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Sibilos e asma em recém-nascidos e crianças pequenas

Por

Rajeev Bhatia

, MD, Phoenix Children's Hospital

Última modificação do conteúdo ago 2018
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O sibilo é um ruído de assobio relativamente agudo produzido pelo movimento do ar em vias respiratórias de pequeno calibre estreitadas ou comprimidas. É comum nos primeiros anos de vida e é normalmente causado por asma ou infecção viral do trato respiratório, mas outras possíveis causas incluem irritantes ou alérgenos inalados, refluxo esofágico e insuficiência cardíaca.

(Ver também Sibilos e Asma em adultos.)

Episódios recorrentes de sibilânciasão comuns nos primeiros anos de vida; 1 em cada 3 crianças tem pelo menos um episódio agudo de sibilância antes dos 3 anos de idade (1). Como esses sibilos normalmente respondem a broncodilatadores, historicamente o problema era considerado asma. Entretanto, evidências recentes de que muitas crianças que tiveram sibilos recorrentes na infância não têm asma mais tarde na infância ou adolescência sugerem que diagnósticos alternativos deve ser considerados em crianças novas com sibilos recorrentes.

Dicas e conselhos

  • Nem todos os sibilos em lactentes e crianças pequenas são decorrentes da asma.

Referência geral

Etiologia

Em algumas crianças, episódios recorrentes de sibilos são as manifestações iniciais da asma, e essas crianças continuarão a ter sibilos mais tarde na infância ou adolescência. Em outras crianças, episódios de sibilos cessam aos 6 anos a 10 anos de idade e não são considerados asma. Em lactentes e crianças pequenas, sibilos com doenças virais, particularmente as causadas por vírus sincicial respiratório e rinovírus humano, estão associados a maior risco de desenvolver asma infantil (1). Um futuro diagnóstico de asma é mais provável em crianças com sintomas atópicos, episódios mais graves de sibilos e/ou história familiar de atopia ou asma.

Sibilos geralmente resultam de broncoespasmos, que podem ser agravados por inflamação das vias respiratórias de pequeno e médio calibre que provoca edema e mais estreitamento das vias respiratórias. Um episódio de sibilos agudos em lactentes e crianças pequenas é geralmente causado por infecções virais respiratórias, mas a inflamação das vias respiratórias também pode ser causada (ou agravada) por alergias ou irritantes inalados (p. ex., tabagismo). Sibilos recorrentes podem ser causados por infecções virais respiratórias frequentes, alergias ou asma. Causas menos comuns dos sibilos recorrentes incluem disfagia crônica que provoca aspiração recorrente, refluxo gastroesofágico, malacia das vias respiratórias, corpo estranho aspirado retido ou insuficiência cardíaca. Muitas vezes, a causa dos sibilos recorrentes não é clara.

Referência sobre etiologia

  • 1. Sigurs N, Bjarnason R, Sigurbergsson F, et al: Respiratory syncytial virus bronchiolitis in infancy is an important risk factor for asthma and allergy at age 7. Am J Respir Crit Care Med 161:1501–1507, 2000. doi: 10.1164/ajrccm.161.5.9906076.

Sinais e sintomas

Sibilos frequentemente são acompanhados de tosse recorrente seca ou produtiva. Outros sintomas dependem da etiologia e podem incluir febre, coriza (infecção viral) e dificuldades de alimentação (p. ex., devido à insuficiência cardíaca ou disfagia).

Ao exame, os sibilos se manifestam principalmente na expiração, a menos que o estreitamento das vias respiratórias seja grave, caso em que os sibilos podem ser ouvidos na inspiração. Outros achados presentes na doença mais grave podem incluir taquipneia, batimento de asa de nariz, retrações intercostal e/ou subcostal e cianose. Crianças com infecções respiratórias podem ter febre.

Diagnóstico

  • Radiografia de tórax para o episódio inicial grave e, às vezes, para episódios atípicos ou recorrentes

Em um primeiro episódio de sibilo grave, a maioria dos médicos solicita radiografias para detectar sinais de corpo estranho aspirado, pneumonia ou insuficiência cardíaca, e oximetria de pulso para avaliar a necessidade de terapia com oxigênio. A presença de hiperinsuflação generalizada em radiografias simples sugere aprisionamento aéreo difuso como observado na asma, enquanto achados localizados sugerem anormalidades estruturais ou aspiração de corpo estranho. A radiografia de tórax também pode indicar a presença de um anel vascular como a causa da sibilância (p. ex., arco aórtico direito).

Para crianças com episódios recorrentes, as exacerbações normalmente não exigem testes, a menos que existam sinais de desconforto respiratório. Testes como estudos de deglutição, esofagograma com contraste, TC ou broncoscopia podem ser úteis para as poucas crianças com exacerbações frequentes ou graves ou sintomas que não respondem aos broncodilatadores ou outros fármacos para asma.

Prognóstico

Muitas crianças com sibilos recorrentes no início da infância não terão sibilos clinicamente importantes mais tarde na vida. Entretanto, muitas crianças maiores e adultos com asma crônica difícil desenvolveram inicialmente os sintomas cedo na infância.

Tratamento

  • Para episódios agudos de sibilos, broncodilatadores inaláveis e, se justificáveis, corticoides sistêmicos

  • Para crianças com episódios de sibilância graves e frequentes, uma tentativa com terapia de manutenção (p. ex. corticoides inaláveis) como usado para a asma

Lactentes e crianças maiores com sibilância aguda recebem broncodilatadores inaláveis e, se a crise de sibilância é grave, corticoides sistêmicos (ver Tratamento da agudização).

Crianças com pouca probabilidade de desenvolver asma persistente, como crianças sem atopia ou história familiar de atopia ou asma, e cujos sibilos são relativamente leves e pouco frequentes, geralmente podem ser tratadas apenas com broncodilatadores intermitentes inaláveis utilizados conforme necessário. A maioria das crianças com episódios de sibilos mais frequentes e/ou graves se beneficiam da terapia de manutenção com broncodilatadores e anti-inflamatórios (p. ex., corticoides inaláveis), como utilizado para a asma ( Asma : Tratamento). Entretanto, embora o uso crônico de um modificador de leucotrienos ou corticosteroide inalável em baixa dose diminua a gravidade e a frequência dos episódios de sibilância, ele não altera a história natural da doença.

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