Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

honeypot link

Embolia pulmonar (EP)

Por

Victor F. Tapson

, MD, Cedars-Sinai Medical Center

Última revisão/alteração completa dez 2018| Última modificação do conteúdo dez 2018
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
Recursos do assunto

A embolia pulmonar é a obstrução de uma artéria do pulmão (artéria pulmonar) pelo acúmulo de material sólido trazido através da corrente sanguínea (êmbolo), geralmente um coágulo de sangue (trombo) ou, raramente, outro material.

  • A embolia pulmonar é geralmente causada por um coágulo de sangue, embora outras substâncias também possam formar êmbolos e bloquear uma artéria.

  • Os sintomas de embolia pulmonar variam, mas, geralmente, incluem falta de ar.

  • Os médicos costumam diagnosticar a embolia pulmonar procurando por uma obstrução da artéria pulmonar através da angiografia por tomografia computadorizada (TC) ou cintilografia pulmonar.

  • Os medicamentos anticoagulantes (às vezes chamados afinadores do sangue) podem ser dados a pessoas com alto risco, com o objetivo de evitar embolia pulmonar.

  • Os medicamentos anticoagulantes são utilizados para afinar o sangue e evitar que os êmbolos aumentem enquanto o corpo dissolve os coágulos; podem ser necessárias outras medidas (como medicamentos para quebrar os coágulos de sangue ou cirurgia) para pessoas que parecem estar em risco de morte.

As artérias pulmonares transportam o sangue do coração para os pulmões. O sangue carrega o oxigênio dos pulmões de volta para o coração. A partir do coração, o sangue é bombeado para o resto do corpo para fornecer oxigênio para os tecidos. Quando uma artéria pulmonar é bloqueada por um êmbolo, as pessoas podem não conseguir obter oxigênio suficiente no sangue. Grandes êmbolos (êmbolos massivos ou de alto risco) podem causar um bloqueio tão importante que o coração não consegue bombear sangue suficiente através das artérias pulmonares que permanecem abertas e a pressão arterial diminui. Se muito pouco sangue for bombeado ou se o coração for submetido a um esforço excessivo, a pessoa pode entrar em choque e morrer. Às vezes, o bloqueio do fluxo sanguíneo causa infarto pulmonar, que pode causar dor intensa, mas é reversível.

O corpo geralmente rompe pequenos coágulos mais rapidamente comparado a coágulos grandes, mantendo as lesões em um nível mínimo. Grandes coágulos demoram muito mais tempo para se desintegrar. Por razões desconhecidas, em uma pequena porcentagem de pessoas, os coágulos não se dissolvem e formam cicatrizes, que podem causar sintomas mais permanentes.

A embolia pulmonar afeta aproximadamente 350.000 pessoas por ano e causa 85.000 mortes por ano nos Estados Unidos. Ela afeta principalmente adultos.

Causas

O tipo mais comum de embolia pulmonar é um

  • Coágulo de sangue

Em geral, o coágulo de sangue se forma em uma veia da perna ou da pelve quando o fluxo de sangue diminui ou para, como pode ocorrer em veias das pernas quando uma pessoa se mantém muito tempo na mesma posição após uma lesão (por exemplo, fratura de quadril), cirurgia de grande porte ou ficar muito tempo sentado durante uma viagem. Outras causas incluem quadros clínicos que podem aumentar a probabilidade de o sangue coagular ou a presença de um corpo estranho na corrente sanguínea (por exemplo, um cateter intravenoso).

A causa da formação de coágulos sanguíneos nas veias pode não ser perceptível, mas muitas vezes, os fatores predisponentes (fatores de risco) são óbvios. Estes quadros clínicos incluem

  • A idade avançada, especialmente acima de 60 anos

  • Distúrbio de coagulação do sangue (aumento do risco de coagulação, chamado de estado de hipercoagulabilidade)

  • Câncer

  • Cateteres inseridos em uma veia grande para administração de medicamentos ou nutrientes (cateter venoso de permanência)

  • Mobilidade reduzida (por exemplo, após uma cirurgia ou uma doença ou durante um longo um passeio de carro ou viagem aérea)

  • Lesão na pelve, quadril ou perna

  • Uma doença renal chamada síndrome nefrótica

  • Grande cirurgia nos últimos três meses

  • Doenças da medula óssea que tornam o sangue muito espesso

  • Obesidade

  • Gravidez ou o período após o parto

  • Coágulo de sangue prévio

  • Tabagismo

  • Uso de estrogênios, por exemplo, como tratamento para os sintomas da menopausa ou como método contraceptivo (caso em que o risco é particularmente elevado entre as mulheres que têm mais de 35 anos ou que fumam)

  • Uso de moduladores de receptores de estrogênio (como raloxifeno ou tamoxifeno)

  • Uso de terapia de reposição de testosterona

As pessoas que ficam sentadas por longos períodos de tempo sem se mover (como pode acontecer durante as viagens aéreas) apresentam um risco levemente aumentado.

Muito menos frequentemente, coágulos de sangue se formam nas veias dos braços. Ocasionalmente, os coágulos são encontrados do lado direito do coração, na sua viagem para os pulmões. Quando o coágulo é liberado na corrente sanguínea, ele é normalmente levado até os pulmões.

Tipos incomuns de êmbolos

O bloqueio súbito de uma artéria pulmonar não é causado somente por coágulos de sangue. Outros materiais também podem formar êmbolos.

  • Pode haver vazamento de gordura da medula óssea para o sangue quando um osso longo é fraturado ou durante uma cirurgia óssea, e formar um êmbolo. Às vezes, gordura também pode escapar durante procedimentos como lipossucção e enxerto de gordura.

  • O líquido amniótico que é forçado para dentro das veias pélvicas durante um parto complicado pode formar um êmbolo.

  • Células cancerosas nas parótidas podem passar para a circulação e formar êmbolos tumorais.

  • Bolhas de ar podem formar êmbolos se um cateter em uma das veias grandes (veias centrais) ficar inadvertidamente aberto em contato com o ar. Êmbolos de ar também podem se formar quando uma veia é operada (como quando um coágulo de sangue está sendo removido). Um risco adicional é a prática de mergulho subaquático (doença de descompressão).

  • Material infectado também pode formar êmbolos e se deslocar para o pulmão. As causas incluem o uso de medicamentos intravenosos, certas infecções das válvulas cardíacas e inflamação de uma veia com formação de coágulos de sangue e infecção (tromboflebite séptica).

  • Uma substância estranha pode ser introduzida na corrente sanguínea, geralmente através de uma injeção intravenosa de substâncias inorgânicas, como talco ou mercúrio por usuários de drogas injetáveis, onde pode formar êmbolos e se deslocar para o pulmão.

  • Cimento pode, ocasionalmente, cair na corrente sanguínea após um procedimento chamado vertebroplastia.

Sintomas

Os sintomas da embolia pulmonar dependem da extensão do bloqueio da artéria pulmonar e da saúde geral da pessoa. Por exemplo, pessoas com outras doenças, como doença pulmonar obstrutiva crônica ou doença arterial coronariana, podem ter mais sintomas incapacitantes.

Pequenos êmbolos podem não causar sintomas, mas quando os mesmos ocorrem, é frequente que se desenvolvam abruptamente.

Os sintomas de embolia pulmonar podem incluir

  • Falta de ar

  • Dor torácica

  • Sensação de desmaio iminente ou desmaio

Falta de ar pode ser o único sintoma, especialmente se infarto pulmonar não se desenvolver. Muitas vezes, a respiração é muito rápida, e a pessoa pode sentir-se ansiosa ou inquieta e parece ter uma crise de ansiedade.

Algumas pessoas têm dor no tórax. A frequência cardíaca pode ficar acelerada, irregular ou ambos.

Em algumas pessoas, particularmente aquelas com êmbolos muito grandes, os primeiros sintomas de embolia pulmonar são sensação de desmaio iminente ou perda da consciência. Se as pessoas perderem a consciência subitamente, seu corpo pode tremer, aparentando uma convulsão. A pressão arterial pode cair a níveis perigosamente baixos (um quadro clínico denominado choque), a pele pode ficar fria e ter uma colocação azulada (cianose) e a pessoa pode morrer repentinamente.

Em pessoas idosas, o primeiro sintoma de embolia pulmonar pode ser confusão ou deterioração do funcionamento mental. Esses sintomas geralmente resultam de uma diminuição repentina na capacidade do coração fornecer sangue rico em oxigênio suficiente para o cérebro e outros órgãos.

Infarto pulmonar

O infarto pulmonar é quando parte do tecido pulmonar não recebe fluxo de sangue e oxigênio suficientes e parece estar morto em estudos de imagem, devido ao bloqueio do fluxo sanguíneo no pulmão por um êmbolo pulmonar. Em geral, o êmbolo que causa o infarto pulmonar é pequeno. Os sintomas de infarto pulmonar se desenvolvem ao longo de horas. Em caso de infarto pulmonar, a pessoa pode tossir com escarro sanguinolento, sentir dor aguda no tórax ao inspirar e, em alguns casos, apresentar febre. Os sintomas de infarto geralmente perduram dias, mas, geralmente, tornam-se mais leves a cada dia.

Êmbolos recorrentes

Nos casos raros em que os êmbolos persistem parcial ou completamente, a pressão sanguínea nos vasos pulmonares pode aumentar. Este aumento na pressão sanguínea pode causar sintomas como falta de ar, inchaço dos tornozelos ou pernas e fraqueza, que tendem a se desenvolver progressivamente ao longo de semanas, meses ou anos.

Diagnóstico

  • Oximetria de pulso e radiografias torácicas

  • A angiografia por TC, ultrassonografia das pernas, cintilografia por perfusão pulmonar ou uma combinação

Os médicos suspeitam de embolia pulmonar com base nos sintomas e fatores de risco da pessoa, como uma cirurgia recente, um período prolongado de repouso no leito ou uma tendência a formar coágulos de sangue. Pode ser relativamente fácil para os médicos identificarem uma embolia pulmonar grande, especialmente quando a pessoa tem quadros clínicos óbvios que poderiam causar embolia pulmonar, como sinais de coágulo de sangue em uma perna. No entanto, em muitos casos, os sintomas são mínimos ou são confundidos com sintomas de outros distúrbios, como pneumonia, um ataque cardíaco, asma ou, até mesmo, cálculos renais, que são uma razão importante pela qual a embolia pulmonar é muitas vezes difícil de diagnosticar. Na verdade, a embolia pulmonar é um dos distúrbios graves mais difíceis de serem reconhecidos e diagnosticados pelos médicos.

Alguns testes de rotina podem fornecer pistas de que ocorreu uma embolia pulmonar. Contudo, estes testes não são capazes de diagnosticar, com certeza, se uma embolia pulmonar está verdadeiramente presente.

Testes que sugerem embolia pulmonar

Uma radiografia torácica pode revelar mudanças sutis nos padrões dos vasos sanguíneos que ocorrem após a embolia e pode revelar sinais de infarto pulmonar. No entanto, os resultados de radiografias muitas vezes são normais e, mesmo quando são anormais, raramente permitem aos médicos estabelecer o diagnóstico com certeza.

O eletrocardiograma (ECG) pode mostrar anormalidades. Estas anormalidades podem apoiar ou sugerir, mas não confirmar, o diagnóstico de embolia pulmonar.

O nível de oxigênio no sangue é medido por um sensor colocado na ponta de um dedo (oximetria). Como a embolia pulmonar obstrui as artérias pulmonares, o nível de oxigênio no sangue pode estar baixo. Às vezes, os médicos coletam uma amostra de sangue e medem nela o nível de oxigênio e de outros gases.

Os médicos primeiro definem a probabilidade de uma embolia pulmonar com base em informações como o risco de embolia pulmonar da pessoa, a gravidade dos seus sintomas e os resultados dos testes iniciais (como radiografias torácicas e o nível de oxigênio no sangue). Importante ter em mente que fatores de risco óbvios podem estar completamente ausentes.

Se a embolia pulmonar parecer improvável, um exame de sangue que mede uma substância conhecida como dímero-d é geralmente feito. Este pode ser o único exame necessário para estas pessoas. Se, nestas pessoas, o nível do dímero-d for normal, a probabilidade de ter ocorrido uma embolia pulmonar é extremamente baixa. Contudo, apesar de o nível baixo do dímero-D nestas pessoas significar a embolia pulmonar como improvável, um nível alto não significa necessariamente que a embolia pulmonar é provável. Outros distúrbios, como uma infecção ou lesão, podem elevar o nível do dímero-d; portanto, são necessários outros exames para confirmar o diagnóstico.

Se a embolia pulmonar parecer mais provável ou se o resultado do teste do dímero-d for anormal, outros exames são feitos, geralmente um ou mais dos seguintes:

Exames para diagnosticar embolia pulmonar

Angiografia por TC é um tipo de tomografia computadorizada (TC). É rápida, não invasiva e bastante precisa, especialmente para grandes coágulos. Nesse teste, é injetado material de contraste por via intravenosa. O material de contraste chega os pulmões e um aparelho de tomografia computadorizada gera imagens de sangue nas artérias para determinar se uma embolia pulmonar está bloqueando o fluxo sanguíneo. A angiografia por TC é o exame de imagem mais utilizado para diagnosticar embolia pulmonar. O tamanho do coração pode também indicar o quanto o coração está sendo demandado.

A cintilografia de perfusão e ventilação pulmonar não é invasiva e é bastante precisa, mas demora mais do que a TC. Uma pequena quantidade de substância radioativa é injetada em uma veia e é levada para os pulmões, onde indica o fornecimento de sangue (perfusão) do pulmão. Resultados de varredura completamente normais geralmente indicam que a pessoa não tem uma obstrução significativa dos vasos sanguíneos. Resultados de varredura anormais embasam a possibilidade de embolia pulmonar, mas também podem indicar a possibilidade de outros distúrbios, como enfisema, que podem resultar na diminuição do fluxo sanguíneo para áreas onde o tecido pulmonar foi lesionado.

Geralmente, é feita varredura de perfusão com uma cintilografia por ventilação pulmonar. Neste exame, a pessoa inala um gás inócuo que contém uma pequena quantidade de material radioativo, que se distribui pelos pequenos sacos de ar dos pulmões (alvéolos). As áreas onde o dióxido de carbono está sendo liberado e oxigênio absorvido, então, podem ser vistas em um aparelho para varredura. Ao comparar essa varredura ao padrão de fornecimento de sangue indicado na varredura de perfusão, os médicos geralmente podem determinar se uma pessoa teve uma embolia pulmonar. Às vezes, os médicos usam uma cintilografia por perfusão pulmonar se a pessoa tiver problemas renais que impeçam o uso da angiografia por TC porque o contraste usado na TC pode lesar ainda mais os rins.

A ultrassonografia das pernas é um exame não invasivo e pode identificar coágulos nas pernas, que são fontes comuns de embolia pulmonar. A ausência de coágulos nesse teste não descarta a embolia pulmonar. No entanto, se a ultrassonografia indicar a presença de coágulos de sangue e os sintomas pulmonares forem mínimos, as pessoas são ocasionalmente tratadas como se tivessem embolia pulmonar, sem a realização de exames adicionais, pois o tratamento para os dois quadros clínicos é frequentemente o mesmo.

A angiografia arterial pulmonar muito raramente é necessária para o diagnóstico de embolia pulmonar.

Exames para êmbolos sérios ou recorrentes

A ecocardiografia pode mostrar que um coágulo de sangue está no átrio direito ou ventrículo direito do coração. Os resultados deste exame podem ajudar os médicos a determinar a gravidade da embolia mostrando que o lado direito do coração está sobrecarregado por tentar fazer passar o sangue por entre os coágulos.

No caso de pessoas sem fatores de risco aparentes para coágulos sanguíneos ou coágulos recorrentes, os médicos podem também medir as proteínas no sangue para determinar se a causa seria um distúrbio de coagulação.

Prognóstico

A probabilidade morte por embolia pulmonar é muito baixa, mas a embolia pulmonar maciça pode causar morte súbita. A maioria das mortes ocorre antes de o diagnóstico ser suspeito, geralmente poucas horas após a ocorrência de embolia. Fatores importantes que afetam o prognóstico incluem

  • O tamanho do êmbolo

  • O tamanho das artérias pulmonares obstruídas

  • O número de artérias pulmonares obstruídas

  • O efeito na capacidade do coração de bombear sangue

  • O estado geral de saúde da pessoa.

Os fatores que ajudam a determinar o prognóstico incluem indicadores de como o corpo responde, como a pressão arterial, frequência cardíaca, nível de oxigênio e se medicamentos são necessários para ajudar a aumentar a pressão arterial.

Qualquer pessoa com um problema grave de coração ou pulmão corre um risco maior de morte por embolia pulmonar. Uma pessoa com função pulmonar e cardíaca normais geralmente sobrevive, a não ser que o êmbolo bloqueie metade das artérias pulmonares ou mais.

Você sabia que...

  • A embolia pulmonar é uma das causas mais comuns de mortes inexplicáveis.

Prevenção

Dado o risco de embolia pulmonar e as limitações do tratamento, os médicos tentam evitar a formação de coágulos de sangue nas veias de pessoas em risco. As pessoas em geral, especialmente aquelas que são propensas à coagulação, devem tentar ser ativas e movimentar-se, tanto quanto possível. Por exemplo, durante viagens prolongadas de avião, as pessoas devem tentar levantar e se movimentar mais ou menos a cada duas horas.

Os médicos selecionam os anticoagulantes, medidas de prevenção físicas ou uma combinação de medidas, dependendo da razão pela qual a pessoa está em risco de embolia pulmonar e o estado de saúde subjacente da pessoa.

Anticoagulação para embolia pulmonar

Para certas pessoas, um medicamento anticoagulante (também chamado medicamento para afinar o sangue) é dado, na maioria das vezes heparina.

A heparina vem em duas formas:

  • Tradicional

  • Baixo peso molecular

A heparina tradicional e a heparina de baixo peso molecular parecem ser igualmente eficazes. A heparina é o medicamento mais utilizado para reduzir a probabilidade de formação de coágulos nas veias da panturrilha após qualquer tipo de cirurgia importante, em especial cirurgia das pernas. Pequenas doses são injetadas sob a pele, em geral seis a doze horas depois da cirurgia e, idealmente, doses adicionais são administradas até que a pessoa possa se levantar e caminhar novamente.

As pessoas hospitalizadas com alto risco de desenvolvimento de embolia pulmonar (como aquelas com insuficiência cardíaca, imobilidade, obesidade, ou que tiveram coágulos no passado) se beneficiam de pequenas doses de heparina, mesmo quando não são submetidas a cirurgia. A heparina em doses baixas não aumenta a frequência de complicações hemorrágicas graves, mas ela pode aumentar pequenos sangramentos em feridas.

Varfarina, um anticoagulante administrado por via oral, é muito menos usada atualmente, porque quando a varfarina é usada, as pessoas precisam de exames de sangue regulares para monitorar seu efeito, porque a varfarina interage com muitos medicamentos que as pessoas podem estar tomando, e novos medicamentos são mais seguros e mais eficazes. A heparina de baixo peso molecular é mais previsível do que a forma padrão da heparina e é comumente usada na prevenção de coágulos em pessoas sendo submetidas a uma cirurgia com alto risco de formação de coágulos, como substituição de quadril ou joelho.

Anticoagulantes mais recentes diretos, por via oral, incluem medicamentos como fondaparinux, rivaroxabana, apixabana, edoxabana e dabigatrana que inibem a formação de substâncias que aumentam a produção de coágulos pelo corpo. Esses medicamentos são eficazes na prevenção e, em geral, são mais seguros do que a varfarina. No entanto, a varfarina ainda é considerada a melhor opção para algumas pessoas, como aquelas com válvulas cardíacas metálicas.

Medidas físicas

No caso de pessoas que se submeteram a uma cirurgia, especialmente idosos, o risco de formação de coágulos pode ser reduzido das seguintes maneiras

  • Usando-se dispositivos de compressão de ar intermitente ou meias elásticas de compressão

  • Fazendo exercícios com as pernas

  • Levantando da cama e se tornando ativo o quanto antes.

Os dispositivos de compressão de ar intermitente podem fornecer pressão externa rítmica para manter o movimento do sangue nas pernas. No entanto, se utilizados sozinhos, esses dispositivos são inadequados na prevenção da formação de coágulos em pessoas que se submeteram a certas cirurgias de alto risco, como substituição de quadril ou joelho.

As meias elásticas de compressão fornecem pressão constante nos vasos sanguíneos das pernas para manter o sangue fluindo. É provável que elas sejam menos eficazes do que os dispositivos de compressão intermitente, mas ainda podem ser úteis na redução do risco de coágulos sanguíneos nas pernas.

Em pacientes com alto risco de desenvolver embolia pulmonar e que não podem tomar anticoagulantes devido ao alto risco de sangramento, um filtro (denominado filtro de veia cava inferior) pode ser colocado dentro de uma veia grande entre o coração e a veia cava inferior, que leva sangue da parte inferior do corpo de volta ao coração. O filtro pode capturar os êmbolos, impedindo-os de chegar aos pulmões.

Filtros da veia cava inferior: Uma forma de prevenir a embolia pulmonar

Para prevenir a embolia pulmonar, são usados medicamentos que limitam a coagulação do sangue. Entretanto, em alguns casos, os médicos podem recomendar que um filtro (antigamente conhecido por guarda-chuva) seja colocado temporária ou permanentemente na veia cava inferior. Esse dispositivo de filtro é tipicamente recomendado quando os medicamentos que limitam a coagulação não podem ser utilizados, como quando a pessoa afetada também está com hemorragia. O filtro pode reter os êmbolos antes que cheguem ao coração, mas permite que o sangue circule livremente. Às vezes, os êmbolos retidos dissolvem-se naturalmente.

Filtros da veia cava inferior: Uma forma de prevenir a embolia pulmonar

Tratamento

  • Terapia de manutenção

  • Anticoagulação

  • Às vezes, a colocação de um filtro de veia cava inferior

  • Às vezes, terapia trombolítica ("que destrói coágulos")

O tratamento da embolia pulmonar começa com o tratamento dos sintomas. Deve ser fornecido oxigênio se os níveis de oxigênio no sangue estiverem baixos. Analgésicos podem ser necessários para aliviar a dor. Se a pressão arterial estiver baixa, são administrados líquidos intravenosos e, algumas vezes, medicamentos que aumentam a pressão arterial. Ventilação mecânica (um tubo para respiração) pode ser necessária houver desenvolvimento de insuficiência respiratória.

Anticoagulação

Os medicamentos anticoagulantes são administrados para afinar o sangue, ajudando-o a fluir mais livremente e, assim, prevenir que os coágulos de sangue existentes aumentem e que coágulos adicionais se formem. As opções medicamentosas incluem heparina, fondaparinux, anticoagulantes orais mais novos como apixabana, rivaroxabana, edoxabana e dabigatrana ou, ocasionalmente varfarina.

A heparina é administrada por via intravenosa e, portanto, atua rapidamente e pode ser rapidamente revertida. No entanto, a heparina requer exames de sangue frequentes para monitorar o efeito e a hospitalização continuada. A heparina de baixo peso molecular e o fondaparinux são administrados por via subcutânea uma ou duas vezes ao dia. Esta vantagem também permite que esses medicamentos sejam usados após a pessoa receber alta hospitalar.

Quando edoxabana ou dabigatrana são usadas, os médicos precisam fornecer terapia com heparina (pela veia ou por injeção sob a pele) durante os primeiros 5 a 10 dias de terapia antes de poder dar edoxabana ou dabigatrana, o que pode significar que a pessoa deve permanecer no hospital. Já quando rivaroxabana ou apixabana é usada, a terapia com heparina é, às vezes, desnecessária se os êmbolos pulmonares forem pequenos. Quando a terapia com varfarina é selecionada, tanto heparina quanto varfarina são administradas durante os primeiros 5 a 10 dias da terapia e, então, a varfarina é usada sozinha daí em diante.

A terapia com varfarina requer exames de sangue periódicos para assegurar que o sangue está fino o suficiente para prevenir a formação de coágulos, mas não tão fino ao ponto de causar uma tendência ao sangramento (denominado anticoagulação excessiva). A dose de varfarina é frequentemente ajustada com base nos resultados dos exames de sangue. Além disso, a varfarina interage com muitos tipos diferentes de alimentos e com outros medicamentos, o que pode resultar no sangue estar muito fino ou grosso. Se ocorrer anticoagulação excessiva, pode se desenvolver hemorragia grave em vários órgãos do corpo.

Como muitos medicamentos podem interagir com a varfarina, as pessoas que tomam anticoagulantes devem confirmar com seu médico antes de tomarem quaisquer outros medicamentos, incluindo os que podem ser obtidos sem receita médica (medicamentos de venda livre), como paracetamol ou aspirina, bem como preparações à base de plantas e suplementos dietéticos. Pode ser necessário comer alimentos ricos em vitamina K (que afeta a coagulação do sangue), como brócolis, espinafre, couve e outros vegetais de folhas verdes, fígado, toranja, suco de toranja e chá verde em quantidades muito consistentes ou evitados.

Os anticoagulantes mais recentes, como apixabana, rivaroxabana, edoxabana e dabigatrana, possuem várias vantagens em relação à heparina ou varfarina. Assim como com a varfarina, estes medicamentos podem ser tomados por via oral, mas não são necessários ajustes de doses e exames para monitorar o nível de anticoagulação. Além do mais, não é frequente que estes medicamentos interajam com alimentos ou outros medicamentos e é menos provável que causem tipos graves de sangramento quando comparados à varfarina. A rivaroxabana deve sempre ser ingerida com alimentos. Não está claro se esses medicamentos devam ser tomados por pessoas com aproximadamente 120 kg (260 lbs).

O tempo de administração de anticoagulantes depende da situação da pessoa. Se uma embolia pulmonar for causada por um fator de risco temporário, como cirurgia, o tratamento é dado por três meses. Se a causa for algum problema de longo prazo, como repouso prolongado, o tratamento geralmente é dado por seis a doze meses, mas, às vezes, ele deve ser mantido por tempo indeterminado. Por exemplo, as pessoas que têm embolia pulmonar recorrente, muitas vezes devido a um distúrbio de coagulação hereditário ou câncer, geralmente tomam anticoagulantes por tempo indeterminado. Novas pesquisas demonstraram que em muitas pessoas nas quais a rivaroxabana ou apixabana são continuadas após 6 meses, a redução da dose diminui o risco de sangramento e ainda previne a maior parte dos coágulos recorrentes.

Tratamento trombolítico

Os medicamentos trombolíticos (“que destroem coágulos”), como alteplase (tPA), quebram e dissolvem coágulos de sangue. Como estes medicamentos podem causar sangramento perigoso ou fatal, em geral eles só são usados em pessoas correndo risco de morte devido à embolia pulmonar. Exceto pelas situações mais extremas, em geral esses medicamentos não são administrados a pessoas submetidas a cirurgia nas duas semanas anteriores, gestantes, pessoas que tiveram um acidente vascular cerebral recente ou que tendem a sangrar excessivamente.

Medidas físicas

Em alguns centros, se uma pessoa aparentemente estiver em risco de morte por embolia pulmonar massiva, os médicos podem tentar quebrar o êmbolo através de um cateter inserido na artéria pulmonar.

Em alguns casos de embolia grave, uma cirurgia pode ser necessária. A remoção do êmbolo da artéria pulmonar pode salvar vidas. A cirurgia também é utilizada para remover coágulos das artérias pulmonares de longa data que causam falta de ar persistente e pressões elevadas na artéria pulmonar (hipertensão pulmonar).

Um filtro pode ser cirurgicamente introduzido na veia principal do abdômen, que drena sangue das pernas e da pelve para o lado direito do coração. Esse filtro pode ser usado se a formação de êmbolos persistir apesar do tratamento anticoagulante, bem como se os anticoagulantes não puderem ser utilizados ou causarem uma hemorragia significativa. Como os coágulos geralmente se originam nas pernas ou na pelve, esse filtro geralmente impede que eles sejam transportados até a artéria pulmonar. Os filtros mais recentes são removíveis. A remoção ajuda a evitar algumas complicações, que podem ocorrer quando os filtros são deixados de forma permanente.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o

Também de interesse

Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
PRINCIPAIS