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Manual MSD

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Ferramentas de prevenção

Por

Magda Lenartowicz

, MD,

Última revisão/alteração completa jan 2018| Última modificação do conteúdo fev 2018
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Recursos do assunto

Existem muitas ferramentas de prevenção, incluindo as seguintes principais ferramentas:

  • Levar um estilo de vida saudável, que inclui hábitos como usar o cinto de segurança, ter uma dieta saudável, realizar exercício físico suficiente, usar protetor solar e não fumar

  • Estar vacinado para evitar doenças infecciosas, como gripe, pneumonia pneumocócica e infecções da infância

  • Seguir recomendações para triagem, de modo que distúrbios como hipertensão arterial e câncer sejam detectados precocemente

  • Se as pessoas estiverem em risco elevado de desenvolver certos distúrbios (como aterosclerose) ou se apresentarem tal distúrbio, administrar medicamentos da forma recomendada para evitar que o distúrbio se desenvolva ou piore (tratamento farmacológico preventivo, também conhecido como quimioprevenção)

O tratamento farmacológico preventivo inclui medicamentos redutores de colesterol para prevenir aterosclerose, aspirina para evitar ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC), tamoxifeno para evitar câncer de mama em mulheres com maior risco e medicamentos anti-hipertensivos para reduzir a pressão arterial e evitar acidentes vasculares cerebrais.

Did You Know...

  • Dietas saudáveis, exercitar-se regularmente e parar de fumar ajudam a prevenir todas as três maiores causas de morte nos Estados Unidos (doença do coração, câncer e acidente vascular cerebral).

Estilo de vida saudável

O estilo de vida e a doença estão claramente ligados. Por exemplo, dietas pouco saudáveis (com muitas calorias, gorduras saturadas e ácidos graxos trans), não se exercitar regularmente e fumar aumentam o risco de desenvolvimento de doença do coração, câncer e acidente vascular cerebral – as três principais causas de morte nos Estados Unidos. Mudar hábitos de um estilo de vida pouco saudável podem ajudar a prevenir alguns distúrbios e/ou melhorar a forma física e qualidade de vida. Conversar com os médicos e outros profissionais de saúde pode ajudar as pessoas a tomar melhores decisões e estabelecer hábitos saudáveis. No entanto, uma única pessoa também pode estabelecer e manter um estilo de vida saudável. Manter constantemente uma dieta saudável e realizar quantidade suficiente de exercícios é difícil para muitas pessoas, mas as que conseguem acabam reduzindo o risco de desenvolver distúrbios sérios e, com frequência, sentem-se melhor e com mais energia.

Hábitos alimentares saudáveis podem ajudar a prevenir ou controlar doenças, como hipertensão arterial, doença do coração, diabetes, osteoporose e alguns cânceres. As recomendações incluem

  • Comer muitos legumes e verduras, frutas e cereais e pães integrais, em parte porque essa dieta é rica em fibras

  • Limitar a quantidade de gordura na dieta, por exemplo, escolhendo laticínios com baixo teor de gordura, aves sem pele e carne bem magra

  • Reduzir o consumo de gorduras saturadas e evitar ácidos graxos trans e, em vez disso, ingerir alimentos que contêm gorduras mais saudáveis, como ácidos ômega-3, presentes em certos tipos de peixe

  • Limitar as calorias para manter o peso corporal recomendado ({blank} Body Mass Index (BMI))

  • Limitar o consumo de sal

  • Consumir quantidade suficiente de cálcio e vitamina D (na dieta ou em suplementos)

Atividade física e exercício podem ajudar a evitar obesidade, hipertensão arterial, doença do coração, acidente vascular cerebral, diabetes, alguns tipos de câncer, constipação, quedas e outros problemas de saúde. A melhor rotina inclui atividade física moderada por um total de 150 minutos por semana, ou atividade aeróbica vigorosa por 75 minutos por semana (ou uma combinação dos dois). Os períodos de exercício devem durar, pelo menos, 10 minutos e, de preferência, prolongar-se por toda a semana. Contudo, fazer um pouco de exercício é melhor do que não fazer. Por exemplo, pessoas que podem dedicar apenas 10 minutos à atividade física algumas vezes por semana podem ainda obter benefícios importantes, especialmente se o exercício for vigoroso. A caminhada é um exercício simples e eficaz que muitas pessoas apreciam. Alguns tipos de exercício também podem ser direcionados para problemas específicos. Por exemplo, o alongamento melhora a flexibilidade, o que pode ajudar a evitar quedas. O exercício aeróbico pode reduzir o risco de ataques cardíacos e angina.

