É uma infecção por dermatófitos nas regiões inguinais (prurido do jóquei). O diagnóstico baseia-se na aparência clínica e no exame de lâmina com hidróxido de potássio (KOH). O tratamento é com antifúngicos tópicos.
Tinea crural é uma dermatofitose que geralmente é causada por Trichophyton rubrum ou Trichophyton mentagrophytes.
Os fatores de risco primários estão associados a um ambiente úmido (p. ex., clima quente, roupas molhadas e restritivas, obesidade causando atrito constante entre as dobras da pele). Os homens são mais acometidos que as mulheres pelo contato do escroto com a virilha.
Tipicamente, lesões arciformes pruriginosas estendem-se da dobra crural até a região da face interna da coxa. A infecção pode ser bilateral. As lesões se modificam por maceração, miliária, infecção bacteriana ou candidíase secundárias e reações ao tratamento. Além disso, dermatite pruriginosa e liquenificação podem ocorrer.
A recidiva é frequente porque os fungos podem infectar repetidas vezes os indivíduos suscetíveis ou pessoas com onicomicose ou tínea dos pés, que podem servir com depósito de dermatófitos. As erupções são mais constatadas durante o verão.
Esta foto mostra uma lesão em anel que se estende entre o escroto e a parte superior interna da coxa, resultante de uma infecção por dermatófitos.
Diagnóstico da tínea crural
Principalmente exame físico
Exame a fresco com hidróxido de potássio
O escroto normalmente não é afetado, ou ocorre leve envolvimento; em contrapartida, no intertrigo por cândida ou líquen simples crônico, o escroto está geralmente inflamado.
Se a aparência não é diagnóstica, exame a fresco com hidróxido de potássio é útil.
O diagnóstico diferencial da tínea crural inclui:
Tratamento da tinea cruris
Antifúngicos tópicos; creme, loção ou gel
(Ver tabela .)
As opções antifúngicas tópicas incluem miconazol, terbinafina, clotrimazol, cetoconazol, econazol, ciclopirox e naftifina.
Agentes antifúngicos orais como itraconazol (1), terbinafina, ou às vezes ambos, por 3 a 6 semanas podem ser necessários em pacientes com infecção refratária, inflamatória ou disseminada (1, 2).
Referências sobre tratamento
1. Khurana A, Agarwal A, Agrawal D, et al. Effect of Different Itraconazole Dosing Regimens on Cure Rates, Treatment Duration, Safety, and Relapse Rates in Adult Patients With Tinea Corporis/Cruris: A Randomized Clinical Trial. JAMA Dermatol. Published online September 14, 2022. doi:10.1001/jamadermatol.2022.3745
2. Hassaan ZRAA, Mohamed HAK, Eldahshan RM, et al. Comparison between the efficacy of terbinafine and itraconazole orally vs. the combination of the two drugs in treating recalcitrant dermatophytosis. Sci Rep. 2023;13(1):19037. Published 2023 Nov 3. doi:10.1038/s41598-023-46361-z
Pontos-chave
Suspeitar de tínea crural quando lesões pruriginosas em anel se estendem da prega crural até a parte interna da coxa adjacente, particularmente em pacientes com obesidade ou em homens.
Terbinafina, miconazol, clotrimazol, cetoconazol, econazol, ciclopirox ou naftifina tópicos 2 vezes ao dia por 10 a 14 dias costumam ser eficazes.
Em casos graves ou refratários, podem-se utilizar itraconazol e terbinafina por via oral.



