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Avaliação do ombro

Por

Alexandra Villa-Forte

, MD, MPH, Cleveland Clinic

Última modificação do conteúdo dez 2017
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Recursos do assunto

Exame do ombro

Anatomia do ombro (visão anterior).

Anatomia do ombro (visão anterior).

O exame do ombro é feito por

  • Inspeção

  • Palpação para avaliar sensibilidade e calor excessivo

  • Teste da amplitude de movimento e da força

  • Testes de compressão

Como examinar o ombro
Como examinar o ombro
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A inspeção é feita pela observação de eritema, deformidade ou lesões cutâneas, como cicatrizes cirúrgicas, e por assimetria em comparação ao ombro não comprometido (sugerindo perda de massa muscular).

Como a dor pode ser referida de outras regiões para as regiões ao redor do ombro, a palpação do ombro deve incluir as articulações glenoumeral, acromioclavicular e esternoclavicular, além do processo coracoide, da clavícula, do processo acromial, da bolsa subacromial, do tendão do bíceps e das tuberosidades maior e menor do úmero ( Anatomia do ombro (visão anterior).), bem como a palpação da escapula e do pescoço. O pescoço deve sempre ser examinado como parte da avaliação do ombro, pois a dor pode ser referida ao ombro pela coluna cervical (especialmente com radiculopatia C5).

Os derrames da articulação glenoumeral podem produzir deformidade entre processo coracoide e cabeça do úmero. As possíveis causas são AR, osteoartrite, artrite infecciosa aguda, ombro de Milwaukee e outras artropatias.

A existência de limitação da amplitude do movimento, fraqueza, dor e outros distúrbios de mobilidade causados porlesões no manguito rotador pode ser rapidamente identificada pedindo que o paciente tente — tanto por abdução como flexão — levantar os dois braços acima da cabeça e a seguir abaixá-los lentamente. Manobras específicas contra resistência podem ajudar a determinar quais tendões estão comprometidos. Deve-se avaliar a força e a sensibilidade:

  • Os músculos infraespinal e redondo menor são avaliados quando o paciente tenta resistir à pressão da rotação externa com os braços mantidos ao lado do corpo, com os cotovelos flexionados a 90°; essa posição isola a função muscular do manguito rotador dos outros músculos, bem como do deltoide. Fraqueza durante esse teste sugere disfunção significante do manguito rotador (p. ex., rompimento total).

  • Avaliar o músculo supraespinal pedindo que o paciente tente resistir à pressão para abaixo sobre os braços flexionados (para frente) com os polegares apontando para baixo (teste da “caneca vazia” ou teste de Jobe).

  • O músculo subescapular é avaliado quando o paciente coloca a mão nas costas com a parte posterior da mão tocando a coluna lombar. O examinador levanta a mão da região lombar. O paciente deve conseguir manter a mão sem tocar a pele dorsal (teste de levantamento de Gerber).

O teste de Apley avalia a combinação da amplitude de movimento do ombro pedindo que o paciente tente tocar a escápula contralateral: tocar a parte superior da cabeça, a nuca e a escápula contralateral com as pontas dos dedos testa a abdução e a rotação externas; tocar por baixo, atrás do dorso, a escápula oposta com a parte posterior da mão testa a abdução e a rotação interna.

Considerar os testes de compressão em caso de dor à manobra. Eles incluem:

  • Realizar o teste de Neer para verificar a compressão dos tendões do manguito rotador sob o arco coracoacromial. O teste é feito pela flexão anterior forçada do braço, levantado acima da cabeça e totalmente em pronação.

  • Também realizar o teste de Hawkins para verificar se há compressão. O teste é feito flexionando o braço em 90°, flexionando o cotovelo pronado em 90° e a seguir girando o ombro internamente, forçando (movendo a mão para baixo).

Distúrbios do ombro

Tendinite do manguito rotador é a causa mais comum de dor no ombro. O tendão supraespinhoso é o mais frequentemente comprometido e o subescapular é o segundo. A abdução ativa em um arco de 40 a 120° e rotação interna causam dor (ver Sintomas e sinais da lesão do manguito rotador). A abdução passiva provoca menos dor, mas abdução contra resistência pode aumentar a dor.

Tendinite bicipital causa dor no tendão bicipital, agravada pela flexão do ombro ou por resistência à supinação do antebraço. Examinadores podem provocar sensibilidade à palpação proximal ao longo do sulco bicipital do úmero girando (virando) o tendão bicipital com seu polegar. Além disso, pode-se fazer o teste de Speed. Nesse teste, o braço é estendido posteriormente ao plano corporal enquanto o cotovelo é mantido reto e o antebraço é supinado.

Testar alesão da articulação acromioclavicular para usar o teste de adução do corpo cruzado. Nesse teste, o examinador estabiliza o ombro com uma das mãos, flexiona o ombro para a frente em 90° com o cotovelo pronado e leva o braço diretamente para a frente do corpo, em direção contralateral. A ocorrência de dor é o resultado positivo do teste.

Testar a instabilidade articular glenoumeral anterior estabilizando a articulação segurando-a por trás e então puxando o braço com o ombro abduzido em 90° e o cotovelo fletido em 90° (aumento da abdução e rotação externa). Um resultado positivo é a apreensão da instabilidade articular (não a dor).

Artrocentese do ombro

A abordagem usual é anterior. A agulha é inserida na parte inferior e lateral ao processo coracoide e medial à cabeça do úmero. Utilizar uma agulha de calibre 25 para fazer um botão anestésico no local de inserção da agulha. Mais anestésico é a seguir injetado nos tecidos profundos ao longo da trajetória prevista da agulha de artrocentese. Utilizar uma agulha de calibre 20 de 5 cm para aspirar a articulação. Inserir a agulha perpendicularmente na pele, direcionada posteriormente em direção ao lábio glenoidal, com contrapressão no êmbolo da seringa durante a sua progressão. O líquido sinovial entrará na seringa no momento em que a agulha penetrar na articulação. Todo o líquido é drenado da articulação. A agulha é redirecionada em um ângulo diferente se atingir o osso. A artrocentese do ombro pode ser tecnicamente difícil.

Artrocentese do ombro.

A articulação glenoumeral é puncionada enquanto o paciente fica sentado com o braço para baixo e a mão na perna. A agulha é inserida na parte interior, levemente inferior e lateral ao processo coracoide, indo, posteriormente, em direção à fossa glenoide. Uma abordagem posterior também pode ser feita.

Artrocentese do ombro.
Como fazer artrocentese do ombro
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