Parapsoríase

PorShinjita Das, MD MPH, Massachusetts General Hospital
Reviewed ByJoseph F. Merola, MD, MMSc, UT Southwestern Medical Center
Revisado/Corrigido: modificado nov. 2025
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Visão Educação para o paciente

Parapsoríase (também conhecida como dermatite descamativa superficial crônica) refere-se a um grupo de doenças de pele caracterizadas por lesões maculopapulares ou descamativas. O diagnóstico é clínico. O tratamento pode incluir uma combinação de vários medicamentos tópicos e orais e fototerapia.

A parapsoríase descreve um grupo de doenças mal caracterizado, etiologicamente heterogêneo e mal distinguido que compartilha características clínicas. Parapsoríase não está relacionada à psoríase; é assim chamada porque as placas escamosas às vezes têm aparência semelhante.

Há 2 formas gerais:

  • Tipo pequenas placas: geralmente benigno; pode raramente transformar-se em linfoma cutâneo de células T (LCCT)

  • Tipo grandes placas: pode se transformar mais frequentemente em LCCT

A parapsoríase em pequenas placas pode se transformar em LCCT a uma taxa menor em comparação com a parapsoríase em grandes placas (10% em uma mediana de 10 anos versus 35% em uma mediana de 6 anos) (1). Assim, acompanhamento clínico periódico e biópsias podem ajudar a identificar a progressão da parapsoríase para LCCT.

Referência geral

  1. 1. Väkevä L, Sarna S, Vaalasti A, et al: A retrospective study of the probability of the evolution of parapsoriasis en plaques into mycosis fungoides. Acta Derm Venereol 85(4):318-323, 2005. doi: 10.1080/00015550510030087

Sinais e sintomas da parapsoríase

Em geral, as placas são assintomáticas, mas prurido leve é relativamente comum. A aparência típica das lesões é de manchas e placas finas, descamativas, opacas e rosadas com aparência ligeiramente atrófica ou enrugada. Em comparação, as placas na psoríase são bem demarcadas e cor-de-rosa com escamação prateada mais espessa. Variantes hipopigmentadas podem ocorrer, especialmente em pele escura.

A parapsoríase em pequenas placas é definida como lesões com diâmetro < 5 cm, enquanto a psoríase em grandes placas tem lesões com > 5 cm de diâmetro.

Manifestações da parapsoríase
Parapsoríase em pequenas placas

Essa imagem mostra parapsoríase em pequenas placas (lesões < 5 cm de diâmetro), que é benigna.

Essa imagem mostra parapsoríase em pequenas placas (lesões < 5 cm de diâmetro), que é benigna.

Imagem cedida por cortesia de Susan Lindsley via Biblioteca de Imagens de Saúde Pública dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Parapsoríase em grandes placas na região glútea

Esta foto mostra parapsoríase em grandes placas na região glútea, caracterizada por manchas finas, sem brilho, rosadas e ligeiramente escamosas.

Esta foto mostra parapsoríase em grandes placas na região glútea, caracterizada por manchas finas, sem brilho, rosadas

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Imagem fornecida por E. Laurie Tolman, MD.

Parapsoríase em grandes placas no tronco

Esta foto mostra placas grandes, rosadas descamativas e sem brilho da parapsoríase na região dorsal.

Esta foto mostra placas grandes, rosadas descamativas e sem brilho da parapsoríase na região dorsal.

Imagem fornecida por E. Laurie Tolman, MD.

Às vezes, placas digitiformes desenvolvem-se ao longo dos dermátomos, podendo medir > 5 cm, especialmente nos flancos e no abdômen, na parapsoríase em pequenas placas.

Diagnóstico da parapsoríase

  • Principalmente história e exame físico

  • Às vezes, biópsia e exames genéticos e moleculares para descartar linfoma cutâneo de células T (LCCT)

O diagnóstico da parapsoríase baseia-se no aspecto clínico e distribuição (1).

Biópsia pode ser útil se houver preocupação quanto a LCCT (ver diagnóstico do LCCT). Os achados histológicos podem distinguir entre psoríase em placas pequenas e psoríase em grandes placas, mas podem não ser clássicos para LCCT. Contudo, análises imunofenotípicas e estudos de rearranjo do gene do receptor de células T geralmente identificam um clone de células T, quando presente. É importante excluir LCCT porque o LCCT inicial pode ser difícil de distinguir clinicamente da parapsoríase em pequenas placas.

Diagnóstico diferencial da parapsoríase em pequenas placas:

Diagnóstico diferencial da parapsoríase em grandes placas:

Referência sobre diagnóstico

  1. 1. Chairatchaneeboon M, Thanomkitti K, Kim EJ. Parapsoriasis-A Diagnosis with an Identity Crisis: A Narrative Review. Dermatol Ther (Heidelb). 2022;12(5):1091-1102. doi:10.1007/s13555-022-00716-y

Tratamento da parapsoríase

A terapia de primeira linha para psoríase em placas pequenas e grandes é a fototerapia com UVB de banda estreita, que é eficaz e bem tolerada (1).

O tratamento da parapsoriase em pequenas placas nem sempre é necessário, mas pode incluir emolientes, preparados tópicos à base de alcatrão ou glicocorticoides, fototerapia ou uma combinação desses agentes.

O tratamento da parapisoríase em grandes placas é com fototerapia (UVB de banda estreita) ou glicocorticoides tópicos.

Referência sobre tratamento

  1. 1. Aydogan K, Karadogan SK, Tunali S, et al. Narrowband UVB phototherapy for small plaque parapsoriasis. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2006;20(5):573-577. doi:10.1111/j.1468-3083.2006.01567.x

Prognóstico da parapsoríase

A evolução dos dois tipos é imprevisível; o acompanhamento clínico periódico e a biopsia proporcionam a melhor indicação de risco de desenvolvimento de linfoma cutâneo de células T.

Pontos-chave

  • A psoríase em grandes placas é um grupo etiologicamente heterogêneo de doenças que tende a ter uma aparência similar — manchas finas, descamativas, opacas, rosadas e placas com discreta atrofia ou aparência enrugada.

  • A parapsoríase em placas < 5 cm de diâmetro é geralmente benigna, mas em alguns raros casos pode progredir para linfoma cutâneo de células T; a parapsoríase em placas > 5 cm de diâmetro apresenta maior probabilidade de evoluir para linfoma.

  • O diagnóstico é baseado na aparência clínica; biópsia e outros testes (rearranjo do gene do receptor de células T) podem ser necessários para excluir linfoma cutâneo de células T.

  • Tratar a parapsoríase em pequenas placas e a parapsoríase em grandes placas com fototerapia ou glicocorticoides tópicos.

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