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Kava

Por

Laura Shane-McWhorter

, PharmD, University of Utah College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo out 2018
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A kava é proveniente da raiz de um arbusto (Piper methysticum) que cresce no Pacífico Sul. É ingerida como chá ou cápsula. Acredita-se que os ingredientes ativos sejam as kavalactonas.

Alegações

Evidências científicas fortes apoiam os efeitos da kava como ansiolítico e auxiliar do sono. O mecanismo é desconhecido. Algumas pessoas utilizam a kava para asma, sintomas da menopausa e infecção do trato urinário. São padronizadas doses de 100 mg do extrato tid.

Evidências

Uma revisão Cochrane de 2003 analisou 11 estudos (total de 645 participantes) para avaliar a eficácia e a segurança do extrato de kava em ensaios clínicos para o tratamento da ansiedade. A metanálise concluiu que o extrato da kava parece ser uma opção eficaz para aliviar a ansiedade em comparação ao placebo (1). Esse estudo também concluiu que o consumo de suplementos de kava por 1 a 24 semanas pareceu ser seguro, mas sugeriu a necessidade de estudar sua segurança a longo prazo. Não está claro como os suplementos utilizados na metanálise acima foram padronizados. A padronização dos suplementos de kava para o princípio ativo das kavalactonas (3 a 20%) deve ser incluída nos futuros ensaios clínicos.

Um estudo controlado e randomizado de 2013 comparou um extrato aquoso de kava a placebo para transtorno de ansiedade generalizada. Após 8 semanas, 26% dos usuários de kava tiveram remissão, em comparação a 6% recebendo placebo. No grupo usando kava, certas características genéticas (polimorfismos do transportador GABA) foram associados à redução da ansiedade (2).

Efeitos adversos

Embora um ensaio recente não tenha descoberto evidências de toxidade (2) hepática, alguns casos de hepatoxicidade (inclusive insuficiência hepática) tanto na Europa como nos EUA após o consumo de kava levaram à FDA a colocar um aviso na bula dos produtos contendo kava (3). A hepatotoxicidade pode estar relacionada com os métodos de proparo ou com a baixa qualidade das matérias-primas contaminadas com mofo que contém hepatotoxinas (4). A segurança está sob vigilância contínua.

Quando a kava é preparada tradicionalmente (como chá) e utilizada em doses altas (> 6 a 12 g/dia de raiz seca) ou por períodos mais prolongados (até 6 semanas), há relatos de exantema descamativo (dermopatia da kava), alterações sanguíneas (macrocitose, leucopenia), alterações neurológicas (torcicolo, crise oculogírica, agravamento da doença de Parkinson e distúrbios do movimento).

Interações medicamentosas

Kava pode prolongar o efeito de outros sedativos (p. ex., barbitúricos), o que pode afetar a capacidade de dirigir e outras atividades que necessitem de atenção.

Referências sobre kava

  • Pittler MH, Ernst E: Kava extract for treating anxiety. Cochrane Database Syst Rev (1): CD003383, 2003. doi: 10.1002/14651858.CD003383.

  • Sarris J, Stough C, Bousman CA, et al: Kava in the treatment of generalized anxiety disorder: a double-blind, randomized placebo-controlled study. J Clin Psychopharmacol 33(5):643-648, 2013. doi: 10.1097/JCP.0b013e318291be67.

  • NIH LiverTox: Kava Kava Drug Reference. Acessado em 20/8/2018.

  • Teschke R, Sarris J, Schweitzer I: Kava hepatotoxicity in traditional and modern use: the presumed Pacific kava paradox hypothesis revisited. Br J Clin Pharmacol 73(2):170-174, 2012. doi: 10.1111/j.1365-2125.2011.04070.x.

Informações adicionais

  • NIH National Center for Complementary and Integrative Health: Kava

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