Psoríase

PorShinjita Das, MD MPH, Massachusetts General Hospital
Reviewed ByJoseph F. Merola, MD, MMSc, UT Southwestern Medical Center
Revisado/Corrigido: modificado nov. 2025
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Visão Educação para o paciente

A psoríase é uma doença inflamatória da pele cuja manifestação mais comum são as pápulas ou placas eritematosas bem delimitadas, recobertas por escamas prateadas. Vários fatores contribuem, incluindo a genética. Provocadores comuns incluem trauma, infecção e certos medicamentos. Os sintomas geralmente são mínimos, mas pode ocorrer prurido leve a grave. Implicações estéticas podem ser importantes. Até 30% dos pacientes desenvolvem artrite psoriásica. O diagnóstico é realizado pela aparência clínica e distribuição das lesões. O tratamento pode incluir agentes tópicos (p. ex., glicocorticoides, análogos da vitamina D3, inibidores da calcineurina, tazaroteno, roflumilaste, tapinarof), fototerapia e medicamentos sistêmicos (p. ex., metotrexato, retinoides orais, ciclosporina e biológicos direcionados ou pequenas moléculas orais).

Psoríase causa hiperproliferação dos queratinócitos epidérmicos, combinada com inflamação da epiderme e derme. É também uma doença inflamatória crônica com potencial envolvimento multissistêmico.

As estimativas da prevalência da psoríase variam amplamente entre as diferentes populações; é provável que a psoríase seja subnotificada entre pessoas com pele escura em comparação com aqueles de pele clara (1). Em uma revisão sistemática de tendências epidemiológicas mundiais, observou-se que a psoríase se distribui de maneira desigual entre as regiões geográficas (2, 3). A incidência de psoríase foi mais elevada na Australásia (1,99%), seguida pela Europa Ocidental (1,92%), Europa Central (1,83%) e América do Norte (1,50%); foi menor na América Latina Meridional (1,10%) e a mais baixa na Ásia Oriental (0,14%). É diagnosticada com maior frequência em países ricos em recursos e em regiões com populações mais envelhecidas. Em geral, adultos são mais comumente afetados do que crianças, mas a doença pode ocorrer em qualquer idade. Algumas evidências sugerem um aumento nas taxas de incidência anuais, o que pode ser parcialmente atribuído à evolução dos padrões diagnósticos (4).

Referências gerais

  1. 1. Kaufman BP, Alexis AF. Psoriasis in Skin of Color: Insights into the Epidemiology, Clinical Presentation, Genetics, Quality-of-Life Impact, and Treatment of Psoriasis in Non-White Racial/Ethnic Groups. Am J Clin Dermatol 19(3):405-423, 2018. doi: 10.1007/s40257-017-0332-7

  2. 2. Parisi R, Iskandar IYK, Kontopantelis E, et al. National, regional, and worldwide epidemiology of psoriasis: systematic analysis and modelling study. BMJ. 2020;369:m1590. doi:10.1136/bmj.m1590

  3. 3. Armstrong AW, Blauvelt A, Callis Duffin K, et al. Psoriasis. Nat Rev Dis Primers. 2025;11(1):45. Published 2025 Jun 26. doi:10.1038/s41572-025-00630-5

  4. 4. Icen M, Crowson CS, McEvoy MT, et al. Trends in incidence of adult-onset psoriasis over three decades: a population-based study. J Am Acad Dermatol. 2009;60(3):394-401. doi:10.1016/j.jaad.2008.10.062

Fisiopatologia da psoríase

A psoríase é uma doença de hiperproliferação de queratinócitos mediada por cascatas inflamatórias da imunidade inata e adaptativa. A maturação e renovação normal dos queratinócitos leva aproximadamente 28 dias. Contudo, na psoríase essa renovação é acelerada para 3 a 5 dias devido à falha na maturação dos queratinócitos. A patogênese da psoríase é determinada por uma interação complexa entre predisposição genética, respostas imunológicas desreguladas e fatores ambientais adicionais (1). Uma história familiar de psoríase é um fator de risco importante. Certos genes e antígenos leucocitários humanos (p. ex., HLA-Cw6, HLA-B13, HLA-B17) estão associados à psoríase. A análise de ligação em todo o genoma identificou inúmeros loci de suscetibilidade à psoríase; o locus PSORS1, localizado no complexo principal de histocompatibilidade (MHC) no cromossomo 6p21, desempenha o papel mais importante na determinação da suscetibilidade de um paciente ao desenvolvimento da psoríase. Defeitos genéticos no CPH estão associados a uma ampla gama de doenças autoimunes e imunodeficiências primárias, incluindo psoríase.

Alterações nas respostas imunológicas inata e adaptativa também influenciam a patogênese da doença. O mecanismo central (em geral, determinado geneticamente) envolve a ativação de células dendríticas, que secretam interleucinas (IL)-12 e IL-23, promovendo diferenciação e expansão de células T auxiliares (Th)1, Th17 e Th22. As vias mais comumente implicadas são as mediadas por Th17, que produzem IL-17 e IL-22. Queratinócitos produzindo IL-36 e células Th1 produzindo interferon-γ e fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) também são considerados contribuintes para a patogênese, embora em menor grau. Considera-se que fatores ambientais provocam respostas inflamatórias adicionais e subsequente hiperproliferação dos queratinócitos (2).

