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Dor abdominal crônica e dor abdominal recorrente

Por

Jonathan Gotfried

, MD, Lewis Katz School of Medicine at Temple University

Última revisão/alteração completa mar 2020| Última modificação do conteúdo mar 2020
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A dor abdominal crônica é a dor presente há mais de três meses. Ela pode ser constante (crônica) ou intermitente (recorrente). A dor abdominal crônica normalmente ocorre em crianças a partir dos cinco anos de idade. Cerca de 10% a 15% das crianças com idade de 5 a 16 anos, particularmente aquelas entre 8 a 12 anos, têm dor abdominal crônica ou recorrente. De certa forma, ela é mais comum em garotas. A dor abdominal crônica também é comum nos adultos e afeta mulheres com mais frequência que homens.

Pessoas com dor abdominal crônica podem ter também outros sintomas, dependendo da causa.

Causas

Geralmente, quando a dor abdominal chega a durar três meses ou mais, as pessoas já foram avaliadas por um médico e os distúrbios típicos que causam dor abdominal ( Dor abdominal aguda) já foram identificados. Se as pessoas foram avaliadas e a causa não foi identificada até esse momento, apenas 10% delas têm um distúrbio físico específico ( Causas e características físicas da dor abdominal crônica). Os outros 90% têm o que se conhece por dor abdominal funcional.

A dor abdominal funcional é uma dor verdadeira que vem ocorrendo há mais de seis meses e que ocorre sem evidência de um distúrbio físico específico ou de outro problema gastrointestinal (por exemplo, uma úlcera péptica). Ela também não é relacionada a um medicamento ou a uma toxina. Quando a dor abdominal funcional ocorre em pessoas cujos hábitos intestinais são alterados, ela é denominada síndrome do intestino irritável (SII). A dor funcional pode ser grave e, geralmente, interfere na vida da pessoa. Não se sabe exatamente o que causa essa dor. Porém, os nervos do trato digestivo podem se tornar hipersensíveis a sensações (como movimentos normais do trato digestivo), o que não incomoda a maioria das pessoas. Fatores genéticos, o estresse cotidiano, personalidade, situações sociais e transtornos mentais de base (como depressão ou ansiedade) também podem contribuir para a dor funcional. A dor abdominal crônica em crianças pode estar relacionada à necessidade de atenção (por exemplo, quando um irmão nasce ou a família se muda), o estresse de começar a escola, intolerância à lactose ou, às vezes, abuso infantil.

Causas físicas comuns

Muitos distúrbios físicos causam dor abdominal crônica ( Causas e características físicas da dor abdominal crônica). As causas mais comuns variam conforme a idade.

Em crianças, as causas mais comuns são

Em jovens adultos, as causas comuns incluem

Em idosos, a ocorrência de câncer (por exemplo, câncer de estômago, de pâncreas, de cólon ou de ovário) se torna mais comum.

Avaliação

Os médicos primeiro se concentram em identificar se a dor é funcional ou causada por um distúrbio, medicamento ou toxina. Fazer essa distinção pode ser difícil. Entretanto, se houver sinais de alerta, a dor funcional é improvável (mas não impossível).

Sinais de alerta

Os sintomas a seguir devem ser considerados preocupantes:

  • Febre

  • Perda de apetite e peso

  • Dor que acorda a pessoa durante a noite

  • Sangue em vômito, fezes ou urina

  • Vômito ou diarreia graves ou frequentes

  • Icterícia (amarelamento da pele e da parte branca dos olhos)

  • Inchaço do abdômen e/ou pernas

  • Dificuldade em engolir

Quando consultar um médico

Se as pessoas com dor abdominal crônica apresentam sinais de alerta, elas devem consultar com um médico imediatamente, a menos que os únicos sinais de alerta sejam perda de apetite, icterícia e/ou inchaço. Pessoas com perda de apetite, icterícia e/ou inchaço ou dor constante e que piora, devem consultar um médico dentro de alguns dias. Quando os sinais de alerta ocorrem, é muito provável que a causa seja física. Pessoas sem sinais de alerta devem consultar um médico em algum momento, mas esperar alguns dias não é tão prejudicial.

