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Picafagia

Por

Evelyn Attia

, MD, Columbia University Medical Center, New York State Psychiatric Institute;


B. Timothy Walsh

, MD, College of Physicians and Surgeons, Columbia University

Última modificação do conteúdo mar 2018
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Picafagia é a ingestão persistente de material não alimentar não nutritivo por ≥ 1 mês quando, do ponto de vista desenvolvimental, não é apropriado (p. ex., picafagia não é diagnosticada em crianças < 2="" anos)="" nem="" é="" parte="" de="" uma="" tradição="" cultural="" (p.="" ex.,="" medicina="" popular,="" ritos="" religiosos="" ou="" prática="" comum,="" como="" a="" ingestão="" de="" argila="" (caulim)="" na="" região="" de="" piedmont="" do="" estado="" da="" georgia,="">

Os pacientes tendem a ingerir materiais atóxicos (p. ex., papel, argila, terra, cabelo, giz, barbante ou lã). Nas crianças < 2 anos, não se considera esse comportamento inadequado para o desenvolvimento; crianças < 2 anos frequentemente bebem e ingerem uma variedade de objetos. A picafagia é mais comum durante a gestação.

Geralmente, a picafagia não causa prejuízos clínicos significativos. Mas alguns pacientes evoluem com complicações como

A própria picafagia raramente prejudica o funcionamento social, mas muitas vezes ocorre em pessoas com outros transtornos mentais que prejudicam o funcionamento (p. ex., autismo, deficiência mental, esquizofrenia). Engolir objetos na tentativa de causar automutilação ou falsificar doença (como ocorre no transtorno factício) não é considerado picafagia.

A picafagia pode durar vários meses, então desaparecer espontaneamente, sobretudo em crianças.

Diagnóstico

  • Critérios clínicos

Picafagia é diagnosticada quando

  • Um paciente ingere persistentemente material não nutritivo e não alimentar por ≥ 1 mês.

  • A ingestão desses materiais é inadequada para o nível de desenvolvimento do paciente.

  • A ingestão desses materiais não é parte de uma tradição cultural.

  • Se essa ingestão ocorre em um paciente com outro transtorno, é suficientemente persistente e grave para justificar atendimento médico específico.

A picafagia não é diagnosticada em crianças < 2 anos, porque nessa idade ingerir esses materiais é considerado parte do desenvolvimento normal.

Se os médicos suspeitarem de picafagia, eles avaliam o estado nutricional para verificar se há perda ponderal e deficiências nutricionais.

Às vezes, a picafagia é diagnosticada quando os pacientes têm sintomas de obstrução intestinal (p. ex., cólicas intensas e/ou constipação), intoxicação por chumbo ou infestação parasitária que levam a uma visita ao pronto-socorro ou a procurar atendimento médico.

Pode-se realizar os testes com base nos sintomas do paciente e/ou nas substâncias ingeridas. Incluem exames de sangue para verificar se há intoxicação por chumbo quando fragmentos de tinta foram ingeridos e exames de fezes para detectar infestação parasitária quando terra foi ingerida.

Tratamento

  • Algumas vezes, modificação comportamental

  • Tratamento das deficiências nutricionais e outras complicações

Técnicas de modificação comportamental podem ajudar, mas pouco se sabe sobre tratamentos específicos para picafagia.

Tratam-se as deficiências nutricionais e outras complicações. Obstrução intestinal pode requerer cirurgia.

Pontos-chave

  • Geralmente, a picafagia não causa dano clínico significativo, mas pode resultar em obstrução GI por material impactado, intoxicação por chumbo ao ingerir tinta e infestação parasitária ao ingerir terra.

  • Diagnosticar picafagia em pacientes que persistentemente ingerem material não nutritivo não alimentar por ≥ 1 mês; a picafagia não é diagnosticada em crianças < 2 anos.

  • Verificar nos pacientes perda ponderal e deficiências nutricionais e, se os sintomas sugerirem, obstrução intestinal, intoxicação por chumbo e infestação parasitária.

  • Técnicas de modificação comportamental podem ajudar, mas pouco se sabe sobre tratamentos específicos para picafagia.

  • Tratar deficiências nutricionais e outras complicações como necessário.

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