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Hepatite fulminante

Por

Anna E. Rutherford

, MD, MPH, Harvard Medical School

Última modificação do conteúdo jan 2019
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É uma síndrome rara de necrose maciça do parênquima hepático e diminuição do volume hepático (atrofia amarela aguda), geralmente causada pela infecção por alguns tipos de vírus da hepatite ou pela exposição a agentes tóxicos ou fármacos.

Muitas vezes, o HBV é responsável por hepatite fulminante, e até 50% dos casos de hepatite B fulminante envolvem coinfecção pelo vírus da hepatite D. Hepatite fulminante com HAV é rara, mas pode ser mais frequente em indivíduos portadores de doença hepática preexistente. Ocasionalmente, o vírus da hepatite E causa hepatite fulminante. O papel da hepatite C permanece incerto.

Os fármacos (especialmente paracetamol) são as causas mais comuns de hepatite fulminante nos EUA.

Sinais e sintomas

Os sintomas de hepatite fulminante se manifestam e tornam-se graves muito rapidamente. Os pacientes frequentemente apresentam piora rápida porque encefalopatia portossistêmica se desenvolve, evoluindo para coma e edema cerebral ao longo de um período de vários dias ou várias semanas. Coagulopatia comumente resulta de insuficiência hepática ou de coagulação intravascular disseminada, e pode haver quadro grave de insuficiência renal funcional (síndrome hepatorrenal).

Maior TP ou INR, encefalopatia portossistêmica e, principalmente, insuficiência renal sempre estão presentes.

Diagnóstico

  • Avaliação clínica

  • Testes da função hepática

  • Medição de TP/INR.

Deve-se suspeitar de hepatite fulminante se

  • Os pacientes estiverem gravemente enfermos com novos casos de icterícia, alterações rápidas do estado mental ou sangramentos inexplicados.

  • Os pacientes com doença hepática conhecida pioram rapidamente.

Exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de hepatite fulminante incluem testes de função hepática e TP/INR.

Testes laboratoriais para os vírus da hepatite aguda A, B e C, bem como alguns outros vírus (p. ex., citomegalovírus, vírus de Epstein-Barr, vírus do herpes simples), são feitos para determinar se um vírus é a causa.

Deve-se medir os níveis séricos de paracetamol em todos os pacientes se houver suspeita de intoxicação por paracetamol.

Tratamento

  • Análogos de nucleosídeos ou nucleotídeo por via oral

  • Transplante de fígado

Atendimento médico rigoroso, geralmente em unidade de tratamento intensivo, e o tratamento agressivo das complicações melhoram o desfecho dos pacientes com hepatite fulminante.

Se hepatite fulminante resultar de hepatite B, o tratamento com análogos de nucleosídeos ou nucleotídeos orais pode aumentar a probabilidade de sobrevida.

A N-acetilcisteína é um antídoto para intoxicação por paracetamol. Esse fármaco é mais eficaz se administrado 8 h após a ingestão do paracetamol, mas ainda pode desempenhar um papel na intoxicação crônica por paracetamol.

Entretanto, o transplante de fígado de urgência promove a melhor chance de sobrevida. É raro um adulto sobreviver à hepatite fulminante sem ser submetido ao transplante de fígado; crianças tendem a evoluir melhor.

Aqueles que sobrevivem tendem a se recuperar completamente.

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