Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

Carregando

Doença de Parkinson (DP)

(Doença de Parkinson)

Por

Hector A. Gonzalez-Usigli

, MD, HE UMAE Centro Médico Nacional de Occidente

Última revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Recursos do assunto

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa e lentamente progressiva de áreas específicas do cérebro. É caracterizada pelo tremor quando os músculos estão em repouso (tremor de repouso), aumento no tônus muscular (rigidez), lentidão dos movimentos voluntários e dificuldade de manter o equilíbrio (instabilidade postural). Em muitas pessoas, o pensamento torna-se comprometido ou desenvolve-se demência.

  • A doença de Parkinson surge da degeneração na parte do cérebro que auxilia a coordenação de movimentos.

  • Frequentemente, o sintoma mais óbvio é um tremor que ocorre quando os músculos estão relaxados.

  • Os músculos ficam rígidos, os movimentos se tornam lentos e descoordenados e perde-se facilmente o equilíbrio.

  • Os médicos baseiam o diagnóstico nos sintomas.

  • Medidas gerais (como simplificar tarefas diárias), medicamentos (como levodopa mais carbidopa) e, às vezes, cirurgia podem ajudar, mas a doença é progressiva, por fim causando incapacidade grave e imobilização.

A doença de Parkinson é a segunda doença degenerativa mais comum do sistema nervoso central após a doença de Alzheimer. Ela afeta

  • Cerca de 1 em 250 pessoas com 40 anos de idade ou mais

  • Cerca de 1 em 100 pessoas com 65 anos de idade ou mais

  • Cerca de 1 em 10 pessoas com 80 anos de idade ou mais

A doença de Parkinson normalmente começa entre os 50 e 79 anos. Raramente, ela ocorre em crianças ou adolescentes.

Parkinsonismo causa os mesmos sintomas que a doença de Parkinson mas é causado por vários outros quadros clínicos, como atrofia multissistêmica, paralisia supranuclear progressiva, acidente vascular cerebral, lesão na cabeça ou certos medicamentos.

Mudanças internas no cérebro

Na doença de Parkinson, células nervosas em parte dos gânglios basais (chamada substância negra) degeneram-se.

Os gânglios basais são conjuntos de células nervosas localizados profundamente no cérebro. Eles ajudam a:

  • Iniciar a suavizar os movimentos musculares intencionais (voluntários)

  • Suprimir movimentos involuntários

  • Coordenar mudanças de postura

Quando o cérebro origina um impulso para mover o músculo (por exemplo, para levantar um braço), o impulso passa pelos gânglios basais. Tal como em todas as células nervosas, as dos gânglios basais libertam mensageiros químicos (neurotransmissores) que estimulam a célula nervosa seguinte da via nervosa para enviar um impulso. A dopamina é o principal neurotransmissor nos gânglios basais. O seu efeito geral é intensificar os impulsos nervosos para os músculos.

Quando as células nervosas nos gânglios basais degeneram-se, elas produzem menos dopamina e o número de conexões entre as células nervosas nos gânglios basais diminui. Como resultado, os gânglios basais não conseguem controlar o movimento muscular como fazem normalmente, o que provoca o tremor, movimento lento (bradicinesia), uma tendência a se mover menos (hipocinesia), problemas com postura e ao caminhar, e alguma perda de coordenação.

Localizando os gânglios basais

Os gânglios basais são conjuntos de células nervosas localizados profundamente no cérebro. Elas incluem as seguintes:

  • Núcleo caudado (uma estrutura em forma de C que se afunila em uma cauda fina)

  • Putâmen

  • Globo pálido (localizado dentro do putâmen)

  • Núcleo subtalâmico

  • Substância negra

Os gânglios basais ajudam a iniciar e suavizar os movimentos voluntários dos músculos, suprimir os movimentos involuntários e coordenar alterações na postura.

Localizando os gânglios basais

Causas

Na doença de Parkinson, a sinucleína (uma proteína no cérebro que ajuda as células nervosas a se comunicarem) forma aglomerados chamados corpos de Lewy. Os corpos de Lewy consistem em sinucleína anômala (mal dobrada). A sinucleína pode se acumular em várias regiões do cérebro, principalmente na substância negra (na profundidade do telencéfalo) e interferir na função cerebral. Os corpos de Lewy geralmente se acumulam em outras partes do cérebro e do sistema nervoso, sugerindo que podem estar envolvidos em outras doenças. Na demência por corpo de Lewy, eles se formam na camada externa do cérebro (córtex cerebral). Os corpos de Lewy também podem estar envolvidos na doença de Alzheimer, possivelmente explicando porque cerca de um terço das pessoas com doença de Parkinson apresentam sintomas da doença de Alzheimer e porque algumas pessoas com doença de Alzheimer desenvolvem sintomas parkinsonianos.

