Manual MSD

Please confirm that you are not located inside the Russian Federation

honeypot link

Infecções estreptocócicas

(infecções estreptocócicas)

Por

Larry M. Bush

, MD, FACP, Charles E. Schmidt College of Medicine, Florida Atlantic University

Última revisão/alteração completa mar 2021| Última modificação do conteúdo mar 2021
Clique aqui para a versão para profissionais
Fatos rápidos
Recursos do assunto
  • Diferentes grupos dessas bactérias são disseminados de modos diferentes, por exemplo, através da tosse ou espirro, através do contato com feridas ou úlceras, ou durante o parto vaginal (de mãe para filho).

  • Essas infecções afetam várias áreas do corpo, incluindo garganta, ouvido médio, seios paranasais, pulmões, pele, tecido sob a pele, válvulas cardíacas e corrente sanguínea.

  • Os sintomas podem incluir tecidos inchados doloridos e vermelhos, úlceras com crostas, garganta inflamada (faringite estreptocócica) e erupção cutânea, dependendo da área afetada.

  • Os médicos podem conseguir diagnosticar a infecção com base nos sintomas e podem confirmar o diagnóstico ao identificar a bactéria em uma amostra de tecido infectado, por vezes suplementado com exames de diagnóstico por imagem.

  • Os antibióticos são dados por via oral ou, para infecções sérias, por veia.

Muitas formas de estreptococos vivem inofensivamente no corpo. Algumas espécies que podem causar infecção estão também presentes em algumas pessoas saudáveis, mas não causam sintomas. Tais pessoas são chamadas de portadoras.

Tipos de estreptococos

Os estreptococos são divididos em grupos com base na sua aparência quando cultivados em laboratório e nos diferentes componentes químicos. Cada grupo tende a produzir infecções específicas. Os grupos mais propensos a causar doenças nas pessoas incluem

Tabela
icon

Disseminação da infecção estreptocócica

Os estreptococos do grupo A disseminam-se por:

  • Inalação de gotículas de secreções do nariz ou da garganta que são dispersas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra

  • Contato com feridas ou úlceras infectadas na pele

Geralmente, as bactérias não são transmitidas pelo contato casual, mas podem ser transmitidas em ambientes lotados de pessoas, como dormitórios, escolas e quartéis militares. Após 24 horas de tratamento com antibióticos, as pessoas não podem mais transmitir as bactérias a outras.

Os estreptococos do grupo B podem ser transmitidos a recém-nascidos pelas secreções vaginais durante o parto.

Os estreptococos viridans habitam a boca de pessoas saudáveis, mas podem invadir a corrente sanguínea, especialmente em pessoas com inflamação periodontal, e infectar válvulas do coração (causando endocardite Endocardite infecciosa A endocardite infecciosa é uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio) que geralmente também afeta as válvulas cardíacas. A endocardite infecciosa ocorre quando uma bactéria... leia mais Endocardite infecciosa ).

Sintomas de infecções estreptocócicas

Os sintomas de infecções estreptocócicas variam, dependendo de onde a infecção se encontra:

A escarlatina é incomum hoje, mas ainda ocorrem surtos. Ela tende a se espalhar quando as pessoas têm contato estreito entre si – por exemplo, em escolas ou creches. A escarlatina ocorre principalmente em crianças, geralmente após uma faringite estreptocócica, mas às vezes após infecções estreptocócicas na pele.

Complicações das infecções estreptocócicas

Se não tratadas, a infecções estreptocócicas podem levar a complicações. Algumas complicações resultam da disseminação da infecção para tecidos adjacentes. Por exemplo, uma infecção de ouvido pode disseminar-se para os seios nasais, causando sinusite Sinusite A sinusite é a inflamação dos seios paranasais, muitas vezes causada por infecção bacteriana ou viral, ou por alergia. Alguns dos sintomas mais comuns da sinusite são dor, sensibilidade, congestão... leia mais , ou para o osso mastoide (o osso proeminente atrás da orelha), causando mastoidite Mastoidite A mastoidite é uma infecção bacteriana da apófise mastoide, que é o osso proeminente que se encontra atrás do ouvido. Essa doença costuma ocorrer quando uma otite média aguda não tratada ou... leia mais .

A síndrome de choque tóxico Síndrome do choque tóxico A síndrome de choque tóxico é um grupo de sintomas graves e rapidamente progressivos que inclui febre, erupção cutânea, pressão arterial perigosamente baixa e insuficiência de vários órgãos... leia mais causa sintomas graves e rapidamente progressivos que inclui febre, erupção cutânea, pressão arterial perigosamente baixa e insuficiência de vários órgãos. É causada por toxinas produzidas por estreptococos do grupo A ou Staphylococcus aureus.

Diagnóstico de infecções estreptocócicas

  • Para faringite estreptocócica, testes rápidos e/ou cultura de uma amostra retirada da garganta

  • Para celulite e impetigo, muitas vezes a avaliação de um médico

  • Para fasciite necrosante, um teste diagnóstico por imagem (como TC), cultura e, frequentemente, cirurgia exploratória

Doenças estreptocócicas diferentes são diagnosticadas de forma diferente.

Faringite estreptocócica

Os médicos podem suspeitar de faringite estreptocócica com base no seguinte:

  • Febre

  • Gânglios linfáticos aumentados e doloridos no pescoço

  • Pus dentro ou sobre as amígdalas

  • Ausência de tosse

O principal motivo para diagnosticar a faringite estreptocócica é reduzir a chance de desenvolver complicações (como febre reumática Febre reumática A febre reumática é uma inflamação das articulações, do coração, da pele e do sistema nervoso resultante de uma complicação de uma infecção estreptocócica da garganta que não foi tratada. Este... leia mais Febre reumática ) usando antibióticos. Como os sintomas de faringite estreptocócica do grupo A muitas vezes se assemelham aos de infecção de garganta por vírus (e infecções virais não devem ser tratadas com antibióticos), é necessário um teste de cultura da garganta ou outro teste para confirmar o diagnóstico e determinar como tratar a infecção.