O que o médico faz

Primeiro, os médicos fazem perguntas sobre os sintomas e o histórico médico. Em seguida, o médico faz um exame físico. O que eles identificam durante a avaliação do histórico e o exame físico geralmente sugere uma causa para a dor e os exames que podem ser necessários ( Causas e características físicas da dor abdominal crônica).

Os médicos perguntam particularmente sobre atividades (como comer, urinar ou defecar) que melhoram ou intensificam a dor. É importante saber se a dor ou outro incômodo digestivo ocorre após comer ou beber laticínios, pois a intolerância à lactose é comum, especialmente em pessoas negras, hispânicas, asiáticas (especialmente dos países do leste asiático) e indígenas americanas. Os médicos também podem perguntar sobre outros sintomas (como vômito, diarreia ou constipação), sobre a dieta e sobre qualquer cirurgia envolvendo o abdômen, medicamentos usados, exames e tratamentos para a dor anteriores. Também é importante saber se algum membro da família tem distúrbios que causam dor abdominal.

O médico também faz perguntas sobre a dieta da pessoa, uma vez que o consumo de grandes quantidades de refrigerantes, sucos de fruta (que podem conter quantidades significativas dos açúcares frutose e sorbitol) ou alimentos produtores de gases (por exemplo, feijão, cebola, repolho e couve-flor) às vezes podem ser a causa da dor abdominal sem causa aparente.

O exame físico se concentra particularmente no abdômen para identificar áreas de sensibilidade, massas ou órgãos expandidos. Geralmente, é realizado um exame retal e o médico faz exames fecais quanto à presença de sangue. Um exame pélvico também é realizado em mulheres. Os médicos observam se a pele está amarelada (icterícia) e se as pessoas têm eritema ou inchaço nas pernas.

Entre a primeira consulta e as consultas de acompanhamento, geralmente é pedido que as pessoas registrem informações sobre dor, defecação, dieta, quaisquer atividades que pareçam causar dor, bem como medicamentos utilizados e seus efeitos.

Tabela
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Causas e características físicas da dor abdominal crônica

Causa*

Características comuns†

Exames‡

Distúrbios do trato digestivo

Em crianças que não crescem como esperado (falha no desenvolvimento)

Inchaço abdominal e diarreia frequente ou fezes de cor clara, volumosa e de odor incomumente ruim, que podem parecer oleosas

Sintomas que pioram quando as pessoas ingerem alimentos contendo produtos feitos de trigo (que contêm glúten)

Exames de sangue para medir níveis de anticorpos produzidos quando as pessoas com a doença celíaca ingerem alimentos contendo glúten

Geralmente, biópsia do intestino delgado superior

Colecistite (inflamação da vesícula biliar), caso seja crônica

Cólica recorrente na região superior direita do abdômen

Ultrassonografia para verificar a presença de cálculos biliares

Geralmente, nenhum desconforto, mas se o cólon estiver parcialmente bloqueado, é possível haver desconforto por cólica

Às vezes, sangue nas fezes (o sangue pode estar visível ou ser detectado durante um exame pelo médico)

Perda de peso

Exames de diagnóstico por imagem como, por exemplo, TC do cólon após beber um meio de contraste (colonografia por TC)

Evacuações menos frequentes, com fezes duras e difíceis de expelir

Cólicas no abdômen inferior que diminuem após a defecação

Às vezes, dor durante a defecação

Um exame médico, incluindo um histórico completo sobre a alimentação

Episódios recorrentes de dor aguda com febre, perda de apetite, perda de peso e diarreia

TC e/ou colonoscopia

Radiografias do intestino delgado

Doença do refluxo gastroesofágico (algumas vezes relacionada a uma hérnia de hiato)

Pirose (sensação de queimação que começa no abdômen superior e vai até a garganta, geralmente com um sabor ácido na boca)

Às vezes, dor torácica

Às vezes, tosse, rouquidão ou ambos

Às vezes, os sintomas pioram ao deitar-se

Alívio com antiácidos

Geralmente apenas um exame pelo médico e a tentativa de tratamento com medicamentos para inibir a produção de ácidos (se os sintomas forem aliviados, a causa provavelmente é refluxo gastroesofágico)