Parar de fumar é importante para um estilo de vida saudável. Um médico pode oferecer estímulo e conselho sobre as formas para parar de fumar, incluindo informações e recomendações sobre o uso de produtos de substituição de nicotina, bupropiona e vareniclina (medicamentos que ajudam a reduzir a vontade de nicotina) e outras ferramentas.

Práticas sexuais saudáveis permanecem importantes. As práticas sexuais saudáveis importantes são evitar parceiros sexuais em risco e manter monogamia mútua. As pessoas que têm mais de um parceiro sexual podem reduzir grandemente seu risco de contrair doença sexualmente transmissível, pelo uso adequado de preservativo todas as vezes que tiverem uma relação sexual ({blank} Considerações gerais sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) : Prevenção). As pessoas alérgicas ao látex podem usar outros tipos de preservativos.

Limitação do uso de álcool é importante. Embora pequenas quantidades de álcool, especialmente vinho tinto, possam ter alguns benefícios para a saúde, beber mais que as quantidades moderadas (por exemplo, uma a duas doses por dia, possivelmente menos para mulheres) é frequentemente danoso. Cada dose é de aproximadamente 340 ml (12 onças) de cerveja, 145 ml (5 onças) de vinho ou 40 ml (1,5 onça) de bebida mais concentrada, como uísque.

Prevenção de lesão desempenha uma função importante na manutenção do estilo de vida saudável. As pessoas podem reduzir seu risco de lesão ao tomar algumas precauções.

Sono adequado também é uma parte importante de um estilo de vida saudável, especialmente por afetar o humor e a saúde mental. O sono insuficiente é um fator de risco para lesões.

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Safety 101

A prática de simples medidas de segurança de senso comum pode ajudar a evitar lesões. A seguir, alguns exemplos:

Segurança geral

  • Aprender os primeiros socorros.

  • Preparar ou adquirir um kit de primeiros socorros.

  • Aprender a fazer a ressuscitação cardiorrespiratória (CPR) e outros métodos para aliviar a obstrução das vias aéreas, como a manobra de Heimlich.

  • Usar capacete ao andar de bicicleta ou motocicleta e equipamento adicional de proteção, de acordo com a indicação para o esporte, como munhequeiras para patinação ou skate.

  • Guardar armas de fogo em segurança.

  • Nunca nadar sozinho.

  • Se o movimento repetitivo do punho for necessário (como digitação), use uma posição que não aumente o risco de síndrome do túnel do carpo.

  • Fazer exercício com regularidade e segurança.

  • Eliminar ou limitar o consumo de álcool.

Segurança domiciliar

Evitar quedas e lesões relacionadas a quedas em crianças:

  • Instalar travas de segurança nas portas dos porões.

  • Fechar e travar janelas quando crianças estiverem presentes.

  • Substituir ou cobrir móveis com pontas.

  • não use andadores para bebês;

  • Instalar proteção nas janelas, especialmente acima do primeiro andar.

  • Usar portões de escada no topo e no fim das escadas.

Para evitar intoxicação:

  • Nunca misturar produtos de limpeza.

  • Manter limpadores de forno e vaso sanitário, pesticidas, álcool e anticongelantes fortemente fechados e fora do alcance de crianças.

  • Manter todos os medicamentos nos seus recipientes originais e usar recipientes de pílula com proteção contra crianças, se crianças pequenas morarem ou visitarem a casa.

  • Seguir as instruções de descarte com segurança de medicamentos vencidos ou medicamentos não mais necessários (consulte Como descartar medicamentos não usados, disponível no website da Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA [Food and Drug Administration]).

Para evitar incêndios:

  • Instalar detectores operacionais de fumaça em cada andar da casa, incluindo no porão e em todos os quartos.

  • Testar mensalmente as baterias e instalar novas baterias a cada 6 meses.

  • Planejar uma rota de fuga e praticá-la.

  • Manter um extintor de incêndio próximo à cozinha.

