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Tireoidite de Hashimoto

(Tireoidite autoimune; tireoidite linfocítica crônica; tireoidite de Hashimoto)

Por

Jerome M. Hershman

, MD, MS, David Geffen School of Medicine at UCLA

Última modificação do conteúdo abr 2018
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A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação autoimune crônica da tireoide com infiltração linfocitária. Os achados incluem aumento indolor da tireoide e sintomas de hipotireoidismo. O diagnóstico envolve demonstração de altos títulos de anticorpos peroxidase tireoidiana. Reposição de levo-tiroxina por toda a vida costuma ser necessária.

Acredita-se que a tireoidite de Hashimoto seja a causa mais comum de hipotireoidismo primário na América do Norte. É muito mais prevalente em mulheres. A incidência aumenta com a idade e em pacientes com doenças cromossômicas, incluindo síndrome de Down, síndrome de Turner e síndrome de Klinefelter. É comum a história familiar de doenças tireoidianas.

A tireoidite de Hashimoto, assim como doença de Graves, algumas vezes está associada a outras doenças autoimunes, como doença de Addison (insuficiência suprarrenal), diabetes melito tipo 1, hipoparatireoidismo, vitiligo, cabelos prematuramente grisalhos, anemia perniciosa, distúrbios do tecido conjuntivo (p. ex., artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren), doença celíaca e síndrome de deficiência poliglandular tipo 2 (síndrome de Schmidt — uma combinação de hipotireoidismo secundário à tireoidite de Hashimoto e/ou diabetes melito tipo 1). Pode haver aumento da incidência de tumores de tireoide, raramente linfomas tireoidianos. Na patologia verifica-se uma infiltração extensa de linfócitos, com folículos linfoides e cicatrizes.

Sinais e sintomas

Os pacientes se queixam de aumento indolor da tireoide ou sensação de volume na garganta. O exame revela bócio não doloroso, que é liso ou nodular, firme e mais elástico que a tireoide normal. Vários pacientes apresentam sinais e sintomas de hipotireoidismo, mas alguns têm hipertireoidismo que pode ser decorrente da tireoidite.

Diagnóstico

  • Tiroxina (T4)

  • Hormônio estimulante da tireoide (TSH)

  • Autoanticorpos tireoidianos

  • Ultrassonografia da tireoide

Os testes consistem na medição de T4, TSH e autoanticorpos tireoidianos. No início da doença, as concentrações de T4 e TSH são normais e há altas concentrações de anticorpos peroxidase tireoidiana e, menos comumente, anticorpos antitireoglobulina.

Fazer ultrassonografia da tireoide se houver nódulos palpáveis. A ultrassonografia frequentemente revela que o tecido tireoidiano tem ecotextura heterogênea e hipoecoica com septações que formam micronódulos hipoecoicos.

Exames para outras doenças autoimunes só são recomendados quando há outras manifestações clínicas presentes.

Tratamento

  • Reposição dos hormônios tireoidianos

Ocasionalmente, o hipotireoidismo é transitório, mas a maioria dos pacientes necessita de reposição de hormônio tireoidiano por toda a vida, tipicamente levotiroxina, 75 a 150 mcg, VO, 1 vez/dia.

Pontos-chave

  • A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação autoimune da tireoide.

  • Os pacientes às vezes têm outras doenças autoimunes.

  • Os níveis de T4 e TSH são inicialmente normais, mas, posteriormente, o T4 diminui e o TSH aumenta, e a maioria dos pacientes evolui para hipotireoidismo clínico.

  • Há níveis altos de anticorpos da peroxidase tireoidiana e, menos comumente, de anticorpos antitireoglobulina.

  • Reposição hormonal tireoidiana por toda a vida normalmente é necessária.

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