Subluxação atlantoaxial é o desalinhamento da 1ª vértebra cervical (atlas) em relação à 2ª vértebra cervical (eixo), o que pode ocorrer com hiperflexão, hiperextensão e cargas axiais.
(Ver também Avaliação da dor cervical e lombar e Anormalidades da junção craniocervical.)
A subluxação atlantoaxial pode resultar de trauma maior ou pode ocorrer em pacientes com condições que podem afetar a coluna cervical, incluindo artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, espondilite anquilosante e síndrome de Down. A subluxação atlantoaxial é muito rara.
Sintomas de subluxação atlantoaxial
A subluxação atlantoaxial é normalmente assintomática, porém pode causar dor cervical, cefaleia occipital ou, ocasionalmente, compressão da medula cervical intermitente (e potencialmente fatal).
Diagnóstico da subluxação atlantoaxial
Radiografias
RM para avaliar a integridade dos ligamentos
Radiografias da coluna cervical mostrando subluxação atlantoaxial e subluxação subaxial em um paciente com artrite reumatoide. As incidências laterais da coluna cervical foram feitas na extensão cervical (à esquerda) e flexão (à direita). Na flexão, o arco anterior de C1 é muito anterior aos antros de C2 (posterior à seta preta), indicando subluxação anterior. Esse achado não é evidente em extensão (seta preta), indicando que a subluxação atlantoaxial é dinâmica. A anterolistese (deslizamento para frente da parte superior do corpo vertebral, mostrada por setas brancas) também está presente em C2-C3 e C3-C4 em extensão e em C3-C4 e C4-C5 em flexão.
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Subluxação atlantoaxial é geralmente diagnosticada com radiografias cervicais em flexão e extensão. A incidência em flexão, como toleradas pelo paciente, revela a instabilidade dinâmica de toda a coluna cervical. O movimento abaixo do nível de C1-C2 é definido por radiografias em flexão e extensão mostrando aumento da angulação de 10 graus e translação maior ou igual a 3 mm. Se houver alterações nas radiografias ou se estiveram normais, mas ainda houver suspeita de subluxação, fazer uma RM, que é mais sensível. A RM também fornece a maioria da avaliação sensorial da compressão da medula espinal, sendo obtida imediatamente se houver suspeita da compressão medular.
Tratamento da subluxação atlantoaxial
Tratamento dos sintomas
Imobilização cervical
Cirurgia
As indicações para o tratamento da subluxação atlantoaxial são dor, deficits neurológicos e potencial instabilidade da coluna vertebral. O tratamento é feito com sintomáticos (p. ex., analgésicos) e imobilização cervical, normalmente começando com o uso do colar cervical rígido. A urgência do tratamento geralmente baseia-se nos sintomas ou na existência de alterações na medula espinal pela RM nos pacientes suscetíveis. Nos casos em que os sintomas aumentam ou nas lesões traumáticas agudas, pode ser necessário fazer cirurgia para estabilizar a coluna (1).
Referência sobre tratamento
1. Yamada T, Yoshii T, Matsukura Y, et al. Retrospective analysis of surgical outcomes for atlantoaxial subluxation. J Orthop Surg Res. 2019;14(1):75. Published 2019 Mar 7. doi:10.1186/s13018-019-1112-2
Pontos-chave
Subluxação atlantoaxial é o desalinhamento da 1ª e 2ª vértebras cervicais e é uma condição rara.
As causas incluem trauma grave ou certas doenças que afetam a coluna cervical, incluindo artrite reumatoide, artrite idiopática juvenil, espondilite anquilosante e síndrome de Down.
A subluxação atlantoaxial é normalmente assintomática, porém pode causar dor cervical, cefaleia occipital ou, ocasionalmente, compressão da medula cervical intermitente (e potencialmente fatal).
Diagnosticar com radiografias cervicais em flexão e extensão e fazer RM se houver suspeita de compressão da medula.
Tratar com analgésicos e imobilização cervical; cirurgia é necessária para pacientes com anormalidades da coluna vertebral na RM.