Os fatores desencadeantes (fatores de risco) bem identificados incluem:

  • Trauma (fenômeno de Kobner)

  • Queimadura solar

  • Infecções (virais, como HIV; bacterianas, como estreptococos beta-hemolíticos associados à psoríase gutata)

  • Medicamentos (especialmente betabloqueadores, cloroquina, lítio, inibidores da enzima conversora de angiotensina, indometacina, terbinafina, alfainterferona, inibidores de checkpoint imunológico e inibidores do fator de necrose tumoral [3])

  • Consumo de álcool

  • Tabagismo

  • Obesidade

  • Retirada de glicocorticoides sistêmicos (especialmente nos subtipos eritrodérmicos ou pustulosos generalizados)

Vivenciar estresse psicológico (4) tem sido associado à psoríase, mas não foi conclusivamente estabelecido como um fator de risco.

As complicações da psoríase incluem artrite psoriásica e alterações ungueais (como depressões puntiformes, leuconíquia, fragmentação ungueal, manchas oleosas, hiperqueratose subungueal e onicólise distal) (1). Aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem artrite psoriásica durante sua vida, e lesões ungueais estão presentes em até 90% dos pacientes com artrite psoriásica. Vários distúrbios são considerados coexistentes (quando há evidências insuficientes para determinar causalidade) com a psoríase (5). Estes incluem risco aumentado de doenças cardiovasculares e metabólicas (p. ex., infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, diabetes, obesidade), ansiedade e depressão.

Referências sobre fisiopatologia

  1. 1. Armstrong AW, Read C. Pathophysiology, Clinical Presentation, and Treatment of Psoriasis: A Review. JAMA. 2020;323(19):1945-1960. doi:10.1001/jama.2020.4006

  2. 2. Zhou X, Chen Y, Cui L, et al: Advances in the pathogenesis of psoriasis: From keratinocyte perspective. Cell Death Dis 13(1):81, 2022. doi: 10.1038/s41419-022-04523-3

  3. 3. Grželj J, Sollner Dolenc M. The role of xenobiotics in triggering psoriasis. Arch Toxicol. 2020;94(12):3959-3982. doi:10.1007/s00204-020-02870-8

  4. 4. Snast I, Reiter O, Atzmony L, et al. Psychological stress and psoriasis: a systematic review and meta-analysis. Br J Dermatol. 2018;178(5):1044-1055. doi:10.1111/bjd.16116

  5. 5. Griffiths CEM, Armstrong AW, Gudjonsson JE, et al. PsoriasisLancet. 2021;397(10281):1301-1315. doi:10.1016/S0140-6736(20)32549-6

Sinais e sintomas da psoríase

A morfologia clássica da psoríase consiste em placas eritematosas bem demarcadas, com escamas prateadas. As lesões são assintomáticas ou pruriginosas e, com mais frequência, localizadas no couro cabeludo, nas superfícies extensoras dos cotovelos e joelhos, na região sacral, nos glúteos (comumente no suco glúteo) e nos genitais. As unhas e as sobrancelhas também podem ser afetadas.

As placas podem aparecer violáceas em pacientes com pele escura, e rosa ou vermelha em pacientes com pele clara, mas características-chave como descamação e a distribuição das placas (p. ex., região extensora dos cotovelos, tronco, pernas e área periumbilical) são consistentes entre os diferentes tons de pele.

A psoríase invertida (também chamada psoríase flexural) ocorre em áreas intertriginosas, incluindo as regiões axilar, umbilical, inframamária e perianal.

Pode ser disseminada, acometendo áreas confluentes de pele, estendendo-se entre essas regiões.

A psoríase é uma das dermatoses subjacentes mais comuns que levam à eritrodermia (que é uma síndrome clínica caracterizada por eritema generalizado e descamação envolvendo geralmente mais de 75% da pele), especificamente na forma de psoríase eritrodérmica. A psoríase eritrodérmica é uma variante rara e potencialmente fatal da psoríase que se apresenta com eritema generalizado e descamação quase total do corpo (75 a 90% da área de superfície corporal). A inflamação generalizada pode desencadear sintomas como febre, calafrios e mal-estar, além de sequelas decorrentes de grandes perdas insensíveis de líquidos pela superfície cutânea.

A morfologia varia de acordo com o subtipo de psoríase.

Manifestações da psoríase
Placa de psoríase

A psoríase costuma se manifestar como placas recobertas de escamas espessas, prateadas e brilhantes. Placas de psoríase são lesões elevadas e palpáveis com diâmetro > 10 mm.

A psoríase costuma se manifestar como placas recobertas de escamas espessas, prateadas e brilhantes. Placas de psoríase

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Foto fornecida por Thomas Habif, MD.

