Lesão cardíaca contusa

(Contusão cardíaca)

Análise completa: mai. 2026 PorJoseph D Forrester, MD, MSc, Stanford University | Colega revisado porDavid A. Spain, MD, Department of Surgery, Stanford University
Última atualização: mai. 2026
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Visão Educação para o paciente

Lesão cardíaca contusa é trauma torácico fechado que causa contusão miocárdica, ruptura de câmara cardíaca ou rompimento de valva cardíaca. Às vezes, um impacto na parede torácica anterior provoca parada cardíaca em um paciente sem nenhuma lesão estrutural (commotio cordis). A avaliação é feita com ECG, E-FAST (Extended Focused Assessment With Sonography in Trauma) e, às vezes, ecocardiografia. O tratamento depende da presença e do tipo de lesão cardíaca ou arritmia.

As manifestações de lesão cardíaca contusa variam de acordo com a lesão específica (1).

A contusão miocárdica pode ser menor e assintomática, embora possa haver taquicardia. Alguns pacientes apresentam distúrbios da condução e/ou arritmias. Contusões graves podem causar anormalidades da contratilidade parietal regional, com consequente redução do débito cardíaco.

A ruptura ventricular costuma ser rapidamente fatal, mas pacientes com lesões menores, particularmente no lado direito, podem sobreviver e evoluir para tamponamento cardíaco. O tamponamento por ruptura atrial pode se manifestar de forma mais gradual.

Pode ocorrer lesão valvar causando sopro cardíaco e, às vezes, manifestações de insuficiência cardíaca (p. ex., dispneia, estertores pulmonares, algumas vezes hipotensão), que pode evoluir rapidamente.

A ruptura do septo pode não causar sintomas inicialmente, porém, mais tarde, o paciente pode evoluir para insuficiência cardíaca.

Arritmias podem ocorrer após trauma torácico contuso, sendo a fibrilação atrial a arritmia resultante mais comum (2).

Concussão cardíaca é a parada cardíaca súbita depois de um baque na parede anterior do tórax em pacientes que não têm doença cardíaca estrutural pré-existente ou traumática. A maioria das lesões por commotio cordis ocorre em jovens atletas (3). Normalmente, esse golpe envolve um projétil rápido e duro (p. ex., bola de beisebol, disco de hóquei) ou outro contato físico quando os atletas colidem entre si. Acredita-se que um golpe direto sobre o coração no início do período de repolarização (p. ex., onda T precoce) possa provocar fibrilação ventricular.

Referências gerais

  1. 1. Patel KM, Kumar NS, Desai RG, et al. Blunt Trauma to the Heart: A Review of Pathophysiology and Current Management. J Cardiothorac Vasc Anesth. 2022;36(8 Pt A):2707-2718. doi:10.1053/j.jvca.2021.10.018

  2. 2. Ismailov RM, Ness RB, Redmond CK, et al. Trauma associated with cardiac dysrhythmias: results from a large matched case-control study. J Trauma. 2007;62(5):1186-1191. doi:10.1097/01.ta.0000215414.35222.bb

  3. 3. Maron BJ, Estes NA 3rd. Commotio cordis. N Engl J Med. 2010;362(10):917-927. doi:10.1056/NEJMra0910111

Diagnóstico da lesão cardíaca contusa

  • ECG

  • E-FAST (Extended Focused Assessment with Sonography in Trauma)

  • Algumas vezes, ecocardiografia

  • Biomarcadores cardíacos

Deve-se suspeitar de lesão cardíaca nos pacientes com trauma torácico importante e palpitação, arritmia, novo sopro cardíaco, ou taquicardia ou hipotensão inexplicada.

Pacientes com trauma torácico fechado significativo devem ser avaliados com ECG de 12 derivações. Na contusão miocárdica, o ECG pode revelar alterações no segmento ST que simulam isquemia cardíaca ou infarto do miocárdio. Os distúrbios da condução mais comuns são a fibrilação atrial, o bloqueio de ramo do feixe (geralmente à direita), a taquicardia sinusal inexplicada e as extrassístoles ventriculares únicas ou múltiplas.

Em geral, realiza-se o E-FAST (Extended Focused Assessment With Sonography in Trauma) durante a reanimação inicial e pode mostrar anormalidades do movimento da parede, líquido pericárdico ou ruptura da câmara ou valvular. Pacientes com suspeita de lesão cardíaca contusa por causa de achados clínicos ou eletrocardiográficos ou E-FAST devem fazer ecocardiografia formal para avaliar a função e anormalidades anatômicas.

Biomarcadores cardíacos (p. ex., troponina) são mais úteis para a triagem e, assim, ajudam a descartar lesão cardíaca contusa. Se os marcadores cardíacos e o ECG forem normais e não houver arritmia, a lesão cardíaca contusa pode ser excluída com segurança.

Tratamento da lesão cardíaca contusa

  • Cuidados de suporte

Pacientes com distúrbios da condução causados por contusão miocárdica precisam de monitoramento cardíaco por 8 a 24 horas porque têm risco de arritmias súbitas (1). O tratamento é principalmente de suporte (p. ex., tratamento das arritmias sintomáticas ou insuficiência cardíaca) e é raramente necessário. Indica-se o reparo cirúrgico para os raros casos de ruptura valvar ou miocárdica.

Pacientes com contusão cardíaca recebem tratamento para arritmia (p. ex., reanimação cardiopulmonar [RCP] e desfibrilação seguida de observação hospitalar).

Referência sobre tratamento

  1. 1. Clancy K, Velopulos C, Bilaniuk JW, et al. Screening for blunt cardiac injury: an Eastern Association for the Surgery of Trauma practice management guideline. J Trauma Acute Care Surg. 2012;73(5 Suppl 4):S301-S306. doi:10.1097/TA.0b013e318270193a

Pontos-chave

  • Deve-se suspeitar de lesão cardíaca contusa em pacientes com trauma torácico importante e palpitação, arritmia, novo sopro cardíaco, ou taquicardia ou hipotensão inexplicada.

  • ECG e marcadores cardíacos ajudam a avaliar se há lesão, e ecocardiograma ajuda a avaliar a função e alterações anatômicas.

  • Pacientes com distúrbios da condução ou arritmias precisam de monitoramento cardíaco.

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