Manual MSD

Please confirm that you are a health care professional

Carregando

Tórax instável

Por

Thomas G. Weiser

, MD, MPH, Stanford University School of Medicine

Última modificação do conteúdo nov 2018
Clique aqui para acessar Educação para o paciente
Recursos do assunto

O tórax instável é um quadro com múltiplas fraturas em ≥ 3 dos arcos costais adjacentes que resultam na separação de um segmento da parede do tórax do restante da caixa torácica; é marcador de lesão pulmonar subjacente.

Pode ocorrer fratura em mais de um local de um único arco costal. Se houver fraturas (3 ou mais) em vários arcos costais adjacentes em ≥ 2 locais, as fraturas de cada arco costal resultam em um segmento da parede torácica que não está mecanicamente ligado ao restante da caixa torácica (segmento instável). Este segmento instável move-se paradoxalmente (para fora durante a expiração e para dentro durante inspiração — Tórax instável).

Os pacientes têm alto risco de complicações respiratórias, principalmente porque a grande força necessária para provocar um tórax instável normalmente causa contusão pulmonar subjacente significativa. Além disso, o movimento paradoxal do tórax instável aumenta o trabalho da respiração, e a dor torácica tende a limitar a inspiração profunda e, portanto, a ventilação ideal.

Tórax instável

Tórax instável

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

O diagnóstico é clínico, de preferência observando o movimento paradoxal do segmento instável durante a respiração. Mas pode ser difícil ver esse movimento se a profundidade da inspiração estiver limitada pela dor ou pela alteração do nível de consciência decorrente de outras lesões. O movimento paradoxal não ocorre se o paciente estiver em ventilação mecânica, mas o segmento instável pode ser identificado pelo seu movimento para fora mais extremo durante a insuflação do pulmão. Muitas vezes a palpação pode detectar crepitação do segmento instável e confirmar o movimento anômalo da parede torácica.

Radiografia de tórax pode ajudar a confirmar as fraturas ósseas e, geralmente, mostra contusão pulmonar subjacente; a radiografia não mostra ruptura de cartilagem.

Tratamento

  • Cuidados de suporte

  • Às vezes, ventilação mecânica

  • Às vezes, reparo da fratura do arco costal

Administra-se oxigênio úmido. Analgésicos podem ajudar a melhorar a ventilação, diminuindo a dor durante a respiração, mas a ventilação talvez precise de suporte mecânico. Volemia deve ser cuidadosamente monitorada porque a lesão pode resultar tanto da hipovolemia (por hipoperfusão pulmonar) como da hipervolemia (por edema pulmonar). Em alguns pacientes com tórax instável (pacientes que não podem ficar sem ventilação mecânica ou que precisam de toracotomia por outras indicações), a fixação cirúrgica dos arcos costais pode reduzir o risco de pneumonia, o tempo de internação, a duração da ventilação mecânica e a incidência de morte (1).

Referência sobre o tratamento

  • Simon B, Ebert J, Bokhari F, et al: Management of pulmonary contusion and flail chest: An Eastern Association for the Surgery of Trauma practice management guideline. J Trauma and Acute Care Surgery 73(5 Suppl 4):S351-S361, 2012. doi: 10.1097/TA.0b013e31827019fd.

Clique aqui para acessar Educação para o paciente
OBS.: Esta é a versão para profissionais. CONSUMIDORES: Clique aqui para a versão para a família
Profissionais também leram

Também de interesse

Vídeos

Visualizar tudo
Alteração unilateral no teste de Thompson
Vídeo
Alteração unilateral no teste de Thompson
Modelos 3D
Visualizar tudo
Tecido conjuntivo musculoesquelético
Modelo 3D
Tecido conjuntivo musculoesquelético

MÍDIAS SOCIAIS

PRINCIPAIS