Psoríase (placas)

Essa imagem mostra placas psoriáticas. As placas podem parecer violáceas em pacientes com tons de pele mais escuros, mas características-chave como descamação e a distribuição das placas (p. ex., região extensora dos cotovelos, tronco, pernas e área periumbilical) são consistentes entre os diferentes tons de pele.

Essa imagem mostra placas psoriáticas. As placas podem parecer violáceas em pacientes com tons de pele mais escuros, ma

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Imagem cedida por cortesia de Karen McKoy, MD.

Psoríase (cotovelos)

Esta foto mostra placas eritematosas cobertas com escamas branco-prateadas na superfície extensora dos cotovelos. Essa aparência é típica da psoríase em placas.

Esta foto mostra placas eritematosas cobertas com escamas branco-prateadas na superfície extensora dos cotovelos. Essa

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Psoríase (dedos)

Esta foto mostra manchas de pele escamosa, eritematosa e espessa, e unhas descoloridas e quebradiças.

Esta foto mostra manchas de pele escamosa, eritematosa e espessa, e unhas descoloridas e quebradiças.

DR. HAROUT TANIELIAN/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Psoríase (couro cabeludo)

Esta foto mostra pele avermelhada, escamosa e espessada no couro cabeludo de um paciente com psoríase.

Esta foto mostra pele avermelhada, escamosa e espessada no couro cabeludo de um paciente com psoríase.

DR P. MARAZZI/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Psoríase ungueal com corrosão e pigmentação

Esta foto mostra depressões irregulares e áreas de pigmentação marrom-amarelada (manchas de óleo) em um paciente com psoríase.

Esta foto mostra depressões irregulares e áreas de pigmentação marrom-amarelada (manchas de óleo) em um paciente com ps

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© Springer Science+Business Media

Psoríase ungueal com espessamento e descamação da placa ungueal

A foto à esquerda mostra espessamento e onicólise da unha do hálux. Onicose puntuada e onicólise são visíveis na mão (à direita), sugerindo psoríase ungueal como diagnóstico.

A foto à esquerda mostra espessamento e onicólise da unha do hálux. Onicose puntuada e onicólise são visíveis na mão (à

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Psoríase pustulosa (Pés)

Essa imagem mostra pústulas disseminadas nas plantas dos pés de um paciente com psoríase pustulosa eritrodérmica.

Essa imagem mostra pústulas disseminadas nas plantas dos pés de um paciente com psoríase pustulosa eritrodérmica.

Imagem cedida por cortesia de Karen McKoy, MD.

Acrodermatite contínua de Hallopeau

Esta foto mostra lesões pustulosas na ponta de um dígito em um paciente com acrodermatite contínua de Hallopeau (uma forma localizada de psoríase pustulosa).

Esta foto mostra lesões pustulosas na ponta de um dígito em um paciente com acrodermatite contínua de Hallopeau (uma fo

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Psoríase invertida (psoríase flexural)

Na psoríase invertida, manchas eritematosas brilhantes (às vezes sem escamas) se formamnas áreas intertriginosas como a prega inframamária.

Na psoríase invertida, manchas eritematosas brilhantes (às vezes sem escamas) se formamnas áreas intertriginosas como a

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Psoríase gutata

Esta foto mostra múltiplas placas no tronco de um homem de 22 anos com psoríase gutata.

Esta foto mostra múltiplas placas no tronco de um homem de 22 anos com psoríase gutata.

DR P. MARAZZI/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Psoríase eritrodérmica

Esta foto mostra exantema eritematoso difuso no tronco de um paciente com psoríase eritrodérmica.

Esta foto mostra exantema eritematoso difuso no tronco de um paciente com psoríase eritrodérmica.

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Psoríase palmoplantar (palmas das mãos)

Esta foto mostra placas esparsas hiperceratóticas na palma da mão de um paciente com psoríase palmoplantar.

Esta foto mostra placas esparsas hiperceratóticas na palma da mão de um paciente com psoríase palmoplantar.

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Psoríase palmoplantar (sola)

Esta foto mostra placas hiperceratóticas discretas na planta do pé de um paciente com psoríase palmoplantar.

Esta foto mostra placas hiperceratóticas discretas na planta do pé de um paciente com psoríase palmoplantar.

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Pustulose palmoplantar

Esta foto mostra máculas e pústulas eritematosas no pé de um paciente com psoríase pustulosa.

Esta foto mostra máculas e pústulas eritematosas no pé de um paciente com psoríase pustulosa.

Imagem cedida por cortesia de Karen McKoy, MD.

Entre os diversos subtipos de psoríase (ver tabela ), psoríase em placas (psoríase vulgar ou psoríase crônica em placas) responde por cerca de 90% dos casos; as lesões consistem em pápulas ou placas eritematosas discretas, recobertas por escamas espessas, prateadas e brilhantes. As lesões surgem gradualmente, regredindo e recidivando de forma espontânea e dependente dos fatores desencadeantes.

A artrite psoriásica pode ser incapacitante (artrite psoriásica); a destruição articular pode ocorrer com o tempo.

