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Hepatite fulminante

Por

Sonal Kumar

, MD, MPH, Weill Cornell Medical College

Última modificação do conteúdo dez 2020
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A hepatite fulminante é uma síndrome rara e rápida (em geral, dentro de dias ou semanas), necrose maciça do parênquima hepático e diminuição do volume hepático (atrofia amarela aguda); geralmente ocorre após infecção por alguns tipos de vírus da hepatite, hepatite alcoólica ou lesão hepática induzida por fármacos (LHIF).

Muitas vezes, o HBV é responsável por hepatite fulminante, e até 50% dos casos de hepatite B fulminante envolvem coinfecção pelo vírus da hepatite D. Hepatite fulminante com HAV é rara, mas pode ser mais frequente em indivíduos portadores de doença hepática preexistente. Ocasionalmente, o vírus da hepatite E causa hepatite fulminante. O papel da hepatite C permanece incerto.

A hepatite alcoólica pode causar insuficiência hepática fulminante, mas a maioria dos pacientes tem uma longa história de consumo excessivo de bebidas alcoólicas; portanto, provavelmente tem doença hepática crônica subjacente.

Sinais e sintomas da hepatite fulminante

Aumento no tempo de protrombina (TP) ou no quociente internacional normatizado (INR), encefalopatia portossistêmica e, principalmente, insuficiência renal sempre estão presentes.

Diagnóstico da hepatite fulminante

  • Avaliação clínica

  • Testes hepáticos

  • Medição de TP/INR.

Deve-se suspeitar de hepatite fulminante se

  • Os pacientes estiverem gravemente enfermos com novos casos de icterícia, alterações rápidas do estado mental ou sangramentos inexplicados.

  • Os pacientes com doença hepática conhecida pioram rapidamente.

Os exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de hepatite fulminante incluem testes hepáticos [p. ex., aminotransferases, fosfatase alcalina) e outros testes para avaliar a função do fígado (tempo de protrombina/coeficiente internacional normatizado (TP/INR), bilirrubina, albumina].

Deve-se medir os níveis séricos de paracetamol em todos os pacientes se houver suspeita de intoxicação por paracetamol.

Tratamento da hepatite fulminante

  • Análogos de nucleosídeos ou nucleotídeo por via oral

  • Às vezes, n-acetilcisteína

  • Transplante de fígado

Atendimento médico rigoroso, geralmente em unidade de tratamento intensivo, e o tratamento agressivo das complicações melhoram o desfecho dos pacientes com hepatite fulminante.

Se hepatite fulminante resultar de hepatite B, o tratamento com análogos de nucleosídeos ou nucleotídeos Tratamento orais pode aumentar a probabilidade de sobrevida.

Entretanto, o transplante de fígado Transplante de fígado O transplante de fígado é o 2º tipo mais comum de transplante de órgão sólido. (Ver também Visão geral do transplante.) As indicações de transplante hepático são Cirrose (70% dos transplantes... leia mais de urgência promove a melhor chance de sobrevida. É raro um adulto sobreviver à hepatite fulminante sem ser submetido ao transplante de fígado; crianças tendem a evoluir melhor.

Aqueles que sobrevivem tendem a se recuperar completamente.

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