honeypot link

Manual MSD

Please confirm that you are a health care professional

Síndrome da morte súbita do lactente (SMSL)

Por

Christopher P. Raab

, MD, Sidney Kimmel Medical College at Thomas Jefferson University

Última modificação do conteúdo mai 2019
Clique aqui para acessar Educação para o paciente
Recursos do assunto

A síndrome da morta súbita do lactente é a morte súbita e inesperada de um lactente entre 2 semanas e 1 ano de idade, sem diagnóstico etiológico pelo exame, história e exame pós-morte, e a história clínica não mostra uma causa.

A síndrome da morta súbita do lactente (SMSL) é a causa mais comum de morte entre 2 semanas e 1 ano de idade, respondendo por 35 a 55% de todas as mortes nesta faixa de idade. A taxa de ocorrência da SMSIé 0,5/1.000 nascidos nos EUA; existem disparidades raciais e étnicas (afro-americanos e nativos americanos têm risco dobrado de SMSL). O pico de incidência ocorre no 2º e 4º mês de vida. Quase todas as mortes por SMSIocorrem quando se pensa que a criança está dormindo.

Etiologia

Embora a causa da SMSIseja desconhecida, a maior probabilidade é de que ocorra por causa de uma alteração dos mecanismos controladores das funções neurocardiorrespiratórias. A disfunção pode ser intermitente ou transitória e múltiplos mecanismos estão provavelmente envolvidos. Fatores que podem estar envolvidos são mecanismo de excitação do sono ruim, incapacidade de detectar níveis elevados de CO2 no sangue, ou canalopatia cardíaca que afeta o ritmo cardíaco em recém-nascidos.

Menos de 5% dos lactentes com SMSItêm episódios de apneia prolongada antes de morrer, portanto a sobreposição entre a população com SMSIe crianças com apneia prolongada recorrente é muito pequena.

Fatores de risco para SMSL

A associação definitiva entre a posição em decúbito ventral (sobre o estômago) e maior risco de SMSL foi veementemente documentada.

Outros fatores de risco ( Fatores de risco de síndrome de morte súbita do lactente) incluem berços velhos e inseguros, roupas de cama inadequadas (p. ex., lã de carneiro), colchão de água, compartilhamento da cama com pai/cuidador, fumante em casa e um ambiente superaquecido. Irmãos de lactentes que morrem de SMSItêm 5 vezes mais probabilidade de morrer de SMSL, porém não está claro se isso está relacionado com fatores genéticos ou ambientais (incluindo possível abuso pela família do lactente afetado).

Muitos fatores de risco de SMSIse aplicam para mortes de lactentes não SMSL.

Tabela
icon

Fatores de risco de síndrome de morte súbita do lactente

Etnicidade afro-americanos ou americanos nativos

Compartilhar a cama com o pai/cuidador

Baixa temperatura/meses de inverno

Episódios de apneia que necessitam reanimação

Déficit de crescimento

Paridade aumentada

Baixo peso ao nascimento

Grupo socioeconômico carente

Sexo masculino

Idade materna < 20 anos

Uso de drogas pela mãe durante a gestação

Mãe fumante durante a gestação

Nenhuma chupeta

Berços velhos e sem segurança

Superaquecimento (p. ex., cobertas, quarto aquecido)

Pré-natal deficiente

Posição para dormir em decúbito ventral*

Doenças recentes

Curto intervalo entre gestações

Irmãos vítimas de SMSL

Fumantes na casa

Roupas de cama inadequadas

Colchão de água

*Mais importante.

Diagnóstico

  • Exclusão de outras causas por autópsia

O diagnóstico da SMSL, embora em grande parte por exclusão, só pode ser confirmado por autópsia adequada para descartar outras causas de morte súbita inesperada (p. ex., hemorragia intracraniana, meningite, miocardite). Uma autópsia pode ser necessária em muitos estados. Além disso, a equipe de atendimento (incluindo assistentes sociais) deve avaliar de maneira sensível a probabilidade de asfixia ou trauma não acidental nos lactentes (ver Visão geral da criança maltratada); a preocupação com essa etiologia deve aumentar quando o lactente afetado estava fora da faixa etária de maior risco (1 a 5 meses) ou outro lactente na família teve SMSI ou eventos aparentes potencialmente fatais frequentes.