A psoríase raramente ameaça a vida, mas afeta a imagem do paciente. Além da aparência do paciente, o longo tempo exigido para tratar lesões extensas da pele ou do couro cabeludo com agentes tópicos e para manter o vestuário e as roupas de cama pode afetar adversamente a qualidade de vida.

Tabela
Tabela

Diagnóstico da psoríase

  • Principalmente exame físico

  • Raramente biópsia

O diagnóstico de psoríase é mais frequentemente baseado na aparência clínica e distribuição das lesões.

Diagnósticos diferenciais incluem:

Biópsia raramente é necessária e pode não ser diagnóstica; entretanto, pode-se considerá-la quando os achados clínicos não são clássicos ou quando o paciente não está respondendo como esperado às terapias padrão.

A doença é classificada classicamente como leve, moderada ou grave, tendo por base a superfície corporal afetada e o efeito das lesões na qualidade de vida do paciente. Além da área de superfície corporal, a gravidade da psoríase também é avaliada considerando-se o envolvimento de áreas de alto impacto (p. ex., face e mãos) na determinação da elegibilidade para terapia tópica versus fototerapia ou tratamentos sistêmicos.

Tratamento da psoríase

  • Tratamentos tópicos

  • Fototerapia [terapia com luz ultravioleta (UV)]

  • Terapias sistêmicas

Há inúmeras opções de tratamento que vão de tratamentos tópicos (p. ex., glicocorticoides, análogos de vitamina D3, inibidores da calcineurina, tazaroteno, roflumilaste, tapinarof, emolientes, ácido salicílico, alcatrão de carvão) à fototerapia (p. ex., fototerapia UV) até tratamentos sistêmicos (p. ex., metotrexato, retinoides orais, ciclosporina, produtos biológicos, pequenas moléculas).

A principal consideração na tomada de decisão clínica que orienta a escolha inicial do tratamento é se um paciente com psoríase tem artrite psoriásica concomitante, caso em que a terapia sistêmica deve ser considerada. Se a artrite psoriásica não estiver presente, as decisões de tratamento são personalizadas com base em fatores como a superfície corporal, envolvimento de áreas de alto impacto, preferência do paciente, considerações de qualidade de vida, resposta anterior a agentes tópicos e presença de outras comorbidades.

Escolha do tratamento

A escolha de agentes específicos e combinações requer estreita cooperação com o paciente, sempre tendo em mente o perfil de efeitos adversos. Não há uma única combinação ideal ou sequência de agentes, mas o tratamento deverá ser o mais simples possível. A monoterapia é preferida, mas geralmente a terapia combinada é usual.

A terapêutica rotatória se refere à substituição de um tipo de tratamento por outro após 1 a 2 anos, com finalidade de reduzir efeitos adversos pelo uso crônico e evitar a resistência da doença. A terapia sequencial refere-se à utilização inicial de agentes potentes (p. ex., ciclosporina) para ganhar controle rapidamente, seguidos pelo uso de agentes com melhor perfil de segurança. Imunossupressores alcançam mais frequentemente a depuração total ou quase total das lesões em relação ao metotrexato ou UVB de banda estreita.

A psoríase leve em placas pode ser tratada com emolientes, queratolíticos, alcatrão, glicocorticoides tópicos, agentes tópicos poupadores de glicocorticoides (p. ex., inibidores da calcineurina, inibidores de PDE-4, tapinarofe), análogos de vitamina D3, somente antralina ou combinados. Exposição moderada à luz solar é benéfica, mas queimaduras solares podem causar exacerbações.

A psoríase moderada a grave em placas é tratada com agentes tópicos, fototerapia ou fármacos sistêmicas. Agentes imunossupressores são utilizados em casos moderados ou graves que não respondem a outros tratamentos.

Placas no couro cabeludo são frequentemente difíceis de tratar devido ao desafio físico de aplicar agentes tópicos e proteger a pele da luz UV. O acometimento do couro cabeludo pode ser particularmente penoso para os pacientes. Múltiplas formulações mais adequadas para aplicação no couro cabeludo incluem soluções e loções à base de álcool ou água, espumas, xampus, géis e, em casos mais refratários, óleos (que são aplicados durante a noite e removidos pela manhã). Uma revisão sistemática de estudos randomizados constatou que vários inibidores de IL-17, incluindo brodalumabe, secuquinumabe e ixequizumabe (em um subgrupo de pacientes com psoríase grave), demonstram alta eficácia no tratamento da psoríase moderada a grave do couro cabeludo, com brodalumabe e ixequizumabe demonstrando resposta rápida (1). O guselcumabe (inibidor de IL-23) é superior ao adalimumabe (inibidor de TNF), e o ixequizumabe é superior ao etanercepte (inibidor de TNF). O apremilaste oferece eficácia de longo prazo. 

Casos moderados a graves de psoríase do couro cabeludo podem se beneficiar do tratamento com imunossupressores sistêmicos (p. ex., agentes biológicos, pequenas moléculas).

Tratamentos especiais para os subtipos da psoríase são descritos acima.

