Visão geral da reabilitação

PorZacharia Isaac, MD, Brigham and Women's Hospital
Reviewed ByBrian F. Mandell, MD, PhD, Cleveland Clinic Lerner College of Medicine at Case Western Reserve University
Revisado/Corrigido: modificado dez. 2025
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Visão Educação para o paciente

A reabilitação visa facilitar a recuperação da perda de função e reduzir a dor. A perda de função pode resultar de diversas condições, incluindo lesões traumáticas (p. ex., fratura, doenças neurológicas (p. ex., acidente vascular cerebral, lesão medular, lesão cerebral traumática), lesões esportivas (p. ex., entorses, rupturas de tendão) ou outras condições musculoesqueléticas (p. ex., osteoartrite). A perda de função também pode resultar de doença cardíaca ou pulmonar, dor crônica ou descondicionamento prolongado após alguma doença ou cirurgia. A reabilitação pode ser feita com

Para alguns pacientes, o objetivo é a recuperação plena, com função totalmente preservada e sem limitações; para outros, é recuperar a capacidade de realizar o maior número possível de atividades da vida diária (AVDs). Os resultados da reabilitação dependem da natureza da perda e da motivação do paciente. O progresso pode ser lento em pacientes de mais idade, com lesões graves ou com problemas de saúde geral e para pacientes com pouca força muscular. Falta de motivação, distúrbios de humor coexistentes, falta de apoio social e fatores socioeconômicos também podem contribuir para um progresso mais lento.

A reabilitação pode se iniciar em um hospital de tratamento agudo. Nos Estados Unidos, os hospitais de reabilitação ou unidades geralmente fornecem um tratamento mais amplo e intenso, devendo ser uma opção para os pacientes com bom potencial de recuperação e que conseguem tolerar e participar de tratamentos intensivos (em geral, 3 horas/dia). Várias casas de repouso apresentam programas menos intensivos (em geral, de 1 a 3 horas/dia, por até 5 dias/semana) que duram mais e, assim, são mais adequados a pacientes com menor capacidade de tolerar a terapia (p. ex., pacientes idosos ou frágeis). Os programas de reabilitação menos variados e frequentes podem ser oferecidos para pacientes ambulatoriais ou em domicílio e são adequados a muitos pacientes. Entretanto, a reabilitação de pacientes ambulatoriais pode ser intensiva (várias horas/dia, até 5 dias por semana). Os serviços de fisioterapia domiciliar podem ser indicados para pacientes estáveis com deficiências graves que não são capazes de participar de sessões de tratamento em uma instituição por causa da localização ou da falta de transporte. O tratamento domiciliar é frequentemente utilizado depois de cirurgias de artroplastia de joelho, em pacientes com disfunção na deambulação pós-queda ou se o paciente está restrito ao domicílio por causa de uma doença crônica.

Uma abordagem interdisciplinar é essencial na reabilitação porque a incapacidade pode levar a uma série de desafios (p. ex., depressão, falta de motivação para recuperar a função perdida, dificuldades financeiras). Assim, os pacientes podem necessitar intervenção psicológica e assistência de assistentes sociais ou profissionais de saúde mental. Além disso, os membros da família podem necessitar de orientação para se adaptarem à incapacidade do paciente e aprender maneiras eficazes de apoiar sua recuperação.

Encaminhamento

Para iniciar terapia de reabilitação formal, o médico deve encaminhar o paciente para fisiatria, terapia ocupacional, fisioterapia ou centro de reabilitação. O encaminhamento ou prescrição deve mencionar o diagnóstico e as finalidades da terapia. O diagnóstico deve indicar o problema agudo que requer terapia (p. ex., acidente vascular cerebral agudo da artéria cerebral anterior esquerda com hemiparesia residual da perna direita) ou um problema funcional (p. ex., fraqueza generalizada devido ao repouso no leito). Um diagnóstico específico auxilia no estabelecimento de objetivos apropriados. Os objetivos devem ser os mais específicos possíveis (p. ex., treinamento para utilização de prótese de membro, fortalecimento máximo muscular generalizado ou resistência geral). Médicos não familiarizados com a prescrição de encaminhamentos para reabilitação podem consultar um especialista em medicina física e reabilitação (ou fisiatra). Precauções relevantes, como limites de frequência cardíaca para pacientes com doença cardiopulmonar, restrições de carga para pacientes com fraturas ou baixa densidade óssea, ou modificações específicas para pacientes com risco de quedas, podem ajudar a orientar os planos de tratamento do fisioterapeuta.

