficiente.

Em outro procedimento cirúrgico chamado transplante, órgãos, como pele, rim ou fígado, podem ser removidos do corpo e, em seguida, transferidos de volta ao mesmo corpo (por exemplo, com pele) ou em um corpo diferente.

Os enxertos, algumas vezes feitos de materiais artificiais, podem ser implantados para substituir vasos sanguíneos ou tecido conjuntivo, e barras metálicas podem ser inseridas no osso para estabilizar ou substituir fragmentos partidos.

Um diagnóstico algumas vezes é realizado por meio de uma cirurgia. Uma biópsia, na qual um pedaço de tecido é removido para exame em um microscópio, é o tipo mais comum de cirurgia de diagnóstico. Em alguns casos urgentes, em que não há tempo para exames de diagnóstico, a cirurgia é usada para o diagnóstico e tratamento. Por exemplo, pode ser necessária uma cirurgia para identificar e reparar rapidamente os órgãos com hemorragia devido a ferimentos por arma de fogo ou acidente de veículo motorizado.

A urgência da cirurgia normalmente é descrita por três categorias:

  • Emergência

  • Urgente

  • Eletiva

A cirurgia de emergência, como aquela necessária para a interrupção rápida de uma hemorragia interna, é realizada assim que possível, pois alguns minutos podem fazer a diferença.

A cirurgia urgente, como a retirada de um apêndice inflamado, deve ser realizada no prazo de horas.

A cirurgia eletiva, por sua vez, como no caso da substituição de uma articulação do joelho, pode ser adiada durante algum tempo até que se tenha feito tudo para otimizar as possibilidades de êxito durante e depois do procedimento cirúrgico.

Cirurgia cosmética

A cirurgia cosmética é um tipo de cirurgia eletiva que é focada na melhora da aparência.

A cirurgia cosmética envolve uma grande variedade de operações, por exemplo

  • Ritidectomia: Remoção de rugas da face e pescoço

  • Abdominoplastia: Remoção de gordura e excesso de pele da área abdominal

  • Mamoplastia: Aumento ou redução do tamanho das mamas

  • Cirurgia de substituição do cabelo: Recuperação do cabelo do couro cabeludo

  • Mandibuloplastia: Alteração do aspecto da mandíbula

  • Blefaroplastia: Alteração do aspecto dos olhos

  • Rinoplastia: Alteração do aspecto do nariz

  • Lipossucção: Remoção da gordura corporal

  • Escleroterapia: Eliminação de veias varicosas

A pessoa deve escolher um médico que atenda aos padrões médicos de prática da especialidade (certificação) e com ampla experiência na operação.

Para se obter os melhores resultados, é necessário que o paciente siga à risca as instruções do pós-operatório, portanto, a cirurgia cosmética é recomendada somente para pessoas altamente motivadas.

Embora a cirurgia cosmética seja popular e tentadora, ela é cara e tem riscos, incluindo graves riscos para a saúde, assim como a possibilidade de que o aspecto final possa ser menos agradável para a pessoa do que era originalmente.

Anestesia

Como a cirurgia geralmente é dolorosa, é quase sempre precedida pela administração de algum tipo de anestesia, analgésico ou ambos. Os anestésicos bloqueiam a percepção da dor, causando perda da sensação (dormência) ou da consciência, e os analgésicos são medicamentos administrados para reduzir a dor. Os anestésicos são geralmente administrados pelos profissionais da área da saúde especialmente treinados e certificados na administração de anestesia. Esses profissionais da área de saúde podem ser médicos (anestesiologistas) ou enfermeiros (enfermeiros anestesistas). Os enfermeiros anestesistas trabalham sob a orientação de um anestesiologista.

Existem três tipos de anestesia:

  • Local

  • Regional

  • Geral

Anestesia local e anestesia regional

Esses tipos de anestesia consistem em injeções de medicamentos (como lidocaína ou bupivacaína) que deixam apenas partes específicas do corpo dormentes.

Na anestesia local, o medicamento é injetado sob a pele, no ponto onde ela será cortada, para deixar dormente somente esse local.

Na anestesia regional, que deixa dormente uma grande área do corpo, o medicamento é injetado em torno de um ou mais nervos e deixa dormente a área do corpo suprida por esses nervos. Por exemplo, injetando-se um medicamento em torno de determinados nervos, é possível amortecer os dedos da mão, do pé ou amortecer totalmente ou uma área específica dos membros inferiores e superiores. Um tipo de anestesia regional implica a injeção de um medicamento em uma veia (anestesia regional intravenosa). Com um dispositivo como uma bandagem elástica ou um manguito de pressão arterial, comprimem-se as articulações do membro com o corpo, retendo o medicamento nas veias desse membro. A anestesia regional intravenosa pode deixar dormente um membro inteiro.

