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Ginkgo

Por

Laura Shane-McWhorter

, PharmD, University of Utah College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo out 2018
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Ginkgo (Ginkgo biloba) é preparado a partir das folhas da árvore de ginkgo (comumente plantada nos EUA para finalidades ornamentais e botanicamente único por ser o único membro sobrevivente de sua família). Acredita-se que os ingredientes ativos sejam terpenos ginkgolídeos e flavonoides.

A fruta da árvore ginkgo, que tem um odor desagradável, não é utilizada nos produtos a base de ginkgo. Contato com a polpa da fruta, que pode está presente sob a árvore ginkgo fêmea, pode causar grave inflamação na pele (dermatite). As sementes da fruta cruas são tóxicas e podem causar convulsões e em grandes quantidades são letais. As sementes de ginkgo cozidas são ingeridas na Ásia e estão disponíveis em lojas de alimentos asiáticos nos EUA. Como as sementes não contêm ginkgolídeos e flavonoides, não possuem efeitos terapêuticos conhecidos.

Alegações

Os produtos à base da folha de ginkgo são utilizados para leve alívio sintomático de claudicação, apesar de o exercício e o cilostazol serem mais eficazes. Ginkgo aumenta a distância que os indivíduos afetados conseguem caminhar sem dor.

O ginkgo tem sido utilizado há muito tempo por indivíduos com demências. Gingko também foi utilizado para aliviar os quadros de perda de memória, zumbido, degeneração macular relacionada com a idade e doença de altura. O gingko pode evitar as lesões renais causadas pela ciclosporina.

Evidências

Acredita-se que o gingko seja um agente vasoativo. Embora os pacientes com claudicação intermitente possam conseguir andar mais do que os pacientes tratados com placebo, o benefício é muito menor de acordo com uma revisão de Cochrane de 2013. Essa avaliação analisou 14 ensaios com um total de 739 participantes, dos quais 11 ensaios (477 participantes) compararam Ginkgo biloba a placebo (1).

Estudos anteriores nos EUA indicaram que o ginkgo temporariamente estabilizou a função mental e social em indivíduos com demência leve a moderada. No entanto, grandes ensaios clínicos recentes mostraram que a suplementação de ginkgo (EGb 761) não atrasa o aparecimento e a progressão da demência e da doença de Alzheimer em pessoas idosas (2-4). São necessários mais estudos em relação à utilização clínica desse suplemento para a demência.

Uma revisão Cochrane de 2013 (5) de 2 estudos sugere um potencial papel para o ginkgo em adiar a progressão da degeneração macular relacionada com a idade. Um extrato de ginkgo padronizado em comparação ao placebo foi usado nos dois estudos, nos quais 119 pessoas tomaram o suplemento por 6 meses. São necessários futuros ensaios em grande escala por períodos mais longo de tempo antes dessas alegações serem corroboradas.

Evidências anteriores sugerem que o ginkgo pode aliviar zumbidos, mas uma revisão Cochrane de 4 estudos (1.543 participantes) mostra que isso não ocorre quando o zumbido é a doença primária (6). O ginkgo pode ajudar e prevenir a doença da altitude em alguns pacientes (7-8); no entanto, os efeitos são um tanto quanto heterogêneos e a origem e a composição do extrato de ginkgo podem determinar a eficácia.

Efeitos adversos

Podem ocorrer náuseas, dispepsia, cefaleia, tontura e palpitação.

Interações medicamentosas

O ginkgo também pode interagir com ácido acetilsalicílico, outros AINEs e varfarina; pode, também, reduzir a eficácia dos anticonvulsivantes.

Referências sobre ginkgo

Informações adicionais

  • NIH National Center for Complementary and Integrative Health: Ginkgo

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