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Lesões teciduais sem congelamento

Por

Daniel F. Danzl

, MD, University of Louisville School of Medicine

Última modificação do conteúdo mai 2019
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Trata-se de danos, agudos ou crônicos, resultantes de exposição ao frio.

Queimadura por frio

É a forma mais leve de lesão moderada por frio. Áreas afetadas ficam dormentes, edemaciadas e avermelhadas. O tratamento é feito por reaquecimento, o que causa dor e prurido. Raramente, hipersensibilidade leve ao frio persiste por meses a anos, mas não há dano permanente nos tecidos subjacentes.

Pés de imersão (pés de trincheira)

A prolongada exposição ao frio úmido pode causar pé de imersão. Em geral, nervos periféricos e vascularização estão prejudicados, bem como músculos e tecido cutâneo, em casos graves.

No início, o pé é pálido, edematoso, frio, úmido e dormente. Maceração de tecidos pode ocorrer se o paciente deambular muito. O reaquecimento causa hiperemia, dor e, frequentemente, hipersensibilidade ao leve toque, o que pode persistir por 6 a 10 semanas. A pele pode ulcerar ou desenvolver escara negra. A disfunção autonômica é comum, com aumento ou diminuição da sudorese, alterações vasomotoras e hipersensibilidade local com variações de temperatura. Atrofia muscular e disestesia ou anestesia podem ocorrer e tornar-se crônicas.

Previne-se o pé de imersão não usando botas apertadas, mantendo pés e botas secos e trocando as meias frequentemente.

O tratamento imediato é o reaquecimento por imersão da área afetada em água morna (40 a 42° C), seguida de curativos estéreis. Nicotina deve ser evitada. Os sintomas neuropáticos crônicos são difíceis de tratar; pode-se tentar amitriptilina (ver Dor neuropática: tratamento).

Frieira (eritema pérnio)

Áreas localizadas de eritema, edema e prurido resultam de exposições repetitivas ao frio; o mecanismo não é bem conhecido. Podem ocorrer bolhas ou ulcerações. Frieira, acomete mais comumente dedos e região pré-tibial e é autolimitado. Ocasionalmente, os sintomas recorrem. Mulheres mais jovens são mais comumente afetadas, algumas das quais podem ter o fenômeno de Raynaud ou doenças autoimunes subjacentes (p. ex., lúpus eritematoso sistêmico ou cutâneo).

Lesões endotelial e neural resultam em vasoespasmo, hipersensibilidade ao frio e instabilidade simpática. Nifedipina 20 mg VO 3 vezes ao dia, limaprost, 20 mcg VO 3 vezes ao dia (não disponível nos EUA) ou corticoides (orais, p. ex., prednisolona 0,25 mg/kg duas vezes ao dia, além de corticoides tópicos) podem ser eficazes para o eritema pérnio refratário. Fármacos simpatolíticos e evitar nicotina também podem ajudar.

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