Durante a anestesia local e a anestesia regional, a pessoa permanece consciente. No entanto, algumas vezes, os médicos administram medicamentos ansiolíticos por via intravenosa para sedar e relaxar a pessoa. Raramente, a dormência, o formigamento e a dor persistem na área anestesiada durante dias ou semanas depois do procedimento cirúrgico.

A anestesia raquidiana e a anestesia peridural são tipos específicos de anestesia regional, em que o medicamento é injetado em volta da medula espinhal na região inferior das costas. Dependendo do ponto da injeção e da posição do corpo, pode-se anestesiar uma área extensa (por exemplo, da cintura aos dedos dos pés). As anestesias raquidiana e peridural são úteis para cirurgias da parte inferior do corpo, como a cirurgia de reparação de hérnias, em intervenções da próstata, reto, bexiga e pernas e em algumas intervenções ginecológicas. Esses tipos de anestesia também podem ser úteis para o parto. Por vezes, surge uma dor de cabeça dias depois da anestesia raquidiana, mas essa dor de cabeça pode ser tratada, em geral, de forma eficaz.

Anestesia geral

Na anestesia geral, administra-se um medicamento que circula pela corrente sanguínea e deixa a pessoa inconsciente. O medicamento pode ser administrado por via intravenosa ou por inalação. Visto que um anestésico geral diminui a velocidade da respiração, o anestesiologista introduz um tubo respiratório na traqueia do paciente. Para cirurgias curtas, no entanto, esse tipo de tubo pode não ser necessário. No lugar dele, o anestesiologista pode dar suporte à respiração com o uso de uma simples máscara de oxigênio. Se a cirurgia for longa, um respirador realiza a respiração para a pessoa ( Ventilação mecânica). Os anestésicos gerais afetam os órgãos vitais, de modo que o anestesiologista monitora rigorosamente a frequência e o ritmo cardíaco, a respiração, a temperatura corporal e a pressão arterial até que os medicamentos sejam eliminados. Os efeitos colaterais graves são muito raros.

Você sabia que...

  • Efeitos colaterais sérios da anestesia geral são bastante raros.

Cirurgia de grande porte e cirurgia de pequeno porte

Às vezes se faz uma distinção entre cirurgia de grande porte e de pequeno porte, embora muitos procedimentos cirúrgicos tenham características comuns às duas.

Cirurgia de grande porte

A cirurgia de grande porte envolve a abertura de uma das cavidades importantes do corpo (abdômen, tórax e crânio). A abertura do abdômen é chamada de laparotomia, a abertura do tórax é chamada de toracotomia e a abertura do crânio é chamada de craniotomia. A cirurgia de grande porte pode lesar os órgãos vitais. A cirurgia geralmente é feita com anestesia geral em uma sala cirúrgica de um hospital por uma equipe de médicos. Depois de uma cirurgia de grande porte, costuma ser necessária uma internação de pelo menos uma noite no hospital.

Cirurgia de pequeno porte

Em uma cirurgia de pequeno porte, cavidades importantes do corpo não são abertas. Uma cirurgia de pequeno porte pode envolver o uso de anestesia local, regional ou geral e pode ser feita em um pronto-socorro, no centro cirúrgico de um ambulatório ou em um consultório médico. Os órgãos vitais normalmente não são estressados nesse tipo de cirurgia e a cirurgia pode ser realizada por um único médico, que não tem necessariamente que ser um cirurgião. Normalmente, a pessoa pode retornar para casa no mesmo dia da cirurgia de pequeno porte.

Risco cirúrgico

Os riscos de uma cirurgia, ou seja, a probabilidade de a cirurgia levar à morte ou a um problema sério, dependem do tipo de cirurgia e das características da pessoa.

Os tipos de cirurgia com o maior risco incluem

  • Cirurgia do coração ou do pulmão

  • Cirurgia do fígado

  • Cirurgias abdominais que demoram bastante tempo para serem concluídas e têm um risco elevado de hemorragia importante

  • Remoção da glândula da próstata

  • Operações importantes nos ossos e nas articulações (por exemplo, artroplastia de quadril)

Geralmente, quanto pior a saúde geral da pessoa, mais altos os riscos da cirurgia. Alguns problemas de saúde específicos que aumentam o risco cirúrgico incluem

Os riscos normalmente são mais altos entre idosos (consulte Destaque para idosos: Risco cirúrgico e idade). No entanto, os riscos são determinados mais pela saúde geral do que pela idade. Distúrbios crônicos que aumentam o risco cirúrgico e outros distúrbios tratáveis, como desidratação, infecções e desequilíbrios nos líquidos e nos eletrólitos corporais, especialmente insuficiência cardíaca e angina, deverão ser controlados com tratamento da melhor forma possível antes de uma cirurgia.

Segunda opinião

A escolha de se passar por uma cirurgia nem sempre fica clara. Pode haver opções não cirúrgicas para o tratamento e pode haver vários procedimentos cirúrgicos possíveis. Por isso, é possível que a pessoa procure a opinião de mais de um médico ( Obtenção de uma segunda opinião). Alguns planos de saúde exigem uma segunda opinião antes de uma cirurgia eletiva. No entanto, os especialistas podem discordar sobre qual médico deverá ser o responsável pela segunda opinião.

  • Alguns especialistas recomendam que a segunda opinião deva ser dada por um médico não cirurgião, para eliminar qualquer tendência em relação à cirurgia quando o tratamento não cirúrgico for uma opção.

  • Outros especialistas ainda recomendam que outro cirurgião dê uma segunda opinião, porque ele conhece melhor as vantagens e desvantagens da cirurgia que um médico que não seja cirurgião.

  • Alguns especialistas recomendam estabelecer, já de antemão, que qualquer cirurgião que dê uma segunda opinião não fará o procedimento cirúrgico, de modo que não haja conflito de interesses.

Cirurgia minimamente invasiva

Atualmente, os avanços técnicos permitem a realização de cirurgias com incisões menores e a excisão de menos tecido do que o que ocorre com a cirurgia tradicional. Para fazer essa cirurgia, os cirurgiões inserem pequenas lâmpadas, câmeras de vídeo e instrumentos cirúrgicos por meio de incisões do tamanho de uma fechadura. Os cirurgiões podem, assim, realizar procedimentos usando as imagens transmitidas pelos monitores de vídeo como guias para manipular os instrumentos cirúrgicos. Na cirurgia robótica, as câmeras oferecem ao cirurgião imagens tridimensionais, e ele usa um computador para controlar os instrumentos cirúrgicos.

A cirurgia minimamente invasiva tem vários nomes, dependendo de onde seja feita: laparoscopia no abdômen, artroscopia nas articulações e toracoscopia no peito.

Como esse tipo de cirurgia causa menos lesão ao tecido que a cirurgia tradicional, a cirurgia minimamente invasiva tem várias vantagens, incluindo as seguintes:

  • Um tempo menor de internação (na maioria dos casos)

  • Geralmente, menos dor no pós-operatório

  • Retorno mais rápido ao trabalho

  • Uma tendência a cicatrizes menores

No entanto, as dificuldades da cirurgia minimamente invasiva são subestimadas, muitas vezes, pelos cirurgiões e pelos pacientes. Como os cirurgiões estão usando um monitor de vídeo, eles têm apenas uma visão bidimensional do local em que estão operando. Além disso, os instrumentos cirúrgicos usados têm alças mais longas e são controlados de fora do corpo do paciente, portanto o cirurgião pode achar que usá-los dá uma sensação menos natural que usar os instrumentos cirúrgicos tradicionais. Por esses motivos, a cirurgia minimamente invasiva tem possíveis desvantagens:

  • Ela requer, muitas vezes, mais tempo do que a cirurgia tradicional.

  • Mais importante ainda, especialmente quando se trata de um novo procedimento, há mais probabilidade de ocorrer erros do que com as técnicas tradicionais, devido à própria complexidade da cirurgia minimamente invasiva.

As pessoas também devem saber que, embora a cirurgia minimamente invasiva possa causar menos dor que a cirurgia tradicional, ainda ocorre dor, geralmente mais do que o esperado.

Como a cirurgia minimamente invasiva é tecnicamente difícil, as pessoas devem fazer o seguinte:

  • Escolher um cirurgião com bastante experiência.

  • Certificar-se de que a cirurgia é necessária.

  • Perguntar ao cirurgião como a dor será tratada.

Preparação para o dia da cirurgia

Vários preparativos são feitos nos dias e nas semanas antes da cirurgia. Normalmente, recomenda-se que o condicionamento físico e a nutrição sejam melhorados o máximo possível, pois a boa saúde geral ajuda a pessoa a se recuperar do estresse da cirurgia. A pessoa não deve levar consigo qualquer objeto de valor. Normalmente, as pessoas são orientadas a não comer ou beber nada depois da meia-noite da noite anterior à cirurgia.

Uso de drogas e álcool

Eliminar ou reduzir o consumo de álcool antes de se submeter a uma cirurgia que envolve anestesia geral pode aumentar a segurança. O consumo excessivo de álcool pode danificar o fígado e provocar uma hemorragia grave durante a cirurgia, além de aumentar ou diminuir, de forma imprevisível, o efeito dos medicamentos usados na anestesia geral.

As pessoas dependentes de álcool ou drogas podem desenvolver sintomas de abstinência (consulte sintomas de abstinência de álcool e consulte também sintomas de abstinência de drogas) quando o uso dessas substâncias é interrompido ou reduzido subitamente antes da cirurgia. Portanto, os médicos podem administrar sedativos (benzodiazepínicos) para alcoólatras no dia da cirurgia. Os médicos podem administrar analgésicos opioides (analgésicos potentes) a pessoas viciadas em opioides para evitar abstinência. Raramente, viciados em opioides recebem metadona, que também alivia dor grave para evitar abstinência antes da cirurgia.

Uso de tabaco

Fumantes são orientados a parar de fumar o mais cedo possível antes de qualquer procedimento que envolva o tórax ou abdômen. O consumo recente de tabaco torna mais provável o surgimento de ritmos cardíacos anormais durante a anestesia geral e afeta a função pulmonar. As pessoas precisam parar de fumar várias semanas antes da cirurgia para que os mecanismos de defesa do sistema respiratório possam se recuperar.

Avaliações dos médicos

O cirurgião realiza um exame físico e obtém um histórico clínico, que inclui as seguintes informações:

  • Sintomas recentes

  • Problemas de saúde anteriores

  • Reações anteriores a anestésicos (se houver)

  • Tabagismo e consumo de álcool

  • Infecções

  • Fatores de risco para coágulos sanguíneos

  • Problemas relativos ao coração e aos pulmões (como tosse ou dor torácica)

  • Alergias

Também se pede ao paciente para fazer uma lista de todos os medicamentos que está tomando no momento. Medicamentos com e sem receita médica precisam ser listados, pois daí podem resultar problemas sérios de saúde. Por exemplo, o consumo de aspirina, que uma pessoa pode considerar trivial e não o mencionar, pode aumentar a hemorragia durante a cirurgia. Além disso, o consumo de suplementos ou de ervas medicinais (por exemplo, ginkgo biloba ou erva-de-são-joão) deverá ser também mencionado, pois pode ter efeitos durante ou depois da cirurgia.

As pessoas podem ser orientadas a parar de usar alguns medicamentos, como varfarina e aspirina, cinco a sete dias antes da cirurgia. As pessoas podem ser orientadas a continuar usando outros medicamentos que controlam distúrbios crônicos, como medicamentos usados para reduzir a pressão arterial. A maioria dos medicamentos é administrada pela boca e pode ser ingerida com um pouco de água no dia da cirurgia. Outros medicamentos precisam ser administrados pela veia ou sua administração pode ser adiada até depois da cirurgia.

O anestesiologista pode se encontrar com o paciente antes da cirurgia para analisar os resultados dos exames e identificar determinados problemas de saúde que possam influenciar a escolha do tipo de anestésico. Também pode-se discutir os tipos de anestesia mais seguros e eficazes. O anestesiologista também avalia as pessoas que apresentam desvio de septo ou outra anormalidade das vias aéreas antes da realização da cirurgia que necessite de um tubo para respiração.

Exames

Dependendo do estado de saúde geral da pessoa e do tipo de procedimento, os exames realizados antes da cirurgia (exames pré-operatórios) podem incluir exames de sangue e de urina, um eletrocardiograma, radiografias e exames da capacidade pulmonar (testes de função pulmonar). Esses exames podem ajudar a determinar se os órgãos vitais estão funcionando adequadamente. Se os órgãos não estiverem funcionando de maneira adequada, o estresse da cirurgia e da anestesia pode causar problemas. Os exames pré-operatórios também podem revelar uma doença temporária despercebida, como uma infecção, que exige o adiamento da cirurgia.

Armazenamento de sangue para transfusão

As pessoas podem querer armazenar seu próprio sangue para o caso de precisarem de uma transfusão de sangue durante a cirurgia. Usar sangue armazenado (transfusão de sangue autólogo) elimina o risco de infecções e a maioria das reações à transfusão. É possível coletar 0,5 l de sangue da pessoa por vez e guardá-lo até a cirurgia. O sangue deverá ser retirado não mais que uma vez por semana e a última retirada deverá ocorrer pelo menos duas semanas antes da cirurgia. O organismo substitui o sangue perdido nas semanas depois da retirada de sangue.

Tomada de decisões

Algumas vezes, antes da cirurgia, o cirurgião pede a permissão da pessoa para realizar a cirurgia, um processo chamado de consentimento livre e esclarecido. O cirurgião expõe os riscos e benefícios da cirurgia, explica os tratamentos alternativos e responde às perguntas que surgirem. A pessoa lê e assina um formulário de consentimento. Em casos de uma cirurgia de emergência, em que o paciente não pode dar o seu consentimento livre e esclarecido, os médicos devem entrar em contato com a família. Raramente, a cirurgia de emergência deverá ocorrer antes de se entrar em contato com a família.

Deve-se preparar com antecedência uma procuração vitalícia sobre os cuidados médicos e um testamento em vida antes da cirurgia, no caso de, depois da cirurgia, a pessoa não conseguir se comunicar ou ficar incapacitada.

Preparação do trato digestivo

Como alguns dos medicamentos administrados durante a cirurgia podem provocar vômitos, em geral não se deve comer nem beber nada durante pelo menos oito horas antes da cirurgia. Para cirurgia ambulatorial, as pessoas não deverão comer nem beber nada depois da meia-noite. Dependendo do tipo de cirurgia, diretrizes específicas deverão ser fornecidas. As pessoas deverão perguntar ao médico quais dos medicamentos com receita que elas tomam regularmente devem ser tomados antes da cirurgia. As pessoas que realizarão uma cirurgia que envolve o intestino deverão receber laxantes ou enemas durante um dia ou dois antes da cirurgia.

Unhas dos dedos da mão

Como o dispositivo que monitora o nível de oxigênio no sangue é aplicado em um dedo, esmaltes de unhas e as unhas artificiais devem ser retirados antes de se dirigir ao hospital. Desse modo, o referido dispositivo funcionará com maior precisão.

O dia da cirurgia

Antes da maioria das cirurgias, o paciente retira todas as roupas, joias, aparelhos auditivos, próteses dentárias e lentes de contato ou óculos e veste uma bata. A pessoa é levada para um quarto especialmente designado (chamado sala de espera) ou para a própria sala cirúrgica, para realizar os preparativos finais antes da cirurgia. A pele que vai ser cortada (local da cirurgia) é esfregada com um antisséptico para eliminar as bactérias, ajudando a prevenir infecções. Um profissional de saúde pode remover os pelos do local da cirurgia com aparadores ou com líquidos ou cremes removedores de pelos.

Às vezes, um tubo plástico (cateter) é inserido na bexiga para coletar urina durante a cirurgia. Um cateter é inserido em uma das veias da mão ou do braço. Líquidos e medicamentos são administrados por meio do cateter. Um medicamento pode ser administrado pela veia (via intravenosa) para sedação.

Se uma cirurgia envolver a boca, o trato intestinal, os pulmões ou o trato respiratório, ou o trato genitourinário, as pessoas receberão um ou mais antibióticos uma hora antes da incisão cirúrgica para evitar infecção (profilaxia). Antibióticos são administrados pela boca ou pela veia dependendo da cirurgia. Essa terapia também se aplica a pacientes que passam por alguma outra cirurgia em que as infecções são particularmente problemáticas (por exemplo, substituição de articulação ou de válvula cardíaca).

Diabetes

No dia da cirurgia, as pessoas que usam insulina para tratar diabetes normalmente recebem um terço de sua dose normal habitual da manhã. As pessoas que tomam medicamentos por via oral para tratar seu diabetes recebem metade de sua dose normal. Se possível, a cirurgia é realizada no início da manhã. O anestesiologista monitora o nível de açúcar (glicose) no sangue durante a cirurgia e administra insulina ou dextrose adicional, conforme necessário. As pessoas não retomam seu regime de insulina em casa até retomarem sua dieta regular.

Dentaduras

Antes da inserção de um tubo para respiração na traqueia, as dentaduras precisam ser removidas. Idealmente, antes que as pessoas sejam movidas para a área de espera, elas devem dar suas dentaduras a um familiar.

Corticosteroides

As pessoas em uso de prednisona ou outro corticosteroide por mais de três semanas no ano anterior antes da cirurgia podem precisar de corticosteroides durante a cirurgia. Corticosteroides não são administrados durante procedimentos cirúrgicos de pequeno porte.

A sala cirúrgica

Se os últimos preparativos foram realizados na sala de espera, o indivíduo é, depois, conduzido à sala cirúrgica. Nesse ponto, o paciente ainda pode estar acordado, mesmo que grogue, ou já pode estar adormecido. O paciente é transportado para a mesa de cirurgia, iluminada por lâmpadas cirúrgicas especialmente desenvolvidas. Médicos, enfermeiros e todos os que estão perto ou em contato com o campo cirúrgico devem lavar cuidadosamente as mãos com sabão antisséptico, que minimiza a quantidade de bactérias e de vírus na sala cirúrgica. Para a cirurgia, a equipe cirúrgica também veste roupas de cirurgia, toucas, máscaras, calças, aventais cirúrgicos e luvas esterilizadas. Antes de a cirurgia começar, é feito um intervalo durante o qual a equipe cirúrgica confirma o seguinte:

  • A identidade da pessoa

  • O procedimento e o lado corretos (se aplicável)

  • A disponibilidade de todo equipamento necessário

  • Conclusão da profilaxia para evitar infecção ou coágulos sanguíneos (se necessário)

É administrada anestesia local, regional ou geral.

Na sala cirúrgica

A sala cirúrgica proporciona um ambiente estéril em que uma equipe cirúrgica pode realizar a cirurgia. A equipe cirúrgica consiste no seguinte:

  • Cirurgião chefe: Dirige a cirurgia

  • Um ou mais cirurgiões assistentes: Auxiliam o cirurgião chefe

  • Anestesiologista: Controla o suprimento de anestésico e monitora a pessoa atentamente

  • Enfermeiro de assepsia: Entrega instrumentos aos cirurgiões

  • Enfermeiro circulante: Fornece equipamento extra para a equipe cirúrgica

Em geral, a sala cirúrgica é equipada com um monitor que exibe os sinais vitais, uma mesa de instrumentos e uma lâmpada cirúrgica. Os gases anestésicos são introduzidos na máquina de anestésicos. Um cateter conectado a uma máquina de sucção remove o excesso de sangue e de outros líquidos, que podem impedir que os cirurgiões vejam os tecidos claramente. Os líquidos administrados pela veia, cuja administração é iniciada antes de a pessoa entrar na sala cirúrgica, são continuados.

Na sala cirúrgica

Pós-operatório

Depois de a cirurgia ter sido concluída, a pessoa é levada para uma sala de recuperação para ser monitorada atentamente por cerca de uma ou duas horas, enquanto a anestesia passa. A equipe de assistência assegura que a pessoa é capaz de respirar, não corre risco de asfixia e que tem medicamentos para controlar a dor. A equipe de assistência também avalia se a pessoa é capaz de pensar com clareza. A maioria dos pacientes sente-se grogue ao despertar, especialmente depois de uma cirurgia de grande porte. Alguns pacientes apresentam náuseas durante um curto período. Algumas pessoas sentem frio.

Dependendo da natureza da cirurgia e do tipo de anestesia, a pessoa pode voltar para casa diretamente da sala de recuperação ou permanecer hospitalizada, algumas vezes em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Alta direta para casa

Uma pessoa sendo enviada para casa deverá estar

  • Clareza do pensamento

  • Respirando normalmente

  • Tomando líquido normalmente

  • Urinando normalmente

  • Andando normalmente

  • Sem dor grave

As pessoas que tenham recebido anestesia ou sedativos e depois tido alta precisam ser acompanhadas até sua casa por outra pessoa e não podem dirigir. O campo cirúrgico não deve apresentar qualquer hemorragia ou inchaço inesperado.

Hospitalização

Quando a pessoa é hospitalizada depois da cirurgia, ao acordar pode encontrar muitos tubos e dispositivos no seu corpo. Por exemplo, pode ter um tubo respiratório na garganta, adesivos no peito para monitorar os batimentos cardíacos, um tubo na bexiga, um dispositivo no dedo para medir o nível de oxigênio no sangue, um curativo no local operado, um tubo no nariz ou na boca e um ou mais tubos nas veias.

A dor é normal depois da maioria das cirurgias e pode, quase sempre, ser aliviada. Os medicamentos que aliviam a dor (analgésicos) podem ser administrados pela veia (via intravenosa), pela boca, por injeção no músculo ou aplicados sobre a pele, como um adesivo. Se tiver sido usada anestesia peridural, o tubo plástico usado para administrar o anestésico pode ser deixado nas costas da pessoa. Analgésicos opiáceos, como morfina, podem ser injetados pelo tubo. As pessoas que ficam no hospital e apresentam dor grave podem receber um dispositivo que injeta, continuamente, um analgésico opiáceo na veia e esse dispositivo também pode administrar uma quantidade adicional de analgésico quando o paciente pressiona um botão (analgesia controlada pelo paciente). Se a dor persistir, pode ser solicitado um tratamento adicional. O uso repetido de analgésicos opiáceos normalmente causa constipação. Para evitar a constipação, administra-se um laxante estimulante ou um amolecedor de fezes.

Boa nutrição é vital para a rápida recuperação e a minimização das chances de infecção. As necessidades nutricionais aumentam depois de uma cirurgia de grande porte. Se a cirurgia impossibilitar a alimentação por mais de uma semana, uma fonte alternativa de nutrição pode ser necessária. Pessoas cujo trato digestivo funciona corretamente, mas que são incapazes de comer devido a outros problemas, podem receber nutrientes por meio de um tubo colocado no estômago. Esse tubo pode ser passado pelo nariz, pela boca ou pela parede abdominal. Em casos raros, as pessoas que passaram por cirurgia do trato digestivo e não podem comer por períodos longos podem receber nutrientes por meio de um cateter inserido em uma das veias grandes do corpo (nutrição parenteral – Alimentação intravenosa).

Complicações pós-operatórias

Complicações, como febre, coágulos sanguíneos, problemas de cicatrização, confusão, dificuldade em urinar ou defecar, perda de músculo e deterioração da forma física (chamada descondicionamento), podem aparecer nos dias após a cirurgia.

A febre que aparece durante os dias ou semanas após a cirurgia tem várias causas comuns, incluindo as seguintes:

Os medicamentos podem às vezes causar febre. Outra possível causa é a inflamação em resposta ao trauma de uma cirurgia. O risco de infecções no local da cirurgia, TVPs e ITUs pode ser reduzido pelo cuidado meticuloso após a cirurgia. O risco de pneumonia e atelectasia pode ser diminuído respirando-se de forma periódica e forçada em um dispositivo portátil (espirometria de incentivo) e tossindo, se necessário.

Ocasionalmente, podem aparecer coágulos sanguíneos nas pernas ou nas veias pélvicas (TVPs), particularmente se o paciente ficar deitado imóvel durante e depois da cirurgia, ou se a cirurgia tiver sido na perna, pelve ou nos dois. Os coágulos podem se soltar das pernas e viajar pela corrente sanguínea até os pulmões, onde podem bloquear o fluxo de sangue (provocando uma embolia pulmonar). Como resultado, o suprimento de oxigênio para o resto do corpo pode ser reduzido e, algumas vezes, a pressão arterial pode cair.

Para determinadas cirurgias nas quais a formação de coágulo sanguíneo é particularmente provável e para pacientes que provavelmente ficarão deitados sem muito movimento, os médicos administram medicamentos que impedem a coagulação do sangue (anticoagulantes), como heparina de baixo peso molecular ou colocam meias de compressão nas pernas do paciente para melhorar a circulação do sangue. No entanto, os anticoagulantes podem não ser recomendados para cirurgias em que esses medicamentos podem aumentar significativamente os riscos de hemorragia. O paciente deverá mover os membros e caminhar assim que for seguro.

As complicações de cicatrização podem incluir infecção e separação das bordas da ferida (deiscência). Para diminuir o risco de infecção, os médicos colocam um curativo na incisão cirúrgica depois da cirurgia. Os curativos colocados na sala cirúrgica costumam ser deixados por 24 a 48 horas a menos que surjam sinais de infecção (como aumento da dor, inchaço e secreção).

O curativo inclui uma bandagem estéril e normalmente inclui uma pomada antibiótica. A bandagem mantém as bactérias longe da incisão e absorve líquidos que saiam da incisão. Como esses líquidos podem estimular o crescimento de bactérias e infectar a incisão, o curativo é trocado com frequência, geralmente, duas vezes por dia. A ferida e todos os tubos de drenagem, suturas ou grampos cutâneos são examinados quando houver troca do curativo, às vezes, mais frequentemente. Algumas vezes, pode se desenvolver infecção, apesar de todos os cuidados tomados com a ferida. Um local infectado pode se tornar dolorido um ou mais dias depois da cirurgia e também pode ficar quente e vermelho ou vazar pus ou líquidos. Pode ocorrer febre. Se alguns desses sintomas aparecerem, deve-se procurar o médico assim que possível.

Delirium (confusão e agitação) pode aparecer, particularmente entre idosos (consulte: Destaque para idosos: Risco cirúrgico e idade). Medicamentos com efeitos anticolinérgicos (como confusão, visão turva e perda de controle da bexiga – Anticolinérgicos: O que isso significa?), opioides, sedativos ou bloqueadores de histamina-2 (H2) podem contribuir para isso, como também muito pouco oxigênio no sangue. Medicamentos que podem causar confusão deverão ser evitados em pacientes mais velhos quando possível.

Dificuldade em urinar e dificuldade em defecar (constipação) são comuns depois da cirurgia. Os fatores que contribuem podem incluir o uso de medicamentos com efeitos anticolinérgicos ou opiáceos, cirurgia intestinal, inatividade e não comer ou beber. O fluxo de urina pode se tornar completamente bloqueado, alongando a bexiga. O bloqueio pode levar a infecções das vias urinárias. Algumas vezes, pressionar o abdômen inferior ao tentar urinar alivia o bloqueio, mas geralmente um cateter precisa ser inserido na bexiga. O cateter pode ser deixado ou removido assim que a bexiga for esvaziada. Geralmente, sentar-se pode evitar o bloqueio. As pessoas que não apresentam obstrução da bexiga podem receber betanecol pela boca para estimular a bexiga a se contrair. As pessoas que desenvolvem constipação recebem doses menores de opioides (analgésicos) e outros medicamentos que causam constipação e começam a caminhar o mais rápido possível. A menos que sua cirurgia tenha envolvido o trato intestinal, as pessoas que apresentam constipação também podem receber laxantes que estimulam os intestinos, como bisacodil, senna ou cáscara. Emolientes de fezes, como o docusato, não ajudam.

Perda de músculo (sarcopenia) e de força ocorre em todos os pacientes que precisam de repouso na cama por um longo período. Com repouso absoluto, os jovens adultos perdem cerca de 1% de musculatura por dia, mas os pacientes idosos perdem até 5% por dia, pois têm níveis menores de hormônio do crescimento, que é responsável pela manutenção do tecido muscular. Quantidades adequadas de musculatura são importantes para a recuperação. Assim, os pacientes devem se sentar na cama, mover-se, ficar em pé e se exercitar assim que for seguro e na quantidade segura para eles. As pessoas que não estão recebendo nutrição apropriada estão em risco elevado de sarcopenia. As pessoas são encorajadas a comer e beber. Se as pessoas não forem capazes de comer e beber sozinhas, alimentação por sonda ou, raramente, alimentação parenteral pode ser necessária ( Hospitalização).

Alta para casa após a hospitalização (consulte também Recebendo alta hospitalar )

Antes de sair do hospital, o paciente é responsável por

  • Agendar uma visita de acompanhamento com o médico

  • Saber quais medicamentos deverá tomar

  • Saber quais atividades evitar ou limitar

Pode ser necessário evitar temporariamente atividades como subir escadas, dirigir, levantar objetos pesados e ter relações sexuais. A pessoa deve saber quais os sintomas que requerem a avaliação de um médico antes de se dirigir à primeira consulta de acompanhamento.

A retomada das atividades normais durante a recuperação depois da cirurgia deverá ocorrer gradualmente. Algumas pessoas precisam de reabilitação, que envolve exercícios e atividades especiais, para melhorar a força e a flexibilidade. Por exemplo, a reabilitação após a cirurgia de artroplastia de quadril pode envolver o aprendizado de novas maneiras de andar, alongamento e exercício.

Destaque para Idosos: Risco cirúrgico e idade

Até a metade do século XX, os cirurgiões frequentemente hesitavam em fazer até mesmo cirurgias simples em pacientes acima de 50 anos. Os tempos mudaram. Agora, mais de um terço de todas as cirurgias dos Estados Unidos são realizadas em pacientes de 65 anos ou mais.

No entanto, a idade realmente aumenta o risco de complicações durante ou depois da cirurgia. Por exemplo, os pacientes mais idosos têm muito mais probabilidade que pacientes mais jovens de apresentar delirium depois da cirurgia. Também têm mais probabilidade de apresentar complicações sérias devido a repouso, que podem ocorrer depois da cirurgia. Essas complicações incluem

  • Coágulos de sangue

  • Perda de músculo

  • Pneumonia

  • Infecções do trato urinário

O risco de morte durante ou depois da cirurgia também aumenta com a idade. Mais de três quartos das mortes no período imediatamente depois da cirurgia ocorrem em pacientes mais velhos. Além disso, quando uma cirurgia de emergência é realizada ou quando a cirurgia envolve o tórax ou o abdômen, o risco de morte aumenta em todas as faixas etárias, mas é muito mais alto no grupo dos idosos.

Embora a idade, em si, seja um fator de risco, a saúde geral e a presença de certos distúrbios aumentam o risco cirúrgico muito mais que a idade. Ter um ataque cardíaco até seis meses antes de um procedimento cirúrgico aumenta muito o risco, como também o aumenta a insuficiência cardíaca não controlada de maneira adequada. Por exemplo, insuficiência cardíaca, desnutrição (que é comum entre pacientes idosos que moram em instituições) e dor torácica especialmente grave ou cada vez mais forte (angina instável) aumentam o risco de cirurgia em idosos. Problemas pulmonares, como doença pulmonar obstrutiva crônica, são preocupantes ao determinar os riscos de cirurgia, particularmente entre os fumantes. Função renal comprometida, diabetes tipo 1, acidentes vasculares cerebrais ou ataques isquêmicos transitórios anteriores e problemas com a função mental, como demência, também podem aumentar o risco.

Certos procedimentos cirúrgicos representam mais riscos que outros. Por exemplo, uma cirurgia que envolve o abdômen ou o peito, remoção da próstata e uma cirurgia importante em uma articulação (como artroplastia do quadril) são procedimentos com grau de risco muito alto na lista de procedimentos de maior risco. Muitos procedimentos comumente realizados em pacientes mais velhos, como cirurgia de catarata e cirurgia em pequenas articulações, representam um risco menor. Se um paciente mais velho estiver com uma boa saúde geral, a maioria das cirurgias, incluindo as consideradas de maior risco, podem ser realizadas com segurança.

Quando os riscos de uma cirurgia forem altos, eles ainda podem ser superados pelos possíveis benefícios. Por exemplo, para uma cirurgia que envolve algum risco de morte, como o reparo de um grande aneurisma da aorta, deverá ser considerado se o paciente tem uma expectativa de vida de oito a dez anos, pois esses tipos de aneurisma aumentam o risco de morte, se não forem corrigidos. No entanto, esse tipo de cirurgia deverá ser evitado se outras doenças limitarem a expectativa de vida a um ou dois anos.

Quando os riscos da cirurgia forem baixos, o risco baixo pode superar a falta de benefício da cirurgia. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que, mesmo o risco de procedimentos pequenos (por exemplo, um enxerto de pele de uma úlcera por pressão), que normalmente é muito baixo, ainda é muito grande para justificar que uma pessoa com demência avançada passe por esse tipo de cirurgia.

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