Às vezes, endoscopia do trato digestivo superior (exame do esôfago e do estômago usando um tubo flexível para visualização), radiografia do trato digestivo superior após administração de bário por via oral (ingestão de bário) ou exame quanto à presença de refluxo ácido por meio de uma sonda de pHmetria

Hepatite, caso seja crônica

Desconforto na parte superior direita do abdômen

Uma sensação de mal-estar geral

Perda de apetite

Icterícia (incomum)

Às vezes, em pessoas com diagnóstico de hepatite aguda

Exames de sangue para avaliar o fígado e para verificar se existem causas virais, autoimunes ou metabólicas para a hepatite

Inchaço, cólicas, passagem de gás (flatulência) e diarreia após consumir laticínios

Às vezes, um exame de ar exalado para detectar hidrogênio, indicando lactose não digerida

Uma dieta que exclua alimentos contendo lactose (dieta de eliminação) para determinar se esses alimentos desencadeiam os sintomas

Dor constante no abdômen superior, que normalmente irradia para as costas

Perda de peso

Às vezes, icterícia

TC

CPRM

Pancreatite, caso seja crônica ou acompanhada por pseudocisto pancreático

Episódios de dor aguda na região central superior do abdômen

Às vezes, diarreia e gordura nas fezes

Normalmente, em pessoas com diagnóstico anterior de pancreatite aguda

Exames de sangue para medir níveis de uma enzima produzida pelo pâncreas

Exames de imagem, como TC ou CPRM

Exames de fezes

Infecções parasitárias (particularmente a giardíase)

Viagem recente a países em desenvolvimento, ingestão de água de rios ou lagos ou contato com pessoas com a infecção

Cólica, flatulência e diarreia

Exame de fezes para identificar parasitas ou seus ovos

Dor de estômago, aliviada pela ingestão de alimentos e tomando-se antiácidos

Pode despertar as pessoas à noite

Pode ser causada pelo uso de AINEs

Endoscopia e biópsia para Helicobacter (H.) pylori (bactéria que causa úlceras pépticas)

Às vezes, um exame de ar exalado ou de fezes quanto à presença de H. pylori

Tecido cicatricial que se desenvolve ao redor do intestino (aderências) em pessoas que fizeram cirurgia abdominal

Desconforto associado à cólica acompanhado por náusea e, às vezes, vômito

Série do trato GI superior (radiografias tiradas do estômago e intestino delgado depois de a pessoa ter tomado uma bebida contendo bário) e outras radiografias do intestino delgado

TC

Indigestão ou dor leve

Geralmente pequenas quantidades de sangue nas fezes (detectável apenas durante o exame pelo médico)

Normalmente, em adultos mais velhos

Endoscopia do esôfago e do estômago

Dor de cólica com vários episódios separados de diarreia sanguinolenta

Normalmente, em adultos jovens

Sigmoidoscopia ou colonoscopia

Biópsia do reto ou do cólon

Distúrbios renais e urinários

Normalmente em crianças

Urografia intravenosa ou TC

Ultrassonografia

Dor intermitente no flanco, geralmente em pessoas diagnosticadas com cálculos

Às vezes, febre

Urina escura ou com sangue

Urinálise

TC ou urografia intravenosa

Distúrbios do sistema reprodutivo (em mulheres)

Desconforto, principalmente antes ou durante períodos menstruais

Laparoscopia

Vago desconforto no abdômen inferior

Ultrassonografia da pelve

Distensão

Às vezes, massa na pelve detectada durante um exame pelo médico

Ultrassonografia da pelve

Doenças sistêmicas

Ataques recorrentes de dor abdominal aguda e vômito

Às vezes, fraqueza muscular, convulsões e transtornos mentais (como irritação ou agitação)

Em alguns tipos de porfiria, surgem bolhas na pele com a exposição ao sol

Exames de urina e de sangue para identificar substâncias (porfirinas) produzidas durante as crises

