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Desidroepiandrosterona (DGEA)

Por

Laura Shane-McWhorter

, PharmD, University of Utah College of Pharmacy

Última modificação do conteúdo out 2018
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Desidroepiandrosterona (DHEA) é um esteroide produzido pela glândula adrenal, sendo um precursor de estrógenos e progesterona. Os efeitos sobre o corpo são similares aos da testosterona. DHEA também pode ser sintetizada a partir de precursores selvagens no inhame mexicano, essa é a forma mais comumente disponível. Mas o consumo de inhame selvagem não é recomendado como suplemento porque o corpo não pode converter os precursores em DHEA.

Alegações

Afirma-se que os suplementos de DHEA melhoram o humor, a energia, a sensação de bem-estar e a capacidade de atuar bem sob estresse. Também melhoram o desempenho atlético, estimulam o sistema imunitário, aprofundam o sono, reduzem as concentrações de colesterol, diminuem a gordura corporal, aumentam a musculatura, revertem o envelhecimento, melhoram a função cerebral em pacientes com doença de Alzheimer, aumentam a libido e reduzem os sintomas de lúpus eritematoso sistêmico.

Evidências

As alegações medicinais de DHEA não foram completamente justificadas por evidências. Além disso, a DHEA é proibida por várias organizações de esportes profissionais, já que é classificada como "hormônio".

Sabe-se que os níveis de DHEA diminuem naturalmente com a idade e, portanto, as pessoas em busca da fonte da juventude inatingível começaram a usar a complementação com DHEA como uma possível solução para as doenças associadas à idade. Estudos mostram resultados positivos e negativos. Há indicação de fazer estudos mais aprofundados, não somente sobre o envelhecimento, mas para todos os quadros clínicos.

Uma metanálise de 2013 com dados obtidos de um estudo com 1.353 idosos em alguns ensaios clínicos indicou que a complementação alimentar com DHEA estava associada a uma redução do tecido adiposo no entanto, não se observou nenhum efeito em vários outros parâmetros clínicos, como o metabolismo lipídico e glicêmico, a saúde óssea, a função sexual ou a qualidade de vida (1). Uma análise semelhante foi realizada em mulheres com insuficiência adrenal e indicou que a complementação com DHEA pode melhorar a qualidade de vida e os sintomas de depressão, não tendo nenhum efeito sobre a ansiedade e o bem-estar sexual (2).

Efeitos adversos

Os efeitos adversos são incertos. Há risco teórico de ginecomastia em homens, hirsutismo em mulheres, acne e estimulação de câncer de próstata e de mama. Há um relato de caso de mania e de convulsão.

Interações medicamentosas

Nenhuma está bem documentada.

Referências sobre desidroepiandrosterona (DGEA)

  • Corona G, Rastrelli G, Giagulli V, et al: Dehydroepiandrosterone supplementation in elderly men: a meta-analysis study of placebo controlled trials. J Clin Endocrinol Metab 98(9):3615-3626, 2013. doi: 10.1210/jc.2013-1358.

  • Alkatib AA, Cosma M, Elamin MB, et al: A systematic review and meta-analysis of randomized placebo-controlled trials of DHEA treatment effects on quality of life in women with adrenal insufficiency. J Clin Endocrinol Metab 94(10):3676-3781, 2009. doi: 10.1210/jc.2009-0672.

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