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Manual MSD

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Febre de Oroya e verruga peruana

(Doença de Carrión)

Por

Larry M. Bush

, MD, FACP, Charles E. Schmidt College of Medicine, Florida Atlantic University;


Maria T. Perez

, MD, Wellington Regional Medical Center, West Palm Beach

Última modificação do conteúdo abr 2018
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Febre de Oroya e verruga peruana são infecções causadas pelas bactérias Gram-negativas Bartonella bacilliformis. A febre de Oroya ocorre após a exposição inicial; a verruga peruana ocorre após a recuperação da infecção primária.

Endêmicas somente na Cordilheira dos Andes, na Colômbia, no Equador e no Peru, tanto a febre de Oroya como a verruga peruana são transmitidas de uma pessoa para outra pelo flebotomíneo do gênero Phlebotomus.

Febre de Oroya

Os sintomas da febre de Oraya incluem febre e anemia profunda, que podem ser de início súbito ou insidioso. A anemia é principalmente hemolítica, mas mielossupressão também ocorre. Dor muscular e articular, cefaleia intensa e frequentemente delirium e coma podem ocorrer. Bacteremia sobreposta causada por Salmonella ou outros microrganismos coliformes pode ocorrer. As taxas de mortalidade podem exceder 50% em pacientes sem tratamento.

O diagnóstico da febre de Oroya é confirmado por meio de culturas de sangue.

Como a febre de Oroya costuma ser complicada pela bacteremia por Salmonella, cloranfenicol 500 mg a 1000 mg VO a cada 6 h durante 7 dias é o tratamento de escolha; alguns médicos acrescentam outro antibiótico, normalmente a doxiciclina ou um beta-lactâmico, mas o sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP), os macrolídios e as fluoroquinolonas também foram utilizados com sucesso.

Verruga peruana

A verruga peruana se manifesta como múltiplas lesões cutâneas que se assemelham muito à angiomatose bacilar; esses nódulos proeminentes roxo-avermelhados geralmente ocorrem nos membros e na face. Essas lesões podem persistir por meses a anos e ser acompanhadas de dor e febre.

Verruga peruana é diagnosticada por seu aspecto e às vezes por biópsia, a qual demonstra angiogênese na pele.

O tratamento da verruga peruana com a maioria dos antibióticos induz remissão, mas a recidiva é comum e requer terapia prolongada.

O tratamento típico da verruga peruana é rifampicina, 10 mg/kg, VO, durante 10 a 14 dias, ou estreptomicina, 15 a 20 mg/kg, uma vez ao dia, por 10 dias. Ciprofloxacino, 500 mg VO bid durante 7 a 10 dias foi usado com sucesso, assim como azitromicina, doxiciclina e sulfametoxazol-trimetoprima.

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