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Fadiga por calor

Por

David Tanen

, MD, David Geffen School of Medicine at UCLA

Última modificação do conteúdo jun 2019
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A fadiga por calor é uma síndrome clínica não ameaçadora à vida, caracterizada por mal-estar, fraqueza, náuseas, síncope e outros sintomas inespecíficos causados pela exposição ao calor. A termorregulação e a função do sistema nervoso central não são prejudicadas, mas os pacientes costumam estar desidratados e podem apresentar aumento moderado da temperatura corporal (< 40="" °c).="" o="" tratamento="" é="" feito="" com="" repouso="" em="" um="" ambiente="" fresco="" e="" reposição="" de="" líquidos="" e="">

Raramente, fadiga intensa por calor após trabalho pesado pode ser complicada por rabdomiólise, mioglobinúria e insuficiência renal aguda. Diferencia-se da intermação pela ausência de disfunção cerebral (p. ex., confusão, ataxia).

Sinais e sintomas

Como os sintomas são frequentemente vagos, os pacientes podem não perceber que a causa é o calor. Os sintomas podem incluir fraqueza, tonturas, cefaleia, náuseas e, às vezes, vômitos. A síncope por permanecer em pé por longos períodos no calor (síncope por calor) pode ocorrer. Ao exame, os pacientes aparentam cansaço e, em geral, parecem sudoréticos e taquicárdicos, e podem apresentar hipotensão ortostática. O estado mental é normal, ao contrário da intermação. A temperatura é frequentemente normal e, se elevada, não excede 40° C.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

O diagnóstico é clínico e requer exclusão de outras possíveis causas (p. ex., hipoglicemia, síndrome coronariana aguda, diversas infecções). Solicitam-se exames laboratoriais somente se houver necessidade para descartar tais doenças. Deve-se medir os níveis de eletrólitos para excluir hiponatremia grave nos pacientes com ingestão excessiva de água livre, especialmente se apresentam disfunção cerebral.

Tratamento

  • Líquidos IV ou orais e reposição de eletrólitos

O tratamento é feito pela interrupção de todo e qualquer esforço, mover os pacientes para um ambiente fresco, colocá-los na posição horizontal e tentar reidratação oral com uma solução de cloreto de sódio a 0,1%. Os pacientes devem ingerir cerca de 1 L/hora. Se vômitos ou náuseas impedirem a reidratação oral, há indicação de reposição hidreletrolítica intravenosa, normalmente com soro fisiológico a 0,9%. Além disso, se os sintomas não desaparecerem após 30 a 60 minutos da reidratação oral, os pacientes devem ser transportados para um serviço de emergência, onde a reidratação é feita por via intravenosa. A taxa e o volume da reidratação IV são orientados pela idade, doenças associadas e resposta clínica. A reintrodução de 1 a 2 L a 500 mL/hora é frequentemente adequada. Idosos e portadores de hepatopatias podem necessitar de velocidades mais baixas. Medidas de resfriamento externo (ver Insolação: tratamento) geralmente não são necessárias. No entanto, se pacientes com fadiga por calor tem uma temperatura central de 40° C, medidas devem ser tomadas para reduzi-la.

Pontos-chave

  • Na exaustão por calor, os sintomas tendem a ser inespecíficos, a temperatura geralmente é < 40 °C e a função do sistema nervoso central não é prejudicada.

  • O diagnóstico da exaustão por calor é clínico, fazendo os exames indicados para excluir outras doenças com suspeita clínica.

  • Fazer os pacientes descansarem em um ambiente fresco e tentar reidratação oral, transportar os pacientes para um serviço de emergência se essas medidas não forem bem-sucedidas.

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