Mais de metade das gestantes toma medicamentos, bebe álcool, fuma ou usa entorpecentes em algum momento durante a gravidez.
Tomar certas drogas e medicamentos durante a gestação pode ser prejudicial para o bebê ou provocar um aborto espontâneo
Em geral, a mulher deve evitar tomar medicamentos durante a gravidez a menos que seja necessário
A mulher deve perguntar ao médico quais são os medicamentos, vitaminas e suplementos fitoterápicos necessários e quais ela não deve tomar
O consumo de álcool durante a gravidez é uma das principais causas de defeitos congênitos
De que maneira os medicamentos/drogas afetam a gravidez?
Muitos medicamentos e entorpecentes que são tomados por gestantes atravessam a placenta e chegam até o bebê no útero. A placenta é um órgão dentro do útero que transporta sangue com oxigênio e nutrientes da mãe para o bebê. Determinados medicamentos e entorpecentes podem:
Causar um desenvolvimento anômalo dos órgãos do bebê, dando origem a defeitos congênitos ou morte
Afetar a placenta de modo a impedir seu funcionamento adequado
Provocar o nascimento prematuro do bebê
Como é possível saber se um medicamento é seguro para ser tomado durante a gravidez?
Muitos medicamentos e vacinas não são seguros para gestantes.
Por outro lado, existem alguns medicamentos e vacinas que devem ser tomados durante a gravidez. Eles previnem problemas de saúde que podem ser prejudiciais à mulher ou ao bebê. A mulher não deve simplesmente parar de tomar esses medicamentos quando engravida. É possível que a mulher precise tomar medicamentos durante a gravidez, se ela tiver uma doença que possa ser prejudicial à mãe ou ao bebê, como:
Convulsões (epilepsia)
A mulher deve conversar com o médico sobre os medicamentos que ela usa:
A mulher deve comunicar ao médico que está grávida assim que ficar sabendo
A mulher deve perguntar ao médico sobre os riscos e benefícios dos medicamentos prescritos para ela e se ela deve continuar tomando-os durante a gravidez.
A mulher deve informar ao médico todas as vitaminas, suplementos e medicamentos sem prescrição que ela toma e perguntar se eles são seguros para tomar durante a gravidez.
Se a mulher estiver tomando um medicamento que pode trazer risco, os médicos costumam substituí-lo por um medicamento mais seguro. E, às vezes, vale a pena tomar até mesmo um medicamento com risco significativo durante a gravidez para tratar ou prevenir uma doença perigosa. Por exemplo, é possível que a mulher precise tomar um medicamento chamado anticoagulante para evitar a ocorrência de coágulos sanguíneos fatais. O médico escolherá o medicamento correto para preservar tanto a saúde da mãe como a do bebê. A mulher deve sempre conversar com o médico antes de parar, iniciar ou trocar qualquer medicamento.
Vacinas
Durante a gravidez e nos primeiros meses de vida, o bebê está protegido contra diversas infecções graças ao sistema imunológico da mãe. Essa proteção é transmitida da mãe ao bebê durante a gravidez pela corrente sanguínea e através da placenta durante a gravidez. Caso a mulher não tenha recebido todas as vacinas, algumas são seguras durante a gravidez. Contudo, algumas vacinas não devem ser administradas e algumas devem ser apenas administradas se a mulher estiver com um risco elevado de desenvolver uma infecção.
O médico recomendará vacinas que são seguras durante a gravidez:
As mulheres que estão grávidas, amamentando, tentando engravidar agora ou podem ficar grávidas no futuro devem receber a vacina contra a COVID-19 (consulte também CDC: vacinas contra a COVID-19 durante a gestação ou amamentação).
A mulher deve tomar a vacina contra gripe em qualquer momento durante a gravidez, antes e durante a temporada de gripe. Mulheres grávidas NÃO devem receber a vacina viva atenuada (LAIVs, do inglês Live Attenuated Vaccine ou spray nasal).
Mulheres com 27 a 36 semanas de gestação devem receber a vacina Tdap (que protege contra tétano, difteria e coqueluche ou tosse convulsa)
Vacinas que não são seguras durante a gravidez incluem:
Quais problemas são causados por entorpecentes durante a gravidez?
Alguns entorpecentes que podem causar problemas incluem:
Álcool
Cafeína
Nicotina (p. ex., no tabaco de cigarro)
Maconha
Álcool
O álcool é a principal causa de defeitos congênitos. Ele pode causar:
Síndrome alcoólica fetal
Aborto espontâneo
Baixo peso de nascimento
Problemas comportamentais durante a infância
A síndrome alcoólica fetal é um conjunto de problemas que inclui o desenvolvimento anômalo da cabeça e da face do bebê, danos cerebrais, baixa inteligência, crescimento prejudicado e outros problemas. Não há uma quantidade segura de consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação.
