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Doença de Legg-Calvé-Perthes

Por

Frank Pessler

, MD, PhD, Hannover, Germany

Última modificação do conteúdo fev 2017
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Doença de Legg-Calvé-Perthes é osteocondrose que envolve necrose asséptica idiopática da cabeça do fêmur.

Doença de Legg-Calvé-Perthes tem incidência máxima entre as idades de 5 e 10 anos, é mais comum entre os meninos e é geralmente unilateral. Cerca de 10% dos casos são familiares, mas os defeitos genéticos que contribuem não foram identificados.

Os sintomas característicos da doença de Legg-Calvé-Perthes são dor na articulação do quadril e perturbação da marcha (p. ex., claudicação); algumas crianças se queixam de dor no joelho. O início é gradual, e a progressão é lenta. Os movimentos articulares são limitados e os músculos da coxa podem tornar-se enfraquecidos.

Diagnóstico

  • Radiografias

  • Em geral, RM

Suspeita-se do diagnóstico da doença de Legg-Calvé-Perthes com base nos sintomas. São geralmente são feitas radiografia e, se necessário, ressonância magnética para confirmar o diagnóstico e a extensão da lesão. Inicialmente as radiografias podem não ser diagnósticas, pois podem ser normais ou mostrar achatamento mínimo. Radiografias posteriores podem mostrar fragmentação da cabeça do fémur, que contém áreas de lucência e esclerose.

Nos casos bilaterais ou familiares, um exame da radiografia do esqueleto para excluir distúrbios hereditários, particularmente displasia epifisária múltipla, é fundamental, pois prognóstico e controle ótimo diferem. Ainda, também devem ser excluídos hipotireoidismo, anemia falciforme e traumatismos.

Tratamento

  • Repouso e imobilização

  • Algumas vezes, cirurgia

O tratamento ortopédico da doença de Legg-Calvé-Perthes inclui repouso prolongado no leito, tração móvel, abdução com aparelho ortopédico gessado e talas para conter a cabeça do fêmur. Alguns especialistas preconizam a osteotomia subtrocanteriana com fixação interna e ambulação precoce. Bisfosfonatos foram eficazes em testes iniciais, mas são necessários mais estudos.

Sem tratamento, o processo é prolongado, porém autolimitante (geralmente 2 a 3 anos). Quando a doença eventualmente torna-se quiescente, as distorções residuais da cabeça do fêmur e do acetábulo predispõem a osteoartrite degenerativa secundária. Com o tratamento, as sequelas são menos graves. Crianças pequenas e crianças com menos destruição da cabeça femoral quando diagnosticadas têm o melhor desfecho.

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