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Infecções por Haemophilus

(Infecções por Hemophilus)

Por

Larry M. Bush

, MD, FACP, Charles E. Schmidt College of Medicine, Florida Atlantic University;


Maria T. Perez

, MD, Wellington Regional Medical Center, West Palm Beach

Última modificação do conteúdo abr 2018
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Bactérias Gram-negativas Haemophilus spp. causam inúmeras infecções leves e graves, como bacteremia, meningite, pneumonia, sinusite, otite média, celulite e epiglotite. O diagnóstico é feito por cultura e sorotipagem. O tratamento é com antibióticos.

Muitos Haemophilus sp são parte da flora normal no trato respiratório superior e raramente causam doenças. Cepas patogênicas entram no trato respiratório superior por inalação de gotículas ou contato direto. A disseminação é rápida em populações não imunes. Crianças estão sob alto risco de infecção grave, em particular as do sexo masculino, negros e nativos norte-americanos. Moradia em condições de superpopulação e creches lotadas predispõem à infecção, assim como estados de imunodeficiência, asplenia e anemia falciforme.

Há várias espécies patogênicas de Haemophilus, sendo a mais comum delas H. influenzae, que tem 6 cepas encapsuladas distintas, de a até f, e numerosas cepas não encapsuladas e não tipadas. Antes do uso da vacina conjugada de H. influenzae tipo B (Hib), a maioria dos casos graves de doença invasiva era provocada pelo tipo B.

Doenças causadas por Haemophilus sp

H. influenzae causa muitas infecções na infância, incluindo meningite, bacteremia, artrite séptica, pneumonia, traqueobronquite, otite média, conjuntivite, sinusite, e epiglotite aguda. Essas infecções, assim como endocardite e infecções do trato urinário, podem ocorrer em adultos, embora com menos frequência. Essas doenças são discutidas em outra parte deste Manual.

Cepas de H. influenzae não tipáveis causam principalmente infecções das mucosas (p. ex., otite média, sinusite, conjuntivite, bronquite). Ocasionalmente, cepas não encapsuladas provocam infecções invasivas em crianças, mas podem causar até metade das infecções graves de H. influenzae em adultos.

H. influenzae sorotipo aegyptius (antigamente chamada de H. aegyptius) pode causar conjuntivite mucopurulenta e febre purpúrica bacterêmica brasileira. H. ducreyi provoca cancroide. H. parainfluenzae e H. aphrophilus são causas raras de bacteremia, endocardite e abscesso cerebral.

Diagnóstico

  • Culturas

  • Algumas vezes, sorotipagem

O diagnóstico de infecções por Haemophilus é feito por cultura de sangue e líquidos do corpo. Cepas envolvidas com doença invasiva devem ser sorotipadas.

Tratamento

  • Diversos antibióticos, dependendo do local e da gravidade da infecção

Tratamento de infecções por Haemophilus depende da natureza e localização da infecção, mas usam-se betalactâmicos associados a inibidores da betalactamase, fluoroquinolonas, cefalosporinas de 2ª e 3ª gerações e carbapenêmicos para tratar a doença invasiva. A vacina Hib tem notadamente reduzido a taxa de bacteremia.

São hospitalizadas as crianças com doença grave com isolamento de contato e respiratório por 24 h após o início dos antibióticos.

Escolhas de antibióticos dependem muito da localização da infecção e requerem teste de sensibilidade; muitos isolados nos EUA produzem beta-lactamase (p. ex., 50% são resistentes à ampicilina).

Para doença invasiva, inclusive meningite, recomenda-se o uso de cefotaxima ou ceftriaxona. Para infecções menos graves, cefalosporinas orais (exceto cefalosporinas e 1ª geração como cefalexina), macrolídios e amoxicilina/clavulanato são geralmente eficazes. (Ver tópicos de cada doença para recomendações específicas.)

Cefotaxima e ceftriaxona eliminam o transporte respiratório do H. influenzae, mas outros antibióticos utilizados para infecção sistêmica não fazem isso de forma confiável. Assim, crianças com infecção sistêmica que não foram tratadas com cefotaxima ou ceftriaxona devem receber rifampicina imediatamente após a conclusão do tratamento e antes de retomar o contato com outras crianças.

Prevenção

Vacinas conjugadas de Hib estão disponíveis para crianças 2 meses de idade e reduzem infecções invasivas como meningite, epiglotite e bacteremia em 99%. Uma série primária é administrada aos 2, 4 e 6 meses ou aos 2 e 4 meses, dependendo do produto de vacina. Um reforço aos 12 a 15 meses está indicado.

Contatos dentro do domicílio podem ser portadores assintomáticos de H. influenzae. Contatos domiciliares < 4 anos de idade não imunizados ou incompletamente imunizados estão sob risco de doença e devem receber uma dose da vacina. Além disso, todos os membros do domicílio (exceto as gestantes) devem receber profilaxia com rifampicina, 600 mg (20 mg/kg para crianças ≥ 1 mês; 10 mg/kg para crianças < 1 mês), VO uma vez ao dia, durante 4 dias.

Contatos de berçário ou de creche devem receber profilaxia, se 2 casos de doença invasiva tiverem ocorrido em 60 dias. O benefício da profilaxia, na ocorrência de apenas um caso, não foi estabelecido.

Pontos-chave

  • Várias espécies de Haemophilus são patogênicas; a mais comum é H. influenzae.

  • H. influenzae causa muitos tipos de infecção da mucosa e, mais raramente, infecção invasiva, principalmente em crianças.

  • As escolhas de antibióticos dependem fortemente do local da infecção e exigem teste de sensibilidade.

  • Vacinas conjugadas contra Hib, administradas como parte da vacinação infantil de rotina para crianças 2 meses, reduziram as infecções invasivas em 99%.

  • Contatos próximos podem ser portadores assintomáticos de H. influenzae e normalmente recebem profilaxia com rifampicina.

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