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Síndrome de Lynch

(Carcinoma colorretal hereditário sem polipose; CCRHSP)

Por

Minhhuyen Nguyen

, MD,

  • Professor of Clinical Medicine
  • Fox Chase Cancer Center, Temple University

Última modificação do conteúdo jun 2019
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A síndrome de Lynch é uma doença autossômica dominante responsável por 2 a 3% dos casos de câncer colorretal. Os sintomas, diagnóstico inicial e tratamento são semelhantes a outras formas de câncer colorretal. Suspeita-se da síndrome de Lynch de acordo com a história e esta é confirmada por exame genético. Os pacientes também precisam de vigilância para outros cânceres, particularmente do endométrio e do ovário. O tratamento consiste em ressecção cirúrgica.

A síndrome de Lynch é uma doença autossômica dominante em que pacientes com uma das várias mutações genéticas conhecidas que prejudicam o sistema de reparo de DNA têm risco ao longo da vida de 70 a 80% de desenvolvimento de câncer colorretal. Em comparação com formas esporádicas do câncer de colo, a síndrome de Lynch ocorre em uma idade mais jovem (entre os 40 anos) e é mais provável que a lesão seja proximal à flexura esplênica. A lesão precursora geralmente é um único adenoma de colo, diferentemente dos múltiplos adenomas presentes em pacientes com polipose adenomatosa familiar, a outra forma hereditária principal de CCR.

No entanto, semelhante à polipose adenomatosa familiar, ocorrem inúmeras manifestações extracolônicas. As doenças não malignas incluem as manchas café-com-leite e os tumores de glândulas sebáceas. Pode ocorrer câncer de pele de baixo grau, queratoacantoma. Outros cânceres comuns associados incluem tumores endometriais e tumores ovarianos (39% de risco de câncer endometrial e 9% de risco de câncer ovariano aos 70 anos). Os pacientes também têm alto risco de outros tipos de câncer, como câncer de estômago, trato urinário, pâncreas, árvore biliar, vesícula biliar, intestino delgado e cérebro.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da síndrome de Lynch são semelhantes a outras formas de câncer colorretal, e o diagnóstico e tratamento do tumor propriamente dito são os mesmos.

Diagnóstico

  • História familiar detalhada

  • Critérios clínicos seguidos de testes para instabilidade de microssatélites (IMS) ou com imuno-histoquímica (IHC)

  • Exame genético para confirmação

(Ver também as diretrizes de 2015 da American Gastroenterological Association sobre e diagnóstico e manejo da síndrome de Lynch e as diretrizes clínicas do American College of Gastroenterology sobre testagem genética e tratamento das síndromes neoplásicas gastrointestinais hereditárias.)

Confirma-se o diagnóstico específico da síndrome de Lynch por meio de exame genético. Mas é difícil decidir quem deve ser testado porque, contrariamente à polipose adenomatosa familiar, não há nenhuma aparência fenotípica. Assim, a suspeita da síndrome de Lynch requer uma história familiar detalhada, que deve ser obtido em todos os pacientes mais jovens identificados com câncer colorretal.

Para atender aos critérios de Amsterdam II para a síndrome de Lynch, os três elementos históricos a seguir devem estar presentes:

  • Três ou mais parentes com CCR ou câncer associado à síndrome de Lynch

  • CCR envolvendo pelo menos duas gerações

  • Pelo menos um caso de CCR antes dos 50 anos

Outros modelos de previsão (p. ex., modelo PREMM) e outros critérios (p. ex., os critérios de Bethesda [1]) são utilizados por alguns profissionais de saúde.

Deve-se testar o tecido tumoral dos pacientes que atendem a esses critérios para instabilidade microssatélite (IMS) ou com IHC para detectar proteínas responsáveis pelo defeito de reparo de DNA; no entanto, a maior parte dos laboratórios comerciais e de patologia hospitalar agora faz rotineiramente esse teste em todas as amostras de adenocarcinoma colorretal. As diretrizes da American Gastroenterological Association de 2015 recomendam que os tumores de todos os pacientes com CCR sejam testados com IHC ou com pesquisa de IMS. Se IMS ou IHC for positivo, indica-se exame genético para procurar mutações da síndrome de Lynch específicas.

Pacientes com síndrome de Lynch devem ser submetidos a uma colonoscopia de vigilância a cada 1 a 2 anos. Pacientes com síndrome de Lynch confirmada requerem triagem contínua para outros tipos de câncer. Para o câncer endometrial, é recomendável aspiração endometrial ou ultrassonografia transvaginal anuais. Para o câncer de ovário, as opções incluem ultrassonografia transvaginal anual e dosagem anual dos níveis séricos de CA 125. A histerectomia e ooforectomia profiláticas também são opções. A urianálise pode ser utilizada para o monitoramento a procura de tumores renais.

Parentes de primeiro grau dos pacientes com síndrome de Lynch devem fazer testes genéticos. Se nenhum teste genético foi feito, devem fazer colonoscopia a cada 1 a 2 anos a partir dos 20 anos, e anualmente depois dos 40 anos. Os parentes de 1º grau do sexo feminino devem ser examinados anualmente a procura de câncer endometrial e ovariano.

Referências sobre diagnóstico

  • 1. Umar A, Boland CR, Terdiman JP, et al: Revised Bethesda guidelines for hereditary nonpolyposis colorectal cancer (Lynch syndrome) and microsatellite instability. J Natl Cancer Inst 96(4):261–268, 2004.

Tratamento

  • Ressecção cirúrgica

O tratamento mais comum da síndrome de Lynch é a ressecção da lesão índice com vigilância frequente a procura de outros cânceres de cólon e quaisquer tumores associados em outros órgãos. Como a maioria dos tumores da síndrome de Lynch ocorre proximalmente à flexura esplênica, a colectomia subtotal, deixando intacto o retossigmoide, tem sido sugerida como uma alternativa. Em ambos os casos, é necessário acompanhamento rigoroso.

Pontos-chave

  • Certas mutações autossômicas dominantes conferem um risco de vida de 70 a 80% de desenvolvimento de câncer colorretal.

  • Os pacientes também têm maior risco de outros tipos de câncer, particularmente do endométrio e do ovário.

  • Os sintomas, diagnóstico inicial e tratamento são semelhantes a outras formas de câncer colorretal.

  • Deve-se examinar o tecido tumoral de pacientes com determinados fatores de risco familiares quanto à presença de instabilidades microssatélites ou com imuno-histoquímica; se positivo, faz-se o exame genético.

  • Os parentes de primeiro grau que não fizeram testes genéticos devem fazer colonoscopia a cada 1 a 2 anos a partir dos 20 e poucos anos, e anualmente após os 40 anos; as mulheres também devem fazer exame anual de rastreamento do câncer de endométrio e ovário.

Informações adicionais

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