Na artrite psoriásica, é importante considerar o tratamento com terapia sistêmica para prevenir a destruição articular, reduzir a dor e melhorar ou manter a função.

(Veja também a diretriz clínica para psoríase da American Academy of Dermatology Association.)

Tratamentos tópicos

Glucocorticoides são normalmente utilizados de forma tópica, mas podem ser injetados em placas pequenas ou recalcitrantes. (ATENÇÃO: glicocorticoides sistêmicos podem desencadear exacerbações ou desenvolvimento de psoríase pustulosa e não devem ser utilizados para tratar psoríase.) Os glicocorticoides tópicos são a base do tratamento para psoríase leve a leve-moderada, com potência e formulação adequadamente adaptadas ao local e extensão do envolvimento. Deve-se utilizar glicocorticoides tópicos duas vezes ao dia. Os glicocorticoides são mais eficazes quando utilizados à noite em coberturas oclusivas com polietileno ou incorporados a uma fita adesiva; um creme de glicocorticoide é aplicado sem oclusão durante o dia. A potência do glicocorticoide é selecionada de acordo com a extensão da doença. O uso de glicocorticoides tópicos pode ser limitado por considerações logísticas (p. ex., custo, inconveniência ao tratar áreas extensas) e potencial para efeitos adversos. Glicocorticoides tópicos aplicados por longos períodos em grandes áreas do corpo também podem causar efeitos sistêmicos e paradoxalmente exacerbar a psoríase.

Quando as lesões melhoram, o glicocorticoide deve ser aplicado com menos frequência ou de menor potência, para minimizar a atrofia local, a formação de estrias e as telangiectasias. Idealmente, após aproximadamente 2 a 3 semanas, os glicocorticoides devem ser substituídos por um agente poupador de glicocorticoides.

Para terapia crônica ou de manutenção, são recomendados esquemas (p. ex., aplicação duas vezes por semana) com glicocorticoides tópicos e alternativas poupadoras de glicocorticoides, como tapinarofe ou roflumilaste tópicos, para reduzir o risco de atrofia cutânea e manter a remissão. Os análogos de vitamina D são uma alternativa. Fototerapia e agentes sistêmicos também devem ser considerados. Se as opções poupadoras de glicocorticoides são eficazes isoladamente, a monoterapia pode ser aceitável, especialmente para áreas mais suscetíveis aos efeitos colaterais induzidos por glicocorticoides. Esta substituição limita a exposição aos glicocorticoides tópicos e reduz o risco de efeitos adversos (p. ex., atrofia cutânea, telangiectasias, hematomas fáceis, estrias). Para lesões pequenas, espessas, localizadas ou recalcitrantes, utilizam-se glicocorticoides de alta potência com curativo oclusivo ou fita adesiva de flurandrenolida; esses curativos são mantidos durante a noite e trocados pela manhã. As recidivas após suspensão da terapia com glicocorticoide tópico geralmente ocorrem mais rapidamente do que com outros agentes.

Os análogos da vitamina D3 (p. ex., calcipotriol [calcipotriene], calcitriol) são medicamentos tópicos que induzem a proliferação e diferenciação de queratinócitos normais; eles podem ser utilizados isoladamente ou em combinação com glicocorticoides tópicos. Alguns dermatologistas recomendam aplicar calcipotriol durante a semana e glicocorticoides nos fins de semana.

Inibidores da calcineurina (p. ex., tacrolimo e pimecrolimo) disponíveis na apresentação tópica e são geralmente bem tolerados. Não são tão efetivos como os glicocorticoides, mas podem evitar as complicações dos glicocorticoides ao tratar psoríase facial e intertriginosa. Os dados de grandes estudos de coorte e metanálises avaliando o risco de linfoma associado ao uso de inibidores tópicos de calcineurina são conflitantes. Alguns estudos relataram um pequeno aumento estatisticamente significativo no risco de linfoma (2), enquanto outros não encontraram risco aumentado (3). Além disso, as evidências gerais não corroboram um aumento no risco de câncer de pele.

O tazaroteno é um retinoide tópico. É menos efetivo que os glicocorticoides como monoterapia, mas é útil como adjuvante devido ao seu efeito queratolítico. Em geral, é utilizado em placas de psoríase mais espessas que podem aparecer no tronco e nas extremidades, mas também pode ser utilizado na face.

O roflumilaste é um inibidor tópico da fosfodiesterase-4 (PDE-4). Exerce efeitos anti-inflamatórios e antipruriginosos por meio da regulação negativa de citocinas pró-inflamatórias e normalização da função dos queratinócitos. Está disponível nas apresentações de creme e espuma. O creme de roflumilaste é particularmente útil como tratamento poupador de glicocorticoides para áreas faciais delicadas e intertriginosas (por exemplo, nádegas, virilha, axilas). A formulação em espuma é útil para penetrar lesões no couro cabeludo e/ou outras áreas pilosas. O efeito colateral mais comum do uso de roflumilaste tópico é cefaleia.

