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Transtornos de adaptação

Por

John W. Barnhill

, MD, Weill Cornell Medical College and New York Presbyterian Hospital

Última modificação do conteúdo jul 2018
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Transtornos de adaptação envolvem sintomas emocionais e/ou comportamentais marcadamente angustiantes e prejudiciais causados por um fator de estresse identificável.

As pessoas muitas vezes ficam tristes, zangadas ou aborrecidas quando acontecem fatos desagradáveis. Só se considera essas reações um transtorno quando a reação é mais intensa do que aquilo que é tipicamente esperado na cultura da pessoa, ou quando a capacidade funcionnal da pessoa é significativamente prejudicada.

Os fatores de estresse podem ser um evento único e isolado (p. ex., perder o emprego), vários eventos (p. ex., problemas financeiros e amorosos) ou problemas contínuos (p. ex., cuidar de um membro da família significativamente incapacitado). Os fatores de estresse não precisam ser eventos traumáticos como no transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A morte de um ente querido pode deflagrar um transtorno de adaptação. Entretanto, os médicos devem levar em consideração a ampla variedade de reações de luto consideradas típicas em diferentes culturas e só diagnosticar algum transtorno se a resposta à perda estiver além do esperado.

Os transtornos de adaptação são comuns e estão presentes em cerca de 5% a 20% das consultas ambulatoriais na saúde mental.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do transtorno de adaptação geralmente começam logo após o evento estressante e não perduram por mais de 6 meses após o seu término.

Existem muitas manifestações do transtorno de adaptação, as mais comuns são

  • Humor deprimido

  • Ansiedade

  • Comportamento inadequado

Os pacientes podem ter várias manifestações.

Também ha maior risco de tentativas de suicídio e suicídio consumado (ver Comportamento suicida).

Diagnóstico

  • Critérios clínicos

O diagnóstico baseia-se nos critérios recomendados pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5ª edição (DSM-5).

Os pacientes devem apresentar

  • Sinais e sintomas emocionais ou comportamentais durante 3 meses após exposição a um evento estressante

Os sinais e sintomas devem ser clinicamente significativos como mostrado por ≥ 1 dos seguintes:

  • Sofrimento acentuado desproporcional ao evento estressante (levando em conta fatores culturais e outros)

  • Prejuízo funcional social ou ocupacional significativo.

TEPT e transtorno de estresse agudo (TEA) fazem parte do diagnóstico diferencial, mas têm diferentes intervalos de tempo e indicadores mais específicos em relação aos estressores e à resposta do paciente. Pacientes que apresentam comprometimento ou sofrimento acentuado após um evento traumático, mas não correspondem aos critérios de TEPT ou TEA, podem ser diagnosticados com transtorno de adaptação.

Tratamento

  • Psicoterapia

Os transtornos de adaptação são angustiantes e podem estar associados a altos índices de suicídio. Essses transtornos justificam uma avaliação completa e um plano terapêutico sólido. Ao mesmo tempo, há evidências limitadas sobre qualquer tipo de tratamento específico dos transtornos de adaptação. Os médicos têm tido sucesso com uma ampla variedade de psicoterapias individuais e em grupo, como a psicoterapia breve, a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia de suporte. Outros médicos criaram intervenções psicológicas que visam questões específicas, como o luto.

Faltam evidências em relação ao tratamento farmacológico dos transtornos de adaptação. Os benzodiazepínicos são usados com frequência para tratar os sinais e sintomas como insônia e ansiedade, mas esses fármacos também podem agravar o curso do TEA e do TEPT. Os médicos também podem tratar a depressão e ansiedade subsindrômicas com antidepressivos ISRS, mas, novamente, faltam evidências para fundamentar essa abordagem.

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