Parentes de pessoas que têm a doença

Episódios de dor abdominal com duração de 48 a 72 horas, geralmente acompanhada de febre

Início durante a infância ou adolescência

Exames genéticos

Sintomas que se desenvolvem apenas ao serem ingeridos certos alimentos, como frutos do mar

Dieta de eliminação

Vasculite associada à imunoglobulina A (antigamente denominada púrpura de Henoch-Schönlein)

Eritema de cor avermelhada a púrpura com pequenos pontos (petéquias) ou manchas maiores (púrpura) nos braços, pernas, nádegas e região superior dos pés

Articulações doloridas, sensíveis e inchadas

Náusea, vômito e diarreia

Sangue nas fezes detectado durante exame médico

Biópsia da pele afetada

Dor abdominal acompanhada de cólicas

Alterações mentais, como alcance reduzido de atenção, confusão e comportamento alterado

Perda de apetite, vômito e constipação

Articulações doloridas

Geralmente, apenas em trabalhadores expostos a chumbo

Mais frequentemente em crianças pequenas que vivem em casas com mais de 30 anos, que podem ter sido pintadas com tinta à base de chumbo (que foi banida nos EUA em 1978)

Exames de sangue para medir as concentrações de chumbo

Episódios de dor abdominal grave com duração de mais de um dia

Dor recorrente em outros locais além do abdômen, como nas costas, tórax, braços e/ou pernas

Em crianças negras, que geralmente possuem parentes com o distúrbio

Exames de sangue, para identificar a presença de hemácias falciformes e de hemoglobina anormal, que caracteriza a anemia falciforme

* Causas físicas são responsáveis por apenas aproximadamente 10% dos casos de dor abdominal crônica. A maioria dos casos é de dor abdominal funcional. A tabela não inclui todas as causas físicas de dor abdominal crônica.

† As características incluem os sintomas e os resultados do exame médico. As características mencionadas são típicas, mas nem sempre estão presentes.

‡ Para a maioria das pessoas com dor abdominal crônica, o médico geralmente realiza exames básicos de sangue e de urina, como hemograma completo, exames de sangue para avaliar como o fígado e o pâncreas estão funcionando e urinálise. Outros exames são feitos com base nos resultados dessas análises e exames.

TC = tomografia computadorizada; CPRM = colangiopancreatografia por ressonância magnética; AINEs = medicamentos anti-inflamatórios não esteroides.

Exames

Geralmente, os médicos realizam alguns exames. Esses exames incluem urinálise, hemograma completo e exames de sangue para avaliar o funcionamento do fígado, rins e do pâncreas. Geralmente, uma colonoscopia também é recomendada se a pessoa tiver mais de 50 anos de idade ou fatores de risco para câncer de cólon (por exemplo, histórico familiar da doença). Alguns médicos recomendam uma tomografia computadorizada (TC) do abdômen para pessoas com menos de 50 anos, mas outros médicos esperam que sintomas específicos se desenvolvam. Outros exames são realizados, dependendo dos resultados da avaliação do histórico e do exame físico ( Causas e características físicas da dor abdominal crônica).

Exames adicionais são realizados se o resultado de algum exame for alterado, se as pessoas desenvolverem novos sintomas ou se novas alterações forem detectadas durante o exame.

Tratamento

O tratamento da dor abdominal depende da causa e dos sintomas. Por exemplo, se as pessoas têm intolerância à lactose, uma dieta sem lactose (sem leite e outros laticínios) pode ajudar. Se as pessoas têm constipação, usar um laxante por alguns dias e adicionar fibra à dieta pode ajudar.

Dor abdominal funcional

O tratamento da dor funcional depende dos sintomas e se concentra em ajudar a pessoa a retornar às atividades diárias normais e reduzir o desconforto. Geralmente, o tratamento envolve uma combinação de estratégias. Várias consultas ao médico podem ser necessárias para desenvolver a melhor combinação. Os médicos costumam agendar consultas de acompanhamento dependendo da necessidade da pessoa. As consultas continuam até bem depois da resolução do problema.