Tratamento

Pais que perderam um filho por SMSIficam golpeados pela dor e despreparados para a tragédia. Como não se pode encontrar uma causa definida para a morte da criança, eles ficam, geralmente, com exagerados sentimentos de culpa que podem ser agravados pelas investigações policiais, assistentes sociais e outros. Os familiares precisam de suporte não apenas durante os dias imediatos após a morte, mas sim por vários meses, para apoiá-los nas suas dores e para afastar os sentimentos de culpa. Sempre que possível, este suporte deve ser com visitas à família, para observar as circunstâncias em que o fato ocorreu e aconselhar os pais com relação à causa da morte.

A autópsia deve ser feita rapidamente. Logo que os resultados preliminares são conhecidos (geralmente em 12 horas), os pais devem ser comunicados. Alguns médicos aconselham uma série de visitas domésticas ou em consultório, durante 1 mês, para discutir e responder questões e dar à família os resultados finais (microscópicos) da necropsia. Na última consulta, é importante discutir a adaptação dos pais com esta perda, especialmente sua atitude perante as outras crianças. O aconselhamento e o suporte podem ser complementados por enfermeiras especialmente treinadas ou por pessoal leigo que tiveram experiências semelhantes (para mais informações, visite www.sids.org).

Prevenção

A American Academy of Pediatrics (ver SIDS and Other Sleep-Related Infant Deaths: Expansion of Recommendations for a Safe Infant Sleeping Environment) recomenda que os lactentes sejam colocados em decúbito dorsal (de costas—ver a campanha Safe to Sleep®) para dormir, a menos que outras condições médicas impeçam isso. Dormir de lado ou escorado é muito instável. A incidência da SMSIaumenta em condições de hiperaquecimento (p. ex., roupas, cobertas, quarto aquecido) e no clima frio. Portanto, todos esforços devem ser feitos para evitar aquecimento excessivo, ou ambiente muito frio, evitar excesso de agasalhos para o lactente e remover do berço roupas de cama inadequadas, como pele de carneiro, travesseiros de pelos, brinquedos/animais de pelúcia e cobertores pesados. Chupetas podem ser úteis, porque ajudam a abrir as vias respiratórias. Os pais/cuidadores não devem levar o lactente para o leito do casal.

Para ajudar a impedir o achatamento da cabeça em lactentes, eles devem passar algum tempo em decúbito ventral quando acordados e quando alguém está observando-os. Para ajudar a virar a cabeça do lactente, os pais devem mudar a direção em que o lactente permanece deitado no berço toda semana e evitar deixá-lo por muito tempo em cadeirinhas de carro, carrinhos e balanços infantis.

As gestantes devem evitar o cigarro e a criança não deve ser exposta à fumaça. Amamentação é incentivada para ajudar a prevenir infecções.

Não há evidências de que os monitores de apneia domésticos reduzem a incidência de SMSIe, portanto, não são sugeridos para a prevenção.

Pontos-chave

  • As causas específicas, incluindo abuso infantil, devem ser excluídas por meio de avaliação clínica e autópsia.

  • A etiologia é incerta, embora alguns fatores de risco tenham sido identificados.

  • Os fatores de risco modificáveis mais importantes envolvem o ambiente do sono, particularmente dormir em decúbito ventral, bem como evitar o compartilhamento do leito e dormir em superfícies bem macias ou com roupas de cama soltas.

  • Episódios de apneia e eventos aparentes potencialmente fatais (EAPF) não parecem ser fatores de risco.

Informações adicionais

Clique aqui para acessar Educação para o paciente
OBS.: Esta é a versão para profissionais. CONSUMIDORES: Clique aqui para a versão para a família
Profissionais também leram

Também de interesse

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS