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Resfriado comum

(Infecção da vias respiratórias superiores; infecções do trato respiratório superior; coriza)

Por

Brenda L. Tesini

, MD, University of Rochester School of Medicine and Dentistry

Última modificação do conteúdo set 2021
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Resfriado comum é uma infecção viral aguda, normalmente afebril e autolimitada, que envolve sintomas respiratórios superiores, como rinorreia, tosse e dor de garganta. O diagnóstico é clínico. Lavar as mãos ajuda a prevenir sua disseminação. O tratamento é de suporte.

Aproximadamente 50% de todos os resfriados são causados por um dos > 100 sorotipos do rinovírus. Os coronavírus Coronavírus e síndromes respiratórias agudas (MERS and SARS) Os coronavírus são vírus de RNA com envelope que causam doença respiratória de gravidade variável, do resfriado comum à pneumonia fatal. Vários coronavírus... leia mais causam algumas epidemias, e as infecções provocadas pelo vírus da influenza Influenza Influenza é uma infecção respiratória viral que causa febre, coriza, tosse, cefaleia e mal-estar. Mortalidade é possível durante epidemias, em particular entre pacientes de alto... leia mais , vírus da parainfluenza Infecções por vírus da parainfluenza Os vírus da parainfluenza compreendem vários vírus intimamente relacionados que causam muitas doenças respiratórias que variam do resfriado comum a uma síndrome semelhante... leia mais , enterovírus Visão geral das infecções por enterovírus Os enterovírus, juntamente com os rinovírus (ver Resfriado comum) e paraechovírus humanos, são um gênero de picornavírus (vírus pico ou pequeno, de RNA). Todos os enterovírus são antigenicamente... leia mais , adenovírus Infecções por adenovírus A infecção por um dos muitos adenovírus pode ser assintomática ou resultar em síndromes específicas, como infecção respiratória leve, ceratoconjuntivite, gastroenterite... leia mais , vírus sincicial respiratório Vírus sincicial respiratório (VSR) e infecções humanas por metapneumovírus Vírus sincicial respiratório e infecções humanas por metapneumovírus provocam doenças sazonais do trato respiratório inferior, em particular em lactentes e... leia mais e metapneumovírus também podem se manifestar como resfriado comum, sobretudo nos pacientes com reinfecção.

Infecções por rinovírus são muito comuns durante outono e primavera e menos comuns durante os meses do inverno.

Rinovírus são disseminados eficientemente por meio do contato direto entre pessoas, embora a expansão também possa ocorrer por aerossóis de partículas grandes.

O mais importante impedimento à infecção é a presença de anticorpos neutralizantes específicos no soro e em secreções, induzida pela exposição prévia ao mesmo vírus ou a um vírus próximo relacionado. A suscetibilidade para resfriados não é afetada por exposição à temperatura baixa, saúde do hospedeiro e nutrição ou anormalidades do trato respiratório superior (p. ex., tonsilas ou tecidos adenoides dilatados).

Sinais e sintomas do resfriado comum

Depois de um período de incubação de 24 a 72 horas, os sinais e sintomas do resfriado começam com faringite seguida de espirros, rinorreia, obstrução nasal e mal-estar. A temperatura é habitualmente normal, em particular quando o patógeno é um rinovírus ou um coronavírus. Secreções nasais são aquosas e profusas durante os primeiros dias, tornando-se, em seguida, mais mucoides e purulentas. Secreções mucopurulentas não indicam infecção secundária bacteriana. A tosse costuma ser leve, mas muitas vezes persiste até a 2ª semana. A maioria dos sintomas decorrentes de resfriados não complicados se resolve dentro de 10 dias.

Diagnóstico do resfriado comum

  • Avaliação clínica

O diagnóstico do resfriado comum geralmente é clínico, sem exames complementares, embora existam testes por reação em cadeia da polimerase (PCR [polymerase chain reaction]) disponíveis em muitas plataformas multiplex.

Tratamento do resfriado comum

  • Tratamento sintomático

Não existe tratamento específico para o resfriado comum.

Antipiréticos e analgésicos podem aliviar a febre ou a dor de garganta.

A obstrução nasal pode melhorar com descongestionantes nasais. Descongestionantes nasais tópicos são mais eficazes do que os orais, mas o uso de medicamentos tópicos por > 3 a 5 dias pode causar congestão de rebote.

Pode-se aliviar a rinorreia com anti-histamínicos de 1ª geração (p. ex., clorfeniramina) ou brometo de ipratrópio intranasal (2 borrifos da solução a 0,03%, 2 ou 3 vezes ao dia); mas devem ser evitados para os idosos e os pacientes com hipertrofia benigna da próstata ou glaucoma. Anti-histamínicos de 1ª geração com frequência produzem sedação, mas anti-histamínicos de 2ª geração (não sedativos) são ineficazes para tratar o resfriado comum.

Anti-histamínicos e descongestionantes não são recomendados para crianças < 4 anos.

Prevenção do resfriado comum

Não há vacinas para o resfriado comum.

Vacinas bacterianas polivalentes, frutas cítricas, vitaminas, luz ultravioleta, aerossóis de glicol e outros remédios folclóricos não previnem o resfriado comum. Lavar as mãos e usar desinfetantes de superfície em um ambiente contaminado podem reduzir a disseminação da infecção.

Antibióticos não devem ser administrados, a menos que haja evidência de infecção bacteriana secundária. Em pacientes com doença pulmonar crônica, podem ser administrados antibióticos com menos restrição.

Pontos-chave

  • Muitos vírus podem causar resfriado comum; os rinovírus causam cerca de metade dos resfriados.

  • A sensibilidade aos resfriados não é influenciada pela exposição a baixas temperaturs, pela saúde do hospedeiro e pela nutrição ou a presença de anomalias no trato respiratório superior.

  • Pode-se prescrever anti-histamínicos para aliviar a rinorreia, mas não se deve empregá-los para idosos ou crianças < 4 anos.

  • Descongestionantes tópicos e orais aliviam a obstrução nasal, mas seu uso repetido pode causar congestão rebote.

  • Muitas substâncias foram avaliadas para a prevenção e o tratamento, mas nenhuma mostrou benefícios claros.

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