  • Ter o sistema elétrico inspecionado por um profissional.

  • Não deixar velas acesas sem supervisão.

  • Não fumar na cama.

Para evitar intoxicação por monóxido de carbono:

  • Garantir a ventilação adequada para as fontes internas de combustão (como fornos, aquecedores de água quente, fogões a lenha ou carvão e aquecedores a querosene).

  • Limpar os condutores e as chaminés regularmente e inspecioná-los quanto a vazamentos.

  • Usar um detector de monóxido de carbono em casa.

Para evitar exposição a radônio:

  • Ter o nível de radônio verificado em casa.

  • Garantir a ventilação adequada, especialmente no porão.

Para evitar intoxicação por chumbo:

  • Consultar o departamento de saúde local e solicitar como detectar níveis tóxicos de chumbo na água potável da casa.

  • Informar-se se a tinta da casa é à base de chumbo (presente nas casas antigas); se houver alguma dúvida, teste lascas de tinta.

  • Testar pratos de cerâmica fabricados fora dos Estados Unidos da América quanto à presença de chumbo.

  • Fazer exames nas crianças para níveis de chumbo, se recomendado pelo médico.

Para evitar queimaduras:

  • Ajustar a temperatura máxima do aquecedor de água em 54,44°C (130°F) ou menos.

Segurança alimentar

  • Prestar atenção às datas de validade na embalagem.

  • Refrigerar alimentos perecíveis imediatamente.

  • Não comprar produtos em latas amassadas ou que tenham tampa solta ou estufada.

  • Manter o refrigerador em 4,44°C (40°F) e o congelador em -17,78°C (0°F).

  • Congelar carnes frescas (incluindo peixe e aves) que não serão usadas em dois dias.

  • Não deixar sucos de carne crua escorrer sobre outros alimentos.

  • Lavar as mãos antes e após preparar alimentos.

  • Cozinhar completamente os alimentos.

  • Não usar os mesmos utensílios ou travessas para carnes cruas e cozidas.

  • Lavar todas as bancadas, tábuas de corte e utensílios com água quente e sabão após o uso.

Segurança no carro

  • Obedecer aos limites de velocidade e dirigir de forma defensiva.

  • Assegurar-se que todos os passageiros usem os cintos de segurança.

  • Colocar as crianças nos assentos apropriados ou outras retenções adequadas para sua altura e peso.

  • Não deixar bebês ou crianças sentarem no colo quando o veículo estiver em movimento.

  • Não beber e não usar drogas recreativas ou medicamentos que causem sonolência antes de dirigir.

Vacinação

As vacinas são extremamente bem-sucedidas. As doenças infecciosas perigosas e algumas vezes fatais como difteria, coqueluche, tétano, caxumba, sarampo, rubéola e poliomielite diminuíram em mais de 99% o número de casos, graças à disponibilidade de vacinas eficazes e seguras e à sua utilização extensiva. Além disso, a vacinação trouxe uma redução do custo dos tratamentos médicos, que seriam dezesseis vezes superiores sem este tipo de prevenção.

Muitos efeitos colaterais foram atribuídos a vacinas (consulte Preocupações relacionadas a vacinações na infância). Os efeitos colaterais reais que ocorrem dependem da vacina, mas os efeitos colaterais comuns são geralmente pouco importantes, como inchaço, dor, reações alérgicas no local da injeção e algumas vezes febre e calafrios. Efeitos colaterais mais sérios podem ocorrer. Dentre eles, podemos citar reações autoimunes (por exemplo, síndrome de Guillain-Barré, que causa fraqueza ou paralisia temporária). Contudo, os efeitos colaterais sérios são muito raros se as vacinas forem usadas adequadamente.

Apesar da pesquisa sistemática e extensiva, as vacinas não foram ligadas a efeitos colaterais sérios como autismo. Relatos de que vacinas causam AIDS ou esterilidade são lendas urbanas, sem base concreta. Recusar a vacinação para evitar efeitos colaterais aumenta o risco de contrair uma infecção, o que é uma ameaça muito maior à saúde do que os possíveis efeitos colaterais da vacinação.

Did You Know...

  • As vacinações podem beneficiar outros além dos que receberam a vacina.