Cafeína
Os médicos não sabem ao certo se o consumo de cafeína durante a gravidez é prejudicial ao bebê. A cafeína é encontrada no café, alguns tipos de chá, alguns tipos de refrigerante, bebidas energéticas, chocolate e em alguns medicamentos.
Os médicos acreditam que a cafeína é segura em pequenas quantidades.
No entanto, beber muito café diariamente pode causar:
Aborto espontâneo ou natimorto
Parto prematuro (quando o bebê nasce com muita antecedência)
Baixo peso de nascimento
Os médicos sugerem que a mãe consuma uma quantidade muito pequena de cafeína durante a gravidez. Em vez disso, a mulher pode tentar consumir bebidas descafeinadas.
Cigarros
Pode ser prejudicial ao bebê se a mulher fumar ou até mesmo simplesmente respirar fumaça de cigarro enquanto estiver grávida. Fumar pode causar:
Baixo peso de nascimento
Defeitos congênitos no coração, cérebro e face do bebê
Aborto espontâneo
Parto prematuro (quando o bebê nasce com muita antecedência)
Problemas no desenvolvimento, inteligência e comportamento da criança
A mulher não deve fumar nada durante a gravidez e, particularmente durante este período, deve evitar ao máximo ficar perto de fumaça.
Maconha
Os médicos não têm certeza se o consumo de maconha durante a gravidez é prejudicial ao bebê, mas eles sugerem que a mãe evite consumi-la. A maconha pode causar problemas de comportamento no bebê se a mãe consumir grandes quantidades dessa droga durante a gestação.
Aspartame
O aspartame é um adoçante artificial utilizado em alguns alimentos e bebidas e o consumo de pequenas quantidades durante a gravidez possivelmente é seguro.
Contudo, as gestantes com uma doença chamada fenilcetonúria não devem comer nem beber nada com aspartame.
Quais problemas são causados por entorpecentes durante a gravidez?
O uso de entorpecentes durante a gravidez pode causar problemas graves tanto para a mãe como para o bebê. Quando usados em excesso, todos os entorpecentes e mesmo alguns medicamentos (sobretudo opioides, como a oxicodona), aumentam a chance de o bebê ser muito pequeno ou nascer de maneira prematura.
As drogas injetáveis também aumentam as chances de a mãe transmitir infecções ao bebê, como hepatite ou HIV.
Entorpecentes que podem causar problemas incluem:
Anfetaminas
Sais de banho
Cocaína
Alucinógenos
Opioides
Anfetaminas
O uso de anfetaminas durante a gravidez pode causar:
Defeitos congênitos, especialmente no coração
Problemas no desenvolvimento do bebê antes do nascimento
Sais de banho
O nome “sais de banho” é usado para designar um grupo de drogas feitas a partir de várias substâncias químicas que dão a mesma sensação de “barato” proporcionada pelas anfetaminas. O uso de “sais de banho” durante a gravidez pode causar:
Uma insuficiência no suprimento de oxigênio ao bebê
Natimorto (quando o bebê morre antes ou durante o parto)
Problemas na placenta
Defeitos congênitos
Cocaína
O uso de cocaína durante a gravidez pode provocar a constrição dos vasos sanguíneos na placenta, o que pode causar:
Aborto espontâneo
Parto prematuro (quando o bebê nasce com muita antecedência)
Baixo peso de nascimento
As mulheres que usam cocaína durante a gravidez frequentemente fazem outras coisas que podem ser prejudiciais ao bebê, como fumar, usar outras drogas ou receber atendimento médico inadequado. A mulher não deve usar cocaína durante a gravidez.
Alucinógenos
Os alucinógenos incluem ecstasy (MDMA), metanfetaminas e LSD. O uso de alucinógenos durante a gravidez pode causar:
Aborto espontâneo
Parto prematuro (quando o bebê nasce com muita antecedência)
Sintomas de abstinência no bebê
Opioides
Os opioides incluem medicamentos (por exemplo, oxicodona, metadona e morfina) que podem ser obtidos de modos ilícitos ou por meio de prescrições médicas para aliviar a dor. A heroína é um opioide ilícito que causa vício e que não é receitado pelos médicos. O uso prolongado de qualquer tipo de opioide, obtido de maneira ilícita ou por prescrição médica, durante a gravidez pode causar:
Sintomas de abstinência no bebê
Aborto espontâneo
Parto prematuro (quando o bebê nasce com muita antecedência)
Baixo peso de nascimento
Se a mulher sofrer alguma lesão grave e dolorosa (por exemplo, uma fratura ou uma queimadura grave), provavelmente é seguro tomar um opioide receitado pelo médico por alguns dias. Caso contrário, a mãe deve evitar o uso de opioides.



