Algumas causas de tosse

Algumas causas de tosse

Causa

Achados sugestivos

Abordagem diagnóstica

Tosse aguda

Corpo estranho*

Início súbito em criança pequena sem ITRS ou sintomas constitucionais

Radiografia de tórax (incidências na inspiração e expiração)

Broncoscopia

Insuficiência cardíaca*

Dispneia

Estertores inspiratórios finos

Bulhas extrassistólicas

Pressão venosa jugular elevada

Edema periférico dependente

Ortopneia

Dispneia paroxística noturna

Radiografia de tórax

Níveis do peptídeo natriurético tipo B

Ecocardiograma transtorácico

Pneumonia (viral, bacteriana, por aspiração, raramente fúngica)

Febre

Tosse produtiva

Dispneia

Dor pleurítica no tórax

Sons respiratórios brônquicos localizados ou egofonia

Estertores inspiratórios

Hipoxia na oximetria de pulso

Radiografia de tórax

Culturas (p. ex., catarro, líquido pleural, sangue, possivelmente lavagens brônquicas) em pacientes gravemente enfermos e naqueles com pneumonia intra-hospitalar

Painel de PCR multiplex

Gotejamento pós-nasal (origem alérgica ou infecciosa)‡

Cefaleia

Dor de garganta

Náuseas

Orofaringe posterior de aparência “pavimentada” (cobblestoning)

Mucosa nasal pálida, de consistência emborrachada, inchada

Realização frequente de manobra para limpeza da garganta

História e exame físico

Resposta ao tratamento empírico com anti-histamínicos, descongestionantes ou ipratrópio por via intranasal

TC dos seios da face se o diagnóstico não está claro

Embolia pulmonar*

Dor pleurítica no tórax

Dispneia

Taquicardia

Angiografia por TC

Menos frequentemente, exame de ventilação/perfusão e possivelmente arteriografia pulmonar

Infecção do trato respiratório superior (ITRS), incluindo bronquite aguda

Rinorreia

Mucosa nasal vermelha, inchada

Dor de garganta

Mal-estar

História e exame físico

Tosse crônica

Inibidores da ECA

Tosse seca persistente noturna que pode ocorrer dentro de dias ou meses após o início do tratamento com inibidores da ECA

Avaliação da resposta clínica à interrupção do inibidor da ECA

Aspiração

Tosse após comer ou beber

Sibilos

Radiografia de tórax

Às vezes, radiografia com contraste da faringe

Broncoscopia

Asma (incluindo a variante com tosse)

Tosse em resposta a vários fatores precipitantes (p. ex., alérgenos, ar frio, exercício, infecção viral)

Possivelmente, sibilos e dispneia

Testes de função pulmonar

Testes provocativos com metacolina

Resposta ao tratamento empírico com broncodilatador

Bronquite crônica (um subconjunto de DPOC)‡

Tosse produtiva na maioria dos dias do mês ou por 3 meses do ano durante 2 anos sucessivos em um paciente com DPOC; conhecida ou história de tabagismo

Realização frequente de manobra para limpeza da garganta

Dispneia

Radiografia de tórax

Testes de função pulmonar

DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)‡

Diagnóstico conhecido de DPOC

Sons respiratórios diminuídos

Sibilos

Dispneia

Respiração com lábios franzidos

Uso de músculos respiratórios acessórios

Posicionamento em tripé, com os membros superiores contra os membros inferiores ou a mesa de exame

História e exame físico

Testes de função pulmonar

Imagem do tórax (radiografia ou TC)

Refluxo gastroesofágico

Queimação no tórax ou dor abdominal que tende a piorar com o consumo de certos alimentos, algumas atividades ou certas posições

Gosto azedo, particularmente ao despertar

Halitose

Rouquidão

Tosse crônica noturna ou no início da manhã

Resposta a tratamento empírico com bloqueadores H2 ou inibidores da bomba de prótons

Às vezes, manometria esofágica ou exame de pH

Vias respiratórias hiper-responsivas após a resolução de infecção do trato respiratório‡

Tosse seca não produtiva que pode persistir por semanas ou meses após uma infecção respiratória aguda

Normalmente, radiografia de tórax

Doença pulmonar intersticial

Dispneia de início gradual

Tosse seca

Estertores inspiratórios

Histórico de exposição a drogas (medicamentosas ou ilícitas)§ ou ocupacional

Radiografia de tórax

TC de alta resolução

Testes de função pulmonar

Coqueluche

Crises repetidas de 5 tosses fortes rapidamente consecutivas durante uma única expiração, seguida de uma inspiração profunda e apressada (estridor) ou êmese pós-tosse

Culturas de amostras de secreção nasofaríngea

Rinossinusite‡

Cefaleia

Dor de garganta

Orofaringe posterior de aparência “pavimentada” (cobblestoning)

Mucosa nasal pálida, de consistência emborrachada, inchada

História e exame físico

Resposta a tratamento empírico com anti-histamínicos e descongestionantes

Algumas vezes, testes alérgicos

Tuberculose (TB)

Infecções fúngicas

Sintomas atípicos (p. ex., perda ponderal, febre, hemoptise, sudorese noturna)

História de exposição

Imunocomprometimento (p. ex., uso de inibidores de TNF)

Radiografia de tórax

Teste de tuberculina ou ensaio de liberação de interferon gama; se positivo, culturas de escarro e colorações para bacilos álcool-ácido resistentes e fungos

Às vezes, TC do tórax ou lavado broncoalveolar

Tumor*

Sintomas atípicos (p. ex., perda ponderal, febre baixa, hemoptise, sudorese noturna)

Alteração na tosse crônica

Linfadenopatia

Radiografia de tórax

Se positivo, TC do tórax e biópsia por broncoscopia

*Indica causas raras da tosse.

† Caracteristicamente, infecções faríngeas estreptocócicas podem não causar tosse.

‡ Também uma causa de tosse subaguda.

§ Ver tabela .

ECA = enzima conversora de angiotensina; TC = tomografia computadorizada; PCR = reação em cadeia da polimerase; TB = tuberculose; TNF = fator de necrose tumoral; ITRS = infecção do trato respiratório superior.

*Indica causas raras da tosse.

† Caracteristicamente, infecções faríngeas estreptocócicas podem não causar tosse.

‡ Também uma causa de tosse subaguda.

§ Ver tabela .

ECA = enzima conversora de angiotensina; TC = tomografia computadorizada; PCR = reação em cadeia da polimerase; TB = tuberculose; TNF = fator de necrose tumoral; ITRS = infecção do trato respiratório superior.

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