Analgésicos opioides 

Analgésicos opioides

Medicação*

Via de administração

Comentários*

Agonistas opioides† em combinação de produtos para dor leve a moderada

Codeína

Oral

Menos potente que a morfina

Metabolizado em morfina pelo CYP2D6 e, devido à sua variabilidade farmacogenômica, não é recomendado em crianças e pacientes que estejam amamentando

Encontrado em produtos combinados com paracetamol, ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, guaifenesina, prometazina e outros e utilizado para supressão da tosse.

Hidrocodona

Oral

Mais potente que a codeína

Encontrado em combinação com paracetamol, ibuprofeno e outros medicamentos.

Agonistas opioides para dor moderada a grave

Fentanila

Transdérmica, transmucosa, intranasal, IV

Pode desencadear menor liberação de histamina e assim pode causar menos hipotensão que outros opioides

Transdérmico: quando utilizado em pacientes com caquexia pode resultar em níveis séricos e de absorção erráticos

Analgesia suplementar necessária inicialmente, visto que o pico de analgesia não ocorre antes de 18–24 horas após a aplicação

Pode levar muitas horas para que os efeitos adversos resolvam após a remoção do adesivo

Formas transmucosas e intranasais de ação curta: utilizadas para dor irruptiva em adultos que toleram opioides e para sedação consciente em crianças

A forma IV é às vezes utilizada em sedação para procedimentos

Hidromorfona

Oral, IV, IM, subcutânea, retal

Meia-vida curta

Supositório: utilizado ao deitar

Levorfanol

Oral, IV, IM

Meia-vida longa

Meperidina

Oral, IV, IM

Não é a escolha porque o seu metabólito ativo (a normeperidina) causa disforia e excitação do sistema nervoso central (p. ex., mioclonia, tremores e convulsão) e acumula-se durante dias após a primeira dose, em particular nos pacientes com insuficiência renal

Por causa desses riscos, desencoraja-se o uso da meperidina para o tratamento da dor; este fármaco não é mais utilizado em algumas instituições

Tem propriedades anticolinérgicas que podem causar taquicardia, bem como dilatação da pupila

Metadona

Oral, IV, IM

Utilizada para o tratamento da abstinência de heroína, tratamento de manutenção prolongada do transtorno do uso de opioides e como analgesia para a dor crônica

O estabelecimento de uma dose segura e eficaz para analgesia é complicado por sua meia-vida longa (em geral com maior duração que a da analgesia)

Requer acompanhamento contínuo por vários dias ou mais, após a quantidade ou a frequência da dose ser aumentada, pois pode ocorrer toxicidade grave conforme o nível plasmático aumenta para níveis estáveis

Risco de prolongamento do intervalo QT; recomenda-se monitoramento por ECG

Morfina

Oral, IV, IM

Padrão de comparação

Desencadeia a liberação de histamina com mais frequência do que outros opioides, pode causar coceira; todos os opioides podem causar prurido por ação agonista opioide direta, independente da liberação de histamina

Pode causar depressão respiratória, sedação e excitação do sistema nervoso central (p. ex., mioclonia) na insuficiência renal devido ao acúmulo de seus metabólitos ativos (morfina-6-glicuronídeo e morfina-3-glicuronídeo)

Oxicodona†

Oral

Também em combinação com produtos que contêm paracetamol ou ácido acetilsalicílico

Oximorfona

Oral, IV, IM, retal

Pode desencadear menos liberação de histamina que outros opioides

Opioides agonistas/antagonistas‡

Buprenorfina

IV, IM, sublingual, adesivo transdérmico

Menor risco de efeitos psicotomiméticos (p. ex., delírio, sedação) em comparação com outros agonistas-antagonistas, mas outros efeitos colaterais são semelhantes

Apresenta afinidade mais elevada pelos receptores mu do que a maioria dos outros opioides, embora com afinidade semelhante à da hidromorfona e do sufentanil.

Requer dosagem mais alta para reversão com naloxona e pode não ser totalmente reversível. 

Pode induzir abstinência aguda se administrado a pacientes em terapia com agonistas plenos. 

Efeito analgésico de outros opioides possivelmente limitado quando adicionados à terapia de longo prazo com buprenorfina

Buprenorfina sublingual, bucal e transdérmica utilizada ocasionalmente para dor crônica (intradérmica disponível para transtorno por uso de opioides).

Pode ser utilizado como terapia de substituição opioide em transtorno por uso de opioides

Butorfanol

IV, IM, intranasal

Nalbufina

IM, IV ou subcutânea

Efeitos psicotomiméticos menos proeminentes do que os da pentazocina, porém mais evidentes do que os da morfina; dose mais baixa (p. ex., 2,5–5 mg IV) possivelmente útil para o prurido induzido por opioide.

Pentazocina

Oral, IV, IM

A utilidade pode ser limitada por:

  • Efeito máximo da analgesia com doses mais altas

  • Potencial de abstinência de opioides em pacientes fisicamente dependentes de agonistas de opioides

  • Risco de efeitos psicotomiméticos, especialmente para pacientes não tolerantes, sem dependência fisiológica e com dor aguda

Disponível em comprimidos combinada com naloxona, ácido acetilsalicílico ou paracetamol

Pode causar confusão e ansiedade, em especial em idosos

Inibidores da recaptação de agonistas mu-opioides/noradrenalina

Tapentadol

Oral

Utilizado para tratar dor neuropática decorrente de diabetes, dor aguda moderada a grave e dor crônica moderada a grave

Relatou-se que tem menos efeitos adversos frequentes (p. ex., obstipação) do que outros opioides,

Inibição muito fraca da recaptação de serotonina

Tramadol

Oral

Menos potencial de abuso do que com outros opioides

Não tão potente quanto outros analgésicos opioides

Inibe a recaptação de serotonina e pode causar síndrome serotoninérgica em combinação com outros medicamentos

* Nem todos os medicamentos são apropriados para analgesia em crianças (p. ex., tramadol, codeína, buprenorfina, butorfanol, nalbufina, pentazocina).

† Estes agonistas opioides podem ser associados em um único comprimido com paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno. São frequentemente utilizados isoladamente, de modo que os limites de dose do paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno não limitam a dose dos opioides. Caso o tratamento associado esteja indicado, acrescentar paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno separadamente, maximizando assim a flexibilidade da posologia do agonista opioide.

‡ Agonistas-antagonistas opioides não costumam ser utilizados para dor crônica e raramente são analgésicos de escolha para pacientes idosos.

* Nem todos os medicamentos são apropriados para analgesia em crianças (p. ex., tramadol, codeína, buprenorfina, butorfanol, nalbufina, pentazocina).

† Estes agonistas opioides podem ser associados em um único comprimido com paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno. São frequentemente utilizados isoladamente, de modo que os limites de dose do paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno não limitam a dose dos opioides. Caso o tratamento associado esteja indicado, acrescentar paracetamol, ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno separadamente, maximizando assim a flexibilidade da posologia do agonista opioide.

‡ Agonistas-antagonistas opioides não costumam ser utilizados para dor crônica e raramente são analgésicos de escolha para pacientes idosos.

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