O tapinarofe é um agonista tópico do receptor aril hidrocarboneto (AhR) utilizado como monoterapia ou em combinação com glicocorticoides tópicos ou fototerapia para o tratamento de psoríase leve a moderada. Também é útil como terapia poupadora de glicocorticoides em áreas faciais e intertriginosas. Os efeitos adversos comuns incluem eritema irritativo, queimação e prurido no local da aplicação, especialmente quando utilizado em áreas intertriginosas; acne e foliculite também foram descritas.

Outros tratamentos tópicos adjuvantes incluem emolientes, ácido salicílico, alcatrão de hulha e antralina:

  • Os emolientes incluem cremes emolientes, pomadas, vaselina, parafina e até óleos vegetais hidrogenados (p. ex., coco). Reduzem a descamação e são mais eficazes quando aplicados duas vezes ao dia e imediatamente após o banho. As lesões podem parecer avermelhadas quando a descamação diminui ou se tornam mais transparentes. Os emolientes são seguros e geralmente devem ser utilizados como adjuvantes para psoríase em placas leve a moderada. Embora não promovam modificação do curso da doença, cremes emolientes e pomadas favorecem o reparo da barreira cutânea e reduzem a descamação e/ou o ressecamento, o que pode melhorar a aparência e o conforto. Emolientes mais espessos (como vaselina) podem aumentar a penetração de agentes tópicos ativos, e o óleo mineral pode aumentar a penetração de radiação UV quando coadministrado com fototerapia.

  • Ácido salicílico é um queratolítico que amolece as escamas, facilita sua remoção e aumenta a absorção de outros agentes tópicos. É especialmente indicado no tratamento do couro cabeludo, pois nessa região as escamas são mais espessas.

  • Pomadas, soluções ou preparações de alcatrão de hulha são anti-inflamatórios e diminuem a hiperproliferação de queratinócitos por um mecanismo desconhecido. Pomadas ou soluções são tipicamente aplicadas à noite e removidos pela manhã. Produtos de alcatrão de hulha podem ser utilizados em combinação com glicocorticoides tópicos ou com exposição à luz UVB de espectro amplo, natural ou artificial (280 a 320 nm), em incrementos progressivos e graduais (regime de Goeckerman). Xampus devem ser deixados agir por 5 a 10 minutos e em seguida enxaguados.

  • Antralina (ditranol) é um agente tópico antiproliferativo e anti-inflamatório que não é um tratamento preferido em regiões geográficas onde outros agentes estão disponíveis. Seu mecanismo de ação é desconhecido. A dose eficaz é creme ou pomada a 0,1%, aumentando para 1%, dependendo da tolerância. A antralina é irritante e deve ser utilizada com cautela em áreas intertriginosas; ela também causa manchas. Para evitar irritação ou tingimento, deve-se remover a antralina após 20 a 30 minutos da aplicação. Evita-se qualquer desvantagem da antralina utilizando-se uma preparação encapsulada com lipossomos.

Com a disponibilidade e a conveniência de outros agentes, o alcatrão de hulha e a antralina são utilizados com menos frequência em ambientes ricos em recursos onde terapias alternativas estão disponíveis.

Fototerapia

A fototerapia UV é tipicamente utilizada em pacientes com psoríase extensa; contudo, seu uso está em declínio devido à disponibilidade de terapias sistêmicas alternativas eficazes. O mecanismo de ação é pouco caracterizado; porém, sabe-se que a luz UVB reduz a síntese de DNA e pode induzir leve imunossupressão sistêmica. Luz UVB de banda estreita (311 a 312 nm), utilizada sem psoralenos, apresenta eficácia semelhante à do psoraleno associado à radiação ultravioleta A (PUVA). Entretanto, em ambientes onde está disponível, a fototerapia com UVB de banda estreita é clinicamente preferida à PUVA. Um estudo demonstrou que a fototerapia domiciliar com UVB de banda estreita para psoríase em placas ou psoríase gutata é tão eficaz quanto e menos onerosa do que a terapia realizada em consultório (4).

No psoraleno mais ultravioleta A (PUVA), o metoxipsoraleno oral, um fotossensibilizante, é seguido por exposição à luz UVA de onda longa (330 a 360 nm). O PUVA tem efeito antiproliferativo além de auxiliar na normalização da diferenciação do queratinócito. As doses da luz são baixas no início e aumentam conforme tolerado. Contudo, efeitos adversos limitam seu uso. Queimaduras graves podem ocorrer se a dose do medicamento ou de UVA for muito alta.

Embora o tratamento provoque menos sujeira que os tratamentos tópicos e possa produzir remissões que duram diversos meses, os tratamentos repetidos aumentam a incidência de câncer de pele e melanoma induzidos por UV. Utiliza-se menos UV quando em conjunto com retinoides orais (o chamado regime re-PUVA). Terapia com excimer laser é um tipo de fototerapia utilizando um laser de 308 nm direcionado para placas psoriáticas focais.