Crianças e adolescentes, idosos e pessoas com sistema imunológico comprometido são frequentemente mais vulneráveis ao desenvolvimento de infecções que podem ser prevenidas por vacina. Frequentemente, também são mais vulneráveis ao desenvolvimento de sintomas sérios provenientes das infecções. Por exemplo, a coqueluche (tosse convulsa) tende a causar sintomas graves em bebês, mas pode ser leve como um resfriado em pessoas mais velhas e saudáveis no demais. Embora seja muito importante vacinar a maioria das pessoas vulneráveis, vacinar as outras pessoas também é importante. Isso evita a doença na pessoa vacinada e também reduz o número de pessoas na comunidade que poderiam desenvolver e, assim, transmitir a infecção para pessoas mais vulneráveis. Desta forma, mortes e complicações sérias são reduzidas na comunidade pela vacinação do maior número de pessoas possível. Esse efeito é chamado de imunidade coletiva.

Triagem

A triagem é os exames feitos em pessoas que estão em risco de um distúrbio, mas não apresentam os sintomas (consulte também Decisões sobre exames médicos, Exames de triagem). A triagem pode permitir a detecção precoce. A detecção precoce pode permitir o tratamento precoce, evitando às vezes que os distúrbios se tornem fatais. Por exemplo, anomalias no colo do útero ou cólon podem ser diagnosticadas e curadas antes de se tornarem cancerosas.

Os programas de triagem têm reduzido muito o número de mortes associadas com alguns distúrbios. Por exemplo, as mortes devido ao câncer cervical, que no passado eram a causa mais comum de morte por câncer entre as mulheres americanas, diminuíram em 75% desde 1955. A triagem também pode diagnosticar distúrbios que não são curáveis, mas que podem ser tratados antes de causarem danos muito maiores (por exemplo, hipertensão arterial).

As recomendações de triagem originam-se geralmente de organizações governamentais ou profissionais e baseiam-se na melhor pesquisa disponível. Entretanto, organizações diferentes fazem, por vezes, recomendações distintas. Há diversos motivos para tanto. Até mesmo os melhores resultados de pesquisa nem sempre são conclusivos. Além disso, as recomendações de triagem precisam levar em conta o volume de riscos e despesas que as pessoas estão dispostas a aceitar, fatores que não se pode calcular com exatidão. Assim, o atendimento deve ser individualizado e as pessoas devem discutir a triagem com seu médico particular para que se ajuste à sua situação individual.

Did You Know...

  • É possível que alguns exames para diagnosticar distúrbios antes que ocorram sintomas (testes de triagem) causem mais danos do que benefícios.

As pessoas podem pensar que qualquer exame capaz de diagnosticar um distúrbio sério deve ser realizado. Entretanto, isso não é verdade. Embora a triagem possa oferecer grandes benefícios, também pode criar problemas. Por exemplo, os resultados dos testes de triagem são muitas vezes positivos em pessoas que não apresentam a doença, e um certo número de pessoas se submetem a testes e/ou tratamentos de acompanhamento desnecessários, frequentemente caros, possivelmente dolorosos ou perigosos.

Algumas vezes, a triagem revela anomalias que não são possíveis de tratar ou que não requerem tratamento. Por exemplo, o câncer da próstata frequentemente cresce tão lentamente que, em idosos, é improvável que o câncer afete sua saúde antes de falecerem por outra causa. Nesses casos, o tratamento pode ser pior que a doença. Outro exemplo envolve o uso de exames de tomografia computadorizada de corpo inteiro para triagem de câncer em cada paciente. Esses exames não são recomendados, porque não apresentam benefícios (como salvar vidas) que excedam os riscos (como distúrbios provocados pela exposição à radiação, incluindo câncer). Além disso, quando as pessoas sabem que podem ter distúrbios sérios, ficam ansiosas, o que pode afetar a saúde.

Por causa desses problemas, a triagem é recomendada apenas quando:

  • A pessoa tem algum risco real de desenvolver o distúrbio.

  • O teste de triagem for exato.

  • O distúrbio pode ser tratado com mais eficiência quando diagnosticado antes dos sintomas se desenvolverem.

  • Os benefícios da triagem adequada do plano de saúde fazem com que ela tenha uma boa relação custo-eficácia.

Alguns testes de triagem (como testes para câncer cervical e de cólon) são recomendados para todas as pessoas de uma certa idade ou sexo. Para pessoas em risco aumentado por causa de outros fatores, os testes podem ser recomendados em uma idade precoce ou em intervalos mais frequentes, ou testes adicionais podem ser recomendados. Por exemplo, uma pessoa com histórico familiar de câncer colorretal ou com uma doença que aumente as probabilidades de desenvolvê-lo, como a colite ulcerativa, deve submeter-se a uma colonoscopia de triagem com maior frequência do que a recomendada a pessoas com risco médio. Uma mulher com histórico familiar expressivo de câncer de mama provavelmente seria aconselhada a realizar triagem de câncer de mama com imagem por ressonância magnética (RM), além da mamografia.

Algumas medições de triagem são recomendadas para pessoas com alguns distúrbios. Por exemplo, pessoas com diabetes devem verificar seus pés pelo menos uma vez ao dia quanto à presença de vermelhidão e ulcerações, as quais, se ignoradas, podem resultar em infecção grave e até em amputação.

Tabela
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Some Recommended Screening Tests* ,†

Quadro clínico

Exame

Para

Frequência

Ultrassonografia abdominal

Homens com idade de 65 a 75 anos que sejam ou foram fumantes

Uma vez

Perguntas sobre hábitos de beber

Adultos

Uma vez e periodicamente, de acordo com as mudanças das circunstâncias (por exemplo, quando sob novos estresses ou se houver alteração no estilo de vida)

Testes de visão e exame do olho

Crianças com 5 anos ou menos

Uma vez antes dos 6 meses de idade e novamente entre 6 meses e 3 anos e entre 3 e 5 anos

Aconselhamento genético e possíveis testes genéticos quanto à presença da mutação de BRCA, que indica risco aumentado de cânceres de mama e ovário.

Mulheres com vários parentes próximos, normalmente de primeiro grau, que tiveram câncer de mama ou câncer de ovário

Uma vez

Mamografia

Mulheres com 50 a 74 anos

No caso de mulheres com menos de 50 anos, consulta com seu médico sobre triagem individualizada

A cada 2 anos

RM

Mulheres em risco elevado (como as que possuem familiares próximos que tiveram câncer de mama)

Quando a mamografia é realizada

Exame de Papanicolau (Pap) ou outro exame semelhante e, às vezes, teste do papilomavírus humano (HPV)

Todas as mulheres que sejam sexualmente ativas e cujo colo do útero não tenha sido removido

A cada 2-5 anos em mulheres de 21 a 65 anos

Doença cardiovascular (incluindo ataque cardíaco, acidente vascular cerebral)

Perguntas sobre fatores de risco, medição da pressão arterial e do peso, exames de sangue para colesterol (perfil lipídico) e açúcar no sangue

Todos

Questionamento anual sobre fatores de risco e verificação de PA e peso

Açúcar no sangue a cada três anos

Perfil lipídico a cada cinco anos

Um teste de DNA com a utilização de uma amostra de urina ou uma amostra obtida da vagina por meio de um cotonete

Mulheres sexualmente ativas com 24 anos ou menos, e mulheres com mais de 24 anos e que tenham fatores de risco (como vários parceiros sexuais ou uma doença sexualmente transmissível)

Todas as gestantes durante a primeira visita pré-natal

Homens que tiveram relações sexuais com homens no ano anterior

anualmente

Colonoscopia, sigmoidoscopia, exames de fezes para detectar sangue (testes de sangue oculto nas fezes [FOBT] ou teste imunoquímico fecal [FIT]) ou DNA de câncer (FIT-DNA)

Adultos com 50 (negros com 45) a 75 anos

Para adultos com menos de 50 anos, consulta com o médico sobre triagem individual, dependendo de seu perfil de fatores de risco (tais como histórico familiar ou certas doenças intestinais)

Para pessoas com risco médio – FOBT ou FIT anualmente; FIT-DNA a cada 1-3 anos; colonoscopia a cada 10 anos; colonografia por TC a cada 5 anos; ou sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos ou a cada 10 anos juntamente com FIT todos os anos

Check-up com o dentista

Todos (os exames regulares devem começar quando nascer o primeiro dente ou antes do primeiro aniversário da criança)

A cada 3-12 meses para crianças para crianças e adolescentes com menos de 18 anos

A cada 12–24 meses para pessoas com 18 anos ou mais

Perguntas, incluindo questionários padronizados

Adultos e crianças com 11 anos ou mais

Uma vez e periodicamente, como durante circunstâncias estressantes (por exemplo, divórcio, mudança de trabalho ou de estilo de vida morte óbito na família)

Exames de sangue para medir hemoglobina A1C ou o nível de açúcar no sangue

Adultos com mais de 45 anos ou sobrepeso, que apresentam hipertensão arterial ou níveis elevados de colesterol e/ou outras gorduras (lipídios) no sangue, ou que apresentaram níveis de açúcar no sangue elevados no passado

Crianças com menos de 18 anos que tenham sobrepeso e dois ou mais fatores de risco específicos (histórico familiar, membro de certos grupos étnicos, histórico de diabetes materno)

A cada 3 anos, dependendo dos fatores de risco e dos resultados de exames anteriores

Um teste de DNA com a utilização de uma amostra de urina ou uma amostra obtida da vagina por meio de um cotonete

Mulheres com 24 anos ou menos que sejam sexualmente ativas e mulheres com mais de 24 anos e que tenham fatores de risco (como vários parceiros sexuais ou uma doença sexualmente transmissível)

Todas as gestantes durante a primeira visita pré-natal

Homens que tiveram relações sexuais com homens no ano anterior

Uma vez e periodicamente, de acordo com as mudanças das circunstâncias (por exemplo, novos parceiros sexuais ou depois de engravidar)

Exame de audição

Adultos com 65 anos de idade ou mais

anualmente

Às vezes, outros exames, dependendo dos resultados dos exames

Gestantes

Na primeira consulta do pré-natal

Exame de sangue quanto à infecção pelo vírus da hepatite B

Gestantes, contatos domésticos, usuários de drogas intravenosas (IV), homens que têm relações sexuais com homens e inúmeros outros fatores de risco

Na primeira consulta do pré-natal

Exame de sangue quanto à infecção pelo vírus da hepatite C

Pessoas nascidas entre 1945 e 1965 e pessoas que apresentam fatores de risco (como as que usam drogas intravenosas)

Uma vez

Pressão arterial alta (hipertensão)

Medição de pressão arterial

Adultos e crianças com 3 anos ou mais

A cada consulta ou anualmente

Exame de sangue ou saliva quanto à infecção pelo vírus

Todos com 15 a 65 anos, pessoas com mais de 65 anos e fatores de risco para infecção por HIV e todas as mulheres grávidas

No mínimo, uma vez e se nova atividade de alto risco ocorrer (por exemplo, vários parceiros sexuais ou uso de drogas injetáveis e homens homossexuais)

TC em dose reduzida

Pessoas entre 55 e 80 anos com histórico de tabagismo de 30 maços-anos que fumam atualmente ou pararam somente nos últimos 15 anos

Todos os anos

Absorciometria de raio-X duplo (DXA) para medir a densidade óssea

Todas as mulheres com 65 anos de idade ou mais e mulheres abaixo de 65 anos, caso estejam em risco de fraturas devido à osteoporose.

Pelo menos uma vez

Sobrepeso em adultos e crianças

Medições de altura e peso

Calculadora do índice de massa corporal (IMC)

Todos os adultos e crianças com 6 anos ou mais

A cada consulta agendada ou anualmente

Anomalias da refração (visão ruim)

Testes de visão (exames de triagem não exigem um optometrista ou oftalmologista)

Todos

Crianças: Pelo menos uma vez e, posteriormente, em consultas de puericultura aos 3–5 anos.

Adultos: A cada 2–4 anos para pessoas com 18 a 64 anos

A cada 1–2 anos para pessoas com 65 anos ou mais

Exame de sangue quanto à presença de infecção

Adultos com fatores de risco (como vários parceiros sexuais, ter contraído uma doença sexualmente transmissível anteriormente, homens homossexuais) e todas as mulheres grávidas

Uma vez e periodicamente, de acordo com as mudanças das circunstâncias (por exemplo, novos parceiros sexuais ou depois de engravidar)

Perguntas

Todos os adolescentes e adultos

A cada consulta

*Com base nas recomendações de várias autoridades principais nos Estados Unidos. Contudo, podem existir diferenças entre as suas recomendações. Além disso, pessoas com maior risco de uma doença geralmente passam por triagem mais frequente. Nem todas as recomendações estão incluídas nesta tabela.

As medidas de triagem que podem ser realizadas em casa incluem a medição regular do peso e, uma vez ao ano, verificar a pele quanto à presença de alterações e feridas hemorrágicas. As pessoas podem pedir que outra pessoa (como o cônjuge) verifique sua pele em áreas de difícil visualização, como as costas ou atrás das orelhas. Alguns médicos sugerem que os homens procurem detectar caroços nos testículos, mas não se sabe ao certo se esse procedimento é, de fato, eficaz.

FIT = teste imunoquímico fecal (fecal immunochemical test); FOBT = teste de sangue oculto nas fezes (fecal occult blood test); RM = imagem por ressonância magnética.

Tratamento farmacológico preventivo

Tratamento farmacológico preventivo (também conhecido como quimioprevenção) é o uso de medicamentos para evitar doenças. Essa terapia deve ser recomendada para pessoas que devem estar em risco de apresentar o distúrbio a ser prevenido e em baixo risco de efeitos colaterais provocados pelo medicamento a ser considerado.

O tratamento farmacológico preventivo é claramente útil, por exemplo, na prevenção de infecção em pessoas com alguns distúrbios (como AIDS), na prevenção de cefaleia em pessoas com enxaqueca e muitas outras situações específicas. Embora o tratamento farmacológico preventivo seja eficaz apenas em situações específicas, algumas delas são comuns, assim o tratamento é útil para muitas pessoas. Por exemplo, a aspirina é geralmente recomendada para adultos em risco de doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral. Os recém-nascidos geralmente recebem colírio para evitar infecções gonocócicas nos olhos. Mulheres em alto risco de câncer de mama podem se beneficiar do tratamento farmacológico preventivo (por exemplo, com o medicamento tamoxifeno).

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Three Levels of Prevention

Os três níveis de prevenção são o primário, secundário e terciário.

Na prevenção primária, um distúrbio tem o desenvolvimento prevenido. Vacinações, aconselhamento para mudança dos comportamentos de alto risco e, algumas vezes, quimioprevenção são os tipos de prevenção primária.

Na prevenção secundária, a doença é detectada e tratada precocemente, frequentemente antes de os sintomas estarem presentes, reduzindo assim as consequências sérias.

A prevenção secundária pode envolver programas de triagem, como mamografia para detectar câncer de mama e absorciometria de raio-X duplo (DXA) para detectar osteoporose. Também pode envolver a identificação de parceiros sexuais de uma pessoa diagnosticada com doença sexualmente transmissível (localização de contatos) e tratamento desses pacientes, se necessário, para minimizar a disseminação da doença.

Na prevenção terciária, procede-se ao controle de uma doença existente, habitualmente crônica, de forma a evitar complicações ou danos futuros. Por exemplo, a prevenção terciária em pessoas com diabetes é focada no controle rigoroso da glicose no sangue, no cuidado excelente da pele, no exame frequente dos pés e na prática de exercício frequente para evitar uma doença cardiovascular. A prevenção terciária para uma pessoa que teve um acidente vascular cerebral pode envolver tomar aspirina para prevenir um segundo acidente vascular cerebral.

A prevenção terciária pode incluir serviços de assistência e de reabilitação para evitar a deterioração e melhorar a qualidade de vida, como reabilitação das lesões, ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

A prevenção terciária procura ainda evitar complicações a quem sofre de incapacidades, como as dores de decúbito nas pessoas acamadas.

Tabela
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Some Strategies for Preventing Major Health Problems *

Problema de saúde

Medidas preventivas

Não fumar (para evitar câncer do pulmão e vários outros tipos de câncer).

Consumir uma dieta equilibrada com alto teor de fibras, frutas, legumes e verduras, com limitação de gordura (particularmente gordura saturada e ácidos graxos trans) e calorias (para evitar câncer de mama e câncer colorretal).

Reduzir o consumo de alimentos curados em sal e defumados (para evitar câncer de estômago).

Evitar exposição ao sol exagerada e usar protetores solares com um fator alto de proteção (para evitar câncer de pele).

Administrar vacinas contra HPV (papilomavírus humano) a crianças (para evitar câncer cervical e câncer de garganta).

