Diabetes mellitus tipo 2

PorErika F. Brutsaert, MD, New York Medical College
Revisado porGlenn D. Braunstein, MD, Cedars-Sinai Medical Center
Revisado/Corrigido: modificado dez. 2025
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O diabetes mellitus tipo 2 é um distúrbio de resistência à insulina ou secreção inadequada de insulina.

  • A resistência aos efeitos da insulina frequentemente ocorre antes de os sintomas aparecerem e costuma estar relacionada à obesidade ou à síndrome metabólica.

  • Os sintomas iniciais estão relacionados à hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue) e incluem sede excessiva, fome excessiva, micção excessiva e visão turva.

  • O médico diagnostica o diabetes por meio da dosagem da glicose no sangue.

  • O diabetes pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal crônica e perda de visão.

  • O diabetes pode danificar os nervos e causar problemas de sensibilidade.

  • As pessoas com diabetes tipo 2 precisam seguir uma dieta saudável, com baixo teor de carboidratos refinados (incluindo açúcar), gorduras saturadas e alimentos processados. Elas também precisam se exercitar e manter um peso saudável. A maioria também precisa tomar medicamentos para reduzir os níveis de glicose no sangue.

Aproximadamente 90% dos adultos com diabetes têm diabetes tipo 2.

Causas do diabetes mellitus tipo 2

O diabetes tipo 2 é causado pela resistência à insulina.

No diabetes mellitus tipo 2, a secreção de insulina é inadequada porque a pessoa desenvolveu resistência à insulina. A resistência à insulina leva a uma incapacidade de suprimir a produção de glicose pelo fígado e prejudica a captação da glicose. Essa combinação aumenta os níveis de glicose no sangue (hiperglicemia). Com frequência os níveis de insulina estão muito elevados, sobretudo nos estágios iniciais da doença. Posteriormente no curso da doença, a produção de insulina pode cair, agravando ainda mais a hiperglicemia.

A obesidade e o ganho de peso são fatores determinantes importantes da resistência à insulina no diabetes tipo 2. A obesidade e o ganho de peso têm alguns determinantes genéticos, mas também são influenciados por dieta, exercícios e estilo de vida.

A doença geralmente surge em adultos e se torna mais comum com o aumento da idade; nos Estados Unidos, aproximadamente 30% dos adultos com idade entre 18 e 44 anos e quase 50% dos adultos com mais de 65 anos de idade apresentam prejuízo na regulação da glicose em jejum ou tolerância à glicose prejudicada. Em adultos mais velhos, os níveis de glicose no plasma depois de comer atingem níveis mais elevados que em adultos mais jovens, sobretudo após refeições com alto teor de carboidratos. Além disso, os níveis de glicose demoram mais tempo para voltar ao normal, em parte devido ao aumento do acúmulo de gordura visceral e abdominal e à diminuição da massa muscular.

Tanto fatores ambientais como fatores genéticos contribuem para o diabetes tipo 2. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 têm parentes que também são afetados, mas nenhum gene causador foi identificado.

Triagem e prevenção do diabetes mellitus tipo 2

Triagem

É importante realizar exames preventivos em pessoas com risco de apresentar diabetes tipo 2, inclusive aquelas que:

  • Têm mais de 35 anos de idade

  • Têm sobrepeso ou obesidade

  • Têm um estilo de vida sedentário

  • Têm um histórico familiar de diabetes

  • Têm pré-diabetes

  • Tiveram diabetes durante a gestação ou tiveram um bebê que nasceu pesando mais de 4,1 quilos

  • Tiver hipertensão arterial

  • Têm um distúrbio lipídico, como, por exemplo, colesterol alto

  • Têm doença cardiovascular

  • Têm doença do ovário policístico

  • Têm ascendência racial ou étnica associada a alto risco (africano, espanhol, latino-americano, asiático, indígena americano)

  • Têm esteatose hepática (antigamente denominada de doença hepática gordurosa)

  • Têm infecção pelo HIV

As pessoas com esses fatores de risco devem realizar exames preventivos para diabetes pelo menos uma vez a cada três anos. Os exames preventivos usados incluem exames de glicose no sangue em jejum, exame de hemoglobina A1C ou teste oral de tolerância à glicose (consulte Considerações gerais sobre diabetes mellitus – Diagnóstico para obter mais informações sobre esses exames). Se o resultado do exame estiver no limiar entre normal e alterado, o médico realiza exames preventivos com mais frequência, pelo menos uma vez por ano.

A obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e a maioria das pessoas com diabetes tipo 2 apresenta excesso de peso ou obesidade. Uma vez que a obesidade causa resistência à insulina, as pessoas com obesidade talvez precisem de uma grande quantidade de insulina para conseguir manter valores de glicemia normais.

O risco de diabetes também pode ser estimado por meio de fórmulas para cálculo do risco da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Association).

Prevenção

A prevenção do diabetes tipo 2 pode ser feita através de mudanças no estilo de vida. Se uma pessoa com excesso de peso perder apenas 7% do peso corporal e aumentar a quantidade de atividade física (por exemplo, caminhar 30 minutos todos os dias), isso pode diminuir o risco de ela ter diabetes mellitus em mais de 50%. A metformina, os agonistas do receptor do peptídeo‑1 semelhante ao glucagon (GLP-1) (incluindo liraglutida, semaglutida e tirzepatida) e outros medicamentos que são usados para tratar diabetes podem reduzir o risco de diabetes em pessoas com comprometimento na regulação da glicose.

Sintomas do diabetes mellitus tipo 2

É possível que as pessoas com diabetes tipo 2 não apresentem nenhum sintoma durante anos ou décadas antes de serem diagnosticadas. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 são diagnosticadas por meio de exames de glicemia rotineiros antes de apresentarem tais valores de glicemia extremamente elevados. Os sintomas podem ser sutis. O aumento da micção e da sede no início é moderado, embora piore gradativamente após várias semanas ou meses. A pessoa acaba se sentindo extremamente cansada, fica mais propensa a ter visão turva e pode ficar desidratada.

Algumas pessoas também podem apresentar fome excessiva, perda de peso, náuseas, vômitos e/ou infecções. Às vezes, o primeiro sinal do diabetes tipo 2 é uma complicação como, por exemplo, doença renal, doença ocular ou problemas de sensibilidade (neuropatia).

Além dos sintomas, indivíduos com diabetes tipo 2 costumam ter sobrepeso ou obesidade. É possível que eles tenham manchas escuras na pele do pescoço e em outros lugares (acantose nigricans) ou pólipos cutâneos.

Sintomas cutâneos do diabetes tipo 2

Diagnóstico do diabetes mellitus tipo 2

O diagnóstico do diabetes mellitus propriamente dito é feito com base em resultados alterados nos exames de glicemia de jejum, hemoglobina glicosilada (HbA1C), teste oral de tolerância à glicose ou de glicose aleatória na presença de determinados sintomas. (Consulte Considerações gerais sobre diabetes mellitus – Diagnóstico.)

Uma vez diagnosticado o diabetes, ele pode ser classificado como diabetes tipo 2 com base em várias características. A idade da pessoa e a presença de sobrepeso ou obesidade podem sugerir que a pessoa tem diabetes tipo 2. Normalmente, em adultos com mais de 30 anos de idade, o diabetes que ocorre com mais frequência é o diabetes tipo 2. É importante observar, entretanto, que as crianças podem ter e de fato têm diabetes tipo 2; portanto, a idade por si só não é um diferencial confiável. As pessoas com diabetes tipo 2 são mais propensas a ter obesidade ou sobrepeso associado que aquelas com diabetes tipo 1. A presença de características cutâneas associadas à resistência à insulina (acantose nigricans, pólipos cutâneos) sugere diabetes tipo 2. Por fim, se os médicos fizerem exames para detectar evidências de uma causa autoimune para o diabetes, mas não as encontrarem, é mais provável que a pessoa tenha diabetes tipo 2

O pré-diabetes é diagnosticado quando as concentrações de glicose se situam entre o intervalo normal e o intervalo que indica um diagnóstico de diabetes. Às vezes, ele é considerado um estado precursor ou de transição antes do surgimento do diabetes tipo 2. O pré-diabetes é um fator de risco significativo para o diabetes e pode estar presente muitos anos antes do início do diabetes.

Você sabia que...

  • Uma pessoa pode ter diabetes tipo 2 e nenhum sintoma; portanto, é importante que as pessoas com fatores de risco façam os exames preventivos recomendados.

Tratamento do diabetes mellitus tipo 2

  • Mudanças na dieta

  • Exercício

  • Perda de peso

  • Educação

  • Frequentemente, medicamentos orais ou injetáveis, incluindo metformina, inibidores do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (SGLT‑2) e agonistas do receptor do peptídeo‑1 semelhante ao glucagon (GLP‑1)

  • Às vezes, insulina

  • Medicamentos para prevenir complicações

Dieta, exercícios e educação são os pilares do tratamento do diabetes tipo 2. Perder peso é importante se a pessoa estiver com excesso de peso.

Uma vez que uma pessoa com diabetes tem uma chance menor de apresentar complicações se ela controlar rigorosamente o valor da glicemia, o objetivo do tratamento do diabetes é o de manter o valor da glicemia o mais próximo possível do normal.

É útil para os diabéticos levar consigo ou usar identificação clínica (tal como bracelete ou etiqueta) para alertar os profissionais de saúde sobre a presença de diabetes. Essa informação permite ao profissional de saúde iniciar rapidamente o tratamento salvador de vidas, sobretudo em casos de lesões ou de alterações no estado mental.

A cetoacidose diabética e o estado hiperglicêmico hiperosmolar são emergências médicas, uma vez que podem levar ao coma e à morte. O tratamento é similar para ambas e tem por princípio a administração de líquidos intravenosos e insulina.

Tratamento geral do diabetes tipo 2

A pessoa com diabetes se beneficia em muito quando aprende sobre a doença, entende de que maneira a dieta e a atividade física afetam a glicemia e sabe como evitar complicações. Um enfermeiro ou outro profissional de saúde especializado em educação sobre diabetes pode fornecer informações sobre o controle da dieta, atividade física, monitoramento da glicemia e a administração de medicamentos.

Pessoas com diabetes devem parar de fumar e consumir apenas quantidades moderadas de álcool (até uma dose por dia para mulheres e duas para homens).

Dieta para pessoas com diabetes

O controle da dieta é muito importante para pessoas com qualquer um dos tipos de diabetes mellitus. O médico recomenda seguir uma dieta saudável e equilibrada, e que a pessoa se esforce para manter um peso saudável. Pessoas com diabetes devem se consultar com um nutricionista ou um especialista em educação do diabetes para criarem um plano de alimentação ideal. Esse plano inclui:

  • Consumir alimentos integrais

  • Evitar açúcares simples e alimentos processados

  • Aumentar o consumo de fibra dietética

  • Limitar porções de alimentos ricos em carboidratos e ricos em gordura (sobretudo gorduras saturadas)

  • Garantir a ingestão adequada de vitaminas e minerais

  • Limitar o consumo de sódio, sobretudo se a pessoa também tiver hipertensão arterial

Embora a presença de proteína e gordura na dieta contribua para o número de calorias que a pessoa consome, apenas o teor de carboidratos exerce um efeito direto sobre a glicemia. A American Diabetes Association tem muitas dicas úteis sobre dieta, incluindo receitas. Medicamentos redutores de colesterol são necessários para diminuir o risco de doença cardíaca, mesmo quando em pessoas que seguem uma dieta adequada. Alguns especialistas recomendam a utilização do índice glicêmico (a medida do impacto exercido pelo alimento contendo carboidratos que foi consumido sobre a glicemia) para diferenciar os carboidratos rapidamente metabolizados dos lentamente metabolizados.

Pessoas que tomam insulina devem evitar períodos prolongados entre as refeições para prevenir a ocorrência de hipoglicemia.

Atividade física para pessoas com diabetes

Uma quantidade adequada de atividade física (no mínimo, 150 minutos por semana, distribuídos ao longo de, no mínimo, três dias), também pode ajudar a pessoa a controlar o peso e a melhorar os níveis de glicose no sangue. Uma vez que o valor da glicemia diminui durante a atividade física, a pessoa deve ficar atenta quanto à presença de sintomas de hipoglicemia. Algumas pessoas precisam comer um pequeno lanche durante a atividade física prolongada, diminuir sua dose de insulina ou ambos.

Algumas pessoas, como aquelas com doença cardíaca, precisam realizar testes de esforço formais antes de iniciarem um programa de exercícios.

Perda de peso para pessoas com diabetes

A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 apresenta excesso de peso ou obesidade. Algumas pessoas com diabetes tipo 2 conseguem evitar ou adiar a necessidade de tomar medicamentos ao alcançar e manter um peso saudável. A perda de peso também é importante para essas pessoas, porque o excesso de peso contribui para o surgimento de complicações do diabetes. Se a pessoa com obesidade e diabetes estiver tendo dificuldades para perder peso apenas com dieta e atividade física, é possível que o médico receite medicamentos para perder peso ou recomende cirurgia bariátrica (uma cirurgia que causa a perda de peso). Determinados medicamentos para diabetes podem causar a perda de peso, sobretudo medicamentos agonistas do receptor do GLP-1. Às vezes, quando o paciente perde peso rapidamente em decorrência de cirurgia ou tratamento medicamentoso, os médicos receitam mais proteína, vitaminas e musculação para garantir que ele preserve a massa muscular e não fique desnutrido.

Você sabia que...

  • O tratamento geral do diabetes tipo 2 costuma exigir mudanças no estilo de vida, incluindo perda de peso, dieta e atividade física. O monitoramento regular da glicemia costuma ser necessário para prevenir as complicações do diabetes.

Tratamento medicamentoso do diabetes

Existem muitos medicamentos utilizados para tratar o diabetes. Embora algumas pessoas com diabetes tipo 2 consigam controlar a glicemia apenas com dieta e atividade física, a maioria das pessoas com diabetes tipo 2 precisa tomar medicamentos por via oral ou injeção para reduzir os níveis de glicose no sangue. Esses medicamentos podem incluir insulina, metformina, sulfonilureias (glipizida, gliburida e glimepirida), agonistas do receptor do GLP-1 (ou um medicamento relacionado, tirzepatida), inibidores do SGLT-2 e outros. A escolha do medicamento é guiada por outros problemas de saúde que a pessoa tenha, o grau de controle da glicemia, suas próprias preferências e o custo. Algumas pessoas também precisam de insulina. Muitas pessoas precisarão de mais de um medicamento.

Outros medicamentos

Determinados medicamentos para pressão arterial (inibidores da enzima conversora de angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina II) são administrados a pessoas com diabetes e hipertensão arterial ou doença renal crônica.

As estatinas são administradas a muitos adultos com diabetes, dependendo da idade e dos fatores de risco para aterosclerose e doença arterial coronariana.

Cuidados com os pés

Os cuidados com os pés são essenciais para pessoas com diabetes (consulte Cuidados com os pés). Os pés devem ser protegidos contra lesões e a pele deve ser mantida hidratada com um bom creme hidratante. Os sapatos devem se ajustar adequadamente e não provocarem nenhuma área de irritação. Os sapatos devem ter amortecimento adequado para distribuir a pressão originada quando se está de pé. Não é aconselhável andar descalço. O cuidado regular de um podólogo (médico especializado em cuidar dos pés) para lixar as unhas dos pés e tratar as calosidades, pode ser útil. Além disso, a sensibilidade e a circulação sanguínea dos pés devem ser avaliadas em intervalos regulares pelo médico.

Vacinação para pessoas com diabetes

Todas as pessoas com diabetes, incluindo diabetes tipo 2, devem receber as vacinas recomendadas, incluindo aquelas contra Streptococcus pneumoniae, gripe, hepatite B, varicela, vírus sincicial respiratório e COVID-19.

Monitoramento do diabetes mellitus tipo 2

Uma vez que o risco de complicações aumenta com o aumento dos níveis de glicose no sangue, é importante que a pessoa monitore cuidadosamente os níveis de glicose no sangue para garantir que o tratamento seja eficaz. Quando a pessoa tem dificuldade em controlar a glicose no sangue, o médico procura por outros distúrbios que possam estar causando o problema, bem como oferece à pessoa mais orientações sobre como monitorar o diabetes e tomar os medicamentos.

A glicemia costuma ser monitorada por meio do exame de hemoglobina A1C em pessoas com diabetes tipo 2. Normalmente, isso é verificado duas a quatro vezes por ano e, para a maioria das pessoas, a meta é ter níveis inferiores a 7%. Em algumas pessoas com um risco maior de ter níveis baixos de glicose no sangue, o nível alvo fica entre 7,5% e 8,5%.

No caso de pessoas com diabetes tipo 2 que tomam insulina, o monitoramento contínuo da glicose e/ou o resultado dos testes de glicemia capilar são verificados com frequência. Mesmo em pessoas que não tomam insulina, o monitoramento contínuo da glicose pode ajudar a pessoa a entender o impacto das escolhas alimentares e exercícios sobre os níveis de glicose.

Consulte Diabetes tipo 1 – Monitoramento para uma discussão mais detalhada sobre diferentes maneiras de monitorar a glicemia.

Complicações do diabetes mellitus tipo 2

Prevenir, identificar e tratar as complicações do diabetes é um dos principais objetivos do tratamento do diabetes.

A pessoa com diabetes mellitus pode apresentar várias complicações de longo prazo que afetam muitas áreas do corpo, sobretudo os vasos sanguíneos, os nervos, os olhos e os rins. As pessoas com diabetes tipo 2 têm grande probabilidade de apresentar complicações oriundas por níveis elevados de glicose. No entanto, uma vez que o diabetes tipo 2 pode estar presente por algum tempo antes de ser diagnosticado, as complicações no diabetes tipo 2 podem ser mais graves ou estar mais avançadas quando são descobertas.

As complicações agudas (imediatas) do diabetes tipo 2 e seu tratamento incluem cetoacidose diabética, estado hiperglicêmico hiperosmolar e hipoglicemia.

Consulte Complicações de longo prazo do diabetes mellitus para uma discussão mais detalhada sobre complicações específicas.

Complicações de longo prazo do diabetes tipo 2

A maioria das complicações de todos os tipos de diabetes, inclusive do diabetes tipo 2, é causada por problemas nos vasos sanguíneos. Níveis de glicose que permanecem elevados por muito tempo causam o estreitamento de vasos sanguíneos microscópicos e grandes por dois motivos:

  • Substâncias complexas derivadas da glicose se acumulam nas paredes dos vasos sanguíneos microscópicos e causam seu espessamento e vazamento.

  • O controle inadequado da glicemia causa o aumento dos níveis de gordura no sangue, dando origem à aterosclerose e à diminuição do fluxo sanguíneo nos vasos maiores.

O espessamento e o estreitamento reduzem o fluxo sanguíneo para muitas partes do corpo, levando a problemas, incluindo problemas oculares, doença renal, problemas nervosos, úlceras nos pés, aterosclerose, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.

Muitos, se não a maioria, dos adultos com diabetes tipo 2 também têm doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEADM), o que os coloca em risco de ter esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (EHADM) e cirrose.

Triagem para complicações do diabetes tipo 2

No momento do diagnóstico e, em seguida, pelo menos anualmente, as pessoas com diabetes tipo 2 são monitoradas quanto à presença de complicações do diabetes, como danos nos rins, olhos e nervos. Normalmente, os exames preventivos incluem o seguinte:

  • Exame dos pés para testar a sensibilidade e verificar sinais de má circulação (úlceras, perda de cabelo)

  • Exame dos olhos (realizado por um oftalmologista)

  • Exames de sangue e urina da função renal

  • Medição de pressão arterial

  • Exames de sangue para avaliar quanto à presença de doença hepática

  • Exames de sangue para medir os níveis de colesterol

  • Às vezes, um eletrocardiograma ou outro exame cardíaco

Mais informações

Os seguintes recursos em inglês podem ser úteis. Vale ressaltar que O Manual não é responsável pelo conteúdo dos recursos.

  1. American Diabetes Association: Comprehensive information on diabetes, including resources for living with diabetes

  2. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases: General information on diabetes, including on the latest research and community outreach programs

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