Terapias sistêmicas

Metotrexato administrado por via oral é um tratamento modestamente eficaz para psoríase moderada a grave com dados de eficácia variada para artrite psoriática. O metotrexato também pode ser utilizado em alguns casos de psoríase pustulosa e psoríase palmoplantar não responsivos a agentes tópicos ou à fototerapia UV (UVB de banda estreita). É necessário monitorar as funções hepáticas, renais e hematológicas. Os regimes de dosagens são variáveis, dessa forma somente médicos com experiência em seu manejo devem indicar a terapia com metotrexato.

Pode-se utilizar ciclosporina para psoríase grave. Deve ser limitada a tratamentos por alguns meses (raramente até 1 ano) e alternada com outros tratamentos. Seus efeitos a longo prazo nos rins e sistema imunitário limitam seu uso.

Retinoides sistêmicos (p. ex., acitretina, isotretinoína) podem ser eficazes em casos graves e recalcitrantes de psoríase vulgar, psoríase pustulosa (na qual a isotretinoína pode ou não ser preferida) e psoríase palmoplantar hiperqueratótica. Devido ao potencial teratogênico e à retenção prolongada da acitretina no organismo, ela não deve ser utilizada em pacientes gestantes ou com potencial reprodutivo; essas pacientes também devem ser orientadas a não engravidar por pelo menos 3 anos após o término do tratamento. A restrição à gestação também se aplica à isotretinoína, mas o agente não permanece no corpo além de 1 mês. O tratamento de longo prazo pode estar associado à hiperostose óssea idiopática difusa (HOID).

Várias classes de agentes biológicos (anticorpos monoclonais terapêuticos) mostraram eficácia no tratamento da psoríase em placas moderada a grave (5, 6):

  • Inibidores do fator de necrose tumoral (TNF): etanercepte, adalimumabe, infliximabe, golimumabe (apenas para artrite psoriásica) e certolizumabe pegol (não atravessa a placenta)

  • Inibidores da interleucina (IL)-23: tildacizumabe, risancizumabe, guselkumabe e ustekinumabe (tem como alvo tanto a IL-12 como a IL-23)

  • Inibidores de IL-17: secuquinumabe, ixequizumabe, bimequizumabe e brodalumabe

O apremilast, um inibidor de PDE-4, é um medicamento oral de moléculas pequenas para a psoríase em placas; no entanto, os dados sugerem que é menos eficaz do que os biológicos (7).

Deucravacitinibe é um agente oral de pequenas moléculas que inibe a tirosina quinase 2 e mostrou eficácia no tratamento da psoríase (8, 9).

Os inibidores de Janus quinase (p. ex., tofacitinibe, upadacitinibe) são utilizados no tratamento da artrite psoriásica e também parecem ser eficazes na psoríase (10); contudo, mais estudos são necessários antes de seu uso rotineiro para essa indicação.

Espesolimabe é um inibidor da IL-36 que é utilizado para o tratamento da psoríase pustulosa generalizada.

Medicamentos biossimilares para muitas das classes de agentes biológicos acima estão disponíveis ou em desenvolvimento (11). Esses medicamentos têm eficácia e perfis de efeitos colaterais muito semelhantes aos produtos de referência; as pequenas diferenças nos componentes não parecem ser clinicamente significativas.

Outros imunossupressores (p. ex., hidroxiureia, 6-tioguanina) têm estreita margem de segurança e são reservados para psoríase grave e recalcitrante. Efalizumabe não está disponível nos Estados Unidos ou Canadá devido ao maior risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva.

Terapias emergentes para psoríase incluem peptídeos orais direcionados. Icotroquinra, que é um inibidor de IL-23, demonstrou eficácia e um perfil de segurança tolerável em ensaios clínicos randomizados de adultos com psoríase moderada a grave (12, 13).

Ésteres de ácido fumárico (p. ex., dimetil fumarato, monoetil fumarato) são compostos com propriedades imunomoduladoras, por vezes utilizados no tratamento da psoríase em placas moderada a grave, particularmente na Europa, onde constituem uma terapia sistêmica de primeira linha amplamente utilizada (14).

Referências sobre tratamento

  1. 1. Alsenaid A, Ezmerli M, Srour J, et al. Biologics and small molecules in patients with scalp psoriasis: a systematic review. J Dermatolog Treat. 2022;33(1):473-482. doi:10.1080/09546634.2020.1770167

  2. 2. Lam M, Zhu JW, Tadrous M, Drucker AM. Association Between Topical Calcineurin Inhibitor Use and Risk of Cancer, Including Lymphoma, Keratinocyte Carcinoma, and Melanoma: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Dermatol. 2021;157(5):549-558. doi:10.1001/jamadermatol.2021.0345

  3. 3. Arana A, Pottegård A, Kuiper JG, et al. Long-Term Risk of Skin Cancer and Lymphoma in Users of Topical Tacrolimus and Pimecrolimus: Final Results from the Extension of the Cohort Study Protopic Joint European Longitudinal Lymphoma and Skin Cancer Evaluation (JOELLE). Clin Epidemiol. 2021;13:1141-1153. Published 2021 Dec 29. doi:10.2147/CLEP.S331287