Depois que a dor funcional é diagnosticada, o médico enfatiza que a dor, embora seja verdadeira, geralmente não tem uma causa grave e que fatores emocionais (por exemplo, estresse, ansiedade, depressão) podem desencadear ou piorar um episódio de dor. Os médicos tentam evitar a repetição de exames depois que um exame detalhado não tenha conseguido indicar uma causa física para os sintomas.

Embora não haja tratamento para curar a dor abdominal crônica funcional, muitas medidas úteis estão disponíveis. Essas medidas dependem de um relacionamento de confiança e compreensão entre o médico, a pessoa e seus familiares. Os médicos explicam como os resultados laboratoriais e de outros exames mostram que a pessoa não está em perigo. Os médicos incentivam as pessoas a participarem de atividades profissionais, escolares e sociais. Tal participação não piora o quadro clínico; ao contrário, ele incentiva a independência e a autoconfiança. As pessoas que abandonam suas atividades diárias correm o risco de os sintomas controlarem sua vida, em vez de sua vida controlar os sintomas.

É possível que o médico recomende seguir uma dieta rica em fibras e tomar suplementos de fibra. É possível que a pessoa precise evitar consumir alimentos que desencadeiam a dor. Por exemplo, algumas pessoas devem evitar comer uma grande quantidade de alimentos que são difíceis de digerir e produzem uma grande quantidade de gás e evitar tomar bebidas que são ricas em açúcar.

Muitos medicamentos foram testados, com diferentes graus de sucesso. Eles incluem medicamentos que diminuem ou param os espasmos musculares no trato digestivo (antiespasmódicos) e óleo de menta.

As fontes de tensão ou de ansiedade são minimizadas ao máximo possível. Os pais e outros familiares devem evitar reforçar a dor ao dar muita atenção a ela. Se a pessoa continuar a se sentir ansiosa ou deprimida e isso parece estar relacionado com a dor, o médico pode receitar antidepressivos ou medicamentos para reduzir a ansiedade. As terapias que ajudam as pessoas a modificarem seu comportamento, como treinamento para relaxamento, biofeedback e hipnose, também podem ajudar a reduzir a ansiedade e ajudam as pessoas a tolerarem melhor suas dores.

Para crianças, a ajuda dos pais é essencial. Aconselha-se aos pais que incentivem a criança a se tornar independente e a cumprir suas responsabilidades normais, particularmente frequentar a escola. Permitir que a criança evite as atividades pode realmente aumentar sua ansiedade. Os pais podem ajudar a criança a controlar a dor durante as atividades diárias com elogios e recompensas pelos comportamentos independentes e responsáveis da criança. Por exemplo, os pais poderiam recompensar a criança passando mais tempo com ela ou fazendo um passeio especial. O envolvimento dos funcionários da escola pode ajudar. Podem ser adotadas estratégias para deixar a criança descansar brevemente na enfermaria e voltar para a aula depois de 15 a 30 minutos durante o dia escolar. A enfermeira pode, às vezes, permitir que a criança ligue para um de seus pais, que deve incentivá-la a permanecer na escola.

Pontos-chave

  • Geralmente, a dor abdominal crônica ou recorrente é a dor funcional (ou seja, a pessoa tem dor mas não tem nenhum distúrbio físico específico ou outro problema gastrointestinal).

  • Os sintomas que exigem atenção médica imediata incluem febre alta, perda de apetite ou peso, dor que desperta a pessoa, sangue nas fezes ou na urina, icterícia, náusea e vômitos graves, dificuldade em engolir e inchaço das pernas e/ou do abdômen.

  • Geralmente, são realizados exames de sangue e urina para identificar distúrbios que possam causar a dor.

  • Exames adicionais são necessários apenas se as pessoas têm resultados de exames anormais, sinais de alerta ou sintomas de um distúrbio específico.

  • No caso de dor funcional, o tratamento envolve aprender a minimizar o estresse ou a ansiedade, participar de atividades diárias normais, experimentar suplementos de fibra alimentar, tomar medicamentos que reduzem os espasmos musculares no trato digestivo e, às vezes, tomar medicamentos ou usar terapias de modificação comportamental para aliviar a ansiedade e/ou alterar a dieta.

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