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Glicosamina

Por

Laura Shane-McWhorter

, PharmD, University of Utah College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo out 2018
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O sulfato de glicosamina é um precursor de múltiplos constituintes das cartilagens. Extraído da quitina (da concha do caranguejo, das ostras e do camarão), tomado na forma de comprimido ou cápsula, geralmente como sulfato de glucosamina, mas, às vezes, como cloridrato de glucosamina. Estão sendo feitas tentativas para encontrar fontes alternativas biorrenováveis, como fungos metabolicamente modificados e E. coli(1). Glucosamina costuma ser tomada com sulfato de condroitina.

Alegações

Alega-se que a glucosamina alivie a dor da osteoartrite, possivelmente tanto com efeitos analgésicos como modificadores da doença. O mecanismo é desconhecido. O mecanismo para o sulfato de glicosamina pode estar relacionado com o aumento da síntese de glicosaminoglicanas como resultado da fração sulfato. A posologia da glucosamina em todas as suas apresentações é de 500 mg VO tid.

Evidências

Evidências do Rotta Research Laboratorium corroboram o uso do sulfato de glucosamina para o tratamento da osteoartrite leve a moderada do joelho quando administrada por pelo menos 6 meses (2-3). Outras apresentações ainda precisam ser rigorosamente avaliadas. O papel do sulfato de glicosamina no tratamento de osteoartrite mais grave do joelho e em osteoartrite em outras localizações é menos bem definido.

O Glucosamine/Chondroitin Arthritis Intervention Trial (GAIT), um ensaio clínico multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo com 1.583 pacientes com osteoartrite sintomática do joelho informou que, isoladamente e em combinação ao sulfato de condroitina (400 mg tid), o cloridrato de glucosamina (500 mg tid) não reduz a dor de forma eficaz no grupo de todos os paciente. No entanto, uma análise exploratória identificou o alívio da dor com a terapia de combinação em um subgrupo de pacientes com dor moderada a grave no joelho (4).

Uma revisão recente de estudos controlados que avaliaram o efeito da glucosamina na dor lombar crônica concluiu que os dados eram insuficientes para demonstrar ou excluir os benefícios de glucosamina (5).

Efeitos adversos

Pode ocorrer alergia (em pacientes que tenham alergia a mariscos e utilizem as formas extraídas de mariscos), dispepsia, fadiga, insônia, cefaleia, fotossensibilidade e alterações ungueais. Pacientes com doença hepática crônica também devem evitar a glicosamina, se possível, por causa da potencial hepatotoxicidade ao tomar glicosamina com ou sem condroitina (6).

Interações medicamentosas

Não são conhecidas interações definitivas.

Referências sobre glucosamina

  • Liu L, Liu Y, Shin HD, et al: Microbial production of glucosamine and N-acetylglucosamine: advances and perspectives. Appl Microbiol Biotechnol 97(14):6149-6158, 2013. doi: 10.1007/s00253-013-4995-6.

  • Wu D, Huang Y, Gu Y, et al: Efficacies of different preparations of glucosamine for the treatment of osteoarthritis: a meta-analysis of randomised, double-blind, placebo-controlled trials. Int J Clin Pract 67(6):585-594, 2013. doi: 10.1111/ijcp.12115.

  • Towheed TE, Maxwell L, Anastassiades TP, et al: Glucosamine therapy for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev (2): CD002946, 2005. doi: 10.1002/14651858.CD002946.pub2.

  • Clegg DO, Reda DJ, Harris CL, et al: Glucosamine, chondroitin sulfate, and the two in combination for painful knee osteoarthritis. N Engl J Med 354(8):795-808, 2006. doi: 10.1056/NEJMoa052771.

  • Sodha R, Sivanadarajah N, Alam M: The use of glucosamine for chronic low back pain: a systematic review of randomised control trials. BMJ Open 3(6). pii, 2013. doi: 10.1136/bmjopen-2012-001167.

  • Cerda C, Bruguera M, Parés A: Hepatotoxicity associated with glucosamine and chondroitin sulfate in patients with chronic liver disease. World J Gastroenterol 19(32):5381-5384, 2013. doi:  10.3748/wjg.v19.i32.5381.

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