Aproximadamente 10% das pessoas com doença de Parkinson têm parentes que apresentam ou apresentaram a doença. Sendo assim, a genética pode ter um papel importante. Há indícios crescentes de que a doença de Parkinson é parte de uma doença mais disseminada. Nesta doença, a sinucleína se acumula não apenas no cérebro, mas também em células nervosas do coração, esôfago, intestinos e em outros locais. Consequentemente, ela causa outros sintomas, como sensação de desmaio iminente quando a pessoa se levanta, constipação e dificuldade em engolir, dependendo de onde a sinucleína se acumula.

Você sabia que...

  • Muitas outras doenças e medicamentos podem causar sintomas similares àqueles da doença de Parkinson.

  • Às vezes, é difícil diagnosticar a doença de Parkinson em pessoas mais velhas, pois o envelhecimento causa alguns dos mesmos sintomas.

Sintomas

Geralmente, a doença de Parkinson começa de modo assintomático e avança de forma gradual.

O primeiro sintoma é

  • Tremores em cerca de dois terços das pessoas

  • Problemas com movimentos ou uma sensação reduzida de odores na maioria das outras

Tremores normalmente apresentam as seguintes características:

  • São largos e cadenciados

  • Geralmente ocorre em uma mão, enquanto está em repouso (tremor de repouso)

  • Frequentemente envolvem o movimento das mãos como se estivesse enrolando pequenos objetos (chamado “pill-rolling”)

  • Diminui quando a mão está se movendo intencionalmente e desaparece por completo durante o sono

  • Pode ser piorado por estresse emocional ou fadiga

  • Pode se intensificar e, com o tempo, avançar para a outra mão, braços e pernas

  • Pode também afetar as mandíbulas, a língua, a testa e as pálpebras, mas não a voz

Em algumas pessoas, o tremor nunca se desenvolve.

Normalmente, a doença de Parkinson causa também os seguintes sintomas:

  • Rigidez: Os músculos ficam rígidos, tornando o movimento difícil. Quando o médico tenta flexionar o antebraço da pessoa ou esticá-lo, o braço resiste ao ser movido e, quando isso ocorre, começa e para, como se fosse uma roda dentada (chamada rigidez da roda dentada).

  • Lentificação dos movimentos: Os movimentos se tornam lentos e difíceis de serem iniciados e as pessoas tendem a se mover menos. Quando elas se movem menos, mover-se torna-se mais difícil porque as articulações tornam-se rígidas e os músculos enfraquecidos.

  • Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura: A postura torna-se curvada, e é difícil manter o equilíbrio. Portanto, as pessoas tendem a tombar para a frente ou para trás. Visto que os movimentos são lentos, os indivíduos não poderão mexer as mãos com rapidez suficiente para amortecer uma queda.

Fica difícil caminhar, principalmente, para dar o primeiro passo. Depois de iniciado, as pessoas geralmente arrastam os pés, dão passos curtos, mantêm os braços dobrados na cintura e balançam pouco ou não balançam os braços. Ao andar, têm dificuldade de parar ou virar. Quando a doença está avançada, algumas pessoas param de andar de repente, porque sentem como se os pés estivessem colados no chão (chamado congelamento). Outras pessoas aceleram os passos de modo involuntário e gradual, e iniciam repentinamente uma corrida aos tropeções para evitar a queda. Este sintoma é chamado festinação.

A rigidez e a diminuição da mobilidade podem contribuir para dores musculares e fadiga. Ter músculos rígidos interfere com muitos movimentos: virar-se na cama, entrar ou sair de um carro e levantar-se de uma poltrona. As atividades diárias normais (como vestir-se, arrumar o cabelo, alimentar-se e escovar os dentes) levam mais tempo.

Como as pessoas frequentemente apresentam dificuldades em controlar os músculos pequenos das mãos, as atividades diárias, como abotoar os botões da camisa ou apertar os laços dos sapatos, tornam-se cada vez mais difíceis. A maioria das pessoas com a doença de Parkinson tem uma escrita tremida e diminuta (micrografia), por ser difícil começar e manter o traço da caneta. As pessoas podem pensar erroneamente que esses sintomas são fraquezas. No entanto, força e sensibilidade geralmente são normais.

A face fica menos expressiva (semelhante à máscara), porque os músculos faciais que controlam as expressões não se mexem tanto quanto normalmente o fariam. Essa falta de expressão pode ser confundida com uma depressão ou, pode fazer com que a depressão passe despercebida. (Depressão é comum entre pessoas com doença de Parkinson.) Por fim, o semblante pode apresentar um olhar perdido com a boca aberta e os olhos podem não piscar com frequência. Por vezes, os indivíduos babam ou se engasgam, porque os músculos na face e na garganta estão rígidos, tornando difícil a deglutição. Os pacientes costumam falar lentamente, com uma voz monótona, e por vezes gaguejam, devido à dificuldade que têm em articular as palavras.

