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Visão geral da contracepção

Por

Frances E. Casey

, MD, MPH,

  • Director of Family Planning Services and Assistant Professor
  • Virginia Commonwealth University Medical Center

Última modificação do conteúdo set 2018
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Recursos do assunto

A decisão de um casal sobre o início, prevenção ou interrupção de uma gestação pode ter a influência de inúmeros fatores médicos, incluindo distúrbios clínicos, riscos envolvendo a gestação e fatores socieconômicos.

A mulher ou o homem pode usar a contracepção para prevenir a gestação temporariamente. Pode-se usar a esterilização para prevenir a gestação permanentemente. Pode-se considerar o abortamento (interrupção da gestação) quando a contracepção falhou ou não foi usada, onde e nos casos em que esse procedimento é legal.

Entre usuários de contraceptivos nos EUA, os métodos mais comumente usados (1) são

  • Contraceptivos orais: 26%

  • Esterilização feminina: 25%

  • Preservativos masculinos: 15%

  • Esterilização masculina: 8%

  • Dispositivos intrauterinos (DIUs): 10%

  • Coito interrompido: 5%

  • Injeção de progesterona: 5%

  • Anéis ou adesivos anticoncepcionais: 3%

  • Implantes subdérmicos de progesterona: 1%

  • Métodos baseados na percepção da fertilidade (abstinência periódica): 1%

  • Métodos de barreira femininos: < 1%

No primeiro ano de uso, as taxas de gestação com o uso típico são

  • < 1% com métodos não relacionados ao coito e que não exigem o envolvimento do usuário (DIU, implantes subcutâneos de progesterona, esterilização)

  • Cerca de 6 a 9% com métodos hormonais contraceptivos não relacionados ao coito e que exigem o envolvimento do usuário (contraceptivos orais, injeção de progesterona, adesivo transdérmico, anel vaginal)

  • > 10% com métodos relacionados ao coito que exigem envolvimento do usuário (p. ex., preservativos, diafragmas, métodos de percepção da fertilidade, espermicidas, interrupção do coito)

As taxas de gestação tendem a ser mais altas durante o primeiro ano de uso e diminuir nos anos seguintes à medida que os usuários se tornam mais familiarizados com o método anticoncepcional que escolheram. Além disso, à medida que as mulheres envelhecem, a fertilidade declina. Para casais férteis tentando ter filhos, a taxa de gestação é cerca de 85% após 1 ano, se nenhum método contraceptivo é usado.

Apesar da taxa de gestação mais elevada associada ao uso de preservativos, especialistas recomendam sempre usá-los durante a relação sexual porque eles (principalmente preservativos de látex e sintéticos) protegem contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mais importante, eles ajudam a proteger contra o HIV. Para contracepção mais eficaz, outros métodos de controle de natalidade devem ser usados com preservativos.

Se a contracepção falhar, a anticoncepção de emergência pode ajudar a prevenir uma gestação indesejada. Contracepções de emergência não devem ser usadas como um forma regular de contracepção.

Tabela
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Comparação dos métodos contraceptivos comuns

Tipo

Taxa de gestação no primeiro ano com uso ideal

Taxa de gestação no primeiro ano com uso típico

Percentagem de mulheres que continuam a usar em 1 ano

Condições para uso

Desvantagens selecionadas

Hormonal

Dispositivos intrauterinos (DIUs) de liberação de levonorgestrel

0,3–0,5% (DIU de 3 anos) ou 0,2% (DIU de 5 anos)

Mesmo que o uso perfeito

78–80%

Inserção a cada 3 ou 5 anos (dependendo do tipo)

Expulsão espontânea, perfuração uterina (rara)

Sangramento irregular, amenorreia

0,3%

9%

67%

Pílula diária

Pílulas apenas de progesterona: tomado na mesma hora do dia

Retenção de líquidos, sangramento irregular, mama sensível, náuseas e vômitos, cefaleias, ganho de peso, interações com múltiplos fármacos

Contraceptivos orais combinados: maior risco de tromboembolia venosa

Somente Contraceptivos orais de progesterona: semelhantes àqueles dos implantes contraceptivos

0,2%

6%

56%

Injeção a cada 3 meses

Amenorreia, sangramento irregular, ganho de peso, cefaleia

0,05%

0,05%

84%

Implante a cada 3 anos

Amenorreia, sangramento irregular, cefaleia, ganho de peso

0,3%

9%

67%

Aplicações e remoções semanais

Semelhantes aos contraceptivos orais

Irritação local

0,3%

9%

67%

Aplicações (inserção vaginal) e remoções mensais

Semelhantes aos contraceptivos orais

Barreira

8% (mais alto em mulheres que já deram à luz)

N/D

Deve ser usado em cada ato coital

3 tamanhos (tamanho escolhido com base na história de gestação da mulher)

Devem ser mantidos na vagina por ≥ 6 h após a relação sexual

Possível irritação ou ulceração vaginal se mantido no local por > 48 h

Preservativo, masculino

2%

18%

43%

Deve ser usado em cada ato coital

Requer parceiro cooperativo

Reações alérgicas

Preservativo, feminino

5%

21%

41%

Deve ser usado em cada ato coital

Reações alérgicas

(contendo espermicida de liberação sustentada)

9% para mulheres nulíparas

20% para mulheres que já deram à luz

12% para mulheres nulíparas

24% para mulheres que já deram à luz

36%

Deve ser usado em cada ato coital

Pode ser inserido 24 h antes da relação sexual

Deve ser mantido na vagina por ≥ 6 h após a relação sexual

Reações alérgicas, secura ou irritação vaginal

Diafragma com espermicida

6%

12%

57%

Deve ser usado em cada ato coital

Deve ser inserido ≤ 6 h antes da relação sexual

Pode ser mantido no local 6–24 h após a relação sexual

Ocasionalmente, irritação vaginal

Aumento da incidência de infecções do trato urinário

Outros

DIUs T380A liberadores de cobre

0,6%

Mesmo que o uso perfeito

78–80%

Inserção a cada 10 anos

Expulsão espontânea, perfuração uterina (rara)

Aumento do fluxo menstrual, dor pélvica

4% ou mais, dependendo do método

24%

47%

Treinamento, esforço e múltiplos passos necessários para métodos mais eficazes

Nenhum efeito adverso local ou sistêmico provável significativo

Coito interrompido

4%

22%

46%

Deve ser usado em cada ato coital

Requer parceiro cooperativo

Esterilização

0,5%

Mesmo que o uso perfeito

100%

Requer um procedimento (normalmente feito na sala de cirurgia)

Considerado permanente

0,15%

Mesmo que o uso perfeito

100%

Requer um procedimento (feito em consultório) e um anestésico local

Considerado permanente

*Contraceptivos orais têm benefícios para a saúde além da contracepção.

Preservativos, principalmente sintéticos e de látex, protegem ambos os parceiros contra DSTs.

N/A = não aplicável.

Dados baseados na Association of Reproductive Health Professionals: Choosing a Birth Control Method. 2014. Acessado em 15/8/18.

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