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Infarto da medula espinal

(Mielopatia isquêmica)

Por

Michael Rubin

, MDCM, New York Presbyterian Hospital-Cornell Medical Center

Última modificação do conteúdo set 2018
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O infarto da medula espinhal normalmente resulta de isquemia originada em uma artéria extravertebral. Os sintomas são dor intensa e súbita no dorso, seguida imediatamente de fraqueza flácida bilateral rapidamente progressiva dos membros e perda de sensibilidade, em particular térmica e dolorosa. O diagnóstico é por RM. O tratamento quase sempre é de suporte.

O suprimento vascular primário do terço posterior da coluna espinhal é feito pelas artérias espinais posteriores; nos dois terços anteriores, é feito pelas artérias espinais anteriores. A artéria espinal anterior recebe suprimento sanguíneo apenas de algumas artérias na região cervical superior e de uma artéria maior (a artéria radicular anterior) na região inferior do tórax. As artérias alimentadoras se originam na aorta.

Como a circulação colateral para uma artéria espinal anterior é esparsa em alguns locais, certos segmentos da medula (p. ex., aqueles próximos ao 2º e 4º segmentos torácicos) são especialmente vulneráveis à isquemia. A lesão de uma artéria alimentadora extravertebral ou da aorta (p. ex., dissecção por aterosclerose, clampeamento durante cirurgia) causa infarto com mais frequência do que as doenças intrínsecas das artérias espinais. A trombose é uma causa pouco comum, e a poliarterite nodosa é uma causa rara.

Sinais e sintomas

Dor súbita no dorso com sensação de aperto, irradiada circunferencialmente, é seguida em questão de minutos por fraqueza segmentar bilateral flácida e perda sensorial. Ocorre comprometimento desproporcional das sensações térmica e dolorosa. A artéria espinal anterior é tipicamente afetada, resultando em síndrome medular anterior ( Síndromes da medula espinal). As sensações proprioceptiva e vibratória conduzidas nas colunas posteriores e, em geral, o tato fino são relativamente preservados.

Se o infarto for pequeno e afetar preferencialmente os tecidos mais distantes da artéria ocluída (em direção ao centro da medula), também é possível o aparecimento de síndrome medular central.

Os deficits neurológicos podem sofrer resolução parcial após os primeiros dias.

Diagnóstico

  • RM

Suspeita-se de infarto quando surgirem, subitamente, dor intensa no dorso e os deficits característicos.

O diagnóstico do infarto espinhal é por RM.

Achados similares podem ser causados por mielite transversa aguda, compressão da medula espinal e doenças desmielinizantes, mas geralmente são mais graduais e excluem-se por RM e análise do líquor.

Tratamento

  • Cuidados de suporte

Ocasionalmente, a causa do infarto (p. ex., dissecção da aorta, poliarterite nodosa) pode ser tratada, mas geralmente o único tratamento possível é o de suporte.

Pontos-chave

  • O infarto da medula espinhal resulta de lesão em uma artéria de suprimento extravertebral ou da aorta (p. ex., decorrente de dissecção por aterosclerose, clampeamento durante cirurgia) é mais frequente do que de doenças arteriais intrínsecas da medula espinhal.

  • Causa dor lombar súbita com sensação de constrição, irradiada circunferencialmente, seguida em questão de minutos por fraqueza segmentar bilateral flácida e perda sensorial; a sensação de dor e temperatura são desproporcionalmente comprometidas.

  • Uma síndrome medular central também é possível

  • Diagnosticar usando RM.

  • Se possível, tratar a causa; do contrário, tratamento de suporte.

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