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Infecções durante a gestação

Por

Lara A. Friel

, MD, PhD, University of Texas Health Medical School at Houston, McGovern Medical School

Última revisão/alteração completa abr 2020| Última modificação do conteúdo abr 2020
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As infecções que ocorrem com mais frequência durante a gestação, como as de pele, do trato urinário e do trato respiratório, não causam problemas sérios. Entretanto, algumas infecções podem ser transmitidas ao feto antes ou durante o nascimento e fazer mal a ele ou causar um aborto espontâneo ou parto prematuro. Além disso, saber se tomar antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos é seguro durante a gestação é uma preocupação.

Doenças sexualmente transmissíveis que podem causar problemas incluem as seguintes:

  • A gonorreia pode também causar conjuntivite no recém-nascido.

  • A sífilis pode ser transmitida da mãe para o feto através da placenta. A sífilis no feto pode causar vários defeitos congênitos e causar problemas no recém-nascido. Exames são feitos rotineiramente em gestantes quanto à presença de sífilis no início da gestação. Geralmente, o tratamento da sífilis durante a gestação cura tanto a mãe como o feto.

  • A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é transmitida ao feto em aproximadamente 25% a 30% das gestações se a gestante infectada não for tratada. Os especialistas recomendam que a mulher com a infecção do HIV tome medicamentos antirretrovirais durante a gestação. Se a mulher tomar uma combinação de medicamentos antirretrovirais, o risco de transmitir o HIV para o feto pode ser reduzido para 1%. No caso de algumas mulheres infectadas pelo HIV, o parto por cesariana, planejado com antecedência, pode reduzir ainda mais o risco de transmissão do HIV para o bebê. A gestação não parece acelerar a progressão da infecção pelo HIV em mulheres.

  • O herpes genital pode ser transmitido ao bebê durante um parto normal. Bebês que foram infectados com o herpes podem apresentar uma infecção cerebral potencialmente fatal, denominada encefalite herpética. Uma infecção por herpes em bebês também pode danificar outros órgãos internos e causar feridas na pele e na boca, danos cerebrais permanentes ou mesmo a morte. Se a mulher apresentar feridas de herpes na região genital no final da gestação ou se a primeira vez que o herpes surge for no final da gestação, geralmente ela é aconselhada a fazer um parto por cesariana, para que o vírus não seja transmitido ao bebê. Caso a mulher não tenha as feridas e o herpes tiver aparecido mais cedo, o risco de transmissão é muito baixo, o que permite a realização do parto normal.

  • A infecção por vírus Zika em uma gestante pode fazer com que o bebê tenha uma cabeça pequena (microcefalia). A cabeça é pequena porque ela não se desenvolve normalmente. A infecção por vírus Zika também pode causar anomalias oculares no bebê. O vírus Zika é disseminado por mosquitos, mas também pode ser disseminado por relações sexuais, por transfusões de sangue e de uma gestante para seu bebê antes ou durante o nascimento.

As infecções que não são transmitidas sexualmente e que podem causar problemas incluem:

A hepatite pode ser transmitida sexualmente, mas ela com frequência é transmitida de outras maneiras. Assim, ela não costuma ser considerada uma doença sexualmente transmissível. A hepatite na gestante pode aumentar o risco de haver parto prematuro. Ela também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto, o que causa problemas.

Tratamento

  • Às vezes medicamentos, dependendo da proporção entre os benefícios e os riscos

O médico analisa os riscos do uso de medicamentos em comparação aos riscos de infecção, para determinar se é necessário tratar a gestante com medicamentos antimicrobianos.

Alguns medicamentos antibacterianos, como as penicilinas, cefalosporinas e os relacionados com a eritromicina (denominados macrolídeos), são geralmente considerados seguros para uso durante a gestação.

Outros medicamentos antibacterianos, incluindo as tetraciclinas e as fluoroquinolonas, podem causar problemas ao feto (consulte a tabela Alguns medicamentos que causem problemas durante a gestação).

O médico também leva em consideração a probabilidade de o tratamento trazer qualquer benefício. Por exemplo, se as mulheres tiverem vaginose bacteriana, mas não apresentam os sintomas e, se a gestação não é considerada de alto risco, o tratamento da vaginose bacteriana não é conhecido por ter quaisquer benefícios.

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