A doença de Parkinson também causa outros sintomas:

  • Problemas de sono, incluindo insônia, são comuns, frequentemente porque a pessoa precisa urinar com frequência ou porque os sintomas pioram durante a noite, dificultando a pessoa se virar na cama. É comum o desenvolvimento da disfunção do sono associado ao movimento rápido dos olhos (REM). Nesta doença, os membros, que normalmente não se movem no sono REM, podem se mover de modo violento e súbito porque as pessoas estão agindo conforme em seus sonhos, às vezes, até machucando o(a) companheiro(a). A falta de sono pode contribuir para a depressão e sonolência durante o dia.

  • Problemas para urinar podem ocorrer. Pode ser difícil começar a urinar e continuar (chamada hesitação urinária). As pessoas podem apresentar uma necessidade compulsória para urinar (urgência). Incontinência é comum.

  • Pode haver dificuldade em engolir, pois o esôfago pode mover seu conteúdo mais lentamente. Como resultado, as pessoas podem inalar (aspirar) secreções da boca e/ou comida que comem ou líquidos que bebem. A aspiração pode causar pneumonia.

  • A constipação pode se desenvolver, pois o intestino pode mover seu conteúdo mais lentamente. A inatividade e a levodopa, o principal medicamento usado no tratamento da doença de Parkinson, podem piorar a constipação.

  • Pode ocorrer uma redução súbita e excessiva na pressão sanguínea quando uma pessoa fica de pé (hipotensão ortostática).

  • As escamas (dermatite seborreica) se desenvolvem geralmente no couro cabeludo e no rosto e, às vezes, em outras áreas.

  • Perda de olfato (anosmia) é comum, mas as pessoas podem não perceber.

  • Em aproximadamente um terço das pessoas com a doença de Parkinson, ocorre a demência. Em muitas outras, o pensamento é comprometido, mas as pessoas podem não reconhecer isso.

  • Pode haver desenvolvimento de depressão, algumas vezes anos antes de as pessoas apresentarem problemas com movimentos. A depressão tende a piorar conforme a doença de Parkinson se torna mais grave. A depressão também pode fazer com que os problemas de movimentos piorem.

  • Alucinações, delírios e paranoia podem ocorrer, particularmente se a demência se desenvolve. As pessoas podem ver ou ouvir coisas que não existem (alucinações) ou firmemente manter determinadas crenças ao invés de claras evidências que as contradigam (delírios). Elas podem se tornar desconfiadas e pensar que outras pessoas apresentam a intenção de machucá-las (paranoia). Esses sintomas são considerados sintomas psicóticos, uma vez que representam a perda de contato com a realidade. Sintomas psicóticos são os motivos mais comuns para as pessoas com doença de Parkinson serem admitidas em uma instituição. Apresentar esses sintomas aumenta o risco de falecimento.

Sintomas mentais, incluindo sintomas psicóticos podem ser provocados pela doença de Parkinson ou por um medicamento utilizado para tratá-la.

Os medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson (consulte a tabela Medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson) podem também provocar problemas como comportamentos obsessivo-compulsivos ou dificuldade de controlar vontades, resultando, por exemplo, em compulsão por apostar ou colecionar.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

  • Às vezes, tomografia computadorizada ou imagem por ressonância magnética

  • Às vezes, o uso de levodopa para verificar se ajuda

A doença de Parkinson é mais provável se as pessoas apresentam o seguinte:

  • Movimentos lentos, restritos

  • O tremor característico

  • Rigidez muscular

  • Melhora nítida e de longa duração (sustentada) em resposta à levodopa

Pode ser difícil para o médico diagnosticar a doença leve na sua etapa inicial, porque tende a começar de modo sutil. O diagnóstico é particularmente difícil nos idosos, pois o envelhecimento pode causar alguns problemas semelhantes aos da doença de Parkinson, como a perda de equilíbrio, movimentos lentos, rigidez muscular e postura curvada. Algumas vezes, o tremor essencial é mal diagnosticado como doença de Parkinson.

Para excluir outras causas dos sintomas, o médico pergunta sobre doenças anteriores, exposição a toxinas e uso de medicamentos que poderiam causar parkinsonismo.

Exame físico

Durante o exame físico, os médicos solicitam as pessoas que realizem determinados movimentos que podem ajudar a estabelecer o diagnóstico. Por exemplo, em pessoas com doença de Parkinson, o tremor desaparece ou diminui quando os médicos solicitam a eles que toquem seu nariz com seus dedos. Além disso, as pessoas com a doença apresentam dificuldade em realizar rapidamente movimentos alternativos, como posicionar suas mãos em seus quadris e, logo, rapidamente virar as mãos para cima e para baixo diversas vezes.

