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Deslocamentos do quadril

Por

Danielle Campagne

, MD, University of San Francisco - Fresno

Última modificação do conteúdo ago 2017
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Recursos do assunto

A maioria dos deslocamentos do quadril é posterior e resulta de uma grande força direcionada posteriormente ao joelho com joelho e quadril flexionados (p. ex., contra um painel de carros).

As complicações podem incluir

  • Lesão do nervo isquiádico

  • Osteonecrose tardia da cabeça femoral

Lesões associadas incluem

Nos pacientes com luxações posteriores, a perna encontra-se encurtada, em adução e em rotação interna. As luxações anteriores são raras e resultam em abdução e rotação externa da perna.

Diagnóstico

  • Radiografias

Radiografias de rotina são diagnósticas.

Deslocamento da prótese de quadril
Deslocamento da prótese de quadril
DU CANE MEDICAL IMAGING LTD/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Tratamento

  • Redução fechada

O tratamento é a redução fechada o mais rápido possível, preferencialmente ≤ 6 h; o atraso aumenta o risco de osteonecrose (1).

O quadril pode ser reduzido usando uma das seguintes técnicas:

  • Técnica de Allis

  • Técnica de Captain Morgan

  • Técnica do lançador de mísseis

Ao aplicar qualquer uma dessas técnicas, o paciente precisa receber sedação e relaxamento muscular e deve estar na posição supina.

Para a técnica de Allis, o quadril é flexionado lentamente em 90°, fazendo tração vertical ao fêmur; essa manobra pode ser mais fácil e mais segura quando o paciente é colocado temporariamente em uma prancha rígida no chão. Usa-se faixa ou suporte para manter o quadril do paciente pressionado (fornecendo contrapressão à tração vertical do fêmur).

Na técnica de Captain Morgan, pressiona-se o quadril do paciente com uma tira ou cinto e a parte deslocada é flexionada. Os médicos então colocam o joelho sob o joelho do paciente e o levantam fazendo a tração vertical do fêmur ( Técnica de Captain Morgan..). Na primeira aplicação, a taxa de sucesso da técnica de Captain Morgan pode ser melhor do que a técnica de Allis (2).

Técnica de Captain Morgan.

Técnica de Captain Morgan.

Para a técnica de lançador de mísseis (3), o ortopedista permanece em pé ao lado comprometido do quadril e voltado para os pés do paciente. O quadril e o joelho deslocados são flexionados a 90 °. Pressiona-se o quadril do paciente com lençol ou por um segundo profissional (para fazer contra tração na pelve). O médico se agacha e o joelho do paciente é colocado no ombro do médico; o médico basicamente segura a perna como uma bazuca. O quadril do paciente é aduzido pressionando o joelho para dentro e é rotacionado internamente girando o pé para fora; o médico então aplica tração suave ao fêmur, levanta-se da posição agachada e puxa o pé do paciente para baixo, usando seu ombro como um suporte.

Técnica da bazuca
Técnica da bazuca
Imagem cortesia de Danielle Campagne, MD.

Após a redução, é necessária TC para identificar fraturas da cabeça do acetábulo e do fêmur e debris intra-articulares ou fragmentos ósseos ou cartilaginosos. Se houver fraturas ou fragmentos ósseos, deve-se consultar um ortopedista sobre uma possível intervenção cirúrgica. Se a TC não mostra nenhuma fratura ou fragmento ósseo, os pacientes recebem alta e podem ir para casa usando muletas e devem ser informados de que podem tocar o chão com o pé (p. ex., para manter o equilíbrio), mas não devem colocar peso sobre ele (carga sobre o pododáctilo) pelo menos até o acompanhamento ortopédico ser agendado.

Referências sobre tratamento

  • 1. Kellam P, Ostrum RF: Systematic review and meta-analysis of avascular necrosis and posttraumatic arthritis after traumatic hip dislocation. J Orthop Trauma 30 (1):10–16, 2016. doi: 10.1097/BOT.0000000000000419.

  • 2. Hendey GW, Avila A: The Captain Morgan technique for the reduction of the dislocated hip. Ann Emerg Med 58 (6):536–540, 2011. doi: 10.1016/j.annemergmed.2011.07.010.

  • 3. Dan M, Phillips A, Simonian M, et al: Rocket launcher: A novel reduction technique for posterior hip dislocations and review of current literature. Emerg Med Australas 27 (3):192–195, 2015. doi: 10.1111/1742-6723.12392.

Pontos-chave

  • A maioria dos deslocamentos do quadril é posterior, e causa encurtamento, adução e rotação interna da perna.

  • Diagnosticar por meio de radiografias de rotina.

  • Reduzir o mais rápido possível, preferencialmente ≤ 6 h, usando uma das várias técnicas; o atraso aumenta o risco de osteonecrose.

  • Após a redução, fazer TC para identificar fraturas e debris intra-articulares ou fragmentos ósseos.

Deslocamento da prótese de quadril

Após a substituição total do quadril, a prótese do quadril se desloca sem traumas em até 2% dos pacientes. Deslocamentos posteriores são comuns.

A redução fechada costuma ser bem-sucedida, especialmente para os deslocamentos de primeira vez, mas a cirurgia de revisão do quadril costuma ser necessária.

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