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Meningite viral

Por

John E. Greenlee

, MD, University of Utah Health

Última modificação do conteúdo dez 2020
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A meningite viral tende a ser menos grave do que a meningite bacteriana aguda. Resultados incluem cefaleia, febre e rigidez na nuca. O diagnóstico é por análise do líquido cerebrospinal. O tratamento é com medidas de suporte, aciclovir por suspeita de herpes simples e fármacos antirretrovirais para suspeita de infecção pelo HIV.

A meningite viral é às vezes usada como sinônimo de meningite asséptica. Entretanto, meningite asséptica geralmente se refere à meningite aguda causada por outra coisa além de bactérias que normalmente causam meningite bacteriana aguda. Portanto, a meningite asséptica pode ser causada por vírus, doenças não infecciosas (p. ex., fármacos, doenças), fungos ou, ocasionalmente, outros organismos (p. ex., Borrelia burgdorferi na doença de Lyme, Treponema pallidum na sífilis).

Ao contrário da meningite bacteriana, a meningite viral geralmente poupa o parênquima cerebral. (o parênquima é afetado na encefalite viral ou meningoencefalite.)

Causas da meningite viral

A meningite viral geralmente resulta de propagação hematogênica, mas a meningite causada por vírus do herpes simples tipo 2 (HSV-2) ou vírus varicela zóster também pode resultar da reativação de infecção latente. Ataques recorrentes de meningite viral em mulheres costumam ocorrer por causa do HSC-2.

A causa mais comum da meningite viral é

  • Enterovírus

Tabela

Sinais e sintomas da meningite viral

A meningite viral, como a meningite bacteriana aguda Sinais e sintomas A meningite bacteriana aguda é infecção bacteriana rapidamente progressiva das meninges e do espaço subaracnoide. Os resultados normalmente incluem cefaleia, febre e rigidez... leia mais , geralmente começa com sintomas que sugerem infecção viral (p. ex., febre, mialgias, sintomas gastrointestinais e respiratórios), seguidos por sinais e sintomas de meningite (cefaleia, febre, rigidez na nuca). As manifestações tendem a ser semelhantes àquela da meningite bacteriana, mas geralmente são menos graves (p. ex., a rigidez na nuca pode ser menos pronunciada). Entretanto, os resultados são algumas vezes graves o suficiente para sugerir meningite bacteriana aguda. Como o parênquima cerebral é poupado, não há delirium, confusão mental, convulsões nem deficits neurológicos focais ou globais.

Diagnóstico da meningite viral

  • Análise do líquido cerebrospinal (contagem de células, proteínas, glicose)

  • PCR (polymerase chainreaction) do líquido cerebrospinal e, às vezes, IgM

  • Às vezes, PCR e/ou hemocultura, esfregaço da garganta, secreções nasofaríngeas ou fezes

O diagnóstico da meningite viral baseia-se na análise do líquido cerebrospinal obtido por punção lombar Punção lombar A meningite bacteriana aguda é infecção bacteriana rapidamente progressiva das meninges e do espaço subaracnoide. Os resultados normalmente incluem cefaleia, febre e rigidez... leia mais (precedida de neuroimagem se ha suspeita de aumento na pressão intracraniana ou de uma massa). Tipicamente, o nível de proteínas é ligeiramente mais alto, mas menos do que na meningite bacteriana aguda (p. ex., < 150 mg/dL); mas o nível de proteínas pode ser muito alto na meningite pelo vírus do Nilo Ocidental. Nível de glicose costuma ser normal ou apenas ligeiramente mais baixo do que o normal. Outros resultados incluem pleocitose com predomínio linfocítico. Entretanto, nenhuma combinação dos resultados nas células, proteínas e glicose do líquido cerebrospinal pode descartar meningite bacteriana. Descarta-se com o tempo meningite bacteriana se nenhuma bactéria crescer nas culturas do líquido cerebrospinal. Mas se um paciente com meningite bacteriana tomou antibióticos (i. e., foi parcialmente tratado) antes das hemoculturas e punção lombar, os achados do líquido cerebrospinal podem lembrar aqueles da meningite viral; portanto, se os pacientes foram parcialmente tratados, pode ser necessário tratamento antibiótico empírico para meningite bacteriana, mesmo na suspeita de meningite viral.

Cultura viral do líquido cerebrospinal é insensível e não é feito rotineiramente. Pode-se utilizar PCR para detectar alguns vírus no líquido cerebrospinal (enterovírus e herpes simples, herpes-zóster e vírus do Nilo Ocidental); pode-se usar um perfil de PCR multiplex de matriz de filme recém-disponibilizado para a triagem rápida de várias bactérias ou vírus. A medição de IgM no líquido cerebrospinal é mais sensível do que a PCR no diagnóstico de suspeita de vírus do Nilo Ocidental ou outros arbovírus.

Pacientes com meningite por HSV-2 podem apresentar células mononucleares aumentadas (células de Mollaret) no líquido cerebrospinal. Meningite por HSV-2 frequentemente recorre (chamada meningite de Mollaret Meningite viral recorrente A meningite recorrente é geralmente causada por bactérias, vírus ou condições não infecciosas. (Ver também Visão geral da meningite.) Meningite viral recorrente ocorre mais frequentemente... leia mais )

Testes sorológicos virais, PCR, ou cultura de amostras coletadas em outras áreas (p. ex., sangue, esfregaço da garganta, secreções nasofaríngeas, fezes) podem ajudar a identificar o vírus causador.

Dicas e conselhos

  • Se os pacientes parecem seriamente enfermos, tratá-los para meningite bacteriana aguda até que seja descartada, mesmo que a causa suspeita seja viral.

Tratamento da meningite viral

  • Medidas de suporte

  • Aciclovir (para suspeita de herpes simples ou herpes-zóster) e fármacos antirretrovirais (para infecção pelo HIV)

Se os pacientes parecem seriamente doentes e se houver possibilidade de meningite bacteriana aguda (mesmo diante de suspeita de meningite viral), antibióticos e corticoides apropriados são iniciados imediatamente (sem esperar pelos resultados dos exames) e mantidos até a meningite bacteriana ser descartada (nenhuma bactéria cresce em culturas do líquido cerebrospinal).

A meningite viral geralmente desaparece espontaneamente ao longo de semanas ou, ocasionalmente (p. ex., na meningite pelo vírus do Nilo Ocidental ou coriomeningite linfocítica), meses. O tratamento é principalmente de suporte.

Aciclovir é eficaz no tratamento de meningite por herpes simples e pode ser utilizado para tratar meningite por herpes-zóster. Se houver suspeita de qualquer um desses vírus ou se encefalite por herpes simples é absolutamente suspeitas, a maioria dos médicos começa o tratamento empírico com aciclovir e, se PCR é negativa para esses vírus, então interrompe o fármaco.

Pleconaril é apenas modestamente eficaz contra meningite por enterovírus e não está disponível para uso clínico de rotina.

Pontos-chave

  • A meningite viral começa com sintomas típicos de uma doença viral, seguida por cefaleia, febre e rigidez na nuca, mas raramente é tão grave quanto à meningite bacteriana aguda.

  • Enterovírus são a causa mais comum, geralmente causando infecção durante o verão ou início do outono.

  • Resultados do líquido cerebrospinal (normalmente pleocitose linfocítica, glicose normal quase normal e proteínas ligeiramente aumentadas) não pode excluir meningite bacteriana aguda.

  • Tratar os pacientes contra meningite bacteriana aguda até o diagnóstico ser descartado.

  • O tratamento é principalmente de suporte; pacientes com meningite por herpes simples ou herpes-zóster podem ser tratados com aciclovir.

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