Exames

Não existem testes ou procedimentos imagiológicos que possam confirmar o diagnóstico de forma direta. Entretanto, a tomografia computadorizada (TC) e a imagem por ressonância magnética (RM) podem ser realizadas para detectar se uma perturbação estrutural é a causa dos sintomas. A tomografia computadorizada com emissão de fóton único (SPECT) e a tomografia com emissão de pósitron (PET) podem detectar anomalias do cérebro típicas da doença. No entanto, SPECT e PET são atualmente utilizados apenas em instituições de pesquisa e não são capazes de diferenciar a doença de Parkinson de outras doenças que causam os mesmos sintomas (parkinsonismo).

Se o diagnóstico não for claro, os médicos podem receitar levodopa, um medicamento usado para tratar a doença de Parkinson. Se a levodopa mostrar uma melhora clara, a doença de Parkinson é provável.

Tratamento

  • Medidas gerais para controlar os sintomas

  • Fisioterapia e terapia ocupacional

  • Levodopa/carbidopa e outros medicamentos

  • Algumas vezes, estimulação profunda do cérebro

As medidas gerais usadas para tratar a doença de Parkinson podem ajudar a pessoa a melhorar suas funções diárias.

Muitos medicamentos podem facilitar os movimentos e permitir que a pessoa aja de modo eficiente por muitos anos. O tratamento principal para a doença de Parkinson é

  • Levodopa mais carbidopa

Outros medicamentos costumam ser menos eficazes do que a levodopa, mas podem ter efeitos positivos em algumas pessoas, sobretudo se a levodopa não for tolerada ou for inadequada. No entanto, nenhum medicamento pode curar a doença.

Pode ser necessário utilizar dois ou mais medicamentos. Para pessoas mais velhas, as doses geralmente são reduzidas. São evitados os medicamentos que causem ou piorem os sintomas, particularmente os medicamentos antipsicóticos.

Os medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson podem apresentar efeitos colaterais incômodos. Se as pessoas notarem quaisquer efeitos incomuns (como dificuldade em controlar vontades ou confusão), devem relatá-los ao seu médico. Eles não devem interromper o uso de medicamentos a menos que seus médicos prescrevam.

A estimulação profunda do cérebro, um processo cirúrgico, é levada em consideração se a pessoa apresentar uma doença avançada mas não apresentar demência nem sintomas psiquiátricos e os medicamentos não forem eficazes nem apresentarem efeitos colaterais graves.

Medidas gerais

Várias medidas simples podem ajudar as pessoas com a doença de Parkinson a manter a mobilidade e a independência:

  • Continuar fazendo o máximo de atividades diárias possível

  • Seguir um programa de exercício regular

  • Simplificar as tarefas diárias – por exemplo, substituindo os botões da roupa por velcro ou comprando sapatos com fechos de velcro

  • Usar dispositivos de assistência, como puxadores de zíper e ganchos para botões

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem ajudar as pessoas a incorporarem essas medidas em suas atividades diárias e também recomendar exercícios para melhorar o tônus muscular e manter o movimento. Os terapeutas também podem recomendar auxílio médico, como andadores com roda, para ajudar a manter a independência da pessoa.

Mudanças simples na casa podem ajudar a deixá-la mais segura para pessoas com doença de Parkinson:

  • Retirar os tapetes para evitar que tropecem

  • Instalar barras de apoio nos banheiros e corrimão nos corredores e outros locais para reduzir o risco de quedas

Para a constipação, pode ajudar:

  • Consumir dieta com alto teor de fibra, incluindo alimentos como ameixa e sucos de fruta

  • Exercitar-se

  • Beber muito líquido

  • Usar laxantes (como sene concentrada), suplementos (como psílio) ou laxantes estimulantes (como bisacodil, via oral) para manter a regularidade do intestino

A dificuldade em engolir pode limitar a ingestão de alimentos, então a dieta tem que ser nutritiva. Esforçar-se para inalar mais profundamente tende a melhorar a capacidade de perceber os odores e acentua o apetite.

Levodopa/carbidopa

Tradicionalmente, a levodopa, administrada com a carbidopa, é o primeiro medicamento usado. Esses medicamentos, tomados por via oral, são a base para o tratamento da doença de Parkinson.

Mas quando tomados por um longo período, a levodopa pode apresentar efeitos colaterais e tornar-se menos eficaz. Logo, alguns especialistas sugeriram que utilizar primeiramente outros medicamentos e atrasar o uso de levodopa pode ajudar. No entanto, evidências atuais indicam que os efeitos colaterais e a eficácia reduzida após um longo período de uso provavelmente ocorrem porque a doença de Parkinson está piorando e não está relacionada a quando o medicamento foi iniciado. Além disso, visto que a levodopa pode tornar-se menos eficaz após diversos anos de uso, os médicos podem prescrever outro medicamento para pessoas com menos de 60 anos, que estarão tomando medicamentos para tratar a doença por um longo período. Outros medicamentos que podem ser usados incluem amantadina e agonistas da dopamina (medicamentos que agem como a dopamina, estimulando os mesmos receptores em células cerebrais). Tais medicamentos são utilizados porque a produção de dopamina está diminuída na doença de Parkinson.

A levodopa reduz a rigidez muscular, melhora o movimento e reduz substancialmente o tremor. A administração de levodopa produz melhora drástica nas pessoas com a doença de Parkinson. O medicamento permite que muitas pessoas com doença moderada recuperem um nível de atividade quase normal e permite que algumas das que se encontram prostradas na cama voltem a caminhar.

A levodopa raramente ajuda as pessoas que apresentam outras doenças que podem causar sintomas similares àqueles da doença de Parkinson (parkinsonismo), como atrofia multissistêmica e paralisia supranuclear progressiva.

A levodopa é um precursor da dopamina. Ou seja, ela é convertida no corpo em dopamina. A conversão ocorre nos gânglios basais, onde a levodopa ajuda a compensar a diminuição da dopamina devido à doença. No entanto, antes da levodopa atingir o cérebro, uma parte dela é convertida em dopamina no intestino e no sangue. Apresentar dopamina no intestino e no sangue aumenta o risco de efeitos colaterais, como vômito, hipotensão ortostática e rubor. Carbidopa é dada com a levodopa para prevenir que a mesma seja convertida em dopamina antes de alcançar os gânglios basais. Como resultado, existem poucos efeitos colaterais e uma maior quantidade de dopamina fica disponível para o cérebro.

Para determinar a dose recomendável de levodopa num caso específico, o médico deve balancear o controle da doença com o desenvolvimento de efeitos colaterais que tendem a limitar a quantidade de levodopa que o indivíduo pode tolerar. Esses efeitos colaterais incluem

  • Enjoo

  • Vômito

  • Tonturas

  • Movimentos involuntários (da boca, face e membros) chamados discinesia

  • Pesadelos

  • Alucinações e paranoia

  • Alterações da pressão arterial

  • Confusão

Depois de tomar levodopa por 5 ou mais anos, mais da metade das pessoas começa a alternar rapidamente entre uma reação satisfatória ao remédio e nenhuma reação, denominado efeito “on-off”. Numa questão de segundos, as pessoas podem passar de um estado de mobilidade aceitável a outro estado de incapacidade grave. Os períodos de mobilidade após cada dose tornam-se menores e os sintomas podem ocorrer antes da próxima dose planejada – os efeitos "off". Além disso, os sintomas podem ser acompanhados de movimentos involuntários devido ao uso de levodopa, incluindo contorções ou hiperatividade. Um dos seguintes pode ser utilizado para controlar os efeitos “off” por um momento:

  • Tomar doses mais baixas, com maior frequência

  • Mudar para uma forma de levodopa que seja liberada mais gradualmente no sangue (uma formulação de liberação controlada)

  • Adicionar um agonista de dopamina ou amantadina

Entretanto, depois de 15 a 20 anos, os efeitos “off” ficam difíceis de suprimir. Considera-se então a cirurgia.

Uma formulação de levodopa/carbidopa (disponível na Europa) pode ser dada utilizando uma bomba conectada a um tubo de alimentação inserido no intestino delgado. Esta formulação está sendo estudada como tratamento para pessoas que apresentam sintomas graves que não podem ser aliviados por medicamentos e que não podem ser submetidas a cirurgia. Esta formulação parece reduzir consideravelmente o tempo de uso e aumentar a qualidade de vida.

Outros medicamentos

Outros medicamentos costumam ser menos eficazes do que a levodopa, mas podem ter efeitos positivos em algumas pessoas, sobretudo se a levodopa não for tolerada ou for insuficiente.

Os agonistas da dopamina, que agem como a dopamina, podem ser úteis em qualquer estágio da doença. Incluem

  • Pramipexol e ropinirol (dados por via oral)

  • Rotigotina (dada através de um adesivo cutâneo)

  • Apomorfina (injetada sob a pele)

Os efeitos colaterais podem limitar o uso de agonistas da dopamina tomados por via oral. Em 1% a 2% das pessoas que tomam esses medicamentos, eles podem causar comportamento compulsivo, incluindo compulsão por apostas, compras e alimentação excessivas. Em tais casos, a dose é reduzida ou o medicamento é interrompido e substituído por outro.

Pramipexol e ropinirol são administrados por via oral. Eles podem ser usados primeiramente em vez de levodopa em pessoas que têm menos de 60 anos e manifestam doença de Parkinson precoce. Ou os medicamentos podem ser usados com levodopa em pessoas com doença de Parkinson avançada. Esses medicamentos geralmente são tomados três vezes por dia. Sonolência diurna é um efeito colateral comum.

Visto que a apomorfina é de ação rápida, é utilizada para reverter os efeitos "off" da levodopa – quando o movimento é difícil de ser iniciado. Por isso, esse medicamento é chamado de terapia de resgate. Geralmente é usado quando a pessoa fica paralisada no lugar, evitando que caminhe, por exemplo. A pessoa afetada ou outra pessoa (um familiar, por exemplo) pode injetar o medicamento até 5 vezes por dia, se necessário. Em alguns países, a apomorfina está disponível em uma formulação que pode ser dada às pessoas que apresentam sintomas utilizando-se uma bomba de infusão quando a cirurgia não é uma opção.

A rasagilina e a selegilina pertencem a uma classe de medicamentos chamada inibidores da monoaminoxidase (inibidores da MAO). Previnem a degradação da dopamina, prolongando a ação da dopamina no corpo. Teoricamente, se tomados com determinados alimentos (como alguns queijos), bebidas (como vinho tinto) ou medicamentos, os inibidores da MAO podem ter um grave efeito colateral chamado crise hipertensiva. Entretanto, esse efeito é improvável, quando se está tratando a doença de Parkinson, pois as doses usadas são baixas e o tipo de inibidor da MAO usado (inibidores da MAO tipo B), particularmente rasagilina, é menos provável de ter esse efeito.

Os inibidores de catecol O-metiltransferase (COMT) (entacapona e tolcapona) diminuem a decomposição da levodopa e da dopamina, prolongando seus efeitos e, portanto, parecem ser um suplemento útil à levodopa. Esses medicamentos são utilizados apenas com levodopa. A tolcapona é pouco utilizada uma vez que, raramente, causa lesões no fígado. No entanto, a tolcapona é mais forte que a entacapona e pode ser mais útil se os efeitos "off" são graves ou de longa duração.

Alguns medicamentos anticolinérgicos (dados por seus efeitos anticolinérgicos) são eficazes para diminuir a intensidade do tremor e podem ser utilizados nas primeiras fases da doença de Parkinson. Medicamentos anticolinérgicos comumente utilizados incluem benzotropina e triexifenidil. Medicamentos anticolinérgicos são particularmente úteis para pessoas muito jovens cujo sintoma mais incômodo é o tremor. Os médicos procuram evitar utilizar esses medicamentos em idosos, uma vez que apresentam efeitos colaterais (tais como confusão, sonolência, boca seca, visão turva, tonturas, constipação, dificuldade em urinar e perda de controle da bexiga) e porque esses medicamentos, quando tomados por um longo período, aumentam o risco de declínio mental. Os mesmos podem reduzir o tremor ao bloquear a ação do neurotransmissor acetilcolina e acredita-se que o tremor seja provocado por um desequilíbrio entre a acetilcolina (em excesso) e a dopamina (em déficit).

Ocasionalmente, outros medicamentos com efeitos anticolinérgicos, como alguns anti-histamínicos e antidepressivos tricíclicos, são utilizados, algumas vezes para reforçar a ação da levodopa. No entanto, visto que esses medicamentos são apenas levemente eficazes e porque muitos efeitos anticolinérgicos são incômodos, esses medicamentos são raramente utilizados para tratar a doença de Parkinson. No entanto, antidepressivos tricíclicos com efeitos anticolinérgicos podem ser úteis em pessoas que têm depressão e doença de Parkinson.

Amantadina, um medicamento que se utiliza, por vezes, para tratar a gripe, pode ser administrada isoladamente, para tratar a doença de Parkinson leve, ou como um suplemento da levodopa. A amantadina tem provavelmente muitos efeitos que a fazem funcionar. Por exemplo, estimula as células nervosas para liberarem a dopamina. É utilizada mais frequentemente para ajudar a controlar os movimentos involuntários que são efeitos colaterais da levodopa. Se usada isoladamente, a amantadina, em geral, perde sua eficácia após vários meses.

Propranolol, um betabloqueador, pode ser utilizado para reduzir a gravidade de um tremor se o mesmo ficar pior ao suspender um membro em uma posição que exige resistência à força da gravidade (por exemplo, manter os braços estendidos). Tais tremores são chamados tremores posturais.

Tabela
icon

Medicamentos utilizados para tratar a doença de Parkinson

Medicamento

Alguns efeitos colaterais

Comentários

Precursor da dopamina

Levodopa (administrado com carbidopa)

Para levodopa: movimentos involuntários (da boca, da face e dos membros), pesadelos, baixa pressão arterial quando a pessoa fica de pé (hipotensão ortostática), constipação, náusea, sonolência, confusão, alucinações, paranoia, palpitações e rubor.

Se esses medicamentos forem interrompidos de repente, síndrome neuroléptica maligna (com febre alta, pressão sanguínea alta, rigidez muscular, lesão muscular e coma), que pode pôr em risco a vida.

Esta combinação é a base do tratamento. A carbidopa auxilia no aumento da eficácia de levodopa e reduz seus efeitos colaterais. Depois de muitos anos, a eficácia da combinação pode diminuir.

Agonistas da dopamina

Pramipexol

Ropinirol

Sonolência, náusea, hipotensão ortostática, movimentos involuntários, confusão, comportamento obsessivo-compulsivo, impulsos novos ou aumentados (como apostas) e alucinações

Quando esses medicamentos são interrompidos de repente, ocorre a síndrome maligna neuroléptica.

No início da doença, esses medicamentos podem ser usados individualmente ou com pequenas doses de levodopa para possivelmente retardar os efeitos colaterais. Posteriormente, na doença, os agonistas da dopamina são úteis quando os efeitos “on-off” de levodopa a tornam menos eficaz. Esses medicamentos são especialmente úteis em pessoas com menos de 60 anos.

Apomorfina

Náusea grave, vômito e nós (nódulos) embaixo da pele no local da injeção

Este medicamento de ação rápida é injetado embaixo da pele. É usado como terapia de resgate para reverter o efeito “off” da levodopa.

Rotigotina

Sonolência, náusea, hipotensão ortostática, confusão, comportamento obsessivo-compulsivo, impulsos novos ou aumentados (como apostas), alucinações, ganho de peso (possivelmente devido à retenção de líquidos) e algumas vezes irritação da pele onde o adesivo é aplicado

A rotigotina está disponível como um adesivo da pele. É usado sozinho, no início da doença. O adesivo é usado continuamente, por 24 horas, depois é removido e substituído. O adesivo deve ser colocado em locais diferentes, todos os dias, para reduzir o risco de irritação na pele.

Inibidores da MAO-B

Rasagilina

Náusea, insônia, sonolência e inchaço devido ao acúmulo de líquido (edema)

A rasagilina pode ser usada individualmente para adiar o uso da levodopa, mas geralmente é administrada como um complemento a levodopa. Na melhor situação, a rasagilina é modestamente eficaz.

Selegilina

Quando administrada com levodopa, piora os efeitos colaterais da levodopa, incluindo náusea, confusão, insônia e movimentos involuntários

A selegilina pode ser usada individualmente para adiar o uso da levodopa, mas geralmente é administrada como um complemento da levodopa. No melhor dos casos, a selegilina é modestamente eficaz.

Inibidores da COMT

Entacapona

Tolcapona

Quando administrada com levodopa, possivelmente piora os efeitos colaterais da levodopa, incluindo náusea, confusão e movimentos involuntários

Diarreia, dor nas costas e urina laranja

Raramente com tolcapona, risco de lesão hepática

Esses medicamentos podem ser utilizados como suplemento da levodopa nas fases avançadas da doença, e para prolongar o intervalo entre as doses de levodopa. São utilizados apenas com levodopa.

Quando a tolcapona é utilizada, os médicos periodicamente realizam exames de sangue para avaliar a eficiência da função hepática ou se há lesões (testes de função hepática)

Medicamentos com efeitos anticolinérgicos*

Benztropina

Triexifenidilo

Antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina), usados caso a depressão também precise ser tratada.

Algumas anti-histaminas (como difenidramina)

Sonolência, confusão, boca seca, visão turva, tontura, constipação, dificuldade em urinar, perda do controle da bexiga e regulação irregular da temperatura do corpo

Esses medicamentos podem ser dados individualmente em fases iniciais para jovens cujo sintoma incômodo é o tremor. Esses medicamentos podem reduzir o tremor, mas não têm influência nos movimentos lentos, nem no alívio da rigidez muscular.

Medicamento antiviral

Amantadina

Náusea, tontura, insônia, ansiedade, confusão, edema, dificuldade em urina, piora do glaucoma e descoloração graduada da pele, devido aos vasos sanguíneos dilatados (livedo reticular)

Raramente, quando o medicamento é cessado ou a dose é reduzida, síndrome maligna neuroléptica

A amantadina é usada individualmente nos estágios iniciais para doença moderada, mas pode se tornar ineficiente depois de vários meses. Posteriormente, é usado para suplementar a levodopa e para diminuir os movimentos involuntários devido à levodopa.

Betabloqueador

Propranolol

Espasmo das vias respiratórias (broncoespasmo), frequência cardíaca anormalmente lenta (bradicardia), insuficiência cardíaca, pressão arterial baixa, níveis de açúcar no sangue aumentados, circulação periférica deficiente, insônia, fadiga, falta de ar, depressão, sonhos vívidos, alucinações e disfunção sexual

O propranolol pode ser utilizado para reduzir a gravidade dos tremores agravados quando se mantém um membro em uma posição que requer resistência à força da gravidade (tremores posturais).

O propanolol pode aumentar o açúcar no sangue em pacientes com diabetes. Também pode fazer com que os sinais de alerta de glicose no sangue (hipoglicemia) fiquem menos óbvios. (Tomar um medicamento para diabetes pode fazer com que os níveis de glicose no sangue diminuam muito.) Esse efeito é perigoso para pessoas com diabetes.

*Medicamentos com efeitos anticolinérgicos são raramente utilizados para tratar a doença de Parkinson, uma vez que eles são apenas levemente eficazes e apresentam efeitos colaterais incômodos.

MAO-B = monoamina oxidase tipo B; COMT = catecol O-metiltransferase.

Estimulação profunda do cérebro

Pessoas com movimentos involuntários devido ao longo uso de levodopa podem se beneficiar da estimulação profunda do cérebro. Minúsculos eletrodos são implantados cirurgicamente na parte dos gânglios basais. Os eletrodos enviam pequenas quantidades de eletricidade à área específica dos gânglios basais responsável pelos tremores. Imagem por ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) é utilizada para localizar áreas específicas a serem estimuladas. Ao estimular esta parte, a estimulação profunda do cérebro geralmente reduz bastante os movimentos involuntários e tremores e diminui a parte “off” dos efeitos “on-off”. A estimulação profunda do cérebro está disponível apenas em centros especializados.

Outros procedimentos

A cirurgia com ultrassom focado usa RM para identificar áreas do cérebro afetadas pela doença de Parkinson. Em seguida, ondas de ultrassom concentradas são aplicadas na área-alvo para destruí-la. Esse procedimento não envolve cirurgia invasiva.

Em alguns países, os médicos removem cirurgicamente uma pequena parte do cérebro que esteja gravemente afetada ou utilizam uma pequena sonda elétrica para destruir aquela parte do cérebro.

Qualquer um desses procedimentos pode diminuir os sintomas.

Se esses procedimentos não surtirem efeito, pode ser realizada a estimulação profunda de uma parte diferente do cérebro.

Células-tronco

Verificou-se que o transplante de células-tronco no cérebro, pensado outrora ser um possível tratamento para a doença de Parkinson, não é eficaz e apresenta efeitos colaterais incômodos.

Tratamento de sintomas mentais

Sintomas psicóticos e outros sintomas mentais, se causados pela doença de Parkinson por si, um medicamento ou algo diferente, são tratados.

O uso de determinados medicamentos antipsicóticos — quetiapina, clozapina ou pimavanserina — para tratar sintomas psicóticos em idosos que apresentam doença de Parkinson e demência não é recomendado. No entanto, esses medicamentos ainda são, algumas vezes, utilizados porque, ao contrário de outros antipsicóticos, eles não pioram os sintomas da doença de Parkinson.

Antidepressivos são usados para tratamento da depressão. Os antidepressivos com efeitos anticolinérgicos (como amitriptilina) são, algumas vezes, utilizados. Eles podem ajudar a diminuir o tremor. No entanto, muitos outros antidepressivos são muito eficazes e apresentam menos efeitos colaterais. Eles incluem inibidores seletivos de reabsorção de serotonina (ISRS), como fluoxetina, paroxetina, citalopram e escitalopram, e outros antidepressivos, como venlafaxina, mirtazapina, selegilina e bupropiona.

O tratamento de sintomas mentais pode ajudar a diminuir os problemas com movimentos, melhorar a qualidade de vida e, algumas vezes, atrasar a necessidade de ser colocado em uma instituição.

Prestador de cuidados e problemas do fim da vida

Como a doença de Parkinson é progressiva, as pessoas acabam necessitando de ajuda para desempenhar as atividades diárias normais, como comer, tomar banho, vestir-se e ir ao banheiro. Os cuidadores podem se beneficiar do aprendizado dos efeitos físicos e psicológicos da doença de Parkinson, e sobre as formas de ajudar as pessoas a serem mais autônomas. Dado que esses cuidados são esgotantes e causam ansiedade, é benéfico aos cuidadores relacionarem-se com grupos de apoio.

A maioria das pessoas com doença de Parkinson acaba se tornando gravemente incapaz e ficando imobilizada. Podem não conseguir comer, mesmo com ajuda. A demência desenvolve-se em cerca de um terço delas. Visto que a deglutição torna-se cada vez mais difícil, morte devido a pneumonia por aspiração (uma infecção pulmonar devido a líquidos inalados da boca ou estômago) é um risco. Para algumas pessoas, um centro de cuidados médicos pode ser o melhor local para os cuidados.

Antes de ficarem incapacitadas, as pessoas com essa doença devem estabelecer instruções prévias, indicando que tipo de atenção médica desejam ter nos momentos finais da vida.

Mais informações

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Anatomia da coluna cervical
Vídeo
Anatomia da coluna cervical
A coluna cervical consiste nos primeiros sete ossos da coluna vertebral e se estende da base...
Modelos 3D
Visualizar tudo
Impulso nervoso
Modelo 3D
Impulso nervoso

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS