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Aborto séptico

Por

Antonette T. Dulay

, MD, Main Line Health System

Última modificação do conteúdo jun 2019
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Abortamento séptico é a infecção uterina grave durante, pouco antes ou após o abortamento.

Em geral, os abortamentos sépticos resultam de abortos induzidos por pessoas não treinadas, utilizando técnicas não estéreis; são muito mais frequentes quando os abortos induzidos são ilegais. A infecção é menos comum após abortamento espontâneo.

Os microrganismos causadores típicos incluem Escherichia coli, Enterobacter aerogenes, Proteus vulgaris, estreptococos hemolíticos, estafilococos e alguns organismos anaeróbios (p. ex., Clostridium perfringens). Um ou mais organismos podem estar envolvidos.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do aborto séptico tipicamente aparecem em 24 a 48 horas depois do abortamento e são similares àqueles da doença inflamatória pélvica (p. ex., calafrios, febre, secreção vaginal e, geralmente, peritonite) e geralmente aqueles de ameaça de abortamento ou abortamento incompleto (p. ex., sangramento vaginal, dilatação cervical, passagem dos produtos da concepção). Perfuração do útero durante o abortamento normalmente provoca dores abdominais intensas.

Pode acontecer choque séptico, provocando hipotermia, hipotensão, oligúria e dificuldade respiratória. Sepse por C. perfringens pode resultar em trombocitopenia, equimoses e achados de hemólise intravascular (p. ex., anúria, anemia, icterícia, hemoglobinúria e hemossiderinúria).

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Culturas para orientar a terapia antibiótica

  • Ultrassonografia

O aborto séptico é, em geral, clinicamente evidente, tipicamente com base na descoberta de infecção grave em gestantes. Ultrassonografia deve ser feita para verificar se há produtos retidos como uma possível causa. Perfuração uterina deve ser suspeita quando as mulheres têm dor abdominal intensa inexplicável e peritonite. Ultrassonografia não é sensível à perfuração.

Quando há suspeita de aborto séptico, culturas organismo aeróbias e anorganismo aeróbias do sangue são feitas para ajudar a direcionar a terapia antibiótica. Os testes laboratoriais devem incluir hemograma completo (HC) com diferencial, testes de função hepática, níveis de eletrólitos, glicose, nitrogênio ureico sanguíneo (BUN) e creatinina. Tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial (TTP) são medidos se os resultados dos testes de função hepática são anormais ou se as mulheres têm sangramento excessivo.

Tratamento

  • Tratamento com antibióticos de amplo espectro (p. ex., clindamicina mais gentamicina com ou sem ampicilina)

  • Esvaziamento uterino

O tratamento do abortamento séptico é tratamento intenso com antibióticos mais esvaziamento uterino tão logo seja possível. Um esquema de antibioticoterapia típica contém clindamicina 900 mg IV a cada 8 horas junto com gentamicina 5 mg/kg IV, 1 vez/dia, com ou sem ampicilina 2 g IV a cada 4 horas. Alternativamente, uma combinação de ampicilina, gentamicina e metronidazol 500 mg IV, a cada 8 horas, pode ser usada.

Pontos-chave

  • Em geral, os abortamentos sépticos resultam de abortos induzidos por pessoas não treinadas, utilizando técnicas não estéreis; são muito mais frequentes quando os abortos induzidos são ilegais.

  • Os sinais e sintomas (p. ex., calafrios, febre, descarga vaginal, peritonite, sangramento vaginal) geralmente aparecem em 24 a 48 horas após o aborto.

  • Quando se suspeita de abortamento séptico, fazer hemoculturas para orientar a terapia antibiótica.

  • O tratamento é com antibióticos de amplo espectro mas avaliação uterina imediata.

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