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Problemas no destino

Por

Christopher Sanford

, MD, MPH, DTM&H, University of Washington

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
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É particularmente importante prevenir e evitar problemas de saúde no destino em ambientes internacionais. Determinadas infecções costumam ocorrer quando se viaja a determinados lugares, e muitas pessoas se preocupam com a possibilidade de desenvolverem uma infecção quando estão pensando em viajar para o exterior. Contudo, acidentes de trânsito e doença cardíaca são as causas mais comuns de morte entre viajantes internacionais. Porém, a doença cardíaca é também a causa de morte mais frequente entre quem não viaja, sugerindo que a melhor forma de prevenir a doença quando se viaja para fora é dar uma atenção especial à saúde antes da viagem.

Lesões e morte durante a viagem

As lesões causadas por acidentes com veículos motorizados são a causa mais frequente de morte entre viajantes mais jovens e de meia-idade. Outra causa comum de morte enquanto se está viajando é afogamento. Podem ser tomadas medidas de bom senso para evitar muitas dessas lesões. Por exemplo, se uma pessoa não se sentir à vontade com regras de trânsito que não lhe são familiares (como é o caso de, no Reino Unido, a condução ser feita pelo lado esquerdo e não pelo lado direito), ela pode utilizar os meios de transporte público ou usar os serviços de motoristas que conheçam as ruas locais e as regras de trânsito. O viajante deve evitar utilizar táxis, balsas ou outros transportes lotados, dirigir à noite e nadar em zonas mal iluminadas. A pessoa deve usar cinto de segurança mesmo no banco do passageiro e capacete ao andar de bicicleta. Os viajantes devem evitar motocicletas e ciclomotores e andar em tetos de ônibus ou em caçambas abertas de caminhão. Da mesma forma, o consumo de álcool antes de dirigir ou nadar deve ser evitado, mesmo quando não há regras que o proíbam formalmente ou mesmo que o cumprimento das leis em vigor não seja aplicado. As pessoas devem sempre evitar praias com ondas fortes, particularmente quando não houver salva-vidas presentes.

Muitas cidades não são seguras ao anoitecer e algumas nem mesmo durante o dia. O viajante deve evitar andar sozinho em ruas pouco frequentadas ou mal iluminadas nessas cidades, especialmente em países em que é fácil perceber que o viajante é estrangeiro.

Você sabia que...

  • A causa mais comum de morte entre viajantes mais jovens e de meia-idade são lesões.

Diarreia do viajante

A diarreia do viajante (turista) é o problema de saúde mais comum entre viajantes internacionais.

O risco de diarreia do viajante pode ser reduzido tomando-se as seguintes medidas:

  • Usar água mineral, filtrada, fervida, desinfetada por ultravioleta ou clorada para beber e escovar os dentes

  • Evitar o gelo

  • Comer alimentos frescos somente se tiverem sido cozidos em altas temperaturas

  • Comer só frutas e legumes e verduras que eles mesmos possam descascar

  • Evitar alimentos de vendedores de rua

  • Lavar as mãos com frequência

  • Evitar todos os alimentos que possam ter sido expostos a moscas

Tomar certos antibióticos também pode evitar a diarreia do viajante. No entanto, esse uso do antibiótico tem o risco de efeitos colaterais e pode aumentar as chances de que as bactérias criem resistência a antibióticos. Por isso, muitos médicos recomendam antibióticos preventivos somente para pessoas com um distúrbio de deficiência imunológica.

Na maior parte dos casos, a diarreia do viajante desaparece por si só em cerca de três a cinco dias, precisando apenas de um consumo adequado de líquidos para prevenir a desidratação. Os líquidos límpidos comuns (sem cafeína ou álcool) são adequados para a maioria das pessoas. É possível que crianças novas e idosos se beneficiem de misturas em pó para reidratação ou de uma solução oral de reidratação. Existem outras medidas que, embora nem sempre sejam necessárias, podem ser úteis.

As pessoas que apresentam sintomas moderados a graves (ou seja, os sintomas são suficientemente graves para perturbar as atividades) devem cogitar tomar um antibiótico, especialmente se estiverem vomitando ou tiverem febre, cólicas abdominais ou sangue nas fezes. O uso da azitromicina é aceito na maioria dos países e é recomendado para crianças e gestantes. As pessoas devem entrar em contato com o médico para obter uma receita de antibióticos antes de viajar. A partir de seis anos de idade, se não houver fezes com sangue, febre nem dor abdominal, as pessoas também podem ser tratadas com o medicamento antidiarreico loperamida (que está disponível sem receita).

Para adultos mais velhos e crianças pequenas, misturas de reidratação em pó estão disponíveis para viagem. Se essas misturas não estiverem disponíveis, as soluções de reidratação podem ser feitas adicionando-se seis colheres de chá de açúcar e meia colher de chá de sal em um litro de água. No entanto, as soluções deverão ser preparadas com cuidado, pois as crianças pequenas podem ficar seriamente doentes ou morrer se beberem muito de uma solução incorretamente preparada (por exemplo, se a mistura de reidratação não tiver sido completamente diluída).

Malária em viajantes

A malária é comum nos trópicos. Previne-se a malária ao evitar picadas de mosquitos e tomando-se medicamentos antimalária.

É possível prevenir picadas de mosquito por meio das medidas a seguir:

  • Usar camisas de manga longa e calças (especialmente na madrugada e no crepúsculo, quando os mosquitos estão mais ativos)

  • Dormir sob uma tela que impeça a entrada de mosquitos

  • Usar roupas impregnadas com o inseticida permetrina

  • Usar repelentes de insetos que contenham dietiltoluamida (DEET) ou picaridina

Os repelentes de insetos também podem ajudar a prevenir outras doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, a Zika e a febre amarela.

Medicamentos antimaláricos

Mesmo quando a pessoa toma medidas para evitar picadas de mosquito, é ainda necessário tomar um medicamento para prevenir a malária (como mefloquina, cloroquina, doxiciclina ou atovaquona/proguanil) quando ela estiver viajando para várias regiões do mundo. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças oferecem informações sobre viagem para locais específicos (CDC: Malaria and Travelers).

As gestantes devem considerar adiar a viagem para áreas onde a malária é comum porque há probabilidade maior de que a malária tenha consequências graves e potencialmente fatais para gestantes que para mulheres que não estão grávidas, mesmo quando medicamentos preventivos são usados. As gestantes que não podem adiar a viagem precisam ponderar os riscos de tomar medicamentos de proteção, cujos efeitos sobre a gestação não são bem conhecidos, em comparação com os riscos de viajar sem proteção.

Esquistossomose

A esquistossomose é uma infecção frequente e potencialmente grave, causada por um parasita que vive em água doce na África, sudeste da Ásia, China e no leste da América do Sul. O risco de esquistossomose pode ser diminuído ao evitar atividades em água doce em áreas em que a esquistossomose é comum.

Piolhos e sarnas

Piolho e sarna são comuns em acomodações lotadas, em áreas subdesenvolvidas e em locais onde as medidas de higiene não são adequadas. Eles podem ser tratados com loções de permetrina, malathion ou lindano. No entanto, essas loções não deverão ser usadas como prevenção.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças (infecções) sexualmente transmissíveis, incluindo a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), a gonorreia, a sífilis, a tricomoníase e a hepatite B, ocorrem com mais frequência em países de renda baixa e média. Tudo isso pode ser evitado por meio da abstinência ou com o uso correto e consistente de um preservativo de látex ( Como usar um preservativo). Como o HIV e a hepatite B também são transmitidos pelo sangue e por agulhas, um viajante internacional não deve aceitar nunca uma transfusão sem se certificar se foram feitas análises do sangue para esse tipo de infecção. Da mesma forma, só devem ser aceitas injeções com agulhas descartáveis que sejam usadas apenas uma vez.

Vírus Zika

A infecção pelo vírus Zika causa poucos ou apenas sintomas leves em adultos. Contudo, a infecção pelo vírus Zika durante a gestação pode causar defeitos de nascimento graves no bebê.

A infecção pelo vírus Zika é disseminada por meio de picada de mosquito e por contato sexual ou transfusão de sangue de uma pessoa infectada. A doença se disseminou amplamente por toda a América do Sul e Central, Caribe, sul da Ásia, sudeste da Ásia e Ilhas do Pacífico. Um relato emitido recentemente pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informou que todos os casos de infecção por vírus Zika nos Estados Unidos ocorreram em viajantes que retornavam de regiões afetadas. Não houve nenhum relato de infecção por vírus Zika transmitido por mosquitos locais ou por meio de contato sexual. Recentemente, os CDC têm recomendado que gestantes cogitem adiar a viagem a regiões onde a infecção por vírus Zika é comum (consulte CDC: Vírus Zika: para gestantes e Informações sobre viagens para regiões com Zika do CDC).

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