Considerar administração de medicamentos recomendados para evitar câncer (como tamoxifeno para mulheres em risco elevado de câncer de mama).

Fazer os testes de triagem recomendados.

Não fumar.

Evitar a exposição a substâncias tóxicas (especialmente em ambientes industriais).

Diabetes (tipo 2)

Fazer exercício regularmente.

Consumir uma dieta equilibrada.

Manter o peso corporal recomendado.

Manter os níveis normais de lipídios normais por meio de dieta e, se necessário, de medicamentos.

Manter a pressão arterial normal por meio de dieta, exercício, redução do estresse e, se necessário, medicamentos.

Não fumar.

Manter os níveis normais de gorduras (lipídios) e colesterol através de dieta e medicamentos (se necessário).

Manter a pressão arterial normal através de dieta, exercício, redução do estresse e medicamentos (se necessário).

Consumir uma dieta equilibrada com alto teor de fibras, frutas, legumes e verduras, com limitação de gordura (particularmente gordura saturada e ácidos graxos trans) e calorias.

Manter o peso corporal recomendado.

Não fumar.

Exercitar-se regularmente e incluir exercícios aeróbicos (como caminhadas rápidas, andar de bicicleta e corrida) e exercícios de fortalecimento muscular (como treino com halteres ou aparelhos para levantamento de peso).

Tomar aspirina e medicamentos redutores de lipídios, se recomendado (a maioria dos adultos em alto risco de doença arterial coronariana).

Não usar cocaína.

Pressão arterial alta (hipertensão)

Consumir uma dieta equilibrada com alto teor de fibras, frutas, legumes e verduras, com limitação de sal, gordura (particularmente gordura saturada e ácidos graxos trans) e calorias.

Exercitar-se regularmente e incluir exercícios aeróbicos e exercícios de fortalecimento muscular.

Manter o colesterol normal através de dieta, exercício e medicamentos (se necessário).

Manter o peso corporal recomendado (por meio de dieta e exercícios).

Não fumar.

Receber a vacina anual contra gripe (especialmente bebês, idosos e pessoas que tenham um distúrbio no coração, nos pulmões ou no sistema imunológico).

Beber álcool com moderação, ou não beber.

Receber a vacina contra hepatite A e B (para todas as crianças e adultos com fatores de risco para a doença).

Realizar exercícios de fortalecimento muscular e alongamento.

Permanecer fisicamente ativo.

Manter o peso corporal recomendado.

Consumir quantidades adequadas de cálcio e vitamina D (na dieta ou em suplementos).

Fazer exercícios para manter o peso (por exemplo, caminhada, corridas, tênis, dança) todos os dias por pelo menos 30 minutos.

Tomar medicamentos de fortalecimento ósseo, se prescritos por um médico.

Limitar o consumo de cafeína e álcool (para uma dose por dia).

Não fumar.

Há duas vacinas disponíveis para pneumonia:

A vacina pneumocócica conjugada (PCV 13) deve ser aplicada em todos os bebês e crianças com menos de 2 anos, em todos os adultos com 65 anos ou mais e em pessoas de 2 a 64 anos com certos quadros clínicos.

A vacina pneumocócica polissacarídica (PPSV 23) deve ser aplicada em todos os adultos com 65 anos ou mais, em pessoas com 2 a 64 anos com maior risco de doenças em decorrência de certos quadros clínicos e em adultos de 19 a 64 anos que fumam cigarros.

Abster-se da prática ou limitar o número de parceiros sexuais.

Usar preservativos e seguir as práticas de sexo seguro.

Dependendo da atividade sexual, deve-se discutir com o médico se é adequado tomar medicamentos preventivos contra infecção pelo HIV.

Escovar os dentes e usar fio dental regularmente.

Limitar a frequência de consumo de doces.

Consultar um dentista regularmente.

Usar suplemento de flúor, se necessário (por exemplo, crianças na pré-escola, com mais de 6 meses, cuja fonte de água seja deficiente em flúor).

*Além dessas medidas preventivas, as pessoas devem realizar os testes de triagem recomendados ({blank} Some Recommended Screening Tests* ,†).

1 dose = uma lata de 350 ml de cerveja, uma taça de vinho de 150 ml ou 45 ml de bebida destilada (como whiskey).

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