  4. 4. Gelfand JM, Armstrong AW, Lim HW, et al. Home- vs Office-Based Narrowband UV-B Phototherapy for Patients With Psoriasis: The LITE Randomized Clinical Trial. JAMA Dermatol. 2024;160(12):1320-1328. doi:10.1001/jamadermatol.2024.3897

  5. 5. Sbidian E, Chaimani A, Garcia-Doval I, et al. Systemic pharmacological treatments for chronic plaque psoriasis: A network meta-analysis. Cochrane Database Syst Rev 12(12):CD011535, 2017. doi: 10.1002/14651858.CD011535.pub2

  6. 6. Armstrong AW, Read C: Pathophysiology, clinical presentation, and treatment of psoriasis: A review. JAMA 323(19):1945–1960, 2020. doi: 10.1001/jama.2020.4006

  7. 7. Armstrong AW, Puig L, Joshi A, et al: Comparison of Biologics and Oral Treatments for Plaque Psoriasis: A Meta-analysis. JAMA Dermatol 156(3):258–269, 2020. doi: 10.1001/jamadermatol.2019.4029

  8. 8. Armstrong AW, Gooderham M, Warren RB, et al: Deucravacitinib versus placebo and apremilast in moderate to severe plaque psoriasis: Efficacy and safety results from the 52-week, randomized, double-blinded, placebo-controlled phase 3 POETYK PSO-1 trial. J Am Acad Dermatol 88(1):29–39, 2023. doi: 10.1016/j.jaad.2022.07.002

  9. 9. Strober B, Thaçi D, Sofen H, et al: Deucravacitinib versus placebo and apremilast in moderate to severe plaque psoriasis: Efficacy and safety results from the 52-week, randomized, double-blinded, phase 3 Program for Evaluation of TYK2 inhibitor psoriasis second trial. J Am Acad Dermatol 88(1):40–51, 2023. doi: 10.1016/j.jaad.2022.08.061

  10. 10. Bachelez H, van de Kerkhof PC, Strohal R, et al: Tofacitinib versus etanercept or placebo in moderate-to-severe chronic plaque psoriasis: A phase 3 randomised non-inferiority trial. Lancet 386(9993):552-561, 2015. doi: 10.1016/S0140-6736(14)62113-9

  11. 11. Ruda RC, Kelly KA, Feldman SR. Real-world outcomes following switching from anti-TNF reference products to biosimilars for the treatment of psoriasis. J Dermatolog Treat 34(1):2140569, 2023. doi: 10.1080/09546634.2022.2140569

  12. 12. Bissonnette R, Pinter A, Ferris LK, et al. An Oral Interleukin-23-Receptor Antagonist Peptide for Plaque Psoriasis. N Engl J Med. 2024;390(6):510-521. doi:10.1056/NEJMoa2308713

  13. 13. Ferris LK, Bagel J, Huang YH, et al. FRONTIER-2: A phase 2b, long-term extension, dose-ranging study of oral JNJ-77242113 for the treatment of moderate-to-severe plaque psoriasis. J Am Acad Dermatol. 2025;92(3):495-502. doi:10.1016/j.jaad.2024.10.076

  14. 14. Landeck L, Asadullah K, Amasuno A, et al. Dimethyl fumarate (DMF) vs. monoethyl fumarate (MEF) salts for the treatment of plaque psoriasis: a review of clinical data. Arch Dermatol Res. 2018;310(6):475-483. doi:10.1007/s00403-018-1825-9

Diretrizes para Psoríase

A seguir, são fornecidas diretrizes de prática clínica publicadas por sociedades médicas profissionais e órgãos governamentais sobre esta condição médica (lista não exaustiva).

Pontos-chave

  • A psoríase é uma doença inflamatória comum que afeta a pele e tem um componente genético e vários gatilhos ambientais (p. ex., trauma, infecção, certos medicamentos).

  • Os achados cutâneos mais comuns geralmente são pápulas e placas eritematosas bem circunscritas e cobertas por escamas prateadas na psoríase em placas, mas as lesões diferem entre os outros subtipos menos comuns de psoríase.

  • A artrite psoríatica se desenvolve em 5 a 30% dos pacientes e pode causar destruição das articulações e ser incapacitante.

  • Diagnóstico com base na aparência e distribuição das lesões.

  • Tratamentos tópicos (p. ex., emolientes, ácido salicílico, preparações de alcatrão de hulha, antralina, glicocorticoides, análogos da vitamina D3, inibidores da calcineurina, inibidores de PDE-4, tapinarof, tazaroteno) são recomendados para a doença leve.

  • Para psoríase moderada a grave, tratamentos sistêmicos são considerados, como retinoides, metotrexato, ciclosporina, agentes biológicos (p. ex., inibidores do fator de necrose tumoral) e pequenas moléculas (p. ex., deucravacitinibe, apremilaste).

  • A fototerapia ultravioleta (UV) pode ser uma alternativa para pacientes que desejam evitar a imunossupressão sistêmica.

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