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Autolesão não suicida (ALNS)

Por

Paula J. Clayton

, MD, University of Minnesota School of Medicine

Última modificação do conteúdo jan 2018
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Autolesão não suicida é um ato autoinfligido que causa dor ou dano superficial, mas não pretende causar morte.

Embora os métodos utilizados às vezes se sobreponham àqueles de tentativas de suicídio (p. ex., cortar os pulsos com navalha), autolesão não suicida é distinta de suicídio porque os pacientes não pretendem que os atos sejam letais. Os pacientes podem afirmar especificamente a falta de intenção, ou a falta pode ser inferida pela utilização repetida de métodos claramente não letais. Apesar da falta de letalidade imediata, o risco a longo prazo de tentativas de suicídio e de suicídio é maior e, portanto, autolesão não suicida não deve ser menosprezada.

Exemplos mais comuns de autolesão não suicida incluem

  • Cortar ou perfurar a pele com um objeto pontiagudo (p. ex., faca, navalha, agulhas)

  • Queimar a pele (tipicamente com cigarro)

Os pacientes muitas vezes se autolesionam várias vezes em uma única sessão, criando múltiplas lesões no mesmo local, normalmente em uma área visível e/ou acessível (p. ex., antebraços, frente das coxas). O comportamento é muitas vezes repetido, resultando em padrões extensos de cicatrizes. Os pacientes muitas vezes se preocupam com pensamentos sobre os atos lesivos.

Autolesão não suicida tende a ocorrer no início da adolescência, e a prevalência é mais uniformemente distribuída entre os sexos do que a do comportamento suicida, embora em vários estudos mais meninas do que meninos façam isso. A história natural não está clara, mas o comportamento parece diminuir após a idade adulta jovem.

As motivações para autolesão não suicida não estão claras, mas autolesão pode ser

  • Uma maneira de reduzir a tensão ou sentimentos negativos

  • Uma maneira de resolver dificuldades interpessoais

  • Autopunição por supostos erros

  • Um pedido de ajuda

Alguns pacientes veem a autolesão como uma atividade positiva e, portanto, tendem a não procurar nem aceitar aconselhamento.

Autolesão não suicida é muitas vezes acompanhada de outros transtornos, especialmente transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade antissocial, transtornos alimentares e abuso de drogas.

Diagnóstico

  • Exclusão do comportamento suicida

  • Avaliação da autolesão

O diagnóstico da autolesão não suicida deve excluir comportamento suicida.

A avaliação da autolesão não suicida, como para o comportamento suicida, é essencial antes do início do tratamento.

Facilitar a discussão da autolesão com o paciente é essencial para uma avaliação adequada e ajuda os médicos a planejar o tratamento. Os médicos podem facilitar essas discussões fazendo o seguinte:

  • Validar a experiência do paciente comunicando que ouviram o paciente e levam as experiências do paciente a sério

  • Compreender as emoções do paciente (p. ex., confirmar que as emoções e ações do paciente são compreensíveis à luz das circunstâncias do paciente)

A avaliação da autolesão não suicida deve incluir:

  • Determinar que tipo de lesão e quantos tipos de lesão o paciente se autoinfligiu

  • Determinar com que frequência autolesões não suicidas acontecem e por quanto tempo elas vêm ocorrendo

  • Determinar a função da autolesão não suicida para o paciente

  • Verificar transtornos psiquiátricos coexistentes

  • Estimar o risco de tentativa de suicídio

  • Determinar a disposição do paciente a participar do tratamento

Tratamento

  • Às vezes, certas formas de terapia cognitivo-comportamental

  • Tratamento dos transtornos coexistentes

As terapias cognitiva-comportamentais a seguir podem ser úteis para o tratamento de autolesão não suicida:

  • Terapia comportamental dialética (TCD)

  • Terapia em grupo de regulação de emoções (TGRE)

TCD envolve terapia individual e em grupo por 1 ano. Essa terapia focaliza a identificação e tentativa de mudar os padrões de pensamento negativo e promover mudanças positivas. Visa ajudar os pacientes a encontrar formas mais adequadas de responder ao estresse (p. ex., resistir a impulsos de comportar-se de forma autodestrutiva).

TGRE é feita em um ambiente de grupo durante 14 semanas. Essa terapia envolve ensinar os pacientes como aumentar a conscientização das suas emoções e fornece habilidades para lidar com elas. TGRE ajuda os pacientes a aceitarem as emoções negativas como parte da vida e, assim, não responder a essas emoções de maneira tão intensa e impulsiva.

Nenhum fármaco foi aprovada para o tratamento de autolesão não suicida. Mas naltrexona e certos antipsicóticos atípicos foram eficazes em alguns pacientes.

Transtornos psiquiátricos coexistentes (p. ex., depressão, transtornos alimentares, abuso de drogas, transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade antissocial) devem ser tratados de forma adequada. Os pacientes devem ser encaminhados a um profissional de saúde apropriado conforme necessário.

O cronograma de acompanhamento deve ser programado.

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