Infecções por herpes-vírus simples (HSV)

(Herpes labial; Gengivoestomatite herpética)

PorKenneth M. Kaye, MD, Harvard Medical School
Reviewed ByChristina A. Muzny, MD, MSPH, Division of Infectious Diseases, University of Alabama at Birmingham
Revisado/Corrigido: modificado jan. 2026
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Visão Educação para o paciente

O herpes-vírus simples (herpes-vírus humanos tipos 1 e 2) geralmente provoca infecção recorrente que afeta a pele, a cavidade oral, os lábios, os olhos e os órgãos genitais. Infecções graves geralmente incluem encefalites, meningites, herpes neonatal e, em pacientes que estão imunocomprometidos, infecção disseminada. Infecções mucocutâneas produzem agrupamentos de vesículas pequenas e dolorosas em uma base eritematosa. O diagnóstico é primariamente clínico; pode-se obter confirmação laboratorial por meio de cultura, reação em cadeia de polimerase, imunofluorescência direta, ou sorologia. O tratamento é sintomático; a terapia antiviral com aciclovir, valaciclovir, ou fanciclovir é útil em infecções graves e, se o início for precoce, em infecções recorrentes ou primárias.

Oito tipos de herpes-vírus infectam seres humanos, dois dos quais são vírus da herpes simples (HSV). Os dois tipos de herpes-vírus simples, HSV-1 e HSV-2, podem causar infecção oral ou genital, embora ambos possam causar infecção em qualquer localização. Na maioria das vezes, o HSV-1 causa gengivoestomatite, herpes labial, herpes gladiatorum (causado pelo contato de pele com pele e associado a esportes como luta livre e rugby) e ceratite herpética. HSV-2 geralmente causa lesões genitais. (Ver Visão geral das infecções por herpes-vírus.)

As infecções por HSV estão entre as infecções mais prevalentes em todo o mundo. Em uma metanálise de dados globais agrupados, 67% da população mundial com idade de 0 a 49 anos (3,75 bilhões de pessoas) estava infectada pelo HSV-1 em 2016 (1). As prevalências foram identificadas pela detecção de anticorpos de imunoglobulina G tipo-específicos e variaram por idade, sexo e região. No mesmo estudo, as infecções incidentes diminuíram com a idade, enquanto a prevalência se acumulou com a idade devido à infecção vitalícia e soropositividade. Em uma metanálise baseada nos Estados Unidos que avaliou a prevalência, a soroprevalência média agrupada foi de 63,5% entre adultos e 38% entre crianças na população geral (2).

A transmissão do HSV ocorre por meio de contato íntimo com um indivíduo que está transmitindo ativamente o vírus. A transmissão viral se dá a partir de lesões, mas pode ocorrer até mesmo quando estas não são aparentes.

Após a infecção inicial, o HSV permanece dormente em gânglios nervosos a partir dos quais pode periodicamente se reativar, ocasionando os sintomas. Erupções herpéticas recorrentes são precipitadas por

  • Exposição excessiva à luz solar

  • Doença febril

  • Estresse físico ou emocional

  • Imunossupressão

  • Mudanças hormonais (como as relacionadas à menstruação)

  • Estímulos desconhecidos

Erupções recorrentes geralmente são menos graves e ocorrem com menos frequência com o passar do tempo.

Referências gerais

  1. 1. James C, Harfouche M, Welton NJ, et al. Herpes simplex virus: global infection prevalence and incidence estimates, 2016. Bull World Health Organ. 2020;98(5):315-329. doi:10.2471/BLT.19.237149

  2. 2. Ageeb RA, Harfouche M, Chemaitelly H, Abu-Raddad LJ. Epidemiology of herpes simplex virus type 1 in the United States: Systematic review, meta-analyses, and meta-regressions. iScience. 2024;27(9):110652. Published 2024 Aug 5. doi:10.1016/j.isci.2024.110652

Doenças causadas pelo vírus do herpes simples

As doenças incluem

HSV raramente causa hepatite fulminante na ausência de lesões cutâneas.

Em pacientes com infecção por HIV infecções herpéticas podem ser particularmente graves. Esofagite progressiva e persistente, colite, úlcera perianal, pneumonia, encefalites e meningites podem ocorrer.

Erupções por HSV podem ser seguidas por eritema multiforme, possivelmente em razão de uma reação imunitária pelo vírus.

Eczema herpético é uma complicação da infecção por HSV na qual os pacientes apresentam doença herpética grave em regiões da pele com eczema.

Infecção mucocutânea por herpes simples

Lesões podem aparecer em qualquer lugar da pele ou mucosa, mas são mais frequentes nos seguintes locais:

  • Boca ou lábio (infecção perioral)

  • Genitais

  • Conjuntiva e córnea

Em geral, após um período prodrômico (tipicamente < 24 horas no caso de HSV-1 recorrente) de formigamento, desconforto ou prurido, agrupamentos de vesículas pequenas e tensas aparecem em uma base eritematosa (1). Os agrupamentos variam em tamanho, de 0,5 a 1,5 cm, mas podem coalescer. Vesículas agrupadas são uma marca registrada da infecção por HSV e também podem ocorrer na infecção por varicela-zóster (VVZ). Lesões no nariz, nas orelhas, nos olhos, nos dedos ou nos órgãos genitais podem ser particularmente dolorosas.

As vesículas com frequência persistem durante alguns dias e então secam, formando uma crosta fina e amarelada.

A cicatrização geralmente ocorre em 2 a 3 semanas depois do início na infecção primária ou em 8 a 10 dias na infecção recorrente (1). As lesões de modo geral se curam por completo, mas aquelas recorrentes no mesmo local podem causar atrofia e cicatriz. Lesões de pele podem se desenvolver com infecção bacteriana secundária. Em pacientes com enfraquecimento da imunidade celular, por infecção pelo HIV ou outras causas, lesões prolongadas ou progressivas podem persistir durante semanas ou mais. Infecções localizadas podem se disseminar particularmente — e, muitas vezes, de forma drástica — em pacientes que estão imunocomprometidos.

Gengivoestomatite herpética aguda, geralmente, é o resultado de infecção primária com HSV-1, tipicamente em crianças. Faringite herpética pode ocorrer em adultos e também em crianças. Por meio do contato oral-genital, a causa pode ser HSV-1 ou HSV-2. Ulceração intraoral geralmente indica infecção primária, enquanto lesões labiais sem ulcerações intraorais sugerem recorrência. Vesículas orais e gengivais se rompem, geralmente dentro de várias horas a 1 ou 2 dias, formando úlceras (1). Febre e dor ocorrem com frequência. Dificuldade para comer e beber pode provocar desidratação. Depois de resolvido, o vírus reside de forma inativa no gânglio trigeminal.

O herpes labial geralmente se desenvolve como úlceras recorrentes na borda vermelha do lábio ou, muito menos comumente, como ulcerações da mucosa do palato duro (em pacientes imunocomprometidos).

O herpes genital é uma infecção viral sexualmente transmissível comum que pode ser causada por HSV-1 ou HSV-2.

Ceratite por herpes simples

Ceratite por herpes simples (infecção por HSV do epitélio da córnea) causa dor, lacrimejamento, fotofobia e úlceras de córnea que, com frequência, apresentam um padrão de ramificação.

Panarício herpético

O panarício herpético, uma lesão eritematosa, edemaciada e dolorosa dos dedos da mão, resulta da inoculação do HSV pela pele e é muito comum em profissionais de saúde (p. ex., dentistas). Também pode ocorrer com os hábitos de chupar o polegar e roer unhas, especialmente em crianças (2). A condição é autolimitada, resolvendo-se clinicamente em poucas semanas.

Infecção do sistema nervoso central por herpes simples

A encefalite herpética ocorre de maneira esporádica e pode ser grave. Convulsões múltiplas e precoces são características.

Meningite viral pode resultar de HSV-2. Geralmente é autolimitada.

A mielorradiculite lombossacral, geralmente causada pelo HSV-2, pode ocorrer durante a infecção primária ou a reativação da infecção pelo HSV-2 e pode resultar em retenção urinária ou obstipação.

Herpes simples neonatal

A infecção neonatal por HSV se desenvolve em neonatos, incluindo aqueles cujas mães não têm qualquer indício de infecção por herpes, passada ou atual. É transmitido frequentemente durante o nascimento através do contato com secreções vaginais contendo HSV e pode envolver HSV-1 ou HSV-2.

A infecção neonatal por HSV geralmente se desenvolve entre a primeira e a quarta semana de vida, causando vesículas mucocutâneas (frequentemente devido ao HSV-1) ou envolvimento do sistema nervoso central (frequentemente devido ao HSV-2) (3). É a principal causa de morbidade e mortalidade.

Referências sobre a etiologia do vírus do herpes simples

  1. 1. Whitley RJ, Roizman B. Herpes simplex virus infections. Lancet. 2001;357(9267):1513-1518. doi:10.1016/S0140-6736(00)04638-9

  2. 2. Szinnai G, Schaad UB, Heininger U. Multiple herpetic whitlow lesions in a 4-year-old girl: case report and review of the literature. Eur J Pediatr. 2001;160(9):528-533. doi:10.1007/s004310100800

  3. 3. Kropp RY, Wong T, Cormier L, et al. Neonatal herpes simplex virus infections in Canada: results of a 3-year national prospective study. Pediatrics. 2006;117(6):1955-1962. doi:10.1542/peds.2005-1778

Diagnóstico do vírus da herpes simples

  • Principalmente história e exame físico

  • Às vezes, confirmação laboratorial

  • Reação em cadeia da polimerase (PCR) do líquido cefalorraquidiano (LCR) e RM para encefalite por HSV

O diagnóstico da infecção por HSV costuma ser clínico, com base na presença de lesões características (1).

Agrupamentos de vesículas ou úlceras em uma base eritematosa são incomuns em úlceras genitais além daquelas por causa de infecção por HSV.

A confirmação laboratorial pode ser útil, em especial quando a infecção for grave, o paciente for imunocomprometido ou uma mulher gestante, ou as lesões forem atípicas. Um teste de Tzanck (um raspado superficial da base de uma vesícula recentemente rompida, preparado com coloração de Wright-Giemsa) pode ser feito e com frequência revela células gigantes multinucleadas em infecção por HSV ou VZV; entretanto, é limitado pela baixa sensibilidade.

O diagnóstico definitivo é feito por cultura, PCR e detecção de antígeno. Secreções e material devem ser obtidos da base de uma vesícula ou de uma lesão ulcerada recente. Os testes de amplificação de ácido nucleico (NAATs), como PCR realizado em um esfregaço da base da lesão, são o método diagnóstico mais sensível e específico. Em regiões onde está disponível, a PCR é considerada o padrão-ouro para detectar o DNA do HSV na pele, mucosa, sangue ou líquido cefalorraquidiano, com sensibilidade geralmente maior do que a das culturas (2, 3). O HSV, às vezes, pode ser identificado por meio de imunofluorescência direta em raspagem de lesões. A cultura viral e os testes de imunofluorescência direta são menos sensíveis, especialmente para lesões antigas ou em cicatrização. A sorologia de rotina não é recomendada para diagnóstico agudo, mas pode ajudar a determinar exposição prévia.

PCR do LCR e RM são especialmente úteis no diagnóstico de encefalite por HSV.

Deve-se diferenciar HSV de herpes-zóster, que raramente recorre e costuma provocar dor mais intensa e grupos maiores de lesões que são distribuídas ao longo de um dermátomo e tipicamente não cruzam a linha média.

Em pacientes com infecções por herpes que recorrem com frequência, que não se curam ou que não respondem a antivirais como esperado, deve-se suspeitar de imunocomprometimento, possivelmente por infecção por HIV.

(Ver também Diagnóstico do herpes genital).

Referências sobre diagnóstico

  1. 1. Stevens DL, Bisno AL, Chambers HF, et al. Practice guidelines for the diagnosis and management of skin and soft tissue infections: 2014 update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis. 2014;59(2):e10-e52. doi:10.1093/cid/ciu444

  2. 2. Dominguez SR, Pretty K, Hengartner R, Robinson CC. Comparison of Herpes Simplex Virus PCR with Culture for Virus Detection in Multisource Surface Swab Specimens from Neonates. J Clin Microbiol. 2018;56(10):e00632-18. Published 2018 Sep 25. doi:10.1128/JCM.00632-18

  3. 3. Aliabadi N, Jamalidoust M, Asaei S, Namayandeh M, Ziyaeyan M. Diagnosing of herpes simplex virus infections in suspected patients using real-time PCR. Jundishapur J Microbiol. 2015;8(2):e16727. Published 2015 Feb 20. doi:10.5812/jjm.16727

Tratamento do vírus da herpes simples

  • Em geral, aciclovir, valaciclovir, ou fanciclovir

  • Às vezes aciclovir tópico, penciclovir ou docosanol

  • Para ceratite, trifluridina tópica (normalmente em consulta com um oftalmologista)

  • Para infecções em pacientes imunocomprometidos, infecções do SNC ou herpes neonatal, aciclovir IV

O tratamento da infecção mucocutânea envolve terapias antivirais tópicas e sistêmicas, com a escolha orientada pela gravidade da infecção, fatores de risco do paciente (p. ex., imunocomprometimento) e localização da lesão. O tratamento da infecção primária por HSV com medicamentos, mesmo se feito precocemente, não previne a possibilidade de recorrência (devido à capacidade do HSV de permanecer latente ou dormente) (1).

Infecção mucocutânea por herpes simples

As infecções cutâneas isoladas em pessoas imunocompetentes frequentemente não necessitam de tratamento e evoluem sem consequências.

Para pacientes imunocompetentes com lesões leves localizadas recorrentes (1), agentes tópicos como creme de aciclovir (aplicado 5 vezes ao dia por 4 dias) podem reduzir a duração das lesões e dos sintomas locais quando iniciados precocemente, mas antivirais orais geralmente são pelo menos tão eficazes e são administrados com menor frequência. Para infecção mucocutânea primária, antivirais orais como aciclovir, valaciclovir ou famciclovir podem ser utilizados no tratamento.

Gengivoestomatite e faringite podem adicionalmente exigir alívio dos sintomas com anestésicos tópicos (p. ex., diclonina, benzocaína, lidocaína viscosa). (NOTA: a lidocaína não deve ser engolida porque anestesia a orofaringe, a hipofaringe e, possivelmente, a epiglote. Crianças devem ser observadas quanto a sinais de aspiração.) Casos graves podem ser tratados com aciclovir oral, valaciclovir ou famciclovir.

Herpes labial responde ao aciclovir oral e tópico ou ao penciclovir tópico. Para lesões mais leves, a duração de uma erupção recorrente pode ser reduzida por quase 1 dia aplicando-se penciclovir a 1% em creme a cada 2 horas, durante o dia, por 4 dias, iniciando-se no pródromo ou quando a primeira lesão aparecer. Docosanol a 10% em creme pode ser eficaz quando utilizado 5 vezes ao dia. Docosanol é um álcool que inibe a fusão do vírus com a célula hospedeira. A toxicidade parece ser mínima.

Para herpes labial recorrente ou grave, famciclovir 1500 mg em uma dose única ou valaciclovir 2 g por via oral a cada 12 horas por 1 dia podem ser utilizados. A terapia oral com antivirais (aciclovir, famciclovir ou valaciclovir) pode acelerar a resolução das lesões (2).

Panarício herpético se cicatriza em 2 a 3 semanas sem tratamento. Aciclovir tópico não mostrou ser eficaz. Aciclovir oral ou IV pode ser utilizado em pacientes immunocomprometidos e naqueles com infecção grave.

Infecções bacterianas secundárias são tratadas com antibióticos tópicos (p. ex., mupirocina) ou, quando graves, com antibióticos sistêmicos (p. ex., betalactâmicos resistentes à penicilinase) (1). Analgésicos sistêmicos podem ajudar a reduzir a inflamação e a dor associada.

Infecção por HSV resistente ao aciclovir é rara e ocorre quase exclusivamente em pacientes que estão imunocomprometidos. Cepas resistentes ao aciclovir são resistentes ao penciclovir, fanciclovir e valaciclovir. Foscarnet pode ser eficaz em infecções resistentes ao aciclovir.

Para alguns pacientes imunocomprometidos ou aqueles com doença grave, extensa ou disseminada, aciclovir intravenoso é a terapia inicial padrão, que, dependendo da gravidade, às vezes pode ser seguida por antivirais orais assim que as lesões começarem a regredir, continuando até a cicatrização completa (3).

(Ver também Diagnóstico do herpes genital).

Dicas e conselhos

  • Tratar a infecção herpética primária com medicamentos, mesmo quando precocemente, não previne recorrência.

Ceratite por herpes simples

O tratamento da ceratite por herpes simples envolve antivirais tópicos, como trifluridina, e deve ser supervisionado por um oftalmologista.

Herpes simples neonatal

Aciclovir IV deve ser utilizado para terapia. (Veja também Tratamento da infecção neonatal por HSV.)

Infecção do sistema nervoso central por herpes simples

A encefalite é tratada com aciclovir IV. Tratamento por 14 a 21 dias é preferido para prevenir recidiva potencial (4).

A meningite viral é, geralmente, tratada com aciclovir IV (5). Em geral, o aciclovir é muito bem tolerado. Contudo, eventos adversos incluem flebite, rash cutâneo disfunção renal e, raramente, neurotoxicidade (letargia, confusão, convulsões, coma; geralmente no contexto de insuficiência renal).

Referências sobre tratamento

  1. 1. Stevens DL, Bisno AL, Chambers HF, et al. Practice guidelines for the diagnosis and management of skin and soft tissue infections: 2014 update by the Infectious Diseases Society of America. Clin Infect Dis. 2014;59(2):e10-e52. doi:10.1093/cid/ciu444

  2. 2. Mancini A, Inchingolo AM, Marinelli G, et al. Topical and Systemic Therapeutic Approaches in the Treatment of Oral Herpes Simplex Virus Infection: A Systematic Review. Int J Mol Sci. 2025;26(17):8490. Published 2025 Sep 1. doi:10.3390/ijms26178490

  3. 3. Balfour HH Jr. Antiviral drugs. N Engl J Med. 1999;340(16):1255-1268. doi:10.1056/NEJM199904223401608

  4. 4. Sili U, Kaya A, Mert A; HSV Encephalitis Study Group. Herpes simplex virus encephalitis: clinical manifestations, diagnosis and outcome in 106 adult patients. J Clin Virol. 2014;60(2):112-118. doi:10.1016/j.jcv.2014.03.010

  5. 5. Noska A, Kyrillos R, Hansen G, Hirigoyen D, Williams DN. The role of antiviral therapy in immunocompromised patients with herpes simplex virus meningitis. Clin Infect Dis. 2015;60(2):237-242. doi:10.1093/cid/ciu772

Pontos-chave

  • O HSV normalmente causa infecção mucocutânea, mas algumas vezes causa ceratite e infecção grave do sistema nervoso central pode ocorrer em neonatos e adultos.

  • Após infecção inicial, o HSV permanece dormente em gânglios nervosos a partir dos quais pode se reativar periodicamente, ocasionando os sintomas.

  • O diagnóstico das infecções mucocutâneas é clínico, mas fazer cultura viral, PCR ou detecção de antígeno se pacientes forem neonatos, imunocomprometidos, gestantes, tiverem infecção do sistema nervoso central ou doença grave.

  • Para infecções mucocutâneas, considerar aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir oral; para herpes labial, uma alternativa é o penciclovir ou o docosanol tópico.

  • Administrar aciclovir IV para os pacientes com infecção grave.

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