Vários testes diagnósticos (chamados testes rápidos) podem ser concluídos em minutos. Para esses testes, é usado um cotonete para coletar uma amostra da garganta. Se esses testes indicarem infecção (resultados positivos), o diagnóstico de faringite estreptocócica é confirmado e uma cultura da garganta é necessária, o que leva mais tempo para se processar. Porém, os resultados de testes rápidos por vezes não indicam infecção quando ela está presente (chamado de resultados falso-negativos). Se os resultados forem negativos em crianças e adolescentes, a cultura é necessária. Uma amostra obtida da garganta com um cotonete é enviada a um laboratório para que os estreptococos do grupo A, se presentes, possam crescer em cultura durante a noite. Em adultos, os resultados negativos não requerem confirmação por cultura porque a incidência de infecção estreptocócica e o risco de febre reumática em adultos são muito baixos.

Os contatos próximos de uma pessoa com infecção estreptocócica devem ser examinados para detectar a bactéria se eles apresentarem sintomas ou já tiverem sofrido complicações por infecção estreptocócica.

Você sabia que...

  • Os médicos não podem dizer, apenas olhando, se uma dor de garganta é causada por uma infecção estreptocócica ou um vírus.

Celulite e impetigo

Celulite e impetigo podem muitas vezes ser diagnosticados com base nos sintomas, embora a cultura de uma amostra obtida de feridas de impetigo possa muitas vezes ajudar os médicos a identificar outros microrganismos que possam ser a causa, tais como Staphylococcus aureus.

Fasciite necrosante

Para diagnosticar fasciite necrosante, os médicos usam frequentemente radiografias, tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética (RM) e cultura. A cirúrgica exploratória é, por vezes, necessária para confirmar o diagnóstico.

Tratamento de infecções estreptocócicas

  • Antibióticos (geralmente penicilina)

  • Para fasciite necrosante, cirurgia para retirar o tecido morto

Faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica geralmente se resolve dentro de uma a duas semanas, mesmo sem tratamento.

Os antibióticos diminuem a duração dos sintomas em crianças pequenas, mas exercem apenas efeito modesto nos sintomas em adolescentes e adultos. Não obstante, os antibióticos são dados para ajudar a prevenir a transmissão da infecção ao ouvido médio, seios paranasais e osso mastoide, assim como para prevenir a transmissão para outras pessoas. A terapia com antibióticos também ajuda a prevenir a febre reumática, embora possa não prevenir inflamação dos rins (glomerulonefrite). Geralmente, não é preciso iniciar antibióticos imediatamente. Aguardar de um a dois dias pelos resultados da cultura antes de iniciar os antibióticos não aumenta o risco de febre reumática. Uma exceção é quando um parente apresenta ou já apresentou febre reumática. Nesse caso, cada inflamação estreptocócica em um parente deve ser tratada assim que possível.

Geralmente, penicilina ou amoxicilina é administrada pela boca durante 10 dias. Uma injeção de penicilina de longa duração (benzatina) pode ser dada em seu lugar. As pessoas que não podem tomar penicilina, podem receber eritromicina, claritromicina ou clindamicina por via oral durante 10 dias ou azitromicina durante 5 dias.

As bactérias que causam faringite estreptocócica nunca foram resistentes à penicilina. Nos Estados Unidos, cerca de 5% a 10% dessas bactérias são resistentes à eritromicina e medicamentos relacionados (azitromicina e claritromicina), mas, em alguns países, mais de 10% são resistentes.

A febre, dor de cabeça e dor de garganta podem ser tratadas com paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), o que reduz as dores e a febre. No entanto, não se deve administrar aspirina a crianças porque ela aumenta o risco da síndrome de Reye Síndrome de Reye A síndrome de Reye é uma doença muito rara, mas potencialmente fatal, que causa inflamação e inchaço do cérebro e degeneração e perda da função hepática. A causa da síndrome de Reye é desconhecida... leia mais .

Não é necessário repouso na cama nem isolamento.

Outras infecções estreptocócicas

O tratamento imediato com antibióticos pode evitar a propagação rápida da infecção estreptocócica e sua chegada ao sangue e demais órgãos internos. Consequentemente, a celulite é frequentemente tratada sem que seja realizada uma cultura para identificar a bactéria causadora. Nesses casos, os médicos administram antibióticos, como dicloxacilina ou cefalexina, que são eficazes contra os estreptococos e os estafilococos.

As infecções estreptocócicas sérias (como fasciite necrosante, endocardite e celulite grave) requerem penicilina administrada por via intravenosa, por vezes com outros antibióticos.

Mais informações sobre infecções estreptocócicas

O seguinte é um recurso em inglês que pode ser útil. Vale ressaltar que O MANUAL não é responsável pelo conteúdo deste recurso.

Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC): Doença estreptocócica do grupo A (GAS): informações sobre doenças causadas por estreptococos do grupo A

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: Clique aqui para a versão para profissionais
Clique aqui para a versão para profissionais
Obtenha o
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS

Teste os seus conhecimentos

Coccidioidomicose
Qual dos medicamentos a seguir é usado para tratar casos graves de coccidioidomicose progressiva?
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS

Também de interesse

Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
Baixe o aplicativo  do Manual MSD! ANDROID iOS
PRINCIPAIS