Fasciolopsíase é infecção causada pelo trematódeo intestinal Fasciolopsis buski, que é adquirido pela ingestão de plantas aquáticas ou ingestão de água contaminada.
Trematódeos são parasitas achatados que infectam várias partes do corpo (p. ex., vasos sanguíneos, trato gastrointestinal, pulmões, fígado) dependendo da espécie.
F. buski está presente no intestino de porcos em muitas partes de Ásia e no subcontinente indiano. A prevalência de infecção é mais alta entre crianças de regiões endêmicas. F. buski também é chamado de trematódeo intestinal gigante porque é o maior trematódeo a infectar seres humanos.
A infecção humana é normalmente adquirida pela ingestão de água contaminada ou de plantas aquáticas (de água doce), particularmente brotos de bambu, agrião ou castanhas-d'água, portadoras de metacercárias infecciosas. F. buski requer um caracol hospedeiro intermediário para completar seu ciclo de vida. Os caracóis utilizados por F. buski são pequenos caracóis planorbídeos dos gêneros Hippeutis e Segmentina (1, 2). Vermes adultos aderem-se e ulceram a mucosa do intestino delgado proximal. Crescem até cerca de 20 a 75 mm por 8 a 20 mm. O tempo de vida dos vermes adultos é de cerca de 1 ano.
1. No hospedeiro humano, os ovos não embrionados são liberados no intestino e são excretados nas fezes.
2. Os ovos são embrionados na água.
3. Os ovos liberam miracídios, que penetram em um caramujo (hospedeiro intermediário).
4. No caracol, os miracídios se transformam em esporocistos, a seguiur em rédias e depois em cercárias.
5. As cercárias são liberadas do caracol.
6. Encistam-se (formam cistos) como metacercárias em plantas aquáticas e podem ser ingeridas por um hospedeiro mamífero, (ser humano ou porco).
7. Após a ingestão, as metacercárias excistam (rompem seus cistos) no duodeno e fixam-se à parede intestinal.
8. Lá, se transformam em vermes adultos em cerca de 3 meses.
Image from the Centers for Disease Control and Prevention Image Library.
A fasciolopsíase costuma ser assintomática. Nas infecções graves, os sintomas geralmente começam 30 a 60 dias após a exposição e podem incluir anorexia, vômitos, diarreia, dor abdominal e sinais de má absorção. Eosinofilia periférica pode estar presente.
Nos casos graves, a má absorção pode resultar em edema e ascite devido à perda de proteínas. Também podem ocorrer deficiência de vitamina B12 e anemia.
O diagnóstico da fasciolopsiase é baseado na detecção de ovos ou, menos comumente, vermes adultos nas fezes ou outros fluidos gastrointestinais (vômito, bile ou amostras gastroduodenais obtidas via biópsia). Os ovos de F. buski são amplamente elipsoidais, operculados e medem de 130 a 150 micrômetros de comprimento por 60 a 90 micrômetros de largura. Os ovos são difíceis de distinguir microscopicamente daqueles de Fasciola hepatica.
Os ovos de F. buski são amplamente elipsoidais e operculados (cobertura protetora ou estrutura semelhante a uma tampa) e medem de 130 a 150 micrômetros de comprimento por 60 a 90 micrômetros de largura. Os ovos de F. buski podem ser difíceis de distinguir dos ovos de Fasciola hepatica, mas as extremidades aboperculares (opostas à extremidade opercular) dos ovos de F. hepatica frequentemente apresentam uma área rugosa ou irregular.
Os ovos são desembrionados quando eliminados nas fezes.
CDC/DPDx
O tratamento da fasciolopsíase é com praziquantel por via oral 3 vezes ao dia por 1 dia.
A prevenção envolve não beber água contaminada nem comer plantas de água doce nas regiões onde Fasciolopsis buski é endêmico (2).
Referências
1. Centers for Disease Control and Prevention: DPDx–Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern: Fasciolopsiasis. June 5, 2024. Accessed July 2, 2025.
2. Centers for Disease Control and Prevention: Fasciolopsiasis: About Fasciolopsiasis. April 25, 2024. Accessed July 11, 2025.