Objetivos da reabilitação

A avaliação inicial estabelece objetivos para restaurar a mobilidade e as funções necessárias à realização das atividades da vida diária (AVDs), que incluem o autocuidado (p. ex., higiene pessoal, banho, vestir-se, alimentar-se e uso do banheiro), além de cozinhar, limpar, fazer compras, gerenciar medicamentos, gerenciar as finanças, usar o telefone e deslocar-se. O médico quem encaminha e a equipe de reabilitação determina quais atividades são atingíveis e quais são essenciais para a independência do paciente. Uma vez que a função das A ventrículo direito seja maximizada, adicionam-se objetivos para melhoria da qualidade de vida.

Os pacientes apresentam melhoras em diferentes velocidades. Algumas evoluções de terapias duram apenas algumas semanas, outras duram mais tempo. Alguns pacientes que já completaram a terapia inicial podem necessitar de terapia adicional.

Questões relacionadas ao paciente e cuidador

A educação do paciente e do cuidador é uma parte importante do processo de reabilitação, especialmente quando o paciente recebe alta e volta ao convívio comunitário. Os pacientes são ensinados a manter as funções recém-recuperadas e a reduzir o risco de acidentes (p. ex., quedas, cortes, queimaduras) e de incapacidades secundárias, como úlceras de pressão, infecções do trato urinário, depressão e contraturas articulares. Os membros da família são ensinados a ajudar o paciente a ser o mais independente possível, de forma que não superprotejam o paciente (levando a diminuição do estado funcional e aumento da dependência) ou negligenciem as necessidades primárias (levando a sentimentos de rejeição, que podem causar depressão ou interferir com o funcionamento físico).

O apoio emocional de familiares, cuidadores e amigos é essencial. Ele pode assumir várias formas. O apoio espiritual e aconselhamento pelos pares ou religiosos podem ser indispensável para alguns pacientes.

Reabilitação geriátrica

As condições que necessitam de reabilitação (p. ex., acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, fratura de quadril, amputação de membros) são comuns entre pacientes idosos. Os idosos também tem maior probabilidade de estarem descondicionados, antes de um problema agudo que necessite de reabilitação.

Os idosos, mesmo com prejuízo cognitivo, podem se beneficiar de reabilitação. A idade isolada não é motivo para adiar ou mesmo negar a reabilitação. Contudo, adultos mais velhos podem se recuperar mais lentamente devido à capacidade reduzida de se adaptar a um ambiente em constante mudança, frequentemente devido a fatores como os seguintes:

  • Sedentarismo

  • Falta de resistência

  • Depressão ou demência

  • Diminuição da força muscular, mobilidade articular, coordenação ou agilidade

  • Equilíbrio prejudicado

Os programas estabelecidos especificamente para idosos são preferíveis devido aos idosos geralmente terem objetivos diferentes e de cuidados diferentes dos indivíduos jovens. Ao participar de programas dedicados a pacientes mais idosos, os próprios pacientes são menos propensos a comparar seu progresso com o de pacientes mais jovens ou a se desanimar. Como resultado, os aspectos de serviço social do cuidado pós-alta podem ser integrados com maior facilidade. Alguns programas são estabelecidos para situações clínicas específicas (p. ex., recuperação de cirurgia de fratura de quadril), pacientes com condições similares podem trabalhar juntos buscando objetivos comuns através do estímulo mútuo e reforçando